terça-feira, janeiro 29, 2008

Quando a arte imita a vida

não me aborrece. Assusta-me quando imita a minha (nem sempre, felizmente).

sábado, janeiro 26, 2008

Obrigado, Ana.

O dia vai chegar.

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Talking 'bout my girl (my girl)

Num universo do circuito profissional do ténis feminino, em que as campeãs acumulam com insuspeito à-vontade os courts e as passerelles (cf. Sharapova, Kirilenko ou Hantuchova), o que se assistiu hoje de madrugada foi um regresso ao ténis emotivo e determinado. A vitória de Ana Ivanovic sobre Venus Williams foi dos encontros que mais prazer me deu nos últimos tempos. É certo que tenho um parti-pris contra o ténis de Williams (ainda assim mais ágil e elegante do que o da irmã), mas reconheço na jogadora uma vontade de vencer e uma velocidade em court como não vejo em mais ninguém.Williams jogou cansada, mas uma leoa ferida é normalmente ainda mais perigosa. Ivanovic, por outro lado, é a jogadora de topo que mais aprendeu. A sua direita continua demolidora, mas a esquerda - o seu maior handicap - está afiada, e tem um controlo de bola para as pancadas mais técnicas (drop shots, amorties quase do fundo do court)que faria inveja aos jogadores sul-americanos. Mas na realidade o que ontem mais se notou foi a elasticidade em campo, a rapidez à procura da bola, a chegfada em tempo perfeito com a raquete. Para uma jogadora que ainda no ano passado tinha uma das piores posturas em court, com esquerdas a duas mãos dadas com a raquete em frente do corpo, a evolução foi notável.
E depois, para além de tudo, junta o que não se via desde Hingis: emotividade, sorrisos e amuos misturados com uma vontade férrea de ganhar. Não sei se Ana irá vencer o Open de Austrália (gostava que sim), mas a vitória pessoal já é enorme.
Ah sim, e é muito bonita, que no fundo era o que eu vinha dizer.

domingo, janeiro 20, 2008

Madrid, algumas impressões

quinta-feira, janeiro 17, 2008


Estarei aqui nas próximas horas. A ver se Madrid ainda me mata.

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Stephen Hendry, MBE

Claro que neste Masters é imperativo torcer por Ronnie O'Sullivan, o mais genial jogador (para o que há de bom e de mau)da actualidade Mas o meu coração estará sempre com Hendry, campeoníssimo e mestre entre os mestres, Membro do Império Britãnico e justamente apelidado d' O Rolls Royce do Snooker. Reparem como ele faz parecer um break de 147(o máximo possível de pontos) uma coisa que nós podemos fazer ali no café.

sábado, janeiro 12, 2008

Catita.
Provavelmente esta foi das mais agradáveis surpresas que o final de 2007 me reservou: um convite para uma anteestreia de uma série televisiva chamada Mundo Catita, num cinema São Jorge apinhado de amigos. Protagonista: Manuel João Vieira, as himself. Escrito e realizado por João Leitão e Filipe Melo (que conheço melhor pela sua excelência como pianista de jazz), Um Mundo Catita é assumidamente Larry David meets João César Monteiro. Com o universo luso-kitsch dos Irmãos Catita em fundo, a interpretação e MJV é notável, bem como o ritmo e a graça dos guiões. O trailer pouco diz, mas é melhor que nada.
Tipicamente, nenhuma estação comprou ainda a série.

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Algo me diz que por influência do Senhor Comentador,
há esta parte de uma entrevista de Carlos Vaz Marques a Horacio Ferrer que não me sai da cabeça, de linda que é. De cor, lembro:
"Quando tinha 10, 11 anos", conta o tanguero, " ia com o meu tio, um excelente guitarrista de tango, passear à noite pelos cafés de Buenos Aires, onde se cantava e dançava tango. Cabarets nunca, não me deixava. Até que uma noite passamos à porta de um cabaret e pergunto ao meu tio o que eram aquelas luzes. 'Um cabaret', respondeu. E o que fazem lá? 'Bom, as pessoas vão para lá beber e dançar. Há vários cantores, uma grande orquestra, e muitas senhoras bem vestidas e muito bonitas sentadas perto do cenário'.
E o que fazem essas senhoras, tio?
'Tecem.'.
'Tecem? Tecem o quê?'
'Sueños imposibles, suenõs imposibles'.

terça-feira, janeiro 08, 2008

Era só o que faltava
Todos os dias úteis, seja lá isso o que for, e pouco antes das sete da tarde, o senhor Comentador salva o mundo e endireita o país, a partir da Antena 1. Para aqueles que, como eu, precisam de ouvir umas verdades e nem sempre podem estar à espreita na rádio, o Senhor Comentador foi magnânime e fixou os seus truísmos na blogosfera. A Nação, e este cidadão em particular, agradece.

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Home

Sometimes is not so sad.

quinta-feira, dezembro 27, 2007

Onde se dá conta que o ano de 2007 concordou em muito com o senhor Dickens; seguido de balanços fúteis e egocêntricos muito do agrado dos leitores.

"It was the best of times, it was the worst of times": nunca um dos mais famosos inícios da literatura coincidiu tanto, de um ponto e vista pessoal, com o ano que agora definha. E atenção, que isto não é bom. É sempre perigoso quando a arte se plasma à vida, aos dias que passam. Tende-se a julgar que uma é a outra e como resultado esteticizamos o quotidiano ou, o que é pior, passamos a ler com gosto os neo-realistas. Mas divago.
Foi um ano de grandes perdas, muito próximas; e de grandes esperanças também, daquelas que julgamos perdidas para sempre num qualquer passo mal medido. Foi um ano de luta, de falhanços constantes e nem sempre melhores, de confirmações da natureza humana, de incredulidade perante o facto de afinal caber sempre mais alguém no condomínio privadíssimo dos afectos. Foi o melhor, o pior dos tempos. E assim será, outras vezes: chama-se a isso viver.


Ao que interessa:




e


e outra vez todos de Sinatra.

Nos livros (lidos em 2007, atenção),
O mal no pensamento moderno, de Susan Neiman;
Diary of a bad year, JM Coetzee
What's left, Nick Cohen
Os despojos da Aliança, Pedro Aires Oliveira

Concerto:

Rufus Wainwright no Coliseu de Lisboa

Blogues
Este e os do costume: Tiago Galvão (com a sua intrigante definição de pessoas de sucesso), Pedro Mexia, Pedro Lomba, Tiago Cavaco, Carla, Lourenço Cordeiro, Rogério Casanova, o "meu" 31, a Laura, as meninas das Conversas de Guardanapo, a Mónica "Mônica", longe no Leblon, maradona e as batalhas sobre a supremacia britânica entre bichos estranhos, o Francisco José Viegas,a rainha Margot e seus confettis, a Kat sem tabus mas com vegetais, Miss Pearls, Corta-Fitas e outros tantos que de momento não me lembro.

Personalidade do ano:
o anónimo dos comentários.

A todos, obrigado. A ver se aguentamos 2008. Bom Ano Novo.

quarta-feira, dezembro 26, 2007

Oscar Peterson (1925-2007)

Saudai o Mestre.

quarta-feira, dezembro 19, 2007

segunda-feira, dezembro 17, 2007


Interrompe-se aqui o blogue por motivos natalícios. De regresso dia 26 (ou antes, se o maradona resolver falar bem de Fabio Capello). Um bom Natal para todos.

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Eu não diria bem assim, mas é muito muito bom

«We invented football. Then made the mistake of teaching it to the rest of the world, who - not being English - missed the point entirely.Football in its purest, English, form is a joyous game of kick and rush with shouting and smoking. The rot started with the Scots, who invented passing. And since then every non-English nation on the planet has felt free to produce its own ethereal, acrobatic and even artistic version of a game that was never designed to be beautiful.Our mistake was to try to play the foreigners at their version of our sport - culminating in the disastrous decision in 1950 to enter the World Cup, a competition clearly biased in favour of those teams that are best, rather than most English.»

Morrissey sobre o futebol inglês, ao Guardian. Links e comentários brilhantes no local onde o descobri.
Autora, precisa-se
Agora que se livrou disso, não quer ocupar a minha posição aqui na loja, não ?


(a sério, a sério: estou zangado. Zango-me quando as coisas de que gosto desaparecem)
O maradona é uma pessoa coerente
como eu gostaria de ser. E perspicaz, quando diz que sou um superficial (embora profundamente superficial). Este post, ao contrário das diatribes que costuma fazer ao futebol inglês e em que confunde o arbusto com as sequóias (o «jogo» com tudo o resto a ele associado só na Grã-Bretanha) - e invoca em seu favor os certeirissimos analistas, hum, ingleses, este post, verberava eu, é brilhante e tem razão. Eu posso ser católico «praticante», ele é o verdadeiro católico - o que não precisa do praticante por definição. Ele é um guerrilheiro dos acordos desde a primeira letra. Ou, citando o próprio, dos «acórdos». E com isto não se discute, pá.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Regresso ao mundo perfeito

They Can't Take That Away From Me, George& Ira Gershwin
Late night bar philosophers, nº17
Mesmo com a sala apinhada e uma vozearia inconcebível, percebeu claramente o que ela lhe disse:«Mente-me, para que possa voltar a acreditar-te»
The ghost of Christmas future

Teaser para o Extras especial de Natal. Já mencionei aqui que Ricky Gervais é o melhor que aconteceu ao humor depois dos Monty Python? Ah, desculpem.