quarta-feira, agosto 26, 2009
Ainda em semi-regresso à realidade, deparo com este convite que o Ricardo me fez. Porque quero prolongar a ociosidade até aos limites do improvável (e de passagem maçar os meus leitores), eis então uma lista de *cóf,cóf* 15 filmes que nunca esquecerei (por várias razões, não necessáriamente de exigência estética) pensados num intervalo de tempo de 15 minutos. Juro. Só assim se compreenderá as centenas que ficaram por dizer. Assim, e sem ordem em particular:
The Searchers, John Ford
The Quiet Man, John Ford
How Green Was My Valley, John Ford (é mesmo assim, 3 Fords fora os outros, desculpem lá)
A Palavra, Carl Th. Dreyer
Bringing Up Baby, Howard Hawks
Annie Hall, Woody Allen
In The Mood For Love, Won Kar-Wai
Laura, Otto Preminger
Casablanca, Michael Curtiz
Million Dollar Baby, Clint Eastwood
Some Came Running, Vincent Minnelli
Gigi, Vincent Minnelli
O Leopardo, Luchino Visconti
L'homme qui aimait les femmes, François Truffaut
Apocalypse Now, Francis Ford Coppola
One From The Heart, Francis Ford Coppola
Taxi Driver, Martin Scorsese
La femme d'à cotê, François Truffaut
A comédia de Deus, João César Monteiro
Citizen Kane, Orson Welles
A Night At The Opera, Sam Wood (Marx Brothers)
Swingtime, George Stevens
The Draughtman's Contract, Peter Greenaway
Magnolia, P.T.Anderson
...e alguém me pare. Obrigado.
Quem não consumir ávidamente a música deste homem merece as gripes de todas as letras do alfabeto.
quinta-feira, julho 30, 2009
Até já e boas férias.
domingo, julho 26, 2009
quinta-feira, julho 23, 2009
Por desleixo ou procrastinação esqueço-me por vezes de mencionar outros que leio e gosto, o que me ajuda nos dias. Hoje é mais um passo para a redenção. Assim:
1- Mais dificil do que escrever para crianças é escrever sobre crianças - principalmente se se inclui a nossa própria descendência. O abismo da gracinha e do «tão querido, não é?» está mesmo ali ao lado. Aqui, a Inês Teotónio Pereira evita os perigos de uma forma engraçada, simples e brilhante. e deixa sabedoria.
2- Um homem não é uma ilha, é verdade. Mas gosto de gostar dos poucos que concordam comigo. Se nisso entra a admiração, melhor. Neste caso, sei que tenho um correligionário no que respeita ao esplendor capilar de Jennifer Aniston: é o Henrique Raposo, cuja única nódoa no seu imaculado blogue são os elogios imerecidos a este. Mesmo assim, um obrigado sincero.
segunda-feira, julho 20, 2009
Deploro todos os que consideram que a televisão deve «educar» ou «apresentar exemplos». Parece-me que é pedir muito de um electrodoméstico e nessa perspectiva considero as associações de telespectadores uma das inutilidades mais maçadoras no planeta.
O que existe é a possibilidade de aprender, de ouvir contar boas histórias. É o que acontece num programa da RTP2 com o título Vida Intima das Obras-Primas. O que se pretende é contar histórias e segredos a partir de uma determinada obra e o seu autor. O resultado é sempre fascinante e muitas vezes melhor do que a obra em análise.
A emissão da semana passada foi dedicada à Ressurreição, de Piero della Francesca (que podem ver aqui), quadro que adoro e que tive o prazer de observar ao vivo. Falou-se da vida do pintor, da sua extraordinária modernidade – foi o primeiro a introduzir a perspectiva perfeita, através de complicadas fórmulas matemáticas), dos segredos por detrás dos modelos, dos pormenores, dos filisteus que no século XVIII decidiram caiar por cima do fresco, dos quadros que inspirou, da sua entrada até na cultura pop (a célebre cópia feita por um artista de Manchester em que os guardas da pintura eram substituídos por jogadores do United – com destaque para Eric Cantona, que era representado como o Cristo ressuscitado…)
Mas houve uma estória em particular que me interessou, por ter criado uma suspension of disbelief em relação à Humanidade. Passou-se durante a II Guerra Mundial; os aliados tinham invadido Itália e uma divisão inglesa estava encarregue de ocupar Florença e bombardear San Sepolcro – o lugar onde está, no Palazzo Comunale, o fresco de della Francesca. A comandar a divisão de artilharia destinada a bombardear as posições alemãs estava um jovem oficial chamado Anthony Clark - «a bit of a dandy», lembrou no programa um seu camarada de armas. «Como estávamos de uniforme e não se podia mexer na farda, o Tony começou a fumar de boquilha para ser diferente. Deve ter sido o único oficial do exército que fumou de boquilha em toda a guerra». Acontece que Clark era também um ávido leitor. E o nome de San Sepolcro lembrava-o de qualquer coisa que tinha lido. Até que veio a epifania: San Sepolcro tinha sido referido num livro de viagens de Aldous Huxley como o lugar que continha «a maior pintura do mundo». E foi assim que Clark deu ordem para cessar fogo – para salvar uma pintura que nunca tinha visto mas que tinha lido e acreditava. Escusado será dizer que os alemães agradeceram e rasparam-se.
Pela arte, salvaram-se vidas; pela palavra e a crença num autor salvou-se a arte. E, nem que fosse por um mínimo momento, graças a Clark, tivemos a iusão de que a civilização sobrevirá à barbárie.
quinta-feira, julho 09, 2009
terça-feira, julho 07, 2009
segunda-feira, julho 06, 2009
Batukas, sweet sweet child: é verdade que eu não sou muito de correntes, mas vindo de ti eu teria gosto. Acontece que não tenho e abomino i-pod's, i-tunes, mp3 players e coisas assim, o que torna impossível a minha resposta. Desculpa-me, linda. E enquanto fico à espera da próxima vou continuando a pintar os meus bisontes aqui em Altamira.
quinta-feira, junho 25, 2009

Primeira final da Taça de Portugal. A Associação Académica de Coimbra vence o Benfica por 4-3. Honra a Tibério, José Maria Antunes, César Machado, Portugal, Faustino, Octaviano,Manuel da Costa, Alberto Gomes, Arnaldo Carneiro, Nini e Pimenta, equipa que entrou de início nas Salésias; e ao seu treinador, Albano Paulo.
quarta-feira, junho 24, 2009
Apesar de «britânico» ainda não estou convencido do ténis do senhor. Cresceu muito, tem valor e veste equipamento clássico Fred Perry com as iniciais, o que fez com que, pelo menos, tivesse conseguido evitar a fase Axl Rose de Agassi - muito comum nos «meninos rebeldes». Queria Federer na final. Com quem ainda não sei. Gostei muito do jogo Djokovic - Benneteau e de um ou outro que agora se me escapa. Sei que não quero o Verdasco, mas penso que ele irá tratar disso. Na verdade, até agora, a pint e o crepe chinês são os únicos valores seguros de Wimbledon 2009, pelo que teremos de aproveitar.






