Mother, Summer, I
My mother, who hates thunder storms,
Holds up each summer day and shakes
It out suspiciously, lest swarms
Of grape-dark clouds are lurking there;
But when the August weather breaks
And rains begin, and brittle frost
Sharpens the bird-abandoned air,
Her worried summer look is lost,
And I her son, though summer-born
And summer-loving, none the less
Am easier when the leaves are gone
Too often summer days appear
Emblems of perfect happiness
I can't confront: I must await
A time less bold, less rich, less clear:
An autumn more appropriate.
Philip Larkin
quinta-feira, agosto 26, 2010
domingo, agosto 22, 2010
Shaken and Stirred: a tribute to Dorothy Parker
Dorothy Parker, crítica,poeta, escritora, wit extraordinaire. Nascida a 22 de Agosto de 1893.
segunda-feira, agosto 16, 2010
quarta-feira, agosto 11, 2010
Pursewarden dirá umas palavras:
«Aware of every discord, of every calamity in the nature of man himself, [the artist] can do nothing to warn his friends, to point, to cry out on time and to try to save them. It would be useless. For they are the deliberate factors of their own unhappiness. All the artist can say as an imperative is: 'Reflect and weep'.
Lawrence Durell, Balthazar (vol.II do Quarteto de Alexandria)
«Aware of every discord, of every calamity in the nature of man himself, [the artist] can do nothing to warn his friends, to point, to cry out on time and to try to save them. It would be useless. For they are the deliberate factors of their own unhappiness. All the artist can say as an imperative is: 'Reflect and weep'.
Lawrence Durell, Balthazar (vol.II do Quarteto de Alexandria)
domingo, agosto 01, 2010
DO PRÓPRIO ABORRECIMENTO
Que guerra tão cruel trago comigo,
Comigo de quem sempre ando ferido,
Pois para nunca ser de mim vencido,
A mim comigo mesmo me persigo.
Vou contra mim se não me contradigo,
Se não me ofendo, sinto-me ofendido,
E como sou de mim tão combatido,
De mim mesmo me fiz fero inimigo.
Vejo-me contra Deus adversário,
Com cuja disciplina só me instruo,
E assim nunca comigo me conformo.
De mim mesmo me sinto tão contrário,
Que quando me reformo, me destruo
E quando me destruo, me reformo.
Baltasar Estaço
Que guerra tão cruel trago comigo,
Comigo de quem sempre ando ferido,
Pois para nunca ser de mim vencido,
A mim comigo mesmo me persigo.
Vou contra mim se não me contradigo,
Se não me ofendo, sinto-me ofendido,
E como sou de mim tão combatido,
De mim mesmo me fiz fero inimigo.
Vejo-me contra Deus adversário,
Com cuja disciplina só me instruo,
E assim nunca comigo me conformo.
De mim mesmo me sinto tão contrário,
Que quando me reformo, me destruo
E quando me destruo, me reformo.
Baltasar Estaço
quarta-feira, julho 07, 2010
domingo, julho 04, 2010
quarta-feira, junho 30, 2010
quarta-feira, junho 23, 2010
Sing It For England - World Cup 2010 Football Song
Working class heroes.
«Will it be a 4-4-2? (...) Only thing I'll ever do for sure/ is sing it for England!»
«Will it be a 4-4-2? (...) Only thing I'll ever do for sure/ is sing it for England!»
quinta-feira, junho 17, 2010
segunda-feira, junho 14, 2010
Baddiel, Skinner & The Lightning Seeds - Three Lions '96
De maneira que mais uma vez é isto.
Onde se ouve 'thirty' passa a 'forty-four'
Onde se ouve 'thirty' passa a 'forty-four'
What's new, pussycat?
O ritual cumpriu-se.Depois de uma qualificação apenas maculada pela derrota final com a Ucrânia - que ainda suspeito ter sido uma manobra para colocar a Croácia fora da fase final, vingança da Ilha sobre a equipa que a privou do Euro 2008 - os adeptos ingleses tiveram razão para pensar:«É desta». É verdade que pensam o mesmo desde 1966, mas desta vez tudo parecia estar a resultar. Até o próprio seleccionador, improvável mentor de um futebol de ataque que na fase de qualificação alcançou uma invejável média de 3 golos por jogo. Mas este optimismo só tinha um obstáculo: referia-se à selecção inglesa.
Há um estranho destino nos 3 Leões que aparenta ser uma maldição. Quando a equipa está a jogar bem, derrotas nas grandes penalidades (Alemanha, Portugal). Quando está a jogar mal, um erro trágico qualquer, daqueles só possíveis de assistir em programas de «apanhados» deitam tudo abaixo. No Inglaterra - EUA, o erro chamou-se Robert Green, neste momento o inglês mais popular desde Guy Hawkes.
É verdade que o país que teve Gordon Banks ou Peter Shilton teve também David Seaman ou tem o assustador David 'Calamity' James. Robert Green é o produto mais recente de uma escola em que o lugar de guarda-redes parece ser destinado ao desgraçado que perde uma aposta. Esta selecção inglesa não é excepção, mas a colheita é particularmente confrangedora: para além de Green e James também Joe Hart ameaça criar momentos hilariantes.
O jogo foi estranho, com a Inglaterra depois do golo (bonito, diga-se) a convidar os rapazes com equipamento de pólo a tentarem acertar na sua baliza. O golo adivinhava-se; mas como estamos a falar de Inglaterra tinha de chegar em forma de hara-kiri humorístico. No banco, o grande Beckham, impecável no seu three-piece suit, trespassava Green com o olhar. No pub onde eu estava os expatriados britânicos passaram em questão de segundos pelas fases de Incompreensão, Raiva (para Green, em cântico: 'Who are ya? Who are ya? You're shit, that's who are ya!') e Aceitação («A tie's a win, mate», dizia-me um ao intervalo.)
Na segunda parte as coisas melhoraram, mas todas as apostas de Capello falharam, com particular destaque para Carragher. O povo ao meu lado, entretanto, já fazia chamadas imaginárias para a BP, pedindo-lhes que fizessem mais um furinho. A selecção americana continuava no seu desvario, correndo e de uma maneira genérica existindo, mas pouco mais. Enfim, valha-nos o humor.
Mesmo assim, e porque este tipo de episódios caricatos nos jogos já tem linhagem nobre no historial da selecção inglesa, ainda acredito. Como se diz no spot televisivo do The Sun, 'Maybe. Just maybe'. Senão paciência: tudo na mesma, mais uns pints e o Rogério talvez amealhe mais umas libras.
O ritual cumpriu-se.Depois de uma qualificação apenas maculada pela derrota final com a Ucrânia - que ainda suspeito ter sido uma manobra para colocar a Croácia fora da fase final, vingança da Ilha sobre a equipa que a privou do Euro 2008 - os adeptos ingleses tiveram razão para pensar:«É desta». É verdade que pensam o mesmo desde 1966, mas desta vez tudo parecia estar a resultar. Até o próprio seleccionador, improvável mentor de um futebol de ataque que na fase de qualificação alcançou uma invejável média de 3 golos por jogo. Mas este optimismo só tinha um obstáculo: referia-se à selecção inglesa.
Há um estranho destino nos 3 Leões que aparenta ser uma maldição. Quando a equipa está a jogar bem, derrotas nas grandes penalidades (Alemanha, Portugal). Quando está a jogar mal, um erro trágico qualquer, daqueles só possíveis de assistir em programas de «apanhados» deitam tudo abaixo. No Inglaterra - EUA, o erro chamou-se Robert Green, neste momento o inglês mais popular desde Guy Hawkes.
É verdade que o país que teve Gordon Banks ou Peter Shilton teve também David Seaman ou tem o assustador David 'Calamity' James. Robert Green é o produto mais recente de uma escola em que o lugar de guarda-redes parece ser destinado ao desgraçado que perde uma aposta. Esta selecção inglesa não é excepção, mas a colheita é particularmente confrangedora: para além de Green e James também Joe Hart ameaça criar momentos hilariantes.
O jogo foi estranho, com a Inglaterra depois do golo (bonito, diga-se) a convidar os rapazes com equipamento de pólo a tentarem acertar na sua baliza. O golo adivinhava-se; mas como estamos a falar de Inglaterra tinha de chegar em forma de hara-kiri humorístico. No banco, o grande Beckham, impecável no seu three-piece suit, trespassava Green com o olhar. No pub onde eu estava os expatriados britânicos passaram em questão de segundos pelas fases de Incompreensão, Raiva (para Green, em cântico: 'Who are ya? Who are ya? You're shit, that's who are ya!') e Aceitação («A tie's a win, mate», dizia-me um ao intervalo.)
Na segunda parte as coisas melhoraram, mas todas as apostas de Capello falharam, com particular destaque para Carragher. O povo ao meu lado, entretanto, já fazia chamadas imaginárias para a BP, pedindo-lhes que fizessem mais um furinho. A selecção americana continuava no seu desvario, correndo e de uma maneira genérica existindo, mas pouco mais. Enfim, valha-nos o humor.
Mesmo assim, e porque este tipo de episódios caricatos nos jogos já tem linhagem nobre no historial da selecção inglesa, ainda acredito. Como se diz no spot televisivo do The Sun, 'Maybe. Just maybe'. Senão paciência: tudo na mesma, mais uns pints e o Rogério talvez amealhe mais umas libras.
segunda-feira, junho 07, 2010
Orquestra local erra feio o hino nacional brasileiro em zimbabue
A fanfarra de Harare é a nossa arma contra o Brasil.
terça-feira, junho 01, 2010
Estranhamente e contra minha vontade este blogue ressuscita após muitos dias. Provavelmente passam-se demasiadas coisas que me impedem de estar quieto. Manifestações contra «nazis-sionistas» (cada vez menos pachorra para estes cavaleiros brancos da causa imaculada da Palestina), o Mundial que aí vem, a vida em geral. Porque entretanto escrevo em duas outras casas, para além de ter a minha vidinha, o que posso prometer é a irregularidade habitual.




