quarta-feira, novembro 18, 2009

Confirma-se.
Não tenho nada a esperar de um mundo onde o maradona gosta de Soft Machine.

quarta-feira, novembro 11, 2009

quinta-feira, novembro 05, 2009

E o Estoril aqui tão perto.

quarta-feira, novembro 04, 2009

«Personally, of course, I regret everything»

domingo, novembro 01, 2009

Aqui Rádio Silêncio*

Eram os dias de tudo. Eram os dias, as noites que eram as primeiras, tão sábias na ingénua e arrogante velhice da nossa juventude. Ali cabiam todas as descobertas, que partilhávamos com a ansiedade dos pioneiros: os sons, as palavras, os modos. O mundo seria provavelmente nosso mas ninguém dava por isso porque estávamos demasiado ocupados a conquistá-lo.
E tínhamos mestres, e tinhamos rituais que não dispensávamos porque nos faziam caminhar e saber, porque nos alimentavam a inocência que desesperadamente queríamos perder e proclamar essa perda. Eram dias, eram noites em que os mestres, com rosto ou com voz, faziam com que a nossa vida se confundisse com a deles.
Hoje partiu um deles. Cheguei a conhecê-lo, já adulto, sentados numa cabina de rádio enquanto alguém nos fazia uma entrevista e eu pensava «O que estou aqui a fazer? Eu sou ouvinte, eu oiço. Eu oiço-o. Ele fez-me um pouco do que sou.»
Conheci o António Sérgio. Nunca cheguei a agradecer-lhe.
Obrigado Sérgio.



*(título de um programa de rádio da autoria de Miguel Esteves Cardoso, na Rádio Comercial, algures no inicio dos anos 80)

quarta-feira, outubro 28, 2009

That is so right, Clarice.

Os factos são sonoros. O que importa são os silêncios por trás deles.

Clarice Lispector


E é no silêncio que está tudo o que importa.

segunda-feira, outubro 26, 2009

From Tweedledee to Tweedledum

Why Did I Dream Of You Last Night? by Philip Larkin

Why did I dream of you last night?
Now morning is pushing back hair with grey light
Memories strike home, like slaps in the face;
Raised on elbow, I stare at the pale fog
beyond the window.

So many things I had thought forgotten
Return to my mind with stranger pain:
- Like letters that arrive addressed to someone
Who left the house so many years ago.

quinta-feira, outubro 22, 2009

The sadness of things


Do I dare to eat a peach?
Do I dare to walk the beach?
And if I dare to eat a peach
If I should care to shed a tear
Could I claim more for my action
Than selfish satisfaction?
(Stock mammalian reflex, biochemical reaction)

(a canção mais perpassada pelo Prufrock de Eliot que conheço)

quinta-feira, outubro 15, 2009

À atenção de Pedro Lomba, Esq.

«Digamos porque não se chama ao amor amizade. Entre as duas coisas há esta diferença: o amor é uma paixão que tem mais de desejo que de prazer; e a amizade é uma afeição reverente, ou um amor envergonhado, que tem mais de prazer do que de desejo. O amigo pretende para o que sempre ama, e o amante para o que pode deixar de amar. Um cuida de si, outro descuida-se de si.»

A Arte Da Galantaria, D.Francisco de Portugal









(eu gostava de escrever no século XVII)
Amiguismos

Dos tempos em que éramos jovens, lembramo-nos bem. Era assim, com a vontade e o cabelo ainda intactos. Desde então várias coisas mudaram - como felizmente o nosso gosto por camisas - mas o que perdura, o que vimos,isso já ninguém nos tira. Um de nós que em cima se pode ver faz anos hoje, mas isso, francamente, é só um pobre pretexto para o que eu realmente queria dizer.

segunda-feira, outubro 12, 2009

Lugares onde se deve ver e ser visto
Aqui e aqui. Que bom.

sexta-feira, outubro 09, 2009

Efemérides
Faço 45 anos hoje, dia em que Barack Obama foi nomeado Prémio Nobel da Paz. Mais: faço 45 anos no mesmo dia do cão do Prémio Nobel da Paz. Não sei por onde começar a deprimir-me.

segunda-feira, outubro 05, 2009

L&J

I'm a sucker for weddings. E os que são abençoados por este senhor então nem se falam.Nice party, by the way.

sábado, outubro 03, 2009

Investigação criminal

Cote de Pablo

Este blogue não pode ser só poesia. Neste caso, é.
Robert Creeley


Só posso atribuir à minha profunda estupidez nunca ter ouvido falar de Robert Creeley até que um serendipismo numa livraria me levou até ele. Como é natural fiquei fascinado e indignado pelo meu desconhecimento, o que como se sabe é sintoma de pura vaidade.
Mas se alguém me tivesse dito que existia um poeta que conseguia evocar Pound e ao mesmo tempo ter o empenhamento bóemio da poesia beat, ao mesmo tempo que o desdenhava; que um poeta conseguia passear à vontade no formalismo para depois se esconder em «versos livres»; que no meio de tudo existe uma ponte entre a limpidez de Hardy e a poesia concreta...Nunca teria acreditado. Graças a Deus que me chegou agora, que tenho vida suficiente para poder conversar com ele.

The Mirror


Seeing is believing.
Whatever was thought or said,

these persistent, inexorable deaths
make faith as such absent,

our humanness a question,
a disgust for what we are.

Whatever the hope,
here it is lost.

Because we coveted our difference,
here is the cost.

quinta-feira, outubro 01, 2009

Coisas que me comovem


Nada mais justo. E a seguir, o fado.

quarta-feira, setembro 23, 2009

sábado, setembro 19, 2009

quarta-feira, setembro 16, 2009