terça-feira, janeiro 05, 2010

Conselhos e máximas do tio Wilde

Spandau Ballet, Reformation:«There's something wrong, there's something wrong/Man is something to be overcome»

O tio Wilde afirma: não há apologia do übermensch que resista a uma pobre escolha de roupa.

quinta-feira, dezembro 31, 2009

Entretanto, permitam-me
...desejar a todos um magnífico 201o, com o máximo de paz, saúde e vontade. Pessoalmente, remeto-me aos versos citados no cabeçalho deste estabelecimento.
Tradução Simultânea:
Provavelmente o único blogue a fazer listas da década quando a década acabar: ou seja, no último dia de 2011.

terça-feira, dezembro 29, 2009

segunda-feira, dezembro 28, 2009

Vamos lá acabar com isto (I)

Discos 2009 (sem ordem de importância)


Domésticos:

Nem lhe tocava, Samuel Úria

A Mãe, Rodrigo Leão

Boato, JP Simões

Fados de amor e pecado, Ana Sofia Varela

Leva-me aos fados, Ana Moura*

Vida, Jorge Fernando*


Importados

Veckatimest, Grizzly Bear

Begone Dull Care, Junior Boys

Humbug, Arctic Monkeys

Merryweather Post Pavillion, Animal Collective

Solo:Live From San Francisco, McCoy Tyner (jazz)






*declaração de interesses: disco com a participação de quem o seleccionou

segunda-feira, dezembro 21, 2009

A todos um excelente e Santo Natal. Voltamos já.

terça-feira, dezembro 15, 2009

Mr.Malcontent


«Or should I laugh or should I cry
Or should I part my hair behind...
...or should I laugh or should I cry
As I become all I despise.»

segunda-feira, dezembro 14, 2009

«Garante Nélson Rodrigues»
Assim que soube da contratação pelo Benfica de um jogador com o improvável nome de Alan Kardec, preparei-me para todas as espécies de trocadilhos intelecto-revisteiros: na mesma frase, «Kardec», «espírito de Natal»,«Jesus», «aparição», «pé-de-galo» abriam caminho a mil e uma possibilidades. Mas nada, oh mesmo nada, me preparou para este título- maravilha.

sábado, dezembro 12, 2009

«The chairman of the bad»
Quem se der ao estranho trabalho de pesquisar os arquivos deste blogue facilmente encontrará idossincracias do autor: umas mais verdadeiras do que outras, umas mais recorrentes do que outras. Mas há uma paixão; não, um amor, resolvido e sempre novo que atravessa seis anos destas palavras e muitos mais da minha vida. Um minuto que fosse e era mais do que uma vida. Estou a falar de Francis Albert Sinatra.
Hoje Sinatra celebraria o seu 94º aniversário. Eu, que tanto já escrevi, a sério ou em lágrimas sobre ele, que assumo esta dependência com tanto despudor que levou um amigo a dedicar-me publicamente um texto muito melhor sobre ele (obrigado, Pedro), eu que me comovo sem problemas sempre que oiço a sua voz cantar até o mais errado dos repertórios (It's not easy being green, ou o Leaving on a jet plane, do infame segundo álbum com Tom Jobim), eu que ganhei uma garrafa de champanhe em aposta com outros dois conhecidos especialistas do homem ao identificar ao segundo acorde todas as canções do alinhamento durante o seu concerto no Porto; eu sei que tudo isto já deveria estar diluído, que esta nervoseira e urgência de juntar palavras já não deveria fazer sentido, que devia mas é estar caladinho a agradecer tudo o que o homem me ensinou e me incentivou ao som de Only the lonely.
Mas não. Continua esta vontade, esta descoberta. Oscar wilde, na sua frívola profundidade, teve sempre razão; mais ainda quando disse que o amor é a arte da repetição. Aqui, pela repetição responsabilizo-me. Pela arte, duvido. Pelo amor, decerto. Por isso opto por deixar tudo o que gostaria de ter escrito, a descrição e biografia mais certeira e subjectiva e comovente que conheço, feita por Bono em 1994. Nunca irei conseguir dizer o que ele disse,mas estou muito contente por alguém o ter dito.




«This is the conundrum of Frank Sinatra. Left and right brain hardly talking. Boxer and painter, actor and singer, lover and father, bandman and loner. Troubleshooter and troublemaker The champ who would rather show you his scars than his medals. He may be putty in Barbara's hands. But I'm not gonna mess with him, are you?

Ladies and gentlemen, are you ready to welcome a man heavier than the Empire State, more connected than the Twin Towers, as recognizable as the Statue of Liberty, and living proof that God is a Catholic!»

Brincar com coisas sérias

E muito bem.

quarta-feira, dezembro 09, 2009

Errata privada: Onde está «Oliver» leia-se.

«As neuroses femininas são a sua perdição. Juntem-lhe uma cintura fina, ancas largas e maternais, uns olhos castanhos imensos e inconsoláveis, e Oliver já não tem salvação».

John le Carré, Single&Single
Este Natal, para o homem que ama as mulheres

...ou simplesmente preza a inteligência:a prenda ideal.




(estão a dar-nos armas. You know that, don't you? Ok, don't answer that.)

quarta-feira, dezembro 02, 2009

quarta-feira, novembro 25, 2009

«Nothing really matters...but moi»
Schopenhauer

terça-feira, novembro 24, 2009

«The place that cannot be»
Já não concebo a vida sem a existência de Mad Men. Não é só o que salta à vista - a excelência dos diálogos, os personagens, os cigarros e cocktails galore, os décors extraordinários, a reconstituição de época... É «Don Draper», o amoral com remorsos, a ambição culpada, o infiel defensor da família. É a tensão e o dinamismo das «secretárias», a pedagogia da perda da inocência («Why is it here, when a man takes you to lunch, you're the dessert?»). Mad Men é sobre as cambalhotas éticas que temos de dar todos os dias e a forma como lidamos com elas, colocadas no contexto em que a hipocrisia pode ter bom nome: uma época (finais dos anos 50 - inicio dos anos 60) em que os valores morrem e renascem, à volta de pessoas que vendem o novo e a felicidade. E a utopia, esse lugar que não pode ser, como denuncia o étimo grego. Esse lugar que não pode ser é a vida.


[sobre este e outros assuntos recomendo vivamente este lugar]

quarta-feira, novembro 18, 2009

Confirma-se.
Não tenho nada a esperar de um mundo onde o maradona gosta de Soft Machine.

quarta-feira, novembro 11, 2009

quinta-feira, novembro 05, 2009

E o Estoril aqui tão perto.

quarta-feira, novembro 04, 2009

«Personally, of course, I regret everything»