sábado, julho 18, 2009

«And that's the way it is»

Walter Cronkite, 1916-2009

sábado, julho 11, 2009

É que isto é tão bom que continua a render

Hoje: a versão Michael Jackson.

quinta-feira, julho 09, 2009

Gostaria de anunciar urbi et orbi que gosto muito de The Mentalist

Robin Tunney

...e que também que talvez isso tenha a ver com esta senhora fazer uma personagem com o nome de Teresa Lisbon. Ou então não.

terça-feira, julho 07, 2009

«Broken down like the world economy»




(e esta bizarra vontade de beber uma imperial,de onde virá?)

segunda-feira, julho 06, 2009

Os filmes 'Harry Potter' estão cada vez melhores

Emma 'Hermione' Watson, para Burberry
E agora um post que não contém alusões desportivas
Batukas, sweet sweet child: é verdade que eu não sou muito de correntes, mas vindo de ti eu teria gosto. Acontece que não tenho e abomino i-pod's, i-tunes, mp3 players e coisas assim, o que torna impossível a minha resposta. Desculpa-me, linda. E enquanto fico à espera da próxima vou continuando a pintar os meus bisontes aqui em Altamira.
«I want a hero - an uncommon want»*





(De D.Juan, Lord Byron)

sábado, julho 04, 2009

Vasco Gervásio, 1943-2009


Um grande capitão, um grande homem. Até sempre e obrigado. Viva a Briosa!

sexta-feira, julho 03, 2009

O Michael ressuscitou

E vai jogar no Manchester United. Que prazer.

quinta-feira, junho 25, 2009

Mais um anjo no céu
25 de Junho de 1939

Primeira final da Taça de Portugal. A Associação Académica de Coimbra vence o Benfica por 4-3. Honra a Tibério, José Maria Antunes, César Machado, Portugal, Faustino, Octaviano,Manuel da Costa, Alberto Gomes, Arnaldo Carneiro, Nini e Pimenta, equipa que entrou de início nas Salésias; e ao seu treinador, Albano Paulo.

quarta-feira, junho 24, 2009

Desta vez não me apanhas
Apesar de «britânico» ainda não estou convencido do ténis do senhor. Cresceu muito, tem valor e veste equipamento clássico Fred Perry com as iniciais, o que fez com que, pelo menos, tivesse conseguido evitar a fase Axl Rose de Agassi - muito comum nos «meninos rebeldes». Queria Federer na final. Com quem ainda não sei. Gostei muito do jogo Djokovic - Benneteau e de um ou outro que agora se me escapa. Sei que não quero o Verdasco, mas penso que ele irá tratar disso. Na verdade, até agora, a pint e o crepe chinês são os únicos valores seguros de Wimbledon 2009, pelo que teremos de aproveitar.

terça-feira, junho 23, 2009

Não podem ver nada que venha da civilização.Palavra de honra.
A ver se gostas, YouTube!

Este post foi removido pelo usuário.

terça-feira, junho 16, 2009

Está calor.Por isso, todos juntos:
Argumentos contra a eutanásia
Mesmo ligado à máquina, este blogue, que ora se finou, era melhor do que a maioria. Percebo o fim, mas fico triste.
«Do something constructive. Make a shoe»

Primeira curta-metragem de Mel Brooks, The Critic, 1963. Cinco ou seis anos antes da obra-prima que é The Producers.Pérolas que por aí andam.

segunda-feira, junho 15, 2009

Anatomia da preguiça*

Talvez seja da idade ou da sabedoria ou da precedência de uma sobre outra, mas a verdade é que quando oiço o slogan estafado do «direito à preguiça» já não consigo sorrir. Primeiro porque alguém teve o trabalho de dizer semelhante coisa; depois porque pura e simplesmente não faz sentido. A preguiça está longe de ser um «direito» que necessita ser conquistado pelo simples facto de ser uma característica inata a qualquer ser humano. Ou se usa ou não se usa, ponto. Pelo ócio sim, vale a pena lutar. Mas lutar pelo ócio – algo nobre e como dizia Óscar Wilde, a coisa «mais difícil e a mais intelectual» - dá trabalho e nisso não vão os preguiçosos. O ócio é a ausência de actividade prática que se pode transformar noutra contemplativa ou egoísta e simples, como provar um bom vinho, ler em silêncio ou olhar o mar. A preguiça é uma pura recusa da actividade. É uma solução fácil, como fáceis são todas as soluções niilistas. Mas não tem graça nem compensa. Eu sei. Já fui preguiçoso.

É fácil ser preguiçoso em Portugal. O país está feito para isso. Na verdade, o diagnóstico correcto não será preguiça - nós, os especialistas, preferimos «procrastinação»: o deixar para o dia seguinte, adiar, demorar, delongar. António Variações, com a sabedoria de Nova Iorque misturada com a legitimidade de Braga topou tudo: «É para amanhã/deixa lá não faças hoje». Podia ser o hino nacional. Como minha defesa – a defesa de um ex-preguiçoso – tenho uma inteira cultura, um inteiro país. Durante anos e anos adiei decisões, assinaturas, vocações, amores, respostas, prazos. Enlouqueci colegas e superiores por achar que amanhã é outro dia. Errei: nunca compensou ser preguiçoso, como estou convencido que a diligência exagerada também não interessa a ninguém.
Mas como combater esta doce doença, que nos corre no sangue há séculos? De Vieira a Pessoa, ela foi diagnosticada: o messianismo à portuguesa pode ser belo, mas é a mais bela e literária forma de preguiça. Alguém há-de chegar, seja o Messias ou o Império do Espírito Santo, que irá colocar tudo na ordem. Entretanto, trabalhar para merecer isso é que não.
Ainda há pouco tempo ouvi este extraordinário diálogo, que de tão real parece fictício: na fila do supermercado, uma mulher perguntava a outra se já sabia de cor o número do telemóvel novo. Resposta pronta: «Vou sabendo». Vou sabendo: Portugal é este gerúndio contínuo, lânguido, doce e resignado. É o tempo verbal dos nossos políticos porque é o tempo verbal dos nossos eleitores. Ninguém se queixa, ninguém discute – vai-se sabendo, vai-se vivendo. É também a nossa maior exportação, como é prova o Brasil ou os países africanos lusófonos.

Apesar de estar em franca recuperação sei que este atavismo nacional nunca se irá separar de mim completamente. Todos os dias luto com a tentação de fintar prioridades só porque sim. Mesmo ao escrever esta crónica, o primeiro estado de espírito foi : «Vou escrever, mas agora não me apetece». Ainda vivo um pouco no limbo bem definido pelo filósofo Reininho quando escreveu «Faz-me impressão o trabalho/a inércia faz-me mal. É um combate longo, sem tréguas, e particularmente relevante para um conservador céptico como eu, que acredita que o dia de hoje é que conta. O preguiçoso puro é, de certa forma, um optimista inútil (passe a redundância), que crê sem dificuldades no amanhã que tudo resolve.
Quando o atleta olímpico Marco Fortes, depois de ter confessado um truísmo («De manhã está-se bem é na caminha»), foi acusado de ser preguiçoso ninguém compreendeu a injustiça. A preguiça não é uma situação, é um estilo de vida. É uma rendição lenta ao tempo, às horas, a nós próprios que só pode dar mau resultado. Vê-se a vida devagar a passar ao lado, com um aceno e um sorriso, para nunca mais voltar. Vemos amigos, amantes, instantes que nunca mais irão voltar por nossa exclusiva culpa. E depois, como Portugueses que somos, dedicamo-nos com afinco à única coisa em que colocamos empenho – a saudade.

A preguiça não é um direito, é uma praga. Já nem falo daquela que é considerada pecado mortal, para mim muito mais séria, e que se traduz por uma indiferença a Deus e ao caminho do Bem. São Tomás de Aquino chamava-a de ‘acedia’, uma espécie de tristeza espiritual em relação à crença e à prática e opunha-lhe a Caridade. Dante colocou os pecadores por Preguiça no Purgatório, onde a sua penitência consistia em andarem eternamente atarefados de um lado para o outro sem o direito a uma oração sequer. Esta sim, aterroriza-me, mas sei que para isso é preciso ter Fé. A outra, aquela com que nós lidamos no quotidiano pode ser atenuada. Podemos agir. Podemos conjugar, com felicidade e propriedade, o presente do indicativo. Porque a alternativa, descobri eu, é triste: é acordar um dia e descobrir que a nossa vida já chegou tarde.


(crónica publicada no suplemento «Nós», do jornal i, 13 de Junho 2009)



*não coloco a ilustração do Pedro Vieira por puro despeito e inveja.

sexta-feira, junho 05, 2009

Rapaziada amiga:

Só para lembrar que os 3 Leões jogam sábado. Já temos mesa no pub? (e entretanto choremos com a beleza e o flag waving desta noite em que eu daria tudo para lá estar).

segunda-feira, junho 01, 2009

Marilyn: a idade da inocência

Aqui o doce prenúncio de uma tempestade só a custo disfarçada.