segunda-feira, fevereiro 16, 2009


Saudades de um grande escritor de canções (e da sua aristocrática perversidade).

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Sobre o jogo que vi
Estou satisfeito. O seleccionador experimentou muitos novos jogadores, mudou meia equipa ao intervalo e deu a 108ª internacionalização a um capitão a sério, que nem fez um mau jogo. Mas o adversário é muito forte e a derrota foi inevitável - a primeira desde que a qualificação para o Mundial começou. Perder com o campeão da Europa não é vergonha; e Inglaterra tem motivos para estar orgulhosa da sua selecção.
E nem precisei de fazer batota.




You're Ulysses!

by James Joyce

Most people are convinced that you don't make any sense, but compared
to what else you could say, what you're saying now makes tons of sense. What people do
understand about you is your vulgarity, which has convinced people that you are at once
brilliant and repugnant. Meanwhile you are content to wander around aimlessly, taking in
the sights and sounds of the city. What you see is vast, almost limitless, and brings you
additional fame. When no one is looking, you dream of being a Greek folk hero.



Take the Book Quiz
at the Blue Pyramid.



Que tal estas maçãs, Bomba? :)

terça-feira, fevereiro 10, 2009

Frases eternas para twitters de hoje

«The class sympathies, which, false as they are, are the truest things in so many men, broke out of Syme before he could control them»

G.K. Chesterton, The Man Who Was Thursday.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

Da superioridade do futebol inglês

Scolari despedido do Chelsea


Por aqui, se colocasse umas bandeirinhas nas janelas o povo continuaria achar que é um grande treinador.
Aposto que dizes isso a todos

Mas que tem graça tem:

«From The Onion via Twitter direct message to me:

i suppose we should thank u for following us, but do the gods thank man for his dutiful sacrifices? we're watching you.

The Onion / TheOnion»

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Boa surpresa.

Maia é o novo Sheffield.

domingo, fevereiro 01, 2009

Aberta ao Domingo (e nos outros dias todos)
Visite a Pequena Loja de Embirrações, aqui mesmo.
1 de Fevereiro de 2009
Há precisamente 101 anos eram assassinados El-Rei D. Carlos e seu filho, SAR Príncipe Luiz Filipe. Perceber o que este acto significou, e a absoluta cobardia que encerra, ajuda a perceber a História. Honrar quem morreu é mais do que simples folclore.

Hoje, às 19.00, missa na Sé Patriarcal de Lisboa em memória das vítimas do Regícidio.

sábado, janeiro 31, 2009

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Citação du jour

«'The work of the philosophical policeman', replied the man in blue, 'is at once bolder and more subtle than that of the ordinary detective. The ordinary detective goes to pot-houses to arrest thieves; we go to artistic tea-parties to detect pessimists.'»

do cada dia melhor The Man Who Was Thursday, de G.K. Chesterton

segunda-feira, janeiro 26, 2009

sexta-feira, janeiro 23, 2009

A minha Gaza é em Lisboa
Quando soube ontem que existia uma moção para geminar Lisboa com Gaza pensei que fosse uma má piada. Não era. O Bloco de Esquerda, no seu melhor, avançou com uma moção - já aprovada na Assembleia Municipal - para concretizar este sonho lindo. Não estaria tão indignado se isto não passasse do mesmo folclore de «olhem-para-nós» em que o Bloco é perito. Vê quem quer. Não, promover uma geminação por critérios puramente ideológicos e que reduzem tudo a um maniqueísmo simplista (uma redundância, eu sei) é uma falta de respeito para os munícipes. A história da cidade-mártir também não é para aqui chamada. Há muitas candidatas, se o caso fosse esse. Olha, Hiroshima, Nagasaki. E, atrevo-me, a antiga Estalinegrado. Ou, por mim, Nova Iorque. Ou, só para não sairmos do assunto, Sderot.
O facto de Gaza ser um albergue de terrorismo (e isto não é especulação, como até os mais extremistas defensores da «causa» palestina concordarão) fica bem ligado a uma cidade como Lisboa. Era só o que faltava.
A solução de dois estados de Direito, soberanos e vizinhos, continua a ser a ideal. Adivinhem quem não quer que um dos países exista. Parabéns: Lisboa ficou agora ligada a essa ideia.


*para mais discussão e debate sobre o tema, ver aqui.
Mandamentos do blogger 2.0

Os posts são o que acontece enquanto não se está ocupado a mudar o status e receber prendas e «amigos» no Facebook.

quarta-feira, janeiro 21, 2009


Aubade, Philip Larkin, pelo próprio. Banda sonora de New Order.

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Sem tempo
Em poucos dias vão-se familiares próximos de grandes amigos, amigos, colegas, conhecidos, gente que estimámos. Vão embora sem licença, sem vergonha, sem dar tempo para um aceno. A vida tem morte a mais.

sexta-feira, janeiro 16, 2009

«What have the romans done for us?»

Um dos momentos mais cintilantes dos Monty Python, escrito por Cleese/Chapman para A Vida de Brian. Pode ainda substituir-se «romanos» por, hum, outro povo que ganha sempre em pertinência e actualidade.

Um exímio interprete de baladas, Dexter Gordon também representou o melhor do que havia nos saxofonistas pré-bop. Frases redondas, privilegiando as soluções melódicas à velocidade ou invenção radical. Neste magnífico Don't explain existe outro artista a fazer-lhe sombra: o para mim subestimado Sonny Clark, pianista subtil e de porcelana, com recursos quase elípticos nos seus milagrosos improvisos. Quem conhecer a versão cantada de Don't Explain- canção de amor triste, assinada por Billie Holiday - ganhará muito ao deixar-se levar nesta viagem.

segunda-feira, janeiro 12, 2009


In sure and certain hope, Frederick H. Evans, 1904

SORROW, on wing through the world for ever,
Here and there for awhile would borrow
Rest, if rest might haply deliver
Sorrow.

One thought lies close in her heart gnawn thorough
With pain, a weed in a dried-up river,
A rust-red share in an empty furrow.

Hearts that strain at her chain would sever
The link where yesterday frets to-morrow:
All things pass in the world, but never
Sorrow.

Algernon Swinburne