quarta-feira, novembro 26, 2008

Renascidos a 25 de Novembro
As notícias da morte foram largamente exageradas. Depois de várias semanas de negociações, com árduos argumentos e perguntas fracturantes como "A que horas é que se janta?", os sinusíticos regressam, cada vez mais crónicos e mais sinusíticos. Agora é que é, que qualquer dia para ler estes rapazes vão ter de comprar o livro.

terça-feira, novembro 25, 2008

Coisas que era bom saber dizer

Ben Folds, You Don't Know Me At All (featuring Regina Spektor)
Dos 25 a que temos de estar gratos
Depois do de Abril, este é o outro. E ainda houve tempo para há dois anos abrirmos esta casa.

sábado, novembro 22, 2008

O Natal é já hoje!

O YouTube é cada vez mais uma instituição de caridade e misericórdia.
Fado.


Song: Memory, hither come

Memory, hither come,
And tune your merry notes;
And, while upon the wind
Your music floats,

I'll pore upon the stream
Where sighing lovers dream,
And fish for fancies as they pass
Within the watery glass.

I'll drink of the clear stream,
And hear the linnet's song;
And there I'll lie and dream
The day along:

And, when night comes, I'll go
To places fit for woe,
Walking along the darken'd valley
With silent Melancholy.

William Blake

sexta-feira, novembro 21, 2008

E no meio destes dias de fancaria, dias de juntar água, dias intervalos entre o príncipio e o fim - os nossos dias - há isto. Há isto.

quarta-feira, novembro 19, 2008

A selecção está imparável.

Dois a um à Alemanha em Berlim (don't mention the war). E até me deu vontade de ver o Brasil-Portugal.
Even better than the real thing

Juro que foi gerado a partir de uma fotografia minha. ficou muito melhor. Foi a tua sorte, meu querido amigo.
Boas notícias

Ladyhawke em Lisboa a 3 de Dezembro. Depois deste Paris is burning, Lisboa também.
Façam favor
de visitar este blogue e colaborar. Mais do que uma boa ideia ou uma vaga esperança trata-se de gente que faz.

terça-feira, novembro 18, 2008

Pré-publicação*

Henrique não acreditava em serendipismos de espécie alguma, até ao momento em que encontrou Vera. E mesmo nessa altura continuou a não acreditar. Preferiu epifania ou milagre, 'muito mais acessível', segundo o próprio.
A ausência, é sabido, torna as presenças vividamente insuportáveis. E assim, mesmo não o querendo, Henrique foi obrigado a reviver, minuto a minuto, as estranhas condições em que conhecemos o «amor da nossa vida». Sempre bizarras, por mais banais que realmente se apresentem: um jantar de amigos, um conhecimento profissional, uma conversa nocturna. Como Henrique amou Vera, esse dia transformou-se numa saga épica e fantasiosa, em que surgiram rodeados de actores secundários num plano distante e difuso, numa terra de ninguém. Não houve frases memoráveis para assinalar um príncipio.


* a publicação própriamente dita ninguém sabe ainda se vai acontecer. Este é o inicio de algo que está em progresso e para o qual peço a colaboração dos leitores da casa e ocasionais turistas. Critiquem, sugiram, glorifiquem. Agradeço, a sério. O mail está lá em cima. Obrigado.

segunda-feira, novembro 17, 2008

«I don't feel like dancin', no sir no dancin' today»

domingo, novembro 16, 2008

Eu, Bondófilo, me confesso

O maior, junto do seu Aston Martin DB5 que utilizou em Goldfinger e que eu possuí na versão Corgi Toys. Provavelmente o carro mais bonito do mundo.

Para quem padece da mesma doença, recomendo sinceramente este tratamento.

sexta-feira, novembro 14, 2008

Yes we can!
Eis um dos benefícios do blobbying:um tipo tanto fala, tanto fala que as coisas acabam mesmo por acontecer: Um Mundo Catita estreia na RTP 2 este domingo. A crise acabou!

quinta-feira, novembro 13, 2008

Freud passou por Deadwood

«Help me, Lord, to understand cunt.», Cy Tolliver
Uma das muitas maravilhosas deixas da série televisiva mais bem escrita que conheço.
Correctíssimo.
Quanto mais se ouve, melhor e melhor e...pronto, desculpem.
The Last Shadow Puppets - My Mistakes Were Made For You

Contém o melhor verso pop de 2008:«Innocence and arrogance intwined/in the filthiest of minds»

quarta-feira, novembro 12, 2008

Private lives



Existem momentos no nosso convívio quotidiano com amigos, conhecidos ou recém-conhecidos em que inevitavelmente alguém resvala para territórios inimagináveis da privacidade. Não se sabe de onde chega essa coragem, que a mim – que mesmo na máxima solidão gosto de dormir de portas fechadas – me parece sempre absurda e inoportuna, embora na maior parte das vezes bem-intencionada. Mas embalado por um misterioso calor (normalmente um Jameson sem gelo e um pouco de água), uma pessoa deixa-se levar pelo canto de sereia da intimidade efémera mas absolutamente vital naquele minuto. Como numa noite recente, em que alguém me disparou

«Há algum momento, na tua vida amorosa, que gostarias de reviver?»

assim, à queima-roupa. Balbuciei que não sou nostálgico em nada, que o que passou é bonito para se lembrar, que é o património maior e mais eterno que

«O que é engraçado é que mesmo um tipo tendo desilusões não consegue deixar de cair na mesma armadilha, continua sempre a querer amar [sic] mais ou diferente…»

fez favor de concluir o meu interlocutor. Apeteceu-me dizer-lhe que do amor gosto mas tenho medo de amar e ser amado, de citar Borges quando dizia que escrevia para se distrair do amor. E ia fazê-lo, mas o filósofo de ocasião foi de repente invadido por um desejo imenso de um queijo brie ali ao lado. Felizmente para mim, que não escrevo, não sou Borges e estava a dizer verdades a mais. Mas o mal estava feito e o que posso dizer é isto: não trocaria nada pelo dia de hoje. Nada. Mas sei que à medida que envelhecemos o amor é cada vez mais remissivo para aplicações paralelas no presente. E isso sabe tão bem. Pelo menos melhor do que brie.
Sinatroscope! Sinatroscope!
Para ir com toda a família.
Cada vez que se ouve fica melhor.

segunda-feira, novembro 10, 2008

domingo, novembro 09, 2008

Um dos melhores romances do mundo, Guerra e Paz (muito em voga este ano) na tradução da extraordinária Constance Garnett, numa edição ainda mais bonita e portátil da Könemann. O Inverno é a estação mais civilizada.
Só por isto quase que valeria a pena a eleição do homem

Glasgow, 5 de Novembro
Leonard Cohen the day after Barack Obama was voted in as the New President of the USA.Leonard walked to the front of the stage, fedora in his hand, and recited (with no background music) the following:

"I'm sentimental if you know what I mean
I love the country but I can't stand the scene.
And I'm neither left or right
I'm just staying home tonight,
getting lost in that hopeless little screen.
But I'm stubborn as those garbage bags
that Time cannot decay,

I'm junk but I'm still holding up
this little wild bouquet:
This is my love letter to the U.S.A."

sexta-feira, novembro 07, 2008

Louvre come back to me

Mais uma obra-prima com Pepe Le pew. E os diálogos, os pássaros parisienses que chilreiam «le tweet..le tweet...»
Amiguismo antigo e orgulhoso

Crash Into Me (original de Dave Matthews). Marta Hugon (vcl), Filipe Melo (p), André Fernandes (g)Bernardo Moreira (cb), André Sousa Machado (bat)

quinta-feira, novembro 06, 2008

O meu mal é chegar sempre atrasado

Senão poderia ter sido eu a escrever isto:
« E ou muito me engano ou pessoas como eu, que não teriam votado em Obama, vão ter de o defender muitas vezes contra aqueles que hoje estão eufóricos com a sua vitória. Com presidentes americanos, é costume. A realidade é uma grande escola.»

Como sempre, ficou bastante melhor.

(ainda ontem, em conversa sms com um amigo, dizia maldosamente um dos méritos de Obama é o de , pelo menos, ir desiludir o mundo inteiro. A resposta foi «Ai a ilusão...És mesmo rabicho». Comentário à parte, foi na ilusão - a «esperança», a «mudança», a «nova ordem mundial», tudo coisas concretas - em que os americanos Obamistas votaram e os deslumbrados europeus votariam. Nisso e sobretudo contra Bush. Se concordo com o segundo acho patético o primeiro. Percebido, amigo José?)

terça-feira, novembro 04, 2008

Algumas palavras sobre a ampliação do porto de Lisboa
Tonight's the night



(e, vi agora, em sintonia absoluta com a Kat)

sábado, novembro 01, 2008

sexta-feira, outubro 31, 2008

«Opressed by the figures of beauty»

Diane Kruger, para o Tradução Simultânea.
Uma vez, num mundo perfeito...

A espantosa orquestra de Tommy Dorsey com o grupo vocal Pied Pipers, onde pontificava um moço franzino que me acompanha até hoje. A canção é a simples mas bela I'll never smile again.

quinta-feira, outubro 30, 2008

«Não era como no Expresso»

«E álcool? Alguma vez teve a noção de que fechavam o jornal todos bêbedos?

Então não?!(...)Eram às caixas, centenas de garrafas com sacos de gelo! E o Dinintel era às caixas. Na altura era às lamelas.(...) Mas não bebíamos qualquer coisa. Eram whiskeys irlandeses óptimos, gins, bebidas bem feitas com lima e gelo. Não era como no Expresso. Eram bebidas impecavelmente feitas, com lima, gelo, à maneira!»

Miguel Esteves Cardoso, em maravilhosa entrevista à Sábado de hoje, revela alguns dos nossos métodos de trabalho usados nos tempos d'O Independente e da Kapa. Ah giovinezza, giovinezza, primavera di belezza...

quarta-feira, outubro 29, 2008

Post d'aprés Arq. Lourenço
Já cá venho dizer o que foi o concerto de Nneka.

terça-feira, outubro 28, 2008

segunda-feira, outubro 27, 2008



For oft, when on my couch I lie
In vacant or in pensive mood,
They flash upon that inward eye
Which is the bliss of solitude;
And then my heart with pleasure fills,
And dances with the daffodils.


William Wordsworth, I wondered lonely as a cloud (excerto)

domingo, outubro 26, 2008

sábado, outubro 25, 2008

sexta-feira, outubro 24, 2008

Agora, um intervalo
Primeiro, por puro pudor, não queria fazer o link. Há muito que não via tão bonitas palavras à flor da pele. Mas depois regressei ao texto e esta beleza triste comove e é arrogância não a partilhar. Chamada não atendida, talvez o texto mais bonito que alguma vez li desde que dou atenção a estas vidas.
Árbitros e «pénaltis». Muitos «pénaltis».


(Bielorrússia, jogo de iniciados.O video poderia ter sido editado para 20'', mas tem graça o príncipio e o final)

quinta-feira, outubro 23, 2008

Dias ociosos
Não percebo. Muita gente venerável das vidas virtuais discute putativas intrigalhadas blogosféricas, quando o que é verdadeiramente grave é isto.

domingo, outubro 19, 2008

sábado, outubro 18, 2008

Cantando com o inimigo

«Her stupidity flows», versão de um hit cujo nome se me escapa no momento e o mais letal ataque a Palin que vi até agora. E fica no ouvido.


(d'aprés esta indispensável senhora)
Gente com sangue nas veias
e sem meias tintas, como deve ser. Jugular.
Sem comentários
Canal MGM, sábado à noite. LL Cool J apresenta a actuação de Chris Brown, feita de versões de Sam Cooke, como «an hommage to our forefathers». A tradução (brasileira) coloca nas legendas «uma homenagem aos nossos quatro padres». A sério.

quinta-feira, outubro 16, 2008

Albânia em Portugal

Formação de professores para a utilização do Magalhães em Cantanhede. Os mesmos professores que se indignam nas ruas.
Portugal -Albânia

A vossa generosa atenção para o primeiro e terceiro golo.

quarta-feira, outubro 15, 2008

Sobre o jogo desta noite, algumas reflexões:

1 - É muito bom quando alguém pega nos nossos preconceitos e os tira para fora à faca, como acontece com as ostras. Foi o que definitivamente fez hoje Fabio Capello.

2- Para não falar de Emile Heskey (aka «O Velho Armário»), que joga com tecnica e força e fez o melhor jogo desde que está na selecção. Um caso de reinserção no jogo de futebol.

3- Contrariando a tendência do barril do crude, o barril de cerveja do Hennessy's do Cais do Sodré subiu de preço dramaticamente desde o ultimo sábado (Inglaterra-Cazaquistão; Wembley estava pejado de ingleses incorrectos, vestindo o famoso mankini de Borat. Resultado: 5-1.), estando a pint a 4 euros. Assim não há quem viva.

4- Wayne Rooney, na plenitude da sua forma, é melhor e maior jogador do que Cristiano Ronaldo, mesmo na sua melhor forma (como até agora). Argumento com datas, videos e factos com a candura que me caracteriza.

5- A Bielorrússia não é uma equipa qualquer. São novos, mas destruiriam esta equipa portuguesa anytime.

6 - Três-a-um, fora, e uma exibição muito boa (tirando David «Calamity» James, um guarda-redes com qualquer poder de chantagem sobre os seleccionadores).Quatro jogos, doze pontos, um goal average muito bom e Beckham ainda a impor respeito, mesmo a passo.

7- Ver milhares de ingleses na Bielorússia vestidos de cruzados e cantando o Rule Britannia comove qulaquer um.

O jogo da selecção portuguesa não vi. Não vejo jogos onde, antes do desafio, se proclama como «imperativo ganhar à Albânia». Isto deveria ser uma pista, oh meus optimistas compatriotas.
Não macem o ministro
Há dias em que este blogue também só funciona nos Magalhães.

terça-feira, outubro 14, 2008

My mistakes were made for you

Quanto mais o ano se gasta mais acredito que este é o disco de 2008 e mais uns tempinhos.

segunda-feira, outubro 13, 2008

Ulisses dirá agora algumas palavras

Do meu navio já vejo o porto. O mar está enganoso, com uma serenidade volúvel, uma fúria subterrânea que já consigo pressentir. E ali à frente, Ítaca. Reconheço os cheiros, as visões, as esperanças. Reconheço até a minha ausência, quase que a posso tocar à medida que nos aproximamos. Tudo é familiar – até esta sensação de voltar a ser um estranho.
Um dos meus homens começa a cantar uma velha canção de marinheiros que fala de lutas, de amores que ficaram para trás e da paz do regresso. Não gosto dessa canção. Em todo o lado onde estive, esteve Ítaca: nos braços das mulheres que amei e abandonei, que me amaram e traíram. Nas paisagens inesperadas que fiz questão de explorar. No medo escuro do momento da partida, no fogo e sangue que fizeram o meu rasto. Itaca sempre presente, renovando-se a cada momento, fazendo esquecer o anterior, matando o instante que me precedia sem piedade. Ítaca é um lugar que sempre começou e acabou em mim, como um dom e uma maldição. Nunca ansiei por ela, nunca ela me quis.Digo ao homem que canta para se calar de vez, enquanto penso no próximo porto.

domingo, outubro 12, 2008

«A night of sad alarms»

Then in the night, a night of sad alarms,
Bitter with pain and black with fog of fears,
That drove us trembling to each other's arms --
Across the gulf of darkness and salt tears,
Into life's calm the wind of sorrow came,
And fanned the fire of love to clearest flame.




The Wind Of Sorrow, Henry Van Dike (excerto)

quarta-feira, outubro 08, 2008

«Take a look at the kids on the street, they never miss a beat»
Que grande canção, que grande regresso.
O Major Scobie morreu.
Por outro lado, e como se vê na assinatura dos posts, a coisa tende a piorar.

terça-feira, outubro 07, 2008

Lá terei eu de sair de casa

Dia 29 de Novembro, Aula Magna: Mercury Rev. A quem é que posso agradecer?

segunda-feira, outubro 06, 2008

domingo, outubro 05, 2008

Amiguismos à parte, isto é muito, muito bom.

Conto de fadas de Sintra a lisboa, Os Pontos Negros. Abusivamente, Strokes com sentido de humor e subtileza nacional.
5 de Outubro
Menos trágico do que o 11 de Setembro; tão relevante como o 14 de Fevereiro.

(e 98 anos depois continua a não haver nada para celebrar. Viva o Rei.)

sexta-feira, outubro 03, 2008

A salvação é possível
Entretidos que estão a escrever excelentes textos sobre futebol, os elementos desta corporação ignoram, para mal deles, a qualidade das exibições de Ronnie O'Sullivan no Masters de Shangai. No entanto a redenção ainda é possível, bastando para isso passarem uma semaninha em justos encómios a Steven Gerrard. Aguardamos com ansiedade.

quinta-feira, outubro 02, 2008

Por sábio conselho de Fleet Foxxes

In Ear Park, dos Department of Eagles. Diz que o álbum ainda é melhor.

terça-feira, setembro 30, 2008

Ayer, de Daniel Melingo


(aqui com o espantoso Cristóbal Repetto, «o homem que engoliu um gramofone»)

segunda-feira, setembro 29, 2008

Este homem vem aí, graças a Deus.



E enquanto não chega, é favor gastar este disco.
Manners before politics (even if they're absent, actually)
No primeiro debate presidencial americano (que me parece ter sido mais benéfico para McCain, mas não tenho tempo agora para o justificar), o Republicano referiu-se sempre ao seu rival como «Senador Obama». Por sua vez, o Democrata tratou-o sempre por «John».

domingo, setembro 28, 2008

Paul Newman (1925-2008)

«Who's gonna beat me?»

sábado, setembro 27, 2008

Desculpe, o senador McCain o quê?


(claro que é propaganda e vale o que vale. Mas é muito boa e com sorte, muito certa)

sexta-feira, setembro 26, 2008

Nascido a 26 de Setembro


Do I dare
Disturb the universe?

There will be time, there will be time
To prepare a face to meet the faces that you meet;
There will be time to murder and create,
And time for all the works and days of hands,
That lift and drop a question on your plate;
Time for you and time for me,
And time yet for a hundred indecisions,
And for a hundred visions and revisions,
Before the taking of a toast and tea.

Thomas Stearns Eliot, The love song of Alfred J. Prufrock



There's a new Kant in town.
E recomenda-se, e recomenda-se.

quarta-feira, setembro 24, 2008

A minha eterna epígrafe, e a mais certa.

«A mim não me faz medo o pó que hei-de ser; faz-me medo o que há-de ser o pó.»
Padre António Vieira(Sermões, II, 185)

terça-feira, setembro 23, 2008

Do estilo como modo de vida

Cole Porter, Sinatra, Crosby: e todas as filosofias caem por terra.
Do estilo.

quinta-feira, setembro 18, 2008


Uma das mais extraordinárias canções que conheço, com as harmonias vocais a chegarem ao puro deslumbre. E a saber melhor quando faz sentido.

terça-feira, setembro 16, 2008

Richard Wright (1943-2008)

Already in The Great Gig In The Sky.

segunda-feira, setembro 15, 2008

O mundo já pode dormir descansado

sábado, setembro 13, 2008

«Following orders, not knowing what they do, not caring...»

Em 24 segundos, a punch line de 2009 feita nos anos 40, descoberta pelo segundo melhor arqueólogo português do YouTube (não digo quem é o primeiro).

sexta-feira, setembro 12, 2008

Entretanto, em Zagreb...


Enfim, valham-me estes pequenos médios consolos.

(Theo Walcott, hat-trick. Rooney, na melhor citação da semana:«Tivemos o que merecíamos». Tudo enquanto o mundo se pergunta o que faria Obama com as expulsões dos embaixadores americanos da Bolívia e da Venezuela. Provavelmente dizer ao seu país que o sonho comanda a vida)

quinta-feira, setembro 11, 2008

Being NOT Elisabeth Harden

O Eduardo encontrou um extraordinário texto via Portugal Contemporâneo. É sobre as eleições americanas, os dois partidos, os candidatos e Sarah Palin. Um excerto:

«Democrats are quick to attack religiosity of Republicans, but Democratic ideology itself seem to have become a secular substitute religion» . E por aí fora.

Quem o escreveu, Andrew Sullivan? Não: Camille Paglia, definitivamente alguém longe da estética e «ideologia» Elizabeth Harden. De resto, e sem ironia, aguarda-se ansiosamente o comentário ao texto do blogue oficioso de apoio português a Barack Obama e por extensão anti-Palin.
Relendo The Thin Man, de Dashiell Hammett



«- Darling, are you packing?
- Just putting away the liquor.»

Hard-boiled, e mai'nada.
11 de Setembro
A derrota da selecção portuguesa: eis o que se fala neste dia, eis a verdadeira catástrofe.

(por outro lado, não entremos em pânico: não sendo queirosiano, não quero Scolari outra vez. E, mais importante ainda, os Três Leões espetaram quatro-a-um na Croácia apesar de Capello. )

quarta-feira, setembro 10, 2008

1968
Assino por baixo, meu caro Ricardo. Cycles é de facto um álbum mal-amado, só comparável ao destino que foi reservado para o estupendo Watertown (1970), um disco conceptual ambicioso e perfeccionista, que encontra Sinatra no melhor da voz e das suas idiossincracias. Watertown vendeu 30.000 cópias, numero absurdo quando na mesma frase se acresenta o nome «Sinatra».
Mas os tempos eram hostis. Cycles, desse ano demasiado intenso que foi 1968, anuncia o desenfreado combate de Sinatra com o zeitgeist da época, com repertório notoriamente abaixo da sua estatura, versões improváveis de êxitos pop, as aparições com as infames missangas em cima das Nehru-shirts (camisas sem colarinho à indiana, o hippie-cool do tempo) e sobretudo o casamento com Mia Farrow. Cycles pode não ser tão sublime como o o melhor álbum do período Reprise (na minha opinião, dois: Francis Albert Sinatra & António Carlos Jobim - que concorre para o troféu Melhor Disco do Universo - e September Of My Years) e é verdade que Don Costa está para os arranjos instrumentais como o papel de parede para a decoração de interiores; mas está longe de ser uma obra menor do Mestre, incluindo na própria capa, uma das melhores de toda a sua discografia.
Adenda à adenda e coisa e tal mas já com dedicatória

Eis que todas as palavras se juntam para formarem o mais próximo do silêncio. E a voz, e quem diz é tudo o que é mais importante porque entrediz. O meu fado preferido entre tantos, poema de David Mourão-Ferreira, música de Alain Oulmain, alma de Amália. E quem sabe, sabe o que quero dizer e não consigo.

Porque o vento ao passar
Murmurou o teu nome
E depois de o murmurar
Deixou-me.

domingo, setembro 07, 2008

Adenda ilustrada ao post aqui de baixo

sábado, setembro 06, 2008

Profissão de fé.
Toda a grande arte segue e melhora a vida. É por isso que como a vida, toda a grande arte tende para o silêncio e, no limite, consegue ir além dele sem ser necessário proferir ou pensar uma só palavra. O artista é o que domina a não-palavra. É por isso que a Bíblia é a mais bonita obra feita de não-palavras. É por isso que a poesia tenta tão ávidamente comunicar com o divino mesmo quando o recusa.
Toda a palavra é inútil.

terça-feira, setembro 02, 2008

Da natureza humana

Some love too little, some too long,
Some sell and others buy;
Some do the deed with many tears
And some without a sigh:
For each man kills the thing he loves,
Yet each man does not die.

De The Ballad Of Reading Gaol, Oscar Wilde

sexta-feira, agosto 29, 2008

Quem é Joe Biden?

A campanha do vendedor de sonhos Barack Obama fez uma escolha inteligente ao nomear Joe Biden para vice-presidente. Mas enquanto o menino bonito da «Europa da mudança» (não da América, atenção) já contava com uns pontinhos sérios de avanço nas sondagens, eis que McCain responde com esta candidata a vice-presidente: Sarah Palin. Vitória em toda a linha.
Resta esperar que o republicano saiba encontrar o antídoto ao discurso de Dr.Phil dos males americanos que é a imagem e a força de Obama.



(as minhas férias já terminaram. nota-se, não é?)

terça-feira, agosto 26, 2008

Férias BSO 6


Uma das minhas baladas preferidas, escrita por Pete Madeira e Jimmy Dorsey. Carmen McRae entrega-a aqui com uma fluidez notável, do verse ao chorus, para realçar a letra terna e grata que oferece a ilusão do amor. Brilhante e apenas comparável à versão de Johnny Hartman. ouvir verso a verso.

segunda-feira, agosto 25, 2008

Uma palavrinha do nosso patrocinador

Loss And Gain

When I compare
What I have lost with what I have gained,
What I have missed with what attained,
Little room do I find for pride.

I am aware
How many days have been idly spent;
How like an arrow the good intent
Has fallen short or been turned aside.

But who shall dare
To measure loss and gain in this wise?
Defeat may be victory in disguise;
The lowest ebb is the turn of the tide.

Henry Wadsworth Longfellow

sábado, agosto 23, 2008

Férias, BSO 5

Como é óbvio. Os três da verdadeira vida airada, como já não se faz mais.

terça-feira, agosto 19, 2008

Portugal de pantufas

Vicente Moura demite-se alegando que em casa tem «pantufas confortáveis». Triste país o meu, que merece um Scolari olímpico: alguém que nos convença a colocar bandeirinhas nas janelas em vez de olhar para a óbvia incompetência.

segunda-feira, agosto 18, 2008

Here's to you, Ronnie Drew (1934-2008)




God bless,sir.

domingo, agosto 17, 2008

Férias, BSO 4

O individuo que participa no TuTubas infra é, na minha pouco modesta opinião, o melhor cantor de jazz da actualidade. De resto, é-o de há mais de dez anos para cá. Chama-se Kurt Elling, carrego pelo menos um disco do homem para todo o lado (abomino i-pod)e nunca me canso de o ouvir. Aqui, aparece uma versão do standard Easy Living (também já sublimemente lapidado pelo trompete de Clifford Brown), acompanhado pela orquestra sinfónica de Sidney. De acrescentar ainda que esperei desde 1992 por uma aparição ao vivo de Elling. Essa dádiva foi concedida o ano passado, no Estoril Jazz, num dos melhores concertos a que assisti na vida. Lembro por exemplo que a dada altura [leva com gancho de direita]. Ai. Kurt Elling, senhoras e senhores, a tocar nas minhas férias.


(reparei depois com algum constragimento que existe nos related videos uma versão fabulosa de Take Five, de Dave Brubeck, cantada pelo sr.Elling e pelo sr. Jarreau. Ide ver, ide ver incrédulos)
Férias, BSO 3

Goldfrapp, Monster Love


She & Him, Why do you let me stay

sexta-feira, agosto 15, 2008

«Viste os Smiths em 84? Cool...»
A vantagem de se ter 20 anos no inicio dos anos 80 é que as actuais crises de meia-idade se confundem com revivalismos da moda.

quarta-feira, agosto 06, 2008

Verão: Iogurte lírico 1

Mother, Summer, I

My mother, who hates thunder storms,
Holds up each summer day and shakes
It out suspiciously, lest swarms
Of grape-dark clouds are lurking there;
But when the August weather breaks
And rains begin, and brittle frost
Sharpens the bird-abandoned air,
Her worried summer look is lost,

And I her son, though summer-born
And summer-loving, none the less
Am easier when the leaves are gone
Too often summer days appear
Emblems of perfect happiness
I can't confront:I must await
A time less bold, less rich, less clear:
An autumn more appropriate.

Philip Larkin