Causas fracturantes
Há muito tempo que a caixa de mail não estava tão cheia, com conhecidos e anónimos a responderem com prontidão ao meu apelo desesperado: a morena da bola na RTP, quem é?
É esta: Inês Gonçalves, que se coloca aqui para gáudio geral. Admiro sinceramente as qualidades da moça e não o digo ironicamente. Ah, fale-se de bola ou raparigas ou uma relação entre as duas e, olhai!, o povo mobiliza-se. É tão bonito.
Inês Gonçalves at work. Os vossos aplausos.
sexta-feira, novembro 02, 2007
quarta-feira, outubro 31, 2007
Isto sim, é uma corrente!
E aquela moça que apresenta o futebol, primeiro na RTP-N agora na RTP grande, morena e com uns impossiveis olhos azuis? Hã? Estais todos cegos?
(se alguém me disser o nome da moça, que agora se me escapa, agradeço. Essa e outras informações relevantes para o mail acima.Obrigado)
E aquela moça que apresenta o futebol, primeiro na RTP-N agora na RTP grande, morena e com uns impossiveis olhos azuis? Hã? Estais todos cegos?
(se alguém me disser o nome da moça, que agora se me escapa, agradeço. Essa e outras informações relevantes para o mail acima.Obrigado)
E quando pensavam que o prof.Lamechas tinha para sempre partido...
...eis-me de volta, para uma pérola absolutamente lacrimejante e inevitável. Escrita e cantada originalmente por Serge Lama, Je Suis Malade é o retrato clínico-lamechas do abandono amoroso, com uma melodia em crescendo e um extraordinário refrão de imbatíveis capacidades sacarinas. E ainda por cima a canção é muito boa. Esta versão é um duo com a diva Dalida, que tenta sem sucesso destruir a letra com o seu famoso sotaque balcânico. Mas o que é bom resiste a tudo - até resistiu à Lara Fabian... Resista agora você se puder.
...eis-me de volta, para uma pérola absolutamente lacrimejante e inevitável. Escrita e cantada originalmente por Serge Lama, Je Suis Malade é o retrato clínico-lamechas do abandono amoroso, com uma melodia em crescendo e um extraordinário refrão de imbatíveis capacidades sacarinas. E ainda por cima a canção é muito boa. Esta versão é um duo com a diva Dalida, que tenta sem sucesso destruir a letra com o seu famoso sotaque balcânico. Mas o que é bom resiste a tudo - até resistiu à Lara Fabian... Resista agora você se puder.
terça-feira, outubro 30, 2007
Zero a zero.
No passado sábado, sob um sol de Outubro glorioso, três gerações de Guedes sentaram-se na central inferior do estádio do Restelo para assistir ao «clássico» Belenenses-Académica. Para os dois mais velhos, era uma revisitação de tempos antigos, quando as bancadas estavam cheias e, para o Guedes do meio, tudo era visto com olhos de espanto. Para o Guedes mais novo – que usou o cachecol da Académica sob protesto, alegando ser do Sporting, ao que o seu ascendente directo respondia com a magnanimidade que o caracteriza que «era uma fase», passando para o mais dramático «só por cima do lindo cadáver do papá» - , dizia, para o Guedes mais novo tudo era o primeiro verde, as primeiras camisolas, as primeiras emoções. Descoberta contra nostalgia: previsivelmente o jogo acabou zero a zero.
No passado sábado, sob um sol de Outubro glorioso, três gerações de Guedes sentaram-se na central inferior do estádio do Restelo para assistir ao «clássico» Belenenses-Académica. Para os dois mais velhos, era uma revisitação de tempos antigos, quando as bancadas estavam cheias e, para o Guedes do meio, tudo era visto com olhos de espanto. Para o Guedes mais novo – que usou o cachecol da Académica sob protesto, alegando ser do Sporting, ao que o seu ascendente directo respondia com a magnanimidade que o caracteriza que «era uma fase», passando para o mais dramático «só por cima do lindo cadáver do papá» - , dizia, para o Guedes mais novo tudo era o primeiro verde, as primeiras camisolas, as primeiras emoções. Descoberta contra nostalgia: previsivelmente o jogo acabou zero a zero.
«Manners before morals»,
é a divisa desta casa, que se defende até ao último estertor. Daí reconhecer que tenho sido um mau menino: são devidas as actualizações aos excelentes blogues da minha amiga Laura e do nada discreto maradona (esse template...como direi?, distrai), resultados da inteligente OPA que o SAPO (a SAPO?) anda a fazer. E since we're at it, e eu nunca irei ter lista de links, um que já demorava: o Gattopardo, dos Pedros. Prefiro a política bem escrita à política bem feita.
é a divisa desta casa, que se defende até ao último estertor. Daí reconhecer que tenho sido um mau menino: são devidas as actualizações aos excelentes blogues da minha amiga Laura e do nada discreto maradona (esse template...como direi?, distrai), resultados da inteligente OPA que o SAPO (a SAPO?) anda a fazer. E since we're at it, e eu nunca irei ter lista de links, um que já demorava: o Gattopardo, dos Pedros. Prefiro a política bem escrita à política bem feita.
Estas coisas valem o que valem (ou seja, népia)
...mas é sempre um prazer descobrir que sou o 383º melhor blogue escrito em português (por oposição aos escritos em esperanto, talvez). E logo atrás de mim, O Meu Pipi. Isto sim, uma flagrante injustiça.
...mas é sempre um prazer descobrir que sou o 383º melhor blogue escrito em português (por oposição aos escritos em esperanto, talvez). E logo atrás de mim, O Meu Pipi. Isto sim, uma flagrante injustiça.
quarta-feira, outubro 24, 2007
Cromo para a troca
Claro que me lembro, meu bom amigo. De ambas. Mas com especial afecto por A Pair Of Brown Eyes, que me lembra a ternura ébria do Shane McGowan no seu melhor. Lembra-me também um dos melhores concertos que vi, caótico e brilhante: Pogues no Coliseu, circa 1988. Em plena forma, com Shane destruidissimo por estar a beber vodka ininterruptamente desde as 3 da tarde.Era o anjo da sua própria destruição. E lembro-me de o ver, de gatas no chão, enquanto a banda prosseguia calmamente um tema, a procurar no palco um medalhão da Virgem Maria que lhe tinha caído do pescoço: «Wait, I have to find the fuckin' thing, it's the Virgin Mary»... Thanks for the memories, old boy. Para ti, então, uma canção que uma vez ouvida é eterna:
Claro que me lembro, meu bom amigo. De ambas. Mas com especial afecto por A Pair Of Brown Eyes, que me lembra a ternura ébria do Shane McGowan no seu melhor. Lembra-me também um dos melhores concertos que vi, caótico e brilhante: Pogues no Coliseu, circa 1988. Em plena forma, com Shane destruidissimo por estar a beber vodka ininterruptamente desde as 3 da tarde.Era o anjo da sua própria destruição. E lembro-me de o ver, de gatas no chão, enquanto a banda prosseguia calmamente um tema, a procurar no palco um medalhão da Virgem Maria que lhe tinha caído do pescoço: «Wait, I have to find the fuckin' thing, it's the Virgin Mary»... Thanks for the memories, old boy. Para ti, então, uma canção que uma vez ouvida é eterna:
quinta-feira, outubro 18, 2007
Não estou sózinho!
Rectificação devida ao que em baixo afirmei sobre a ausência de comentários sobre a selecção da Rosa na blogosfera: o Eduardo faz uma análise correcta da evolução do 15, mas esquece-se que o que chegou a Paris foram 9 sobreviventes dos 22 que venceram o William Webb Ellis em 2003. oito agora, com a infeliz saída do asa Lewsey, quanto a mim dos mais importantes elementos da equipa. É certo que ao principio jogavam um jogo baseado nos avançados (com um pack de 918 quilos, quem não jogaria?), mas a atitude e a técnica foram melhorando dia após dia. Apesar de wilkinson dependentes, há mais razões para ter esperança no sábado. Este senhor, por exemplo.

Jason Robinson
Rectificação devida ao que em baixo afirmei sobre a ausência de comentários sobre a selecção da Rosa na blogosfera: o Eduardo faz uma análise correcta da evolução do 15, mas esquece-se que o que chegou a Paris foram 9 sobreviventes dos 22 que venceram o William Webb Ellis em 2003. oito agora, com a infeliz saída do asa Lewsey, quanto a mim dos mais importantes elementos da equipa. É certo que ao principio jogavam um jogo baseado nos avançados (com um pack de 918 quilos, quem não jogaria?), mas a atitude e a técnica foram melhorando dia após dia. Apesar de wilkinson dependentes, há mais razões para ter esperança no sábado. Este senhor, por exemplo.

Jason Robinson
Da arte perdida dos dois minutos
Houve um tempo em apenas bastavam dois ou três minutos para se ser um herói. Quais quinze minutos warholianos: dois ou três minutinhos, condensados em verso e refrão que não larga, música que se pega à pele e à roupa e que alegremente se esquece, sabendo que já deixou marca. Chamavam-lhes singles, e hoje é uma arte perdida. No fundo são apenas canções, arte popular e imediata, para usar na rua com orgulho, street wear a sério. Este é um bom exemplo: My Perfect Cousin, dos Undertones (1980) é o single new wave perfeito, com a letra a falar de criaturas do nosso quotidiano e a fazer apelo ao mau comportamento versus os arrumadinhos sabichões. E numa nota pessoal, tinha o verso «He always beat me at Subbutteo/ c'os he flicked to kick and I didn't know!». Para amantes do jogo como eu era (e, er...sou), a coisa batia fundo.
Depois Feargal Sharkey, o vocalista, seguiu o seu caminho. Mas sobre isso não vale a pena falar, a sério.
Houve um tempo em apenas bastavam dois ou três minutos para se ser um herói. Quais quinze minutos warholianos: dois ou três minutinhos, condensados em verso e refrão que não larga, música que se pega à pele e à roupa e que alegremente se esquece, sabendo que já deixou marca. Chamavam-lhes singles, e hoje é uma arte perdida. No fundo são apenas canções, arte popular e imediata, para usar na rua com orgulho, street wear a sério. Este é um bom exemplo: My Perfect Cousin, dos Undertones (1980) é o single new wave perfeito, com a letra a falar de criaturas do nosso quotidiano e a fazer apelo ao mau comportamento versus os arrumadinhos sabichões. E numa nota pessoal, tinha o verso «He always beat me at Subbutteo/ c'os he flicked to kick and I didn't know!». Para amantes do jogo como eu era (e, er...sou), a coisa batia fundo.
Depois Feargal Sharkey, o vocalista, seguiu o seu caminho. Mas sobre isso não vale a pena falar, a sério.
segunda-feira, outubro 15, 2007
Crónicas de uma bola oval
Portanto, deixai que vos conte, ó incréus: sábado foi um dia glorioso. Às 15 horas, vitória de Inglaterra contra a pobre Estónia num jogo penoso. E à noite...à noite, num Cais do Sodré dividido entre gauleses e saxónicos mais apoiantes de nações sortidas, no velho British Bar apinhadíssimo, lá estava eu. À minha volta, rapazes e raparigas vestidos com as camisolas que têm um galo no peito. Atrás, o lugar onde eu queria estar: cantava-se Swing Low Sweet Chariot (hino da selecção de rugby inglesa)e gritava-se C'mon england. Ao meu lado, Allez les bleus.
Entretanto, no ecrã mesmo por cima da minha cabeça, jogava-se o destino do mundo civilizado tal como o entendia naqueles 80 minutos. Jogo dificil, de medo mutuo e recuos e avanços. Só que a partir do intervalo tudo mudou: Wilkinson cresceu, as linhas atrasadas de Inglaterra desfaziam-se em gargalhadas cada vez que Chabal tentava uma investida e ao meu lado dois casais ingleses perguntavam-me se queria uma cerveja. A voz redobrou, cantei até ficar rouco e espero ansiosamente pela final.
Isto sabe particularmente bem quando se trata de uma selecção que foi desconsiderada desde o inicio (pelos próprios ingleses, de resto). Aqui na blogosfera nem se falou deles, com a minha pobre excepção, o que no minimo é estranho sendo a campeã do mundo em título. O desastre dos 36-0 contra a África do Sul também ajudou. Mas they're will always be an England, e os rapazes lá estão. Poderão perder (como racionalmente eu acredito),mas estarão lá, com bravura. Sábado, Paris ardeu. Pode ser que o incêndio não tenha sido extinto.
(e quanto a si, minha querida, deveria saber que basta um corte de cabelo decente e maneiras correctas de estar à mesa para segurar qualquer bárbaro iludido)
Portanto, deixai que vos conte, ó incréus: sábado foi um dia glorioso. Às 15 horas, vitória de Inglaterra contra a pobre Estónia num jogo penoso. E à noite...à noite, num Cais do Sodré dividido entre gauleses e saxónicos mais apoiantes de nações sortidas, no velho British Bar apinhadíssimo, lá estava eu. À minha volta, rapazes e raparigas vestidos com as camisolas que têm um galo no peito. Atrás, o lugar onde eu queria estar: cantava-se Swing Low Sweet Chariot (hino da selecção de rugby inglesa)e gritava-se C'mon england. Ao meu lado, Allez les bleus.
Entretanto, no ecrã mesmo por cima da minha cabeça, jogava-se o destino do mundo civilizado tal como o entendia naqueles 80 minutos. Jogo dificil, de medo mutuo e recuos e avanços. Só que a partir do intervalo tudo mudou: Wilkinson cresceu, as linhas atrasadas de Inglaterra desfaziam-se em gargalhadas cada vez que Chabal tentava uma investida e ao meu lado dois casais ingleses perguntavam-me se queria uma cerveja. A voz redobrou, cantei até ficar rouco e espero ansiosamente pela final.
Isto sabe particularmente bem quando se trata de uma selecção que foi desconsiderada desde o inicio (pelos próprios ingleses, de resto). Aqui na blogosfera nem se falou deles, com a minha pobre excepção, o que no minimo é estranho sendo a campeã do mundo em título. O desastre dos 36-0 contra a África do Sul também ajudou. Mas they're will always be an England, e os rapazes lá estão. Poderão perder (como racionalmente eu acredito),mas estarão lá, com bravura. Sábado, Paris ardeu. Pode ser que o incêndio não tenha sido extinto.
(e quanto a si, minha querida, deveria saber que basta um corte de cabelo decente e maneiras correctas de estar à mesa para segurar qualquer bárbaro iludido)
domingo, outubro 14, 2007
sexta-feira, outubro 12, 2007
Choque de civilizações
Eu sei que a selecção da Rosa não é a melhor equipa nem sequer joga o «melhor» râguebi. Em 2003 também não, e foi o que se viu: um pontapé mortal de Jonny Wilkinson e lá se foi uma das equipas que jogava «melhor» e a Inglaterra se sagrou campeã do mundo, coisa que, recorde-se, ainda é. Eu até acho que a África do Sul será campeã. Mas amanhã há choque cultural e de paixão. E nisso, quero que a Razão se lixe. É preciso escolher lados. O que eu quero e irei ver é isto:
E este bónus maravilhoso: «30 reasons why we hate the French»
Eu sei que a selecção da Rosa não é a melhor equipa nem sequer joga o «melhor» râguebi. Em 2003 também não, e foi o que se viu: um pontapé mortal de Jonny Wilkinson e lá se foi uma das equipas que jogava «melhor» e a Inglaterra se sagrou campeã do mundo, coisa que, recorde-se, ainda é. Eu até acho que a África do Sul será campeã. Mas amanhã há choque cultural e de paixão. E nisso, quero que a Razão se lixe. É preciso escolher lados. O que eu quero e irei ver é isto:
E este bónus maravilhoso: «30 reasons why we hate the French»

