domingo, setembro 04, 2005
NADA MELHOR PARA DESCANSAR DAS FÉRIAS...do que passar noites inteiras acordado a assistir ao Open dos Estados Unidos.O ténis, como se sabe, é o jogo mais civilizado, desgastante e inteligente do planeta (mais um sinal da supremacia da Ilha, que o inventou. E se os ingleses não são bons em muitas coisas que inventam é porque não precisam, caro maradona.Os bárbaros que se divirtam). Assim sendo, assistir a jogos como o de James Blake com Nadal é simplesmente divino. Confesso que não sou grande apreciador do estilo super-atlético de Blake; mas o seu jogo com Nadal foi um prodígio de inteligência, com o americano a ser muito bom no que faz melhor e evitar o que faz pior. Nadal - de que não gosto particularmente mas que reconheço ser excelente tenista - perdeu porque não teve o que faz muita falta neste jogo: cabecinha. O ténis a este nível não admite criancinhas.

James Blake
James Blake
segunda-feira, agosto 22, 2005
UMA BREVE INTERRUPÇÃO...

Final da Taça de Portugal de 1969. A Briosa perde 2-3 com o Benfica, no prolongamento.Foi o primeiro jogo a que assisti na minha vida, e uma das razões para ser da Académica (a outra é uma herança). Apesar de, depois disso, ter visto grandes e melhores jogos, nunca mais vi um jogo assim, com o olhar escandalosamente livre.
Final da Taça de Portugal de 1969. A Briosa perde 2-3 com o Benfica, no prolongamento.Foi o primeiro jogo a que assisti na minha vida, e uma das razões para ser da Académica (a outra é uma herança). Apesar de, depois disso, ter visto grandes e melhores jogos, nunca mais vi um jogo assim, com o olhar escandalosamente livre.
segunda-feira, agosto 15, 2005
sexta-feira, agosto 12, 2005
PALAVRAS QUE SE AGARRAM À VIDA, 1

I see unspeakable vulgarity
institutionalised mediocrity
Infinite tragedy
rise up little souls- join the doomed army
Fight the good fight-wage the unwinnable war
Elegance against ignorance
Difference against indifference
Wit against shit
Middle-Class Heroes, Divine Comedy, do álbum Casanova (1996)
E ao terceiro álbum, os Divine Comedy - leia-se Neil Hannon - fazem o seu disco mais cínico e pessimista de todos. Um disco com uma elegância cosmopolita, blasé até, mas que as palavras de Hannon são como ferros em brasa. Nada é poupado, sobretudo as relações amorosas. Não há sentido para o amor, o máximo que se pode aspirar é ficar como Alfie (Becoming More Like Alfie), amoral e rotinado. Diz Hannon:
But not now - now I'm resigned
to the kind of life I had reserved
for the other guys less smart than I
Y'know, the kind who will always end up with the girls.
Mas depois há Songs Of Love, de uma tristeza e esperança que tudo redime...Um clássico.
I see unspeakable vulgarity
institutionalised mediocrity
Infinite tragedy
rise up little souls- join the doomed army
Fight the good fight-wage the unwinnable war
Elegance against ignorance
Difference against indifference
Wit against shit
Middle-Class Heroes, Divine Comedy, do álbum Casanova (1996)
E ao terceiro álbum, os Divine Comedy - leia-se Neil Hannon - fazem o seu disco mais cínico e pessimista de todos. Um disco com uma elegância cosmopolita, blasé até, mas que as palavras de Hannon são como ferros em brasa. Nada é poupado, sobretudo as relações amorosas. Não há sentido para o amor, o máximo que se pode aspirar é ficar como Alfie (Becoming More Like Alfie), amoral e rotinado. Diz Hannon:
But not now - now I'm resigned
to the kind of life I had reserved
for the other guys less smart than I
Y'know, the kind who will always end up with the girls.
Mas depois há Songs Of Love, de uma tristeza e esperança que tudo redime...Um clássico.
sexta-feira, agosto 05, 2005
THOSE WERE THE DAYS

Marilyn Monroe, Frank Sinatra, Shirley Mclaine e Peter Lawford, fotografados circa 1960 por Bernie Abramson.
Abramson conheceu Sinatra e o resto do Rat Pack aquando da rodagem de Ocean's Eleven. Desde aí foi imediatamente adoptado pelo grupo e acompanhava-os para todo o lado, com autorização para fotografar mesmo em privado. Era um dos Pallies. Some guys have all the luck.
Desconhece-se o contexto desta foto. E agradeço muito, com um beijo especial, a quem se lembrou de ma oferecer.
Marilyn Monroe, Frank Sinatra, Shirley Mclaine e Peter Lawford, fotografados circa 1960 por Bernie Abramson.
Abramson conheceu Sinatra e o resto do Rat Pack aquando da rodagem de Ocean's Eleven. Desde aí foi imediatamente adoptado pelo grupo e acompanhava-os para todo o lado, com autorização para fotografar mesmo em privado. Era um dos Pallies. Some guys have all the luck.
Desconhece-se o contexto desta foto. E agradeço muito, com um beijo especial, a quem se lembrou de ma oferecer.
UM HOMEM NÃO CHORA ? Chora. Pelo menos uma lágrimazita tímida, quando está a menos de um metro e meio dos senhores Ferry, McKay, Manzanera e Johnson, mais conhecidos por Roxy Music. Chora, quase envergonhado quando estes senhores, depois de oferecerem o Do The Strand e o Street Life atacam o Song For Europe, canção originalmente pastiche e paródia às cantigas festivaleiras mas que resultou numa grande grande canção que acompanhou de perto a vidinha deste que vos escreve. Chora quando o senhor Ferry, em muito boa forma, avança para o clímax da canção no seu imaculado mau francês
Tous ces moments perdus dans l'enchantement
ne reviendront jamais
Et aujourd'hui pour nous
Pour nous il n'y a rien
a partager
sauf le passé
e isto, meus amigos, não há coraçãozito que aguente. E volta a chorar, desta vez de alegria, quando os senhores tocam os acordes de Let's Stay Together, com o senhor Ferry a dançar e a menear a anca a la Jagger, acompanhado por duas meninas de plumas na cabeça, saidinhas de um casino de Las Vegas. E rola a lagrimita a lembrar, depois de tudo ter acabado, o Love Is The Drug, o Oh Yeah, o ... Enfim, eu que não me surpreendo facilmente reconheço que tive a sorte de ver um dos melhores concertos desde há algum tempo. Mais nada.
Tous ces moments perdus dans l'enchantement
ne reviendront jamais
Et aujourd'hui pour nous
Pour nous il n'y a rien
a partager
sauf le passé
e isto, meus amigos, não há coraçãozito que aguente. E volta a chorar, desta vez de alegria, quando os senhores tocam os acordes de Let's Stay Together, com o senhor Ferry a dançar e a menear a anca a la Jagger, acompanhado por duas meninas de plumas na cabeça, saidinhas de um casino de Las Vegas. E rola a lagrimita a lembrar, depois de tudo ter acabado, o Love Is The Drug, o Oh Yeah, o ... Enfim, eu que não me surpreendo facilmente reconheço que tive a sorte de ver um dos melhores concertos desde há algum tempo. Mais nada.
sexta-feira, julho 29, 2005
SÓ PORQUE NESSE DIA EU ESTAVA VIRADO PARA O BRANCO
«You are pure, moral, and adaptable.You tend to blend into your surroundings.Shy on the outside, you' re outspoken to friends.
You believe that you live a virtuous life...And you tend to judge others with a harsh eye.As a result, people tend to crave your approval. »
The World's Shortest Personality Test
(via Bomba)
«You are pure, moral, and adaptable.You tend to blend into your surroundings.Shy on the outside, you' re outspoken to friends.
You believe that you live a virtuous life...And you tend to judge others with a harsh eye.As a result, people tend to crave your approval. »
The World's Shortest Personality Test
(via Bomba)
terça-feira, julho 19, 2005
A CIVILIZAÇÃO EXISTE Christopher Hitchens fê-lo outra vez: no seu recente livro Love, Poverty And War, que reúne alguns dos seus ensaios, o homem escreve de uma forma impossivelmente fluida sobre ódios e amores. No capítulo de amores, a Nem-por-isso-Santíssima-Trindade:Graham Greene, Kingsley Amis (o Amis que realmente importa, e isto apesar do melhor amigo de Hitchens ser o Amis- filho) e o essencial Evelyn Waugh; no capítulo dos ódios, de Kissinger à Madre Teresa, tudo é prazer e deleite. Mais uma prova viva de que a civilização da Ilha continua superior. A crítica do Telegraph, aqui.
quinta-feira, julho 07, 2005
quarta-feira, julho 06, 2005
MOMENTO CONFESSIONAL MUITO RARO POR ESTAS BANDAS Muitas vezes - mais do que as desejáveis - o autor deste blogue é pateticamente snob, chegando mesmo a ignorar-se a si próprio em todas as ocasiões sociais. Mas depois a vidinha dá-lhe umas bofetadas bem merecidas. Como esta: conhecer em pessoa a Rita Barata Silvério, aka Rititi (e Mr.Pinheiro) numa ocasião criteriosamente improvável. E o que antes era inveja e admiração silenciosa pode finalmente passar a partir de hoje a veneração pública. Ao contrário do autor deste blogue, a Rita consegue ser ainda melhor do que o que escreve.
sexta-feira, julho 01, 2005
E AINDA POR CIMA...confesso uma cada vez maior dependência desta menina.

E então aquela maravilhosa versão do Inside Out dos manos Gibb nem se fala.
E então aquela maravilhosa versão do Inside Out dos manos Gibb nem se fala.