quarta-feira, novembro 19, 2008

Boas notícias

Ladyhawke em Lisboa a 3 de Dezembro. Depois deste Paris is burning, Lisboa também.
Façam favor
de visitar este blogue e colaborar. Mais do que uma boa ideia ou uma vaga esperança trata-se de gente que faz.

terça-feira, novembro 18, 2008

Pré-publicação*

Henrique não acreditava em serendipismos de espécie alguma, até ao momento em que encontrou Vera. E mesmo nessa altura continuou a não acreditar. Preferiu epifania ou milagre, 'muito mais acessível', segundo o próprio.
A ausência, é sabido, torna as presenças vividamente insuportáveis. E assim, mesmo não o querendo, Henrique foi obrigado a reviver, minuto a minuto, as estranhas condições em que conhecemos o «amor da nossa vida». Sempre bizarras, por mais banais que realmente se apresentem: um jantar de amigos, um conhecimento profissional, uma conversa nocturna. Como Henrique amou Vera, esse dia transformou-se numa saga épica e fantasiosa, em que surgiram rodeados de actores secundários num plano distante e difuso, numa terra de ninguém. Não houve frases memoráveis para assinalar um príncipio.


* a publicação própriamente dita ninguém sabe ainda se vai acontecer. Este é o inicio de algo que está em progresso e para o qual peço a colaboração dos leitores da casa e ocasionais turistas. Critiquem, sugiram, glorifiquem. Agradeço, a sério. O mail está lá em cima. Obrigado.

segunda-feira, novembro 17, 2008

«I don't feel like dancin', no sir no dancin' today»

domingo, novembro 16, 2008

Eu, Bondófilo, me confesso

O maior, junto do seu Aston Martin DB5 que utilizou em Goldfinger e que eu possuí na versão Corgi Toys. Provavelmente o carro mais bonito do mundo.

Para quem padece da mesma doença, recomendo sinceramente este tratamento.

sexta-feira, novembro 14, 2008

Yes we can!
Eis um dos benefícios do blobbying:um tipo tanto fala, tanto fala que as coisas acabam mesmo por acontecer: Um Mundo Catita estreia na RTP 2 este domingo. A crise acabou!

quinta-feira, novembro 13, 2008

Freud passou por Deadwood

«Help me, Lord, to understand cunt.», Cy Tolliver
Uma das muitas maravilhosas deixas da série televisiva mais bem escrita que conheço.
Correctíssimo.
Quanto mais se ouve, melhor e melhor e...pronto, desculpem.
The Last Shadow Puppets - My Mistakes Were Made For You

Contém o melhor verso pop de 2008:«Innocence and arrogance intwined/in the filthiest of minds»

quarta-feira, novembro 12, 2008

Private lives



Existem momentos no nosso convívio quotidiano com amigos, conhecidos ou recém-conhecidos em que inevitavelmente alguém resvala para territórios inimagináveis da privacidade. Não se sabe de onde chega essa coragem, que a mim – que mesmo na máxima solidão gosto de dormir de portas fechadas – me parece sempre absurda e inoportuna, embora na maior parte das vezes bem-intencionada. Mas embalado por um misterioso calor (normalmente um Jameson sem gelo e um pouco de água), uma pessoa deixa-se levar pelo canto de sereia da intimidade efémera mas absolutamente vital naquele minuto. Como numa noite recente, em que alguém me disparou

«Há algum momento, na tua vida amorosa, que gostarias de reviver?»

assim, à queima-roupa. Balbuciei que não sou nostálgico em nada, que o que passou é bonito para se lembrar, que é o património maior e mais eterno que

«O que é engraçado é que mesmo um tipo tendo desilusões não consegue deixar de cair na mesma armadilha, continua sempre a querer amar [sic] mais ou diferente…»

fez favor de concluir o meu interlocutor. Apeteceu-me dizer-lhe que do amor gosto mas tenho medo de amar e ser amado, de citar Borges quando dizia que escrevia para se distrair do amor. E ia fazê-lo, mas o filósofo de ocasião foi de repente invadido por um desejo imenso de um queijo brie ali ao lado. Felizmente para mim, que não escrevo, não sou Borges e estava a dizer verdades a mais. Mas o mal estava feito e o que posso dizer é isto: não trocaria nada pelo dia de hoje. Nada. Mas sei que à medida que envelhecemos o amor é cada vez mais remissivo para aplicações paralelas no presente. E isso sabe tão bem. Pelo menos melhor do que brie.
Sinatroscope! Sinatroscope!
Para ir com toda a família.
Cada vez que se ouve fica melhor.

segunda-feira, novembro 10, 2008

domingo, novembro 09, 2008

Um dos melhores romances do mundo, Guerra e Paz (muito em voga este ano) na tradução da extraordinária Constance Garnett, numa edição ainda mais bonita e portátil da Könemann. O Inverno é a estação mais civilizada.
Só por isto quase que valeria a pena a eleição do homem

Glasgow, 5 de Novembro
Leonard Cohen the day after Barack Obama was voted in as the New President of the USA.Leonard walked to the front of the stage, fedora in his hand, and recited (with no background music) the following:

"I'm sentimental if you know what I mean
I love the country but I can't stand the scene.
And I'm neither left or right
I'm just staying home tonight,
getting lost in that hopeless little screen.
But I'm stubborn as those garbage bags
that Time cannot decay,

I'm junk but I'm still holding up
this little wild bouquet:
This is my love letter to the U.S.A."

sexta-feira, novembro 07, 2008

Louvre come back to me

Mais uma obra-prima com Pepe Le pew. E os diálogos, os pássaros parisienses que chilreiam «le tweet..le tweet...»
Amiguismo antigo e orgulhoso

Crash Into Me (original de Dave Matthews). Marta Hugon (vcl), Filipe Melo (p), André Fernandes (g)Bernardo Moreira (cb), André Sousa Machado (bat)

quinta-feira, novembro 06, 2008

O meu mal é chegar sempre atrasado

Senão poderia ter sido eu a escrever isto:
« E ou muito me engano ou pessoas como eu, que não teriam votado em Obama, vão ter de o defender muitas vezes contra aqueles que hoje estão eufóricos com a sua vitória. Com presidentes americanos, é costume. A realidade é uma grande escola.»

Como sempre, ficou bastante melhor.

(ainda ontem, em conversa sms com um amigo, dizia maldosamente um dos méritos de Obama é o de , pelo menos, ir desiludir o mundo inteiro. A resposta foi «Ai a ilusão...És mesmo rabicho». Comentário à parte, foi na ilusão - a «esperança», a «mudança», a «nova ordem mundial», tudo coisas concretas - em que os americanos Obamistas votaram e os deslumbrados europeus votariam. Nisso e sobretudo contra Bush. Se concordo com o segundo acho patético o primeiro. Percebido, amigo José?)