quarta-feira, dezembro 31, 2008


«Crise? Que crise? FELIZ 2009!»

terça-feira, dezembro 30, 2008

Livros lidos ou editados em 2008

O Breve Sentimento do Eterno, Nuno Júdice (Nélson de Matos)

Anna Karénina, Lev Tolstoi (Relógio d'Água)

Ortodoxia, GK Chesterton (Aletheia)

War And Peace, Lev Tolstoi, tradução de Constance Garnett (Könemann)

Jazz Covers, Joaquim Paulo (Taschen)

O Herói Do Nosso Tempo, Mikhail Lermontov (Relógio d'Água)

The Complete Short Stories, Evelyn Waugh (Everyman's Library)

Os Tesouros de Sinatra (Casa Sassetti)

O Fantasma Sai De Cena, Philip Roth (D.Quixote)

Searching For John Ford, Joseph McBride (St. Martin's Press)

(cont.)

sábado, dezembro 27, 2008


I Wanna Be Evil, por Miss Eartha Kitt. Que descanse não tão em paz como isso.

sexta-feira, dezembro 26, 2008

Discos 2008

The Age Of The Understatement, The Last Shadow Puppets


Fleet Foxes, Fleet Foxes

Portugal

À Deriva, Novembro

Canções
My mistakes were made for you, The Last Shadow Puppets: música tensa, John Barry a orquestrar para amores e humores de novos Bond. Letra assombrosa.

Lost Coastlines, Okkervil River: Belíssimas vocalizações, harmonias simples e lindas no clássico contraste formal ritmo-letra melancólica. Para durar.

Movimento Perpétuo Associativo, Deolinda: humor certeiro sobre a arte de ser português, incluido num excelente disco de estreia.

Vendaval, Camané/Dead Combo para projecto UPA. Provavelmente a melhor versão do ano.Tony de Matos estará satisfeito.
(cont.)

quarta-feira, dezembro 24, 2008


Nada como uma canção que fala de um Pai Natal ameaçador e vigilante para animar as festas. Bom Natal a todos.

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Sendo assim, comecemos.

Blogues 2008
A Causa Foi Modificada
Complexidade e Contradição
Desinfeliz de Juízo
Estado Civil
Melancómico
O Jansenista
O Regabofe
Pastoral Portuguesa
Sinusite Crónica (excluindo a minha participação)
Tame The Kant (RIP)
Terapia Metatísica
Voz do Deserto

Concertos
Ana Moura (Coliseu de Lisboa)
Brandford Marsalis (EstorilJazz)
Camané (Coliseu de Lisboa)
The National (Aula Magna)

(cont.)

domingo, dezembro 21, 2008

Perigo: felicidade
É a crónica sinusítica do dia, para ser lida aqui.
Being Manuel Machado

[comparando os «três grandes»]:«Todavia sabemos que a maior consistência veste de azul».

«[o Benfica] está a fazer uma prestação em ziguezague».


Excertos de uma entrevista à Antena 1. É tão bom saber que há coisas que não mudam.

sábado, dezembro 20, 2008

«You can keep your marxist ways 'cause it's only just a phase»

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Para a semana começa a dança do balanço neste estabelecimento

Mas desde já aviso que esta é uma das melhores canções de 2008.

segunda-feira, dezembro 15, 2008

No reino maravilhoso do day-time TV
A Popota faz melhor playback do que o Tony Carreira.
«Leonard Cohen confirmed you as a friend»*
Só ele precisava de confirmação. Por mim sei que ele é meu amigo há quase 30 anos.




*on Facebook.

domingo, dezembro 14, 2008

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Nascido a 12 de Dezembro

Mestre. Style and substance. Façam o favor de ler em veneração.

quinta-feira, dezembro 11, 2008

The D.Juan Files, 4: Moto Moto

«The name's so nice you say it twice». Maravilhoso.

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Engana-me que eu gosto
Aqui vamos nós outra vez: quatro rapazes vestidos de preto, cabelos curtos, clean-cut,caras fechadas entre a ascese romântico-metafísica e a dor ogival que proclamam. O som é negro, as letras sombrias e existenciais.Soa a algo familiar, claro; Manchester ou Liverpool, 1981.
Não, 2008. Os White Lies juraram a pés juntos que nunca ouviram Bunnymen ou os Teardrop Explodes antes de escreverem as suas canções, mas torna-se dificil de acreditar. Então para quem tinha nesses anos longinquos paciência, alma, dedicação e afincado mimetismo para bandas favoritas (leia-se: para quem tinha 16 anos) a coisa cheira a esturro. E para os fanáticos das vivissecções musicais, os temas dos moços são um paraíso: harmónicos de sintetizador a la Ultravox fase Midge Ure, baixo fretless depois de break de bateria cortesia Duran Duran... Podia continuar por anos.
Então o que separa os White Lies de fraudes como She Wants Revenge ou a pompa balofa dos Interpol? A solidez das canções, a sinceridade na entrega e a ilusão mais prolongada do que o costume de que estas melodias ainda não tinham sido escritas. Como esta magnífica Lose My Life, por exemplo. Engana-me que eu gosto.

terça-feira, dezembro 09, 2008

Overbooking
Primeiro,


e logo a seguir

sexta-feira, dezembro 05, 2008

terça-feira, dezembro 02, 2008

The past is (also) a foreign city.

Vienna, Ultravox (1980)
Sinatra sings Schopenhauer

Ou a mais cintilante versão da máxima schopenhaueriana que afirma que o amor é uma armadilha posta para a perpetuação da espécie. Se tivesse Sammy Cahn e Jimmy Van Heusen a escreverem para mim até acreditava.

segunda-feira, dezembro 01, 2008

1º de Dezembro
«O Rei é livre, nós somos livres.» (mensagem de SAR D. Duarte aqui)

domingo, novembro 30, 2008

Intervalo publicitário
Aviso: contém alma. Manter longe das crianças. A crónica sinusitica do dia.

sábado, novembro 29, 2008

Querido Pai Natal,
pode ser o «livro» do Francis Bacon. Obrigadinho.
Borgerias (1)
«Escrevi muitos poemas de amor causados por muitas mulheres. Se eu estava enamorado saíam um, dois, três poemas. Se eu tinha uma paixão motivada por um capricho extravagante, saíam-me muitos. Por vezes, abandonados pela mulher escolhida, só nos resta o prazer de estar tristes pela mulher que nos falta.»
Jorge Luís Borges

quinta-feira, novembro 27, 2008

Classe de 2008

Foals - Olympic Airways

quarta-feira, novembro 26, 2008

Renascidos a 25 de Novembro
As notícias da morte foram largamente exageradas. Depois de várias semanas de negociações, com árduos argumentos e perguntas fracturantes como "A que horas é que se janta?", os sinusíticos regressam, cada vez mais crónicos e mais sinusíticos. Agora é que é, que qualquer dia para ler estes rapazes vão ter de comprar o livro.

terça-feira, novembro 25, 2008

Coisas que era bom saber dizer

Ben Folds, You Don't Know Me At All (featuring Regina Spektor)
Dos 25 a que temos de estar gratos
Depois do de Abril, este é o outro. E ainda houve tempo para há dois anos abrirmos esta casa.

sábado, novembro 22, 2008

O Natal é já hoje!

O YouTube é cada vez mais uma instituição de caridade e misericórdia.
Fado.


Song: Memory, hither come

Memory, hither come,
And tune your merry notes;
And, while upon the wind
Your music floats,

I'll pore upon the stream
Where sighing lovers dream,
And fish for fancies as they pass
Within the watery glass.

I'll drink of the clear stream,
And hear the linnet's song;
And there I'll lie and dream
The day along:

And, when night comes, I'll go
To places fit for woe,
Walking along the darken'd valley
With silent Melancholy.

William Blake

sexta-feira, novembro 21, 2008

E no meio destes dias de fancaria, dias de juntar água, dias intervalos entre o príncipio e o fim - os nossos dias - há isto. Há isto.

quarta-feira, novembro 19, 2008

A selecção está imparável.

Dois a um à Alemanha em Berlim (don't mention the war). E até me deu vontade de ver o Brasil-Portugal.
Even better than the real thing

Juro que foi gerado a partir de uma fotografia minha. ficou muito melhor. Foi a tua sorte, meu querido amigo.
Boas notícias

Ladyhawke em Lisboa a 3 de Dezembro. Depois deste Paris is burning, Lisboa também.
Façam favor
de visitar este blogue e colaborar. Mais do que uma boa ideia ou uma vaga esperança trata-se de gente que faz.

terça-feira, novembro 18, 2008

Pré-publicação*

Henrique não acreditava em serendipismos de espécie alguma, até ao momento em que encontrou Vera. E mesmo nessa altura continuou a não acreditar. Preferiu epifania ou milagre, 'muito mais acessível', segundo o próprio.
A ausência, é sabido, torna as presenças vividamente insuportáveis. E assim, mesmo não o querendo, Henrique foi obrigado a reviver, minuto a minuto, as estranhas condições em que conhecemos o «amor da nossa vida». Sempre bizarras, por mais banais que realmente se apresentem: um jantar de amigos, um conhecimento profissional, uma conversa nocturna. Como Henrique amou Vera, esse dia transformou-se numa saga épica e fantasiosa, em que surgiram rodeados de actores secundários num plano distante e difuso, numa terra de ninguém. Não houve frases memoráveis para assinalar um príncipio.


* a publicação própriamente dita ninguém sabe ainda se vai acontecer. Este é o inicio de algo que está em progresso e para o qual peço a colaboração dos leitores da casa e ocasionais turistas. Critiquem, sugiram, glorifiquem. Agradeço, a sério. O mail está lá em cima. Obrigado.

segunda-feira, novembro 17, 2008

«I don't feel like dancin', no sir no dancin' today»

domingo, novembro 16, 2008

Eu, Bondófilo, me confesso

O maior, junto do seu Aston Martin DB5 que utilizou em Goldfinger e que eu possuí na versão Corgi Toys. Provavelmente o carro mais bonito do mundo.

Para quem padece da mesma doença, recomendo sinceramente este tratamento.

sexta-feira, novembro 14, 2008

Yes we can!
Eis um dos benefícios do blobbying:um tipo tanto fala, tanto fala que as coisas acabam mesmo por acontecer: Um Mundo Catita estreia na RTP 2 este domingo. A crise acabou!

quinta-feira, novembro 13, 2008

Freud passou por Deadwood

«Help me, Lord, to understand cunt.», Cy Tolliver
Uma das muitas maravilhosas deixas da série televisiva mais bem escrita que conheço.
Correctíssimo.
Quanto mais se ouve, melhor e melhor e...pronto, desculpem.
The Last Shadow Puppets - My Mistakes Were Made For You

Contém o melhor verso pop de 2008:«Innocence and arrogance intwined/in the filthiest of minds»

quarta-feira, novembro 12, 2008

Private lives



Existem momentos no nosso convívio quotidiano com amigos, conhecidos ou recém-conhecidos em que inevitavelmente alguém resvala para territórios inimagináveis da privacidade. Não se sabe de onde chega essa coragem, que a mim – que mesmo na máxima solidão gosto de dormir de portas fechadas – me parece sempre absurda e inoportuna, embora na maior parte das vezes bem-intencionada. Mas embalado por um misterioso calor (normalmente um Jameson sem gelo e um pouco de água), uma pessoa deixa-se levar pelo canto de sereia da intimidade efémera mas absolutamente vital naquele minuto. Como numa noite recente, em que alguém me disparou

«Há algum momento, na tua vida amorosa, que gostarias de reviver?»

assim, à queima-roupa. Balbuciei que não sou nostálgico em nada, que o que passou é bonito para se lembrar, que é o património maior e mais eterno que

«O que é engraçado é que mesmo um tipo tendo desilusões não consegue deixar de cair na mesma armadilha, continua sempre a querer amar [sic] mais ou diferente…»

fez favor de concluir o meu interlocutor. Apeteceu-me dizer-lhe que do amor gosto mas tenho medo de amar e ser amado, de citar Borges quando dizia que escrevia para se distrair do amor. E ia fazê-lo, mas o filósofo de ocasião foi de repente invadido por um desejo imenso de um queijo brie ali ao lado. Felizmente para mim, que não escrevo, não sou Borges e estava a dizer verdades a mais. Mas o mal estava feito e o que posso dizer é isto: não trocaria nada pelo dia de hoje. Nada. Mas sei que à medida que envelhecemos o amor é cada vez mais remissivo para aplicações paralelas no presente. E isso sabe tão bem. Pelo menos melhor do que brie.
Sinatroscope! Sinatroscope!
Para ir com toda a família.
Cada vez que se ouve fica melhor.

segunda-feira, novembro 10, 2008

domingo, novembro 09, 2008

Um dos melhores romances do mundo, Guerra e Paz (muito em voga este ano) na tradução da extraordinária Constance Garnett, numa edição ainda mais bonita e portátil da Könemann. O Inverno é a estação mais civilizada.
Só por isto quase que valeria a pena a eleição do homem

Glasgow, 5 de Novembro
Leonard Cohen the day after Barack Obama was voted in as the New President of the USA.Leonard walked to the front of the stage, fedora in his hand, and recited (with no background music) the following:

"I'm sentimental if you know what I mean
I love the country but I can't stand the scene.
And I'm neither left or right
I'm just staying home tonight,
getting lost in that hopeless little screen.
But I'm stubborn as those garbage bags
that Time cannot decay,

I'm junk but I'm still holding up
this little wild bouquet:
This is my love letter to the U.S.A."

sexta-feira, novembro 07, 2008

Louvre come back to me

Mais uma obra-prima com Pepe Le pew. E os diálogos, os pássaros parisienses que chilreiam «le tweet..le tweet...»
Amiguismo antigo e orgulhoso

Crash Into Me (original de Dave Matthews). Marta Hugon (vcl), Filipe Melo (p), André Fernandes (g)Bernardo Moreira (cb), André Sousa Machado (bat)

quinta-feira, novembro 06, 2008

O meu mal é chegar sempre atrasado

Senão poderia ter sido eu a escrever isto:
« E ou muito me engano ou pessoas como eu, que não teriam votado em Obama, vão ter de o defender muitas vezes contra aqueles que hoje estão eufóricos com a sua vitória. Com presidentes americanos, é costume. A realidade é uma grande escola.»

Como sempre, ficou bastante melhor.

(ainda ontem, em conversa sms com um amigo, dizia maldosamente um dos méritos de Obama é o de , pelo menos, ir desiludir o mundo inteiro. A resposta foi «Ai a ilusão...És mesmo rabicho». Comentário à parte, foi na ilusão - a «esperança», a «mudança», a «nova ordem mundial», tudo coisas concretas - em que os americanos Obamistas votaram e os deslumbrados europeus votariam. Nisso e sobretudo contra Bush. Se concordo com o segundo acho patético o primeiro. Percebido, amigo José?)

terça-feira, novembro 04, 2008

Algumas palavras sobre a ampliação do porto de Lisboa
Tonight's the night



(e, vi agora, em sintonia absoluta com a Kat)

sábado, novembro 01, 2008

sexta-feira, outubro 31, 2008

«Opressed by the figures of beauty»

Diane Kruger, para o Tradução Simultânea.
Uma vez, num mundo perfeito...

A espantosa orquestra de Tommy Dorsey com o grupo vocal Pied Pipers, onde pontificava um moço franzino que me acompanha até hoje. A canção é a simples mas bela I'll never smile again.

quinta-feira, outubro 30, 2008

«Não era como no Expresso»

«E álcool? Alguma vez teve a noção de que fechavam o jornal todos bêbedos?

Então não?!(...)Eram às caixas, centenas de garrafas com sacos de gelo! E o Dinintel era às caixas. Na altura era às lamelas.(...) Mas não bebíamos qualquer coisa. Eram whiskeys irlandeses óptimos, gins, bebidas bem feitas com lima e gelo. Não era como no Expresso. Eram bebidas impecavelmente feitas, com lima, gelo, à maneira!»

Miguel Esteves Cardoso, em maravilhosa entrevista à Sábado de hoje, revela alguns dos nossos métodos de trabalho usados nos tempos d'O Independente e da Kapa. Ah giovinezza, giovinezza, primavera di belezza...

quarta-feira, outubro 29, 2008

Post d'aprés Arq. Lourenço
Já cá venho dizer o que foi o concerto de Nneka.

terça-feira, outubro 28, 2008

segunda-feira, outubro 27, 2008



For oft, when on my couch I lie
In vacant or in pensive mood,
They flash upon that inward eye
Which is the bliss of solitude;
And then my heart with pleasure fills,
And dances with the daffodils.


William Wordsworth, I wondered lonely as a cloud (excerto)

domingo, outubro 26, 2008

sábado, outubro 25, 2008

sexta-feira, outubro 24, 2008

Agora, um intervalo
Primeiro, por puro pudor, não queria fazer o link. Há muito que não via tão bonitas palavras à flor da pele. Mas depois regressei ao texto e esta beleza triste comove e é arrogância não a partilhar. Chamada não atendida, talvez o texto mais bonito que alguma vez li desde que dou atenção a estas vidas.
Árbitros e «pénaltis». Muitos «pénaltis».


(Bielorrússia, jogo de iniciados.O video poderia ter sido editado para 20'', mas tem graça o príncipio e o final)

quinta-feira, outubro 23, 2008

Dias ociosos
Não percebo. Muita gente venerável das vidas virtuais discute putativas intrigalhadas blogosféricas, quando o que é verdadeiramente grave é isto.

domingo, outubro 19, 2008

sábado, outubro 18, 2008

Cantando com o inimigo

«Her stupidity flows», versão de um hit cujo nome se me escapa no momento e o mais letal ataque a Palin que vi até agora. E fica no ouvido.


(d'aprés esta indispensável senhora)
Gente com sangue nas veias
e sem meias tintas, como deve ser. Jugular.
Sem comentários
Canal MGM, sábado à noite. LL Cool J apresenta a actuação de Chris Brown, feita de versões de Sam Cooke, como «an hommage to our forefathers». A tradução (brasileira) coloca nas legendas «uma homenagem aos nossos quatro padres». A sério.

quinta-feira, outubro 16, 2008

Albânia em Portugal

Formação de professores para a utilização do Magalhães em Cantanhede. Os mesmos professores que se indignam nas ruas.
Portugal -Albânia

A vossa generosa atenção para o primeiro e terceiro golo.

quarta-feira, outubro 15, 2008

Sobre o jogo desta noite, algumas reflexões:

1 - É muito bom quando alguém pega nos nossos preconceitos e os tira para fora à faca, como acontece com as ostras. Foi o que definitivamente fez hoje Fabio Capello.

2- Para não falar de Emile Heskey (aka «O Velho Armário»), que joga com tecnica e força e fez o melhor jogo desde que está na selecção. Um caso de reinserção no jogo de futebol.

3- Contrariando a tendência do barril do crude, o barril de cerveja do Hennessy's do Cais do Sodré subiu de preço dramaticamente desde o ultimo sábado (Inglaterra-Cazaquistão; Wembley estava pejado de ingleses incorrectos, vestindo o famoso mankini de Borat. Resultado: 5-1.), estando a pint a 4 euros. Assim não há quem viva.

4- Wayne Rooney, na plenitude da sua forma, é melhor e maior jogador do que Cristiano Ronaldo, mesmo na sua melhor forma (como até agora). Argumento com datas, videos e factos com a candura que me caracteriza.

5- A Bielorrússia não é uma equipa qualquer. São novos, mas destruiriam esta equipa portuguesa anytime.

6 - Três-a-um, fora, e uma exibição muito boa (tirando David «Calamity» James, um guarda-redes com qualquer poder de chantagem sobre os seleccionadores).Quatro jogos, doze pontos, um goal average muito bom e Beckham ainda a impor respeito, mesmo a passo.

7- Ver milhares de ingleses na Bielorússia vestidos de cruzados e cantando o Rule Britannia comove qulaquer um.

O jogo da selecção portuguesa não vi. Não vejo jogos onde, antes do desafio, se proclama como «imperativo ganhar à Albânia». Isto deveria ser uma pista, oh meus optimistas compatriotas.
Não macem o ministro
Há dias em que este blogue também só funciona nos Magalhães.

terça-feira, outubro 14, 2008

My mistakes were made for you

Quanto mais o ano se gasta mais acredito que este é o disco de 2008 e mais uns tempinhos.

segunda-feira, outubro 13, 2008

Ulisses dirá agora algumas palavras

Do meu navio já vejo o porto. O mar está enganoso, com uma serenidade volúvel, uma fúria subterrânea que já consigo pressentir. E ali à frente, Ítaca. Reconheço os cheiros, as visões, as esperanças. Reconheço até a minha ausência, quase que a posso tocar à medida que nos aproximamos. Tudo é familiar – até esta sensação de voltar a ser um estranho.
Um dos meus homens começa a cantar uma velha canção de marinheiros que fala de lutas, de amores que ficaram para trás e da paz do regresso. Não gosto dessa canção. Em todo o lado onde estive, esteve Ítaca: nos braços das mulheres que amei e abandonei, que me amaram e traíram. Nas paisagens inesperadas que fiz questão de explorar. No medo escuro do momento da partida, no fogo e sangue que fizeram o meu rasto. Itaca sempre presente, renovando-se a cada momento, fazendo esquecer o anterior, matando o instante que me precedia sem piedade. Ítaca é um lugar que sempre começou e acabou em mim, como um dom e uma maldição. Nunca ansiei por ela, nunca ela me quis.Digo ao homem que canta para se calar de vez, enquanto penso no próximo porto.

domingo, outubro 12, 2008

«A night of sad alarms»

Then in the night, a night of sad alarms,
Bitter with pain and black with fog of fears,
That drove us trembling to each other's arms --
Across the gulf of darkness and salt tears,
Into life's calm the wind of sorrow came,
And fanned the fire of love to clearest flame.




The Wind Of Sorrow, Henry Van Dike (excerto)

quarta-feira, outubro 08, 2008

«Take a look at the kids on the street, they never miss a beat»
Que grande canção, que grande regresso.
O Major Scobie morreu.
Por outro lado, e como se vê na assinatura dos posts, a coisa tende a piorar.

terça-feira, outubro 07, 2008

Lá terei eu de sair de casa

Dia 29 de Novembro, Aula Magna: Mercury Rev. A quem é que posso agradecer?

segunda-feira, outubro 06, 2008

domingo, outubro 05, 2008

Amiguismos à parte, isto é muito, muito bom.

Conto de fadas de Sintra a lisboa, Os Pontos Negros. Abusivamente, Strokes com sentido de humor e subtileza nacional.
5 de Outubro
Menos trágico do que o 11 de Setembro; tão relevante como o 14 de Fevereiro.

(e 98 anos depois continua a não haver nada para celebrar. Viva o Rei.)

sexta-feira, outubro 03, 2008

A salvação é possível
Entretidos que estão a escrever excelentes textos sobre futebol, os elementos desta corporação ignoram, para mal deles, a qualidade das exibições de Ronnie O'Sullivan no Masters de Shangai. No entanto a redenção ainda é possível, bastando para isso passarem uma semaninha em justos encómios a Steven Gerrard. Aguardamos com ansiedade.

quinta-feira, outubro 02, 2008

Por sábio conselho de Fleet Foxxes

In Ear Park, dos Department of Eagles. Diz que o álbum ainda é melhor.

terça-feira, setembro 30, 2008

Ayer, de Daniel Melingo


(aqui com o espantoso Cristóbal Repetto, «o homem que engoliu um gramofone»)

segunda-feira, setembro 29, 2008

Este homem vem aí, graças a Deus.



E enquanto não chega, é favor gastar este disco.
Manners before politics (even if they're absent, actually)
No primeiro debate presidencial americano (que me parece ter sido mais benéfico para McCain, mas não tenho tempo agora para o justificar), o Republicano referiu-se sempre ao seu rival como «Senador Obama». Por sua vez, o Democrata tratou-o sempre por «John».

domingo, setembro 28, 2008

Paul Newman (1925-2008)

«Who's gonna beat me?»

sábado, setembro 27, 2008

Desculpe, o senador McCain o quê?


(claro que é propaganda e vale o que vale. Mas é muito boa e com sorte, muito certa)

sexta-feira, setembro 26, 2008

Nascido a 26 de Setembro


Do I dare
Disturb the universe?

There will be time, there will be time
To prepare a face to meet the faces that you meet;
There will be time to murder and create,
And time for all the works and days of hands,
That lift and drop a question on your plate;
Time for you and time for me,
And time yet for a hundred indecisions,
And for a hundred visions and revisions,
Before the taking of a toast and tea.

Thomas Stearns Eliot, The love song of Alfred J. Prufrock



There's a new Kant in town.
E recomenda-se, e recomenda-se.

quarta-feira, setembro 24, 2008

A minha eterna epígrafe, e a mais certa.

«A mim não me faz medo o pó que hei-de ser; faz-me medo o que há-de ser o pó.»
Padre António Vieira(Sermões, II, 185)

terça-feira, setembro 23, 2008

Do estilo como modo de vida

Cole Porter, Sinatra, Crosby: e todas as filosofias caem por terra.
Do estilo.

quinta-feira, setembro 18, 2008


Uma das mais extraordinárias canções que conheço, com as harmonias vocais a chegarem ao puro deslumbre. E a saber melhor quando faz sentido.

terça-feira, setembro 16, 2008

Richard Wright (1943-2008)

Already in The Great Gig In The Sky.

segunda-feira, setembro 15, 2008

O mundo já pode dormir descansado

sábado, setembro 13, 2008

«Following orders, not knowing what they do, not caring...»

Em 24 segundos, a punch line de 2009 feita nos anos 40, descoberta pelo segundo melhor arqueólogo português do YouTube (não digo quem é o primeiro).

sexta-feira, setembro 12, 2008

Entretanto, em Zagreb...


Enfim, valham-me estes pequenos médios consolos.

(Theo Walcott, hat-trick. Rooney, na melhor citação da semana:«Tivemos o que merecíamos». Tudo enquanto o mundo se pergunta o que faria Obama com as expulsões dos embaixadores americanos da Bolívia e da Venezuela. Provavelmente dizer ao seu país que o sonho comanda a vida)

quinta-feira, setembro 11, 2008

Being NOT Elisabeth Harden

O Eduardo encontrou um extraordinário texto via Portugal Contemporâneo. É sobre as eleições americanas, os dois partidos, os candidatos e Sarah Palin. Um excerto:

«Democrats are quick to attack religiosity of Republicans, but Democratic ideology itself seem to have become a secular substitute religion» . E por aí fora.

Quem o escreveu, Andrew Sullivan? Não: Camille Paglia, definitivamente alguém longe da estética e «ideologia» Elizabeth Harden. De resto, e sem ironia, aguarda-se ansiosamente o comentário ao texto do blogue oficioso de apoio português a Barack Obama e por extensão anti-Palin.
Relendo The Thin Man, de Dashiell Hammett



«- Darling, are you packing?
- Just putting away the liquor.»

Hard-boiled, e mai'nada.
11 de Setembro
A derrota da selecção portuguesa: eis o que se fala neste dia, eis a verdadeira catástrofe.

(por outro lado, não entremos em pânico: não sendo queirosiano, não quero Scolari outra vez. E, mais importante ainda, os Três Leões espetaram quatro-a-um na Croácia apesar de Capello. )

quarta-feira, setembro 10, 2008

1968
Assino por baixo, meu caro Ricardo. Cycles é de facto um álbum mal-amado, só comparável ao destino que foi reservado para o estupendo Watertown (1970), um disco conceptual ambicioso e perfeccionista, que encontra Sinatra no melhor da voz e das suas idiossincracias. Watertown vendeu 30.000 cópias, numero absurdo quando na mesma frase se acresenta o nome «Sinatra».
Mas os tempos eram hostis. Cycles, desse ano demasiado intenso que foi 1968, anuncia o desenfreado combate de Sinatra com o zeitgeist da época, com repertório notoriamente abaixo da sua estatura, versões improváveis de êxitos pop, as aparições com as infames missangas em cima das Nehru-shirts (camisas sem colarinho à indiana, o hippie-cool do tempo) e sobretudo o casamento com Mia Farrow. Cycles pode não ser tão sublime como o o melhor álbum do período Reprise (na minha opinião, dois: Francis Albert Sinatra & António Carlos Jobim - que concorre para o troféu Melhor Disco do Universo - e September Of My Years) e é verdade que Don Costa está para os arranjos instrumentais como o papel de parede para a decoração de interiores; mas está longe de ser uma obra menor do Mestre, incluindo na própria capa, uma das melhores de toda a sua discografia.
Adenda à adenda e coisa e tal mas já com dedicatória

Eis que todas as palavras se juntam para formarem o mais próximo do silêncio. E a voz, e quem diz é tudo o que é mais importante porque entrediz. O meu fado preferido entre tantos, poema de David Mourão-Ferreira, música de Alain Oulmain, alma de Amália. E quem sabe, sabe o que quero dizer e não consigo.

Porque o vento ao passar
Murmurou o teu nome
E depois de o murmurar
Deixou-me.

domingo, setembro 07, 2008

Adenda ilustrada ao post aqui de baixo

sábado, setembro 06, 2008

Profissão de fé.
Toda a grande arte segue e melhora a vida. É por isso que como a vida, toda a grande arte tende para o silêncio e, no limite, consegue ir além dele sem ser necessário proferir ou pensar uma só palavra. O artista é o que domina a não-palavra. É por isso que a Bíblia é a mais bonita obra feita de não-palavras. É por isso que a poesia tenta tão ávidamente comunicar com o divino mesmo quando o recusa.
Toda a palavra é inútil.

terça-feira, setembro 02, 2008

Da natureza humana

Some love too little, some too long,
Some sell and others buy;
Some do the deed with many tears
And some without a sigh:
For each man kills the thing he loves,
Yet each man does not die.

De The Ballad Of Reading Gaol, Oscar Wilde

sexta-feira, agosto 29, 2008

Quem é Joe Biden?

A campanha do vendedor de sonhos Barack Obama fez uma escolha inteligente ao nomear Joe Biden para vice-presidente. Mas enquanto o menino bonito da «Europa da mudança» (não da América, atenção) já contava com uns pontinhos sérios de avanço nas sondagens, eis que McCain responde com esta candidata a vice-presidente: Sarah Palin. Vitória em toda a linha.
Resta esperar que o republicano saiba encontrar o antídoto ao discurso de Dr.Phil dos males americanos que é a imagem e a força de Obama.



(as minhas férias já terminaram. nota-se, não é?)

terça-feira, agosto 26, 2008

Férias BSO 6


Uma das minhas baladas preferidas, escrita por Pete Madeira e Jimmy Dorsey. Carmen McRae entrega-a aqui com uma fluidez notável, do verse ao chorus, para realçar a letra terna e grata que oferece a ilusão do amor. Brilhante e apenas comparável à versão de Johnny Hartman. ouvir verso a verso.

segunda-feira, agosto 25, 2008

Uma palavrinha do nosso patrocinador

Loss And Gain

When I compare
What I have lost with what I have gained,
What I have missed with what attained,
Little room do I find for pride.

I am aware
How many days have been idly spent;
How like an arrow the good intent
Has fallen short or been turned aside.

But who shall dare
To measure loss and gain in this wise?
Defeat may be victory in disguise;
The lowest ebb is the turn of the tide.

Henry Wadsworth Longfellow

sábado, agosto 23, 2008

Férias, BSO 5

Como é óbvio. Os três da verdadeira vida airada, como já não se faz mais.

terça-feira, agosto 19, 2008

Portugal de pantufas

Vicente Moura demite-se alegando que em casa tem «pantufas confortáveis». Triste país o meu, que merece um Scolari olímpico: alguém que nos convença a colocar bandeirinhas nas janelas em vez de olhar para a óbvia incompetência.

segunda-feira, agosto 18, 2008

Here's to you, Ronnie Drew (1934-2008)




God bless,sir.

domingo, agosto 17, 2008

Férias, BSO 4

O individuo que participa no TuTubas infra é, na minha pouco modesta opinião, o melhor cantor de jazz da actualidade. De resto, é-o de há mais de dez anos para cá. Chama-se Kurt Elling, carrego pelo menos um disco do homem para todo o lado (abomino i-pod)e nunca me canso de o ouvir. Aqui, aparece uma versão do standard Easy Living (também já sublimemente lapidado pelo trompete de Clifford Brown), acompanhado pela orquestra sinfónica de Sidney. De acrescentar ainda que esperei desde 1992 por uma aparição ao vivo de Elling. Essa dádiva foi concedida o ano passado, no Estoril Jazz, num dos melhores concertos a que assisti na vida. Lembro por exemplo que a dada altura [leva com gancho de direita]. Ai. Kurt Elling, senhoras e senhores, a tocar nas minhas férias.


(reparei depois com algum constragimento que existe nos related videos uma versão fabulosa de Take Five, de Dave Brubeck, cantada pelo sr.Elling e pelo sr. Jarreau. Ide ver, ide ver incrédulos)
Férias, BSO 3

Goldfrapp, Monster Love


She & Him, Why do you let me stay

sexta-feira, agosto 15, 2008

«Viste os Smiths em 84? Cool...»
A vantagem de se ter 20 anos no inicio dos anos 80 é que as actuais crises de meia-idade se confundem com revivalismos da moda.

quarta-feira, agosto 06, 2008

Verão: Iogurte lírico 1

Mother, Summer, I

My mother, who hates thunder storms,
Holds up each summer day and shakes
It out suspiciously, lest swarms
Of grape-dark clouds are lurking there;
But when the August weather breaks
And rains begin, and brittle frost
Sharpens the bird-abandoned air,
Her worried summer look is lost,

And I her son, though summer-born
And summer-loving, none the less
Am easier when the leaves are gone
Too often summer days appear
Emblems of perfect happiness
I can't confront:I must await
A time less bold, less rich, less clear:
An autumn more appropriate.

Philip Larkin

segunda-feira, agosto 04, 2008


White Winter Hymnal from Grandchildren on Vimeo.
All hail the men in black (and the girl too, actually...)



(quero lá saber de Beijing, pá. Nunca mais começa a bola)
Sobre o Verão: era exactamente isto que eu ia dizer, juro.

«Autumn wins you best by this its mute appeal to sympathy for its decay.»

- Robert Browning

sexta-feira, agosto 01, 2008

Posologia para a verdadeira amizade:Al Murray, the pub landlord, fala sobre os hinos dos que estiveram sob o Império.


"What you're singin' about? You're singin' about a flag, innit? 'Oh the banner!' (...) It's from the musical (...) It's a fucking nation of poofs"

(e mais uma razão, caro ZDQ, para Obama não ser presidente)

quinta-feira, julho 31, 2008

Posologia para um céptico: The Monkees

quarta-feira, julho 30, 2008



A uma partida

Partiste-vos, e [a] alma juntamente
Em partes desiguais se me partiu;
A melhor, que era vossa, vos seguiu;
Ficou-me a outra, fraca e descontente.

Bem sei que a natureza o não consente,
Mas Amor, que mais pode, o consentiu,
Por que a fé que em presença vos serviu
Também vos sirva agora estando ausente.

Eu,sem mim e sem vós, não sei que espero,
Nem com que maravilhas me sustento
Nas sombras tristes de meu bem passado.

Só sei que cada dia mais vos quero,
E que por mais que possa o esquecimento,
Nunca poderá mais que meu cuidado.

Fernão Rodrigues Lobo Soropita

terça-feira, julho 29, 2008

A música do Céu só pode ser jazz

Duelo de mestres e escolas: Coleman Hawkins e as suas frases quentes, harmónicas, lânguidas e falsamente fáceis enfrenta o futuro.No caso, a velocidade e a ânsia de chegar a qualquer lado que não se sabe bem onde é que é mas que pelo caminho se inventa outro caminho. Ou seja, Charlie Parker e bebop em elevado grau de génio.
A globalização pode matar ( a true story)
O olhar feminino mais dardejante e pleno de ódio a que assisti aconteceu agora num restaurante em Roma, quando, no final do jantar, um português distraído pediu à empregada uma «italiana».

segunda-feira, julho 28, 2008

The D.Juan Files


Madamina, il catalogo è questo, de D.Giovanni (W.A. Mozart). Stefano de Peppo (baixo-barítono) como Leporello.

domingo, julho 20, 2008

Este blogue estará ausente durante uma semana, para desilusão de alguns e júbilo da maioria. Qualquer coisinha, enviar para a Toscânia, onde ao estilo do melhor Maugham, se pode encontrar o autor. Obrigado.

quinta-feira, julho 17, 2008

Sempre a considerar-te, caro João:



Mmmmm.Nah. Nem assim. Desculpa.

(por outro lado, agora que as temperaturas lisboetas nos aproximam estetica e culturalmente de Sierra Leoa (e começam a dar razão a Mersault), receio que os amantes das chinelas na rua sejam verdadeiros pioneiros em moda e sensatez. A continuar assim, os excêntricos como nós, que usam meias e sapatos de atacadores, são uma raça em extinção)

terça-feira, julho 15, 2008

Fishing for compliments.
Deixa-te dessas coisas e continua a escrever, sim? Obrigado.

segunda-feira, julho 14, 2008

Por aqui,novos amores



Fleet Foxes, White Winter Hymnal. Regresso desavergonhado e sem medo das harmonias. Para ouvir, só.

(e pelo que vi, amor partilhado por esta senhora e este senhor)

sábado, julho 12, 2008

"A terrible beauty is born"

Uma das mais extraordinárias, belas e assustadoras cenas de cinema que alguma vez foi feita.

sexta-feira, julho 11, 2008

The Don Juan Files

"He laughed:'What do you think it means to be an womanizer?', he said (it was one of his favourite words in English, he liked to roll it on his tongue, wo-man-i-zer). 'A womanizer is a man who breaks you up and makes you come together again like a woman. Like an a-tom-i-zer that break you up unto atoms. It is only men who hate womanizers, from jealousy. Women appreciate a womanizer. A woman and a womanizer belong naturally together' ".

JM Coetzee, Diary of a bad year


The Don Juan Files

"In his youth in Hungary, said Gyula, he had been a great womanizer. But as he grow older, though he remained as keenly receptive to feminine beauty as ever, the need to make love to women in the flesh receded.(...)
Such outward chastity was possible, he said, because he had mastered the art of conducting love affairs through all its steps, from infatuation to consumation, wholly within his mind"

JM Coetzee
, Diary of a bad year



Pet Shop Boys feat. Rufus Wainwright: Casanova in hell
My personal Optimus Alive!
No fundo este post é inútil
Andava para aqui com umas ânsias, umas insónias recorrentes por não me apetecer escrever o que seja neste cantinho. Até que houve alguém  (uma amiga ex-mulher de outro amigo meu) que me disse em ocasião mais confessional:"No fundo tu e o R. (o ex-marido) são muito parecidos. Têm um grande complexo de donjuanismo, gostam da sedução pela sedução. Quem quiser ser vossa mulher tem de ser várias ao mesmo tempo, para isso poder acontecer. E isso é dificil, é impossivel. As mulheres adoram homens assim porque sabem que eles adoram mulheres. Mas a verdade é que pessoas como vocês acabam sempre sózinhas". Pode não ser bem assim, mas é o que ela vê.
De maneira que rapidamente alinhavei para aqui no moleskine uma passagem de Coetzee sobre os womanizers , as cartas de Byron em que contabilizava as suas conquistas mais alguns versos do seu Don Juan, recortes de ensaios psicanalíticos sobre o fenómeno ou até citações do Don Giovanni de Mozart. Está aqui tudo pronto a sair, mas é a sombra da dúvida sobre aquela solidão que me adivinharam  que não me deixa escrever. 

segunda-feira, julho 07, 2008

sexta-feira, julho 04, 2008

Devido ao calor e à falta de coisas para dizer, este blogue está a preto e branco.

Mas sempre oferece uma das melhores canções do universo.

(reparar também no ar levemente embaraçado dos rapazes, que aqui surgem sem instrumentos, em jeito de coral alentejano)

domingo, junho 29, 2008

Girls band.*


* o original.

terça-feira, junho 24, 2008

Portugueses muito pessimistas, dizem os jornais
Acreditem em mim, o pior ainda está para vir.
No fundo, a única razão de ser e suporte deste blogue

«Amar uma pessoa por aquilo que ela escreve é amá-la por aquilo que ela não é. Amamos sempre os outros por aquilo que nós somos (para eles, às vezes), não por aquilo que os outros são.»

Aqui, claro.

segunda-feira, junho 23, 2008

Dos mesmos criadores de Donaldin, agora em (muito) bom.

domingo, junho 22, 2008

O jogo
Não sei se repararam (e se não o fizeram só diz bem de vocês, hypocrites lecteurs, mes semblables, mes fréres*) mas este blogue tem-se destacado pela ausência de comentários ao Euro-2008. Não por súbito desinteresse da bola; mas sobretudo porque preferi sofrer com a selecção nacional em privado e reservar o meu blindado scolari-cepticismo para os que me estão próximos. Felizmente, por momentos fui surpreendido; infelizmente no final continuei a ter razão.
Por outro lado é conhecida a minha esquizofrenia anglófila, que muito sofreu com a ausência - merecida, por responsabilidade única de Steve McLaren - da selecção dos Três Leões. Sou português para o bem e para Luiz Felipe Scolari. Mas hoje tinha que quebrar o jejum, porque vi o Itália-Espanha.
Parece-me cada vez mais claro que as regras do futebol foram criadas por oposição àquilo que os italianos jogam. Valdano escrevia há pouco tempo que a a Itália sabe «competir», por contrário a «saber jogar». E francamente isso não me interessa. O futebol é um jogo - aleatório, injusto por definição, falível. Os italianos vêem-no como modalidade. E nisso são os melhores, confesso, o que não impede o bocejo que é o seu futebol.
O jogo de hoje foi exemplar: num campo praticamente de sentido único a «competição« dos transalpinos não lhes serviu de nada. Os espanhóis, não jogando por aí além, esforçaram-se. Os italianos, como sempre, jogaram com apenas metade das regras - aquelas que regem o jogo defensivo. Rubbish.
Nada disto seria importante se na selecção italiana - e nas suas equipas - não pontificassem alguns dos melhores jogadores do planeta. Acreditem que ninguém como eu sentiu a ausência de Pirlo, um dos melhores jogadores que tive a sorte de ver na plenitude dos meus sentidos. Mas oh meu Deus, dia feliz este, em que vão para casa.
A FIFA ou a UEFA deveriam ter uma regra especial para o futebol italiano - deixavam-nas permanecer em torneios até aos quartos-de-final e depois iam para casa, independentemente do resultado ou da «justiça» do jogo. Deus sabe que este último conceito é totalmente desconhecido aos ragazzi. Hoje, curiosamente, houve essa «justiça»; venceu o jogo em vez da competição. Eu sei que é dificil, mas deveria ser sempre assim.
Agora vou rever a Rússia, essa anti-Itália que se claudicar é por falta de experiência.


*Frase vencedora do troféu Baudelaire Metido A Martelo Num Post Sobre Bola 2008.

quinta-feira, junho 19, 2008

Hoje mais ninguém faz anos

...só Francisco Buarque de Hollanda. Sessenta e quatro, para ser mais preciso.Só se pode agradecer.

(aqui Chico canta o grande Noel Rosa)

quarta-feira, junho 18, 2008

«I don't need an alibi, I need a fire escape and an open window»

A mais cocaínomana das canções de Lloyd Cole (algumas chaves:"we gave up sleep at the age of 17", "got some traffic yessir in my nose", o famoso "meet me in the john john", entre outros) é também um magnifico manual de aforismos sobre as relações afectivas alienadas e vertiginosas. Um clássico que anunciava a primeira decadência do cantor e autor, que só com Anti-depressant voltou a ter um álbum verdadeiramente à altura.

(esta é a versão censurada, em que Cole teve de modificar versos como «Excuse me a minute whilst I powder my nose» ou em que o «meet me in the john» (vem ter comigo à casa de banho) passou a «Mimi's in the john, John».)

domingo, junho 15, 2008

Slaínte, Erin!

Nunca me cansarei de dizer bem da Ilha Esmeralda, o lugar onde vive a oposição a José Sócrates. Mesmo quando dizem «não» têm razão, como o prova este simpático video.

sábado, junho 14, 2008

«I couldn't feel any better or I'd be sick»


Está para nascer o homem que tenha mais pinta do que Dean Martin.


(e combo com tanto swing como o de Red Norvo, que aqui «acompanha» Dino numa cena de Ocean's Eleven)

quarta-feira, junho 11, 2008

A sério, estou tão cansado...
Preocupemo-nos com coisas sérias, sim?
Como as que são divulgadas neste blogue. A luta continua.
Bravocíssimo!



(por mais que tenha visto este filme - e vi -, sempre me surpreenderá a inépcia com que Vergílio Teixeira segura a guitarra, como se fosse um pedaço de pata negra. É uma das melhores piadas da fita)

segunda-feira, junho 09, 2008

À atenção da ASAE
As pessoas das chinelas havaianas voltaram a sair às ruas. Sêde implacáveis.
Tintin no Congo
Às 9.30 da manhã a cidade de Lisboa registava 22ºC de temperatura do ar. Gostava de saber o que o governo tem a dizer sobre esta vergonha.

domingo, junho 08, 2008

Auto-retrato feito por outrem, 2
Um bom jogo da selecção portuguesa no final de um sábado perfeito. Porque, na mesma tarde...

quarta-feira, junho 04, 2008

Duas provas de que Deus existe (e que tem uma direita divina)


(e quem vai ser a próxima nº1, quem é? Mais uma vez, obrigado)
Com o Alto Patrocínio do Instituto Superior Steven Gerrard:






(andamos aqui a brincar ou que é isto?)

terça-feira, junho 03, 2008

segunda-feira, junho 02, 2008

Nietzsche, confissões e televisões
Este acordar da Charlotte trouxe-me memórias pessoais interessantes e inúteis, vontade de dizer coisas e sobretudo um belíssimo motivo para procrastinar gloriosamente.
Para começar, fico sempre com inveja de quem descobre autores numa altura supostamente «tardia», apenas porque normalmente tem-se muito maior gozo com isso. No caso da Carla, Nietzsche, que eu «descobri» aos 16 anos. Ler o Para Além Do Bem E Do Mal com as hormonas em modo milk shake é natural. O filósofo tem um estilo galvanizante, épico e que faz levantar das cadeiras e empunhar bandeiras. Como a Carla bem diz, oscila sem meias-tintas entre a demência e a pura genialidade. Mas isso só fui descobrir muitos anos mais tarde - muito depois de ter gasto toda a minha mesada e poupanças no pavilhão da Guimarães Editores,da Feira do Livro de 1980, onde comprei todos os livros traduzidos. Levei várias vezes o Also Sprach Zaratustra para a praia, onde lia as passagens mais misóginas às minhas amigas, apenas para causar indignação e o contacto físico que se seguia. Havia, nesse outro tempo, uma mistura de força, de triunfo da vontade que se misturava com ídolos e atitudes: Nietzsche, Morrison, Curtis, Baudelaire, Oscar Wilde, o dandismo, Tristan Tzara e Dada. Miraculosamente, tudo fazia sentido, sendo os pressupostos nietzscheanos o ponto comum para estes homens revoltados (o Camus veio explicar tudo a seguir).
Nietzsche, na sua errática obra, é um filósofo quase pop, abandonado a si próprio e muitas vezes mais romântico do que Byron. Com o ainda ligeiro peso dos meus anos, aprendi a separar o que dele prevalece (que é muitíssimo) e a admirar com outros olhos as fontes onde foi beber (Schopenhauer, por exemplo). Mas na altura significava revolta. O meu professor de Filosofia do 10º ano - que sabiamente nos obrigava a levantar sempre que entrava na sala, coisa então já pouco comum mesmo no Liceu Camões - odiava Nietzsche. Era um aristotélico inflexivel, que nos dava as notas em latim (ascendere superius se subiamos a nota, manterius auto-explicativo e um olhar gélido para quem tinha negativa) e desdenhava a ausência de sistema filosófico em Nietzsche. Para um adolescente, isto era uma tentação demasiado forte.
Voltei a pegar agora n'A Origem da Tragédia, como preâmbulo ao Crepúsculo dos Ídolos. O sangue voltou a correr como nessas horas de militância decadentista púbere. Mas com a vantagem de já carregar uma vida e poder reclinar-me num prazer solitário e desafiador.

Depois, há Deadwood. Reconheço desde já a adição e que preciso de ajuda profissional. Estão-se-me a acabar os DVD's. Deadwood e Nietzsche? Claro: um local em que a moral existe como resultado das circunstâncias, em que se assiste a cada minuto que passa de um novo imperativo ético eminentemente descartável é território nietzscheano por excelência. E de Shakespeare, querida Carla: é verdade que o personagem de Al Swearengen é o Super-Homem amoral (e brilhante). Mas confesso que é o shakespereano E.B Farnum que me fascina. Um miserável pau mandado para o mal, mas consciente disso mesmo, com um vocabulário brilhante e o único com direito a solilóquio («Swearengen is the cue...I'm the billiard ball»). Tem também algumas das melhores deixas da série («A gutter-mouth and an opium-stupored widow: a conversation for the ages!»).Enfim, fiquemos para já por aqui: há outro episódio para ver.
Na noite de 1 de Junho, a emissão da SIC ofereceu interessantes problemas de Filosofia da Moral
Por exemplo: como foi possível conciliar de boa-fé um programa de solidariedade social com o decote da Luciana Abreu?

sexta-feira, maio 30, 2008

It's Friday I'm in love, 2

Helena Christensen (aqui maravilhosamente filmada por Bruce Weber para o clip de Wicked Game)

quinta-feira, maio 29, 2008


Breaking News: Series Of Concentric Circles Emanating From Glowing Red Dot
«I'ts chaos here and...»
«Yes. Do you see any red concentric circles?»

The Onion. What else?
Fifty ways to love your liver(uno)
Aqui Rádio Madrugada, #1

Talvez uma das 30 melhores canções do mundo (and oh so true...). E atenção ao sr. Gadd na bateria.

quarta-feira, maio 28, 2008

Guillemots exclusive performance for MySpace

Falling out of reach
Woody Allen no Dean Martin Show

«My parents did not loved me when I was younger. They bronzed my baby shoes with my feet still in them».