segunda-feira, julho 06, 2009

E agora um post que não contém alusões desportivas
Batukas, sweet sweet child: é verdade que eu não sou muito de correntes, mas vindo de ti eu teria gosto. Acontece que não tenho e abomino i-pod's, i-tunes, mp3 players e coisas assim, o que torna impossível a minha resposta. Desculpa-me, linda. E enquanto fico à espera da próxima vou continuando a pintar os meus bisontes aqui em Altamira.
«I want a hero - an uncommon want»*





(De D.Juan, Lord Byron)

sábado, julho 04, 2009

Vasco Gervásio, 1943-2009


Um grande capitão, um grande homem. Até sempre e obrigado. Viva a Briosa!

sexta-feira, julho 03, 2009

O Michael ressuscitou

E vai jogar no Manchester United. Que prazer.

quinta-feira, junho 25, 2009

Mais um anjo no céu
25 de Junho de 1939

Primeira final da Taça de Portugal. A Associação Académica de Coimbra vence o Benfica por 4-3. Honra a Tibério, José Maria Antunes, César Machado, Portugal, Faustino, Octaviano,Manuel da Costa, Alberto Gomes, Arnaldo Carneiro, Nini e Pimenta, equipa que entrou de início nas Salésias; e ao seu treinador, Albano Paulo.

quarta-feira, junho 24, 2009

Desta vez não me apanhas
Apesar de «britânico» ainda não estou convencido do ténis do senhor. Cresceu muito, tem valor e veste equipamento clássico Fred Perry com as iniciais, o que fez com que, pelo menos, tivesse conseguido evitar a fase Axl Rose de Agassi - muito comum nos «meninos rebeldes». Queria Federer na final. Com quem ainda não sei. Gostei muito do jogo Djokovic - Benneteau e de um ou outro que agora se me escapa. Sei que não quero o Verdasco, mas penso que ele irá tratar disso. Na verdade, até agora, a pint e o crepe chinês são os únicos valores seguros de Wimbledon 2009, pelo que teremos de aproveitar.

terça-feira, junho 23, 2009

Não podem ver nada que venha da civilização.Palavra de honra.
A ver se gostas, YouTube!

Este post foi removido pelo usuário.

terça-feira, junho 16, 2009

Está calor.Por isso, todos juntos:
Argumentos contra a eutanásia
Mesmo ligado à máquina, este blogue, que ora se finou, era melhor do que a maioria. Percebo o fim, mas fico triste.
«Do something constructive. Make a shoe»

Primeira curta-metragem de Mel Brooks, The Critic, 1963. Cinco ou seis anos antes da obra-prima que é The Producers.Pérolas que por aí andam.

segunda-feira, junho 15, 2009

Anatomia da preguiça*

Talvez seja da idade ou da sabedoria ou da precedência de uma sobre outra, mas a verdade é que quando oiço o slogan estafado do «direito à preguiça» já não consigo sorrir. Primeiro porque alguém teve o trabalho de dizer semelhante coisa; depois porque pura e simplesmente não faz sentido. A preguiça está longe de ser um «direito» que necessita ser conquistado pelo simples facto de ser uma característica inata a qualquer ser humano. Ou se usa ou não se usa, ponto. Pelo ócio sim, vale a pena lutar. Mas lutar pelo ócio – algo nobre e como dizia Óscar Wilde, a coisa «mais difícil e a mais intelectual» - dá trabalho e nisso não vão os preguiçosos. O ócio é a ausência de actividade prática que se pode transformar noutra contemplativa ou egoísta e simples, como provar um bom vinho, ler em silêncio ou olhar o mar. A preguiça é uma pura recusa da actividade. É uma solução fácil, como fáceis são todas as soluções niilistas. Mas não tem graça nem compensa. Eu sei. Já fui preguiçoso.

É fácil ser preguiçoso em Portugal. O país está feito para isso. Na verdade, o diagnóstico correcto não será preguiça - nós, os especialistas, preferimos «procrastinação»: o deixar para o dia seguinte, adiar, demorar, delongar. António Variações, com a sabedoria de Nova Iorque misturada com a legitimidade de Braga topou tudo: «É para amanhã/deixa lá não faças hoje». Podia ser o hino nacional. Como minha defesa – a defesa de um ex-preguiçoso – tenho uma inteira cultura, um inteiro país. Durante anos e anos adiei decisões, assinaturas, vocações, amores, respostas, prazos. Enlouqueci colegas e superiores por achar que amanhã é outro dia. Errei: nunca compensou ser preguiçoso, como estou convencido que a diligência exagerada também não interessa a ninguém.
Mas como combater esta doce doença, que nos corre no sangue há séculos? De Vieira a Pessoa, ela foi diagnosticada: o messianismo à portuguesa pode ser belo, mas é a mais bela e literária forma de preguiça. Alguém há-de chegar, seja o Messias ou o Império do Espírito Santo, que irá colocar tudo na ordem. Entretanto, trabalhar para merecer isso é que não.
Ainda há pouco tempo ouvi este extraordinário diálogo, que de tão real parece fictício: na fila do supermercado, uma mulher perguntava a outra se já sabia de cor o número do telemóvel novo. Resposta pronta: «Vou sabendo». Vou sabendo: Portugal é este gerúndio contínuo, lânguido, doce e resignado. É o tempo verbal dos nossos políticos porque é o tempo verbal dos nossos eleitores. Ninguém se queixa, ninguém discute – vai-se sabendo, vai-se vivendo. É também a nossa maior exportação, como é prova o Brasil ou os países africanos lusófonos.

Apesar de estar em franca recuperação sei que este atavismo nacional nunca se irá separar de mim completamente. Todos os dias luto com a tentação de fintar prioridades só porque sim. Mesmo ao escrever esta crónica, o primeiro estado de espírito foi : «Vou escrever, mas agora não me apetece». Ainda vivo um pouco no limbo bem definido pelo filósofo Reininho quando escreveu «Faz-me impressão o trabalho/a inércia faz-me mal. É um combate longo, sem tréguas, e particularmente relevante para um conservador céptico como eu, que acredita que o dia de hoje é que conta. O preguiçoso puro é, de certa forma, um optimista inútil (passe a redundância), que crê sem dificuldades no amanhã que tudo resolve.
Quando o atleta olímpico Marco Fortes, depois de ter confessado um truísmo («De manhã está-se bem é na caminha»), foi acusado de ser preguiçoso ninguém compreendeu a injustiça. A preguiça não é uma situação, é um estilo de vida. É uma rendição lenta ao tempo, às horas, a nós próprios que só pode dar mau resultado. Vê-se a vida devagar a passar ao lado, com um aceno e um sorriso, para nunca mais voltar. Vemos amigos, amantes, instantes que nunca mais irão voltar por nossa exclusiva culpa. E depois, como Portugueses que somos, dedicamo-nos com afinco à única coisa em que colocamos empenho – a saudade.

A preguiça não é um direito, é uma praga. Já nem falo daquela que é considerada pecado mortal, para mim muito mais séria, e que se traduz por uma indiferença a Deus e ao caminho do Bem. São Tomás de Aquino chamava-a de ‘acedia’, uma espécie de tristeza espiritual em relação à crença e à prática e opunha-lhe a Caridade. Dante colocou os pecadores por Preguiça no Purgatório, onde a sua penitência consistia em andarem eternamente atarefados de um lado para o outro sem o direito a uma oração sequer. Esta sim, aterroriza-me, mas sei que para isso é preciso ter Fé. A outra, aquela com que nós lidamos no quotidiano pode ser atenuada. Podemos agir. Podemos conjugar, com felicidade e propriedade, o presente do indicativo. Porque a alternativa, descobri eu, é triste: é acordar um dia e descobrir que a nossa vida já chegou tarde.


(crónica publicada no suplemento «Nós», do jornal i, 13 de Junho 2009)



*não coloco a ilustração do Pedro Vieira por puro despeito e inveja.

sexta-feira, junho 05, 2009

Rapaziada amiga:

Só para lembrar que os 3 Leões jogam sábado. Já temos mesa no pub? (e entretanto choremos com a beleza e o flag waving desta noite em que eu daria tudo para lá estar).

segunda-feira, junho 01, 2009

Marilyn: a idade da inocência

Aqui o doce prenúncio de uma tempestade só a custo disfarçada.
O cabelo de Jennifer Anniston


Tanta coisa que aconteceu e que poderia até transcrever para este estabelecimento. Mas uma mistura de cansaço, excesso de calor e cepticismo levou-me quase à beira de desligar o blogue da máquina e entregá-lo ao universo virtual.Só que há sempre pequenas epifanias quotidianas que felizmente nos levam a mudar de ideias: uma frase lida aqui, uma embirração vista ali, uma admiração constatada acolá. Amália gostava de dizer que foram os filmes de Fred Astaire que a demoveram do suicídio, aquela alegria e previsibilidade maravilhosas que com as melhores canções do mundo coreografavam as fitas para o final mais feliz possível. No que me diz respeito, se haveria caso de vida ou morte era apenas em relação ao blogue, que continua melhor do que eu e, nos dias maus, igual; mas foi ontem, ao ligar distraídamente a televisão e ver o cabelo de Jennifer Anniston, que este blogue foi salvo.
O cabelo de Jennifer é impossivel. É de uma leveza irreverente, como os timings perfeitos de comédia que a actriz possui. É talvez o cabelo mais sexy do mundo, porque só precisa de existir.É um cabelo inteligente, versátil,que dá a ilusão linda do girl next door. E ainda por cima emoldura uma mulher perfeita nas suas imperfeições que se adivinham. Jolie é Jolie. Mas Brad,meu rapaz,se queres uma opinião tardia: tu perdeste.
Assim, o cabelo de Jennifer foi decisivo ao voltar às palavras, porque precisei de fazer a crónica do que existe e nos emociona e que está em risco de extinção. Já estou a terminar outro post sobre a actualidade e brilhantismo de uma grande romancista com vida ainda melhor do que a obra: Colette. Mas isso virá em breve, deixai-me demorar o olhar apaixonado em cada pormenor do cabelo inspirador de Jennifer Aniston.

segunda-feira, maio 11, 2009

And Miles to go before we sleep

Há 50 anos nascia um dos mais fabulosos discos de todos os tempos. O responsável foi um génio. Se houver ainda alguma ilha deserta alguém que me coloque lá com Kind Of Blue.

terça-feira, maio 05, 2009


Foi longa a espera mas compensou. Melingo esteve em Lisboa. E Lisboa não se fez rogada:acabou em Melingo.


(para o mês que vem ele volta, investido em novas «funções». Aguardai)

segunda-feira, maio 04, 2009

No dia da morte de Vasco Granja
Uma rapariga adolescente, cabelos loiros compridos, óculos escusadamente largos ao longe no passeio. A rádio que certifica a morte de Vasco Granja. A memória do tom paternalista, a doutrina à força dos desenhos animados checos e os experimentalismos de Norman McLaren. A espera ansiosa do final do programa, quando o educador colocava no ar, com manifesto desdém, os «bonecos de Chuck Jones». A infância que poderia ter sido vendo apenas cartoons didácticos e com a palavra «koniec». A estranheza e o alívio. 17h52, vinte e cinco graus em Lisboa. A arrogância da beleza da adolescente loira, camisola negra de alças, onde se lê «No One Understands Me».

quinta-feira, abril 30, 2009

The tree has entered my hands,
The sap has ascended my arms,
The tree has grown in my breast-
Downward,
The branches grow out of me, like arms.

Tree you are,
Moss you are,
You are violets with wind above them.
A child - so high - you are,
And all this is folly to the world.

A Girl, Ezra Pound.

sexta-feira, abril 24, 2009

quinta-feira, abril 23, 2009

Para o bem e para o mal
A minha vida começa a ser um constante déjá-vu.

sábado, abril 18, 2009

quarta-feira, abril 15, 2009

History never repeats? O tanas.
2008: três clubes ingleses nas meias-finais da Champions.
2009: três clubes ingleses nas meias-finais da Champions.

Agora macem-me, sejam queirozes e digam que é dos estrangeiros e que o «futebol inglês» já não existe.


Palavra de honra que torci pelo FCPorto, como faço com todas as equipas portuguesas em competições europeias (sim, até o Benfica). Mas o Rooney? Viram o jogador que aquele menino é? Quando a equipa está em sub-rendimento, who you gonna call? Not Cristiano Ronaldo, that's for sure.

segunda-feira, abril 13, 2009

Agrafia e ausência
Primeiro, para variar, entrei em negação: que era o excesso de problemas que me afastava deste lugar, que justificava o deus-dará deste endereço. Era verdade, mas não era. Depois foi o aparecimento das redes sociais: tanto para fazer e em tão pouco tempo. Lugares onde o passado me é devolvido às vezes brutalmente, como no Facebook, mas em que basta uma palavra, às vezes nem isso, uma «prenda», um aceno. Uma espécie de pátio de recreio virtual onde estava com conhecidos e amigos, onde entre gargalhadas fazemos o rescaldo de dias passados há muito tempo ou agora mesmo sem compromissos ou preocupações sintáticas. O mesmo com o twitter: cento e quarenta caracteres no máximo? É o passo para o aforista que sempre quis ser. E se não apetecer dizer nada - como muitas vezes não apetece - pode-se estar à janela, a ver os vizinhos e as vizinhas falarem ou de vez em quando ligar a aparelhagem e dar-lhes música que eu gosto. Maravilha. Blogue para quê, o que é isso, que dá tanto trabalho, que mostra tanto, que exige tanto de mim para escrever melhor daquilo que eu sou? Onde tinha eu a cabeça, meu Deus?
De maneira que assim ficaram as palavras e os videos e os afectos suspensos aqui não se sabe onde, visitados por obstinados leitores e naufragos cibernautas à deriva ou gente recém-saída dos motores de busca onde colocam, receio, coisas como «mostrar sentido vida».
Não. A estranha e aguda agrafia que me acometeu tem razões várias, sendo que a mais importante, para quem vê o silêncio como a máxima ambição da comunicação e lugar onde tudo irá parar, é o estar cansado da inutilidade dos vocábulos. É coisa que passa, mas que volta sempre. Passou.
E agora regressar sem saber porquê aos posts longos, rasteiros e à beira da alma, e procurar nos arquivos os prelúdios de mim e ver que há escritos que ainda trazem cheiros de sorrisos agarrados, outros que sabem a lágrimas, outros ainda a malandrice, a sedução pura e dura e muito poucos com alguma coisa que eventualmente se aproveite. Ver como apesar de tudo era um irredutivel optimista ainda há pouco, last night when I was young, e que a tela vai escurecendo mesmo quando eu não dou por isso, e que a epígrafe que ainda encima este estabelecimento é cada vez mais verdadeira. Talvez seja aqui o único lugar onde posso ser verdadeiro, não sei.
O Tradução Simultânea faz seis anos e com vossa licença vai continuar por mais um bocadinho.

sexta-feira, abril 03, 2009

Agit-pop na estação de Antuérpia. Com Julie Andrews.

terça-feira, março 24, 2009

Quanto maior a crise, maior a superioridade

«The Chap Olympiad seeks to celebrate specifically British qualities, such as the excessive drinking of dry martinis before lunch, the wearing of monocles, the smoking of pipes and the maintenance of an immaculate crease in one's trousers despite having tripped over a basset hound on the way to the pavilion. All our events are designed to test competitors' levels of panache, elegance and savoir-faire, as a cheerful alternative to watching our nation's hopeless attempts to compete on the world stage in sports such as soccer and cricket.»

Tudo pode ser lido aqui, no coração do que é bom. E de preferência acompanhar com Pigeon Pie, de Nancy Mitford, edição Penguin, 1961, comprada na mítica Shakespeare and Company, em Paris. Ah espera, isso sou eu.

domingo, março 22, 2009

quarta-feira, março 18, 2009

Gosto de regressos
E este, o do Pedro Adão e Silva, é mais do que desejado. Já sei onde poderei espreitar as minhas próximas bandas sonoras.

terça-feira, março 17, 2009


«I am going, I am going where streams of whiskey are flowing». Slaìnte!

segunda-feira, março 16, 2009

Da importância do barbeiro na educação
Crónica sinusítica recuperada e como nova. Pode ser lida aqui.

quarta-feira, março 11, 2009

Utilizando o progresso para miná-lo com elegância

Num tempo de twits, facebook, plaxos e quejandos, eis o que tudo redime: este maravilhoso e correctíssimo site.

A epígrafe, de E.M.Forster, diz tudo: «All men are equal. All men, that is, who possess umbrellas.»


(com um eterno obrigado à Laura, que me conhece bem)

domingo, março 08, 2009

Um clássico para um dia de sol.

quarta-feira, março 04, 2009

É com bastante inveja e orgulho que declaro:
já bebi umas cervejas com o tipo que escreveu esta pepita.

terça-feira, março 03, 2009

Só para animar

Todos:«Deixei a casa, mulher deixei...». Grande clube.
Tão estranha esta sensação de regresso a este lugar. Mais de uma semana depois de o ter deixado, olho para as palavras abandonadas e arranjadas, as músicas que ainda tocam mas já amarelecidas, colocada por alguém que não sou eu mas que se parecia terrivelmente comigo há alguns dias atrás.
A vidinha continuou noutros lugares, uma pessoa desperdiça e ganha energias para outros fins, despeja alegrias e tristezas longe e regressa ao blogue que o viu crescer com uma culpa de adultério inútil, sem outra força nem vontade que não seja lamentar-se, pedir desculpa não aos leitores que por aqui passam - e que são os que mais mereciam - mas a si próprio, desculpas pelo desleixo de não poder ser outra coisa que não aquela que num dia inspirado decidiu colocar no cabeçalho em epígrafe e muito provavelmente epitáfio.
Enfim, regresso.«Home is so sad».

segunda-feira, fevereiro 23, 2009

There there, my dear

Grande canção, grande visual, grande voz de combate.
Estou-me nas tintas para que o considerem um bom actor
Sean Penn continua a ser um pompous ass.

domingo, fevereiro 22, 2009

Hoje é dia de crónica e de sinusite
É Carnaval: alegoria para todos, aqui mesmo.

terça-feira, fevereiro 17, 2009

«And do bears shalalalala in the woods?»

segunda-feira, fevereiro 16, 2009


Saudades de um grande escritor de canções (e da sua aristocrática perversidade).

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Sobre o jogo que vi
Estou satisfeito. O seleccionador experimentou muitos novos jogadores, mudou meia equipa ao intervalo e deu a 108ª internacionalização a um capitão a sério, que nem fez um mau jogo. Mas o adversário é muito forte e a derrota foi inevitável - a primeira desde que a qualificação para o Mundial começou. Perder com o campeão da Europa não é vergonha; e Inglaterra tem motivos para estar orgulhosa da sua selecção.
E nem precisei de fazer batota.




You're Ulysses!

by James Joyce

Most people are convinced that you don't make any sense, but compared
to what else you could say, what you're saying now makes tons of sense. What people do
understand about you is your vulgarity, which has convinced people that you are at once
brilliant and repugnant. Meanwhile you are content to wander around aimlessly, taking in
the sights and sounds of the city. What you see is vast, almost limitless, and brings you
additional fame. When no one is looking, you dream of being a Greek folk hero.



Take the Book Quiz
at the Blue Pyramid.



Que tal estas maçãs, Bomba? :)

terça-feira, fevereiro 10, 2009

Frases eternas para twitters de hoje

«The class sympathies, which, false as they are, are the truest things in so many men, broke out of Syme before he could control them»

G.K. Chesterton, The Man Who Was Thursday.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Da superioridade do futebol inglês

Scolari despedido do Chelsea


Por aqui, se colocasse umas bandeirinhas nas janelas o povo continuaria achar que é um grande treinador.
Aposto que dizes isso a todos

Mas que tem graça tem:

«From The Onion via Twitter direct message to me:

i suppose we should thank u for following us, but do the gods thank man for his dutiful sacrifices? we're watching you.

The Onion / TheOnion»

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Boa surpresa.

Maia é o novo Sheffield.

domingo, fevereiro 01, 2009

Aberta ao Domingo (e nos outros dias todos)
Visite a Pequena Loja de Embirrações, aqui mesmo.
1 de Fevereiro de 2009
Há precisamente 101 anos eram assassinados El-Rei D. Carlos e seu filho, SAR Príncipe Luiz Filipe. Perceber o que este acto significou, e a absoluta cobardia que encerra, ajuda a perceber a História. Honrar quem morreu é mais do que simples folclore.

Hoje, às 19.00, missa na Sé Patriarcal de Lisboa em memória das vítimas do Regícidio.

sábado, janeiro 31, 2009

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Citação du jour

«'The work of the philosophical policeman', replied the man in blue, 'is at once bolder and more subtle than that of the ordinary detective. The ordinary detective goes to pot-houses to arrest thieves; we go to artistic tea-parties to detect pessimists.'»

do cada dia melhor The Man Who Was Thursday, de G.K. Chesterton

segunda-feira, janeiro 26, 2009

sexta-feira, janeiro 23, 2009

A minha Gaza é em Lisboa
Quando soube ontem que existia uma moção para geminar Lisboa com Gaza pensei que fosse uma má piada. Não era. O Bloco de Esquerda, no seu melhor, avançou com uma moção - já aprovada na Assembleia Municipal - para concretizar este sonho lindo. Não estaria tão indignado se isto não passasse do mesmo folclore de «olhem-para-nós» em que o Bloco é perito. Vê quem quer. Não, promover uma geminação por critérios puramente ideológicos e que reduzem tudo a um maniqueísmo simplista (uma redundância, eu sei) é uma falta de respeito para os munícipes. A história da cidade-mártir também não é para aqui chamada. Há muitas candidatas, se o caso fosse esse. Olha, Hiroshima, Nagasaki. E, atrevo-me, a antiga Estalinegrado. Ou, por mim, Nova Iorque. Ou, só para não sairmos do assunto, Sderot.
O facto de Gaza ser um albergue de terrorismo (e isto não é especulação, como até os mais extremistas defensores da «causa» palestina concordarão) fica bem ligado a uma cidade como Lisboa. Era só o que faltava.
A solução de dois estados de Direito, soberanos e vizinhos, continua a ser a ideal. Adivinhem quem não quer que um dos países exista. Parabéns: Lisboa ficou agora ligada a essa ideia.


*para mais discussão e debate sobre o tema, ver aqui.
Mandamentos do blogger 2.0

Os posts são o que acontece enquanto não se está ocupado a mudar o status e receber prendas e «amigos» no Facebook.

quarta-feira, janeiro 21, 2009


Aubade, Philip Larkin, pelo próprio. Banda sonora de New Order.

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Sem tempo
Em poucos dias vão-se familiares próximos de grandes amigos, amigos, colegas, conhecidos, gente que estimámos. Vão embora sem licença, sem vergonha, sem dar tempo para um aceno. A vida tem morte a mais.

sexta-feira, janeiro 16, 2009

«What have the romans done for us?»

Um dos momentos mais cintilantes dos Monty Python, escrito por Cleese/Chapman para A Vida de Brian. Pode ainda substituir-se «romanos» por, hum, outro povo que ganha sempre em pertinência e actualidade.

Um exímio interprete de baladas, Dexter Gordon também representou o melhor do que havia nos saxofonistas pré-bop. Frases redondas, privilegiando as soluções melódicas à velocidade ou invenção radical. Neste magnífico Don't explain existe outro artista a fazer-lhe sombra: o para mim subestimado Sonny Clark, pianista subtil e de porcelana, com recursos quase elípticos nos seus milagrosos improvisos. Quem conhecer a versão cantada de Don't Explain- canção de amor triste, assinada por Billie Holiday - ganhará muito ao deixar-se levar nesta viagem.

segunda-feira, janeiro 12, 2009


In sure and certain hope, Frederick H. Evans, 1904

SORROW, on wing through the world for ever,
Here and there for awhile would borrow
Rest, if rest might haply deliver
Sorrow.

One thought lies close in her heart gnawn thorough
With pain, a weed in a dried-up river,
A rust-red share in an empty furrow.

Hearts that strain at her chain would sever
The link where yesterday frets to-morrow:
All things pass in the world, but never
Sorrow.

Algernon Swinburne

terça-feira, janeiro 06, 2009

Elogio e defesa do Metropolitano de Lisboa

«Mas na verdade também outra parte do meu ofício fez-me ter a certeza de que você não era padre.
- Qual? - perguntou o ladrão, quase boquiaberto.
-Você atacou a razão - disse o padre Brown.- É má teologia»

ou

«Era um dos grandes livres-pensadores humanitários franceses e a única coisa errada neles é que tornam a clemência ainda mais fria do que a justiça».

e mais duzentas e vinte e duas páginas de puro deslumbre em A Inocência Do Padre Brown, de G.K. Chesterton. Comprado na estação do Marquês de Pombal, tradução correcta. Preço: um euro.

quinta-feira, janeiro 01, 2009

Estado Civil (n.2006-2008)

«I sing what was lost and dread what was won». Sempre achei que este blogue - e ali, o Pedro - era uma perífrase deste verso de Yeats. É por isso que o entendo tão bem, tão bem.
E agora que o campeonato (e tudo) vai recomeçar...

...um clássico. «I'm opening a boutique».

quarta-feira, dezembro 31, 2008


«Crise? Que crise? FELIZ 2009!»

terça-feira, dezembro 30, 2008

Livros lidos ou editados em 2008

O Breve Sentimento do Eterno, Nuno Júdice (Nélson de Matos)

Anna Karénina, Lev Tolstoi (Relógio d'Água)

Ortodoxia, GK Chesterton (Aletheia)

War And Peace, Lev Tolstoi, tradução de Constance Garnett (Könemann)

Jazz Covers, Joaquim Paulo (Taschen)

O Herói Do Nosso Tempo, Mikhail Lermontov (Relógio d'Água)

The Complete Short Stories, Evelyn Waugh (Everyman's Library)

Os Tesouros de Sinatra (Casa Sassetti)

O Fantasma Sai De Cena, Philip Roth (D.Quixote)

Searching For John Ford, Joseph McBride (St. Martin's Press)

(cont.)

sábado, dezembro 27, 2008


I Wanna Be Evil, por Miss Eartha Kitt. Que descanse não tão em paz como isso.

sexta-feira, dezembro 26, 2008

Discos 2008

The Age Of The Understatement, The Last Shadow Puppets


Fleet Foxes, Fleet Foxes

Portugal

À Deriva, Novembro

Canções
My mistakes were made for you, The Last Shadow Puppets: música tensa, John Barry a orquestrar para amores e humores de novos Bond. Letra assombrosa.

Lost Coastlines, Okkervil River: Belíssimas vocalizações, harmonias simples e lindas no clássico contraste formal ritmo-letra melancólica. Para durar.

Movimento Perpétuo Associativo, Deolinda: humor certeiro sobre a arte de ser português, incluido num excelente disco de estreia.

Vendaval, Camané/Dead Combo para projecto UPA. Provavelmente a melhor versão do ano.Tony de Matos estará satisfeito.
(cont.)

quarta-feira, dezembro 24, 2008


Nada como uma canção que fala de um Pai Natal ameaçador e vigilante para animar as festas. Bom Natal a todos.

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Sendo assim, comecemos.

Blogues 2008
A Causa Foi Modificada
Complexidade e Contradição
Desinfeliz de Juízo
Estado Civil
Melancómico
O Jansenista
O Regabofe
Pastoral Portuguesa
Sinusite Crónica (excluindo a minha participação)
Tame The Kant (RIP)
Terapia Metatísica
Voz do Deserto

Concertos
Ana Moura (Coliseu de Lisboa)
Brandford Marsalis (EstorilJazz)
Camané (Coliseu de Lisboa)
The National (Aula Magna)

(cont.)

domingo, dezembro 21, 2008

Perigo: felicidade
É a crónica sinusítica do dia, para ser lida aqui.
Being Manuel Machado

[comparando os «três grandes»]:«Todavia sabemos que a maior consistência veste de azul».

«[o Benfica] está a fazer uma prestação em ziguezague».


Excertos de uma entrevista à Antena 1. É tão bom saber que há coisas que não mudam.

sábado, dezembro 20, 2008

«You can keep your marxist ways 'cause it's only just a phase»

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Para a semana começa a dança do balanço neste estabelecimento

Mas desde já aviso que esta é uma das melhores canções de 2008.

segunda-feira, dezembro 15, 2008

No reino maravilhoso do day-time TV
A Popota faz melhor playback do que o Tony Carreira.
«Leonard Cohen confirmed you as a friend»*
Só ele precisava de confirmação. Por mim sei que ele é meu amigo há quase 30 anos.




*on Facebook.

domingo, dezembro 14, 2008

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Nascido a 12 de Dezembro

Mestre. Style and substance. Façam o favor de ler em veneração.

quinta-feira, dezembro 11, 2008

The D.Juan Files, 4: Moto Moto

«The name's so nice you say it twice». Maravilhoso.

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Engana-me que eu gosto
Aqui vamos nós outra vez: quatro rapazes vestidos de preto, cabelos curtos, clean-cut,caras fechadas entre a ascese romântico-metafísica e a dor ogival que proclamam. O som é negro, as letras sombrias e existenciais.Soa a algo familiar, claro; Manchester ou Liverpool, 1981.
Não, 2008. Os White Lies juraram a pés juntos que nunca ouviram Bunnymen ou os Teardrop Explodes antes de escreverem as suas canções, mas torna-se dificil de acreditar. Então para quem tinha nesses anos longinquos paciência, alma, dedicação e afincado mimetismo para bandas favoritas (leia-se: para quem tinha 16 anos) a coisa cheira a esturro. E para os fanáticos das vivissecções musicais, os temas dos moços são um paraíso: harmónicos de sintetizador a la Ultravox fase Midge Ure, baixo fretless depois de break de bateria cortesia Duran Duran... Podia continuar por anos.
Então o que separa os White Lies de fraudes como She Wants Revenge ou a pompa balofa dos Interpol? A solidez das canções, a sinceridade na entrega e a ilusão mais prolongada do que o costume de que estas melodias ainda não tinham sido escritas. Como esta magnífica Lose My Life, por exemplo. Engana-me que eu gosto.

terça-feira, dezembro 09, 2008

Overbooking
Primeiro,


e logo a seguir

sexta-feira, dezembro 05, 2008

terça-feira, dezembro 02, 2008

The past is (also) a foreign city.

Vienna, Ultravox (1980)
Sinatra sings Schopenhauer

Ou a mais cintilante versão da máxima schopenhaueriana que afirma que o amor é uma armadilha posta para a perpetuação da espécie. Se tivesse Sammy Cahn e Jimmy Van Heusen a escreverem para mim até acreditava.

segunda-feira, dezembro 01, 2008

1º de Dezembro
«O Rei é livre, nós somos livres.» (mensagem de SAR D. Duarte aqui)

domingo, novembro 30, 2008

Intervalo publicitário
Aviso: contém alma. Manter longe das crianças. A crónica sinusitica do dia.

sábado, novembro 29, 2008

Querido Pai Natal,
pode ser o «livro» do Francis Bacon. Obrigadinho.
Borgerias (1)
«Escrevi muitos poemas de amor causados por muitas mulheres. Se eu estava enamorado saíam um, dois, três poemas. Se eu tinha uma paixão motivada por um capricho extravagante, saíam-me muitos. Por vezes, abandonados pela mulher escolhida, só nos resta o prazer de estar tristes pela mulher que nos falta.»
Jorge Luís Borges

quinta-feira, novembro 27, 2008

Classe de 2008

Foals - Olympic Airways

quarta-feira, novembro 26, 2008

Renascidos a 25 de Novembro
As notícias da morte foram largamente exageradas. Depois de várias semanas de negociações, com árduos argumentos e perguntas fracturantes como "A que horas é que se janta?", os sinusíticos regressam, cada vez mais crónicos e mais sinusíticos. Agora é que é, que qualquer dia para ler estes rapazes vão ter de comprar o livro.

terça-feira, novembro 25, 2008

Coisas que era bom saber dizer

Ben Folds, You Don't Know Me At All (featuring Regina Spektor)
Dos 25 a que temos de estar gratos
Depois do de Abril, este é o outro. E ainda houve tempo para há dois anos abrirmos esta casa.

sábado, novembro 22, 2008

O Natal é já hoje!

O YouTube é cada vez mais uma instituição de caridade e misericórdia.
Fado.


Song: Memory, hither come

Memory, hither come,
And tune your merry notes;
And, while upon the wind
Your music floats,

I'll pore upon the stream
Where sighing lovers dream,
And fish for fancies as they pass
Within the watery glass.

I'll drink of the clear stream,
And hear the linnet's song;
And there I'll lie and dream
The day along:

And, when night comes, I'll go
To places fit for woe,
Walking along the darken'd valley
With silent Melancholy.

William Blake

sexta-feira, novembro 21, 2008

E no meio destes dias de fancaria, dias de juntar água, dias intervalos entre o príncipio e o fim - os nossos dias - há isto. Há isto.