Post d'aprés Arq. Lourenço
Já cá venho dizer o que foi o concerto de Nneka.
quarta-feira, outubro 29, 2008
terça-feira, outubro 28, 2008
segunda-feira, outubro 27, 2008
domingo, outubro 26, 2008
sábado, outubro 25, 2008
sexta-feira, outubro 24, 2008
Agora, um intervalo
Primeiro, por puro pudor, não queria fazer o link. Há muito que não via tão bonitas palavras à flor da pele. Mas depois regressei ao texto e esta beleza triste comove e é arrogância não a partilhar. Chamada não atendida, talvez o texto mais bonito que alguma vez li desde que dou atenção a estas vidas.
Primeiro, por puro pudor, não queria fazer o link. Há muito que não via tão bonitas palavras à flor da pele. Mas depois regressei ao texto e esta beleza triste comove e é arrogância não a partilhar. Chamada não atendida, talvez o texto mais bonito que alguma vez li desde que dou atenção a estas vidas.
quinta-feira, outubro 23, 2008
Dias ociosos
Não percebo. Muita gente venerável das vidas virtuais discute putativas intrigalhadas blogosféricas, quando o que é verdadeiramente grave é isto.
Não percebo. Muita gente venerável das vidas virtuais discute putativas intrigalhadas blogosféricas, quando o que é verdadeiramente grave é isto.
domingo, outubro 19, 2008
sábado, outubro 18, 2008
Cantando com o inimigo
«Her stupidity flows», versão de um hit cujo nome se me escapa no momento e o mais letal ataque a Palin que vi até agora. E fica no ouvido.
(d'aprés esta indispensável senhora)
«Her stupidity flows», versão de um hit cujo nome se me escapa no momento e o mais letal ataque a Palin que vi até agora. E fica no ouvido.
(d'aprés esta indispensável senhora)
quinta-feira, outubro 16, 2008
quarta-feira, outubro 15, 2008
Sobre o jogo desta noite, algumas reflexões:
1 - É muito bom quando alguém pega nos nossos preconceitos e os tira para fora à faca, como acontece com as ostras. Foi o que definitivamente fez hoje Fabio Capello.
2- Para não falar de Emile Heskey (aka «O Velho Armário»), que joga com tecnica e força e fez o melhor jogo desde que está na selecção. Um caso de reinserção no jogo de futebol.
3- Contrariando a tendência do barril do crude, o barril de cerveja do Hennessy's do Cais do Sodré subiu de preço dramaticamente desde o ultimo sábado (Inglaterra-Cazaquistão; Wembley estava pejado de ingleses incorrectos, vestindo o famoso mankini de Borat. Resultado: 5-1.), estando a pint a 4 euros. Assim não há quem viva.
4- Wayne Rooney, na plenitude da sua forma, é melhor e maior jogador do que Cristiano Ronaldo, mesmo na sua melhor forma (como até agora). Argumento com datas, videos e factos com a candura que me caracteriza.
5- A Bielorrússia não é uma equipa qualquer. São novos, mas destruiriam esta equipa portuguesa anytime.
6 - Três-a-um, fora, e uma exibição muito boa (tirando David «Calamity» James, um guarda-redes com qualquer poder de chantagem sobre os seleccionadores).Quatro jogos, doze pontos, um goal average muito bom e Beckham ainda a impor respeito, mesmo a passo.
7- Ver milhares de ingleses na Bielorússia vestidos de cruzados e cantando o Rule Britannia comove qulaquer um.
O jogo da selecção portuguesa não vi. Não vejo jogos onde, antes do desafio, se proclama como «imperativo ganhar à Albânia». Isto deveria ser uma pista, oh meus optimistas compatriotas.
1 - É muito bom quando alguém pega nos nossos preconceitos e os tira para fora à faca, como acontece com as ostras. Foi o que definitivamente fez hoje Fabio Capello.
2- Para não falar de Emile Heskey (aka «O Velho Armário»), que joga com tecnica e força e fez o melhor jogo desde que está na selecção. Um caso de reinserção no jogo de futebol.
3- Contrariando a tendência do barril do crude, o barril de cerveja do Hennessy's do Cais do Sodré subiu de preço dramaticamente desde o ultimo sábado (Inglaterra-Cazaquistão; Wembley estava pejado de ingleses incorrectos, vestindo o famoso mankini de Borat. Resultado: 5-1.), estando a pint a 4 euros. Assim não há quem viva.
4- Wayne Rooney, na plenitude da sua forma, é melhor e maior jogador do que Cristiano Ronaldo, mesmo na sua melhor forma (como até agora). Argumento com datas, videos e factos com a candura que me caracteriza.
5- A Bielorrússia não é uma equipa qualquer. São novos, mas destruiriam esta equipa portuguesa anytime.
6 - Três-a-um, fora, e uma exibição muito boa (tirando David «Calamity» James, um guarda-redes com qualquer poder de chantagem sobre os seleccionadores).Quatro jogos, doze pontos, um goal average muito bom e Beckham ainda a impor respeito, mesmo a passo.
7- Ver milhares de ingleses na Bielorússia vestidos de cruzados e cantando o Rule Britannia comove qulaquer um.
O jogo da selecção portuguesa não vi. Não vejo jogos onde, antes do desafio, se proclama como «imperativo ganhar à Albânia». Isto deveria ser uma pista, oh meus optimistas compatriotas.
terça-feira, outubro 14, 2008
segunda-feira, outubro 13, 2008
Ulisses dirá agora algumas palavras

Do meu navio já vejo o porto. O mar está enganoso, com uma serenidade volúvel, uma fúria subterrânea que já consigo pressentir. E ali à frente, Ítaca. Reconheço os cheiros, as visões, as esperanças. Reconheço até a minha ausência, quase que a posso tocar à medida que nos aproximamos. Tudo é familiar – até esta sensação de voltar a ser um estranho.
Um dos meus homens começa a cantar uma velha canção de marinheiros que fala de lutas, de amores que ficaram para trás e da paz do regresso. Não gosto dessa canção. Em todo o lado onde estive, esteve Ítaca: nos braços das mulheres que amei e abandonei, que me amaram e traíram. Nas paisagens inesperadas que fiz questão de explorar. No medo escuro do momento da partida, no fogo e sangue que fizeram o meu rasto. Itaca sempre presente, renovando-se a cada momento, fazendo esquecer o anterior, matando o instante que me precedia sem piedade. Ítaca é um lugar que sempre começou e acabou em mim, como um dom e uma maldição. Nunca ansiei por ela, nunca ela me quis.Digo ao homem que canta para se calar de vez, enquanto penso no próximo porto.

Do meu navio já vejo o porto. O mar está enganoso, com uma serenidade volúvel, uma fúria subterrânea que já consigo pressentir. E ali à frente, Ítaca. Reconheço os cheiros, as visões, as esperanças. Reconheço até a minha ausência, quase que a posso tocar à medida que nos aproximamos. Tudo é familiar – até esta sensação de voltar a ser um estranho.
Um dos meus homens começa a cantar uma velha canção de marinheiros que fala de lutas, de amores que ficaram para trás e da paz do regresso. Não gosto dessa canção. Em todo o lado onde estive, esteve Ítaca: nos braços das mulheres que amei e abandonei, que me amaram e traíram. Nas paisagens inesperadas que fiz questão de explorar. No medo escuro do momento da partida, no fogo e sangue que fizeram o meu rasto. Itaca sempre presente, renovando-se a cada momento, fazendo esquecer o anterior, matando o instante que me precedia sem piedade. Ítaca é um lugar que sempre começou e acabou em mim, como um dom e uma maldição. Nunca ansiei por ela, nunca ela me quis.Digo ao homem que canta para se calar de vez, enquanto penso no próximo porto.
domingo, outubro 12, 2008
«A night of sad alarms»
Then in the night, a night of sad alarms,
Bitter with pain and black with fog of fears,
That drove us trembling to each other's arms --
Across the gulf of darkness and salt tears,
Into life's calm the wind of sorrow came,
And fanned the fire of love to clearest flame.
The Wind Of Sorrow, Henry Van Dike (excerto)
Then in the night, a night of sad alarms,
Bitter with pain and black with fog of fears,
That drove us trembling to each other's arms --
Across the gulf of darkness and salt tears,
Into life's calm the wind of sorrow came,
And fanned the fire of love to clearest flame.
The Wind Of Sorrow, Henry Van Dike (excerto)
quarta-feira, outubro 08, 2008
terça-feira, outubro 07, 2008
segunda-feira, outubro 06, 2008
domingo, outubro 05, 2008
sexta-feira, outubro 03, 2008
A salvação é possível
Entretidos que estão a escrever excelentes textos sobre futebol, os elementos desta corporação ignoram, para mal deles, a qualidade das exibições de Ronnie O'Sullivan no Masters de Shangai. No entanto a redenção ainda é possível, bastando para isso passarem uma semaninha em justos encómios a Steven Gerrard. Aguardamos com ansiedade.
Entretidos que estão a escrever excelentes textos sobre futebol, os elementos desta corporação ignoram, para mal deles, a qualidade das exibições de Ronnie O'Sullivan no Masters de Shangai. No entanto a redenção ainda é possível, bastando para isso passarem uma semaninha em justos encómios a Steven Gerrard. Aguardamos com ansiedade.
quinta-feira, outubro 02, 2008
terça-feira, setembro 30, 2008
segunda-feira, setembro 29, 2008
Manners before politics (even if they're absent, actually)
No primeiro debate presidencial americano (que me parece ter sido mais benéfico para McCain, mas não tenho tempo agora para o justificar), o Republicano referiu-se sempre ao seu rival como «Senador Obama». Por sua vez, o Democrata tratou-o sempre por «John».
No primeiro debate presidencial americano (que me parece ter sido mais benéfico para McCain, mas não tenho tempo agora para o justificar), o Republicano referiu-se sempre ao seu rival como «Senador Obama». Por sua vez, o Democrata tratou-o sempre por «John».
sábado, setembro 27, 2008
sexta-feira, setembro 26, 2008
Nascido a 26 de Setembro

Do I dare
Disturb the universe?
There will be time, there will be time
To prepare a face to meet the faces that you meet;
There will be time to murder and create,
And time for all the works and days of hands,
That lift and drop a question on your plate;
Time for you and time for me,
And time yet for a hundred indecisions,
And for a hundred visions and revisions,
Before the taking of a toast and tea.
Thomas Stearns Eliot, The love song of Alfred J. Prufrock

Do I dare
Disturb the universe?
There will be time, there will be time
To prepare a face to meet the faces that you meet;
There will be time to murder and create,
And time for all the works and days of hands,
That lift and drop a question on your plate;
Time for you and time for me,
And time yet for a hundred indecisions,
And for a hundred visions and revisions,
Before the taking of a toast and tea.
Thomas Stearns Eliot, The love song of Alfred J. Prufrock
quarta-feira, setembro 24, 2008
terça-feira, setembro 23, 2008
quinta-feira, setembro 18, 2008
segunda-feira, setembro 15, 2008
sábado, setembro 13, 2008
«Following orders, not knowing what they do, not caring...»
Em 24 segundos, a punch line de 2009 feita nos anos 40, descoberta pelo segundo melhor arqueólogo português do YouTube (não digo quem é o primeiro).
Em 24 segundos, a punch line de 2009 feita nos anos 40, descoberta pelo segundo melhor arqueólogo português do YouTube (não digo quem é o primeiro).
sexta-feira, setembro 12, 2008
Entretanto, em Zagreb...


Enfim, valham-me estes pequenos médios consolos.
(Theo Walcott, hat-trick. Rooney, na melhor citação da semana:«Tivemos o que merecíamos». Tudo enquanto o mundo se pergunta o que faria Obama com as expulsões dos embaixadores americanos da Bolívia e da Venezuela. Provavelmente dizer ao seu país que o sonho comanda a vida)
quinta-feira, setembro 11, 2008
Being NOT Elisabeth Harden
O Eduardo encontrou um extraordinário texto via Portugal Contemporâneo. É sobre as eleições americanas, os dois partidos, os candidatos e Sarah Palin. Um excerto:
«Democrats are quick to attack religiosity of Republicans, but Democratic ideology itself seem to have become a secular substitute religion» . E por aí fora.
Quem o escreveu, Andrew Sullivan? Não: Camille Paglia, definitivamente alguém longe da estética e «ideologia» Elizabeth Harden. De resto, e sem ironia, aguarda-se ansiosamente o comentário ao texto do blogue oficioso de apoio português a Barack Obama e por extensão anti-Palin.
O Eduardo encontrou um extraordinário texto via Portugal Contemporâneo. É sobre as eleições americanas, os dois partidos, os candidatos e Sarah Palin. Um excerto:
«Democrats are quick to attack religiosity of Republicans, but Democratic ideology itself seem to have become a secular substitute religion» . E por aí fora.
Quem o escreveu, Andrew Sullivan? Não: Camille Paglia, definitivamente alguém longe da estética e «ideologia» Elizabeth Harden. De resto, e sem ironia, aguarda-se ansiosamente o comentário ao texto do blogue oficioso de apoio português a Barack Obama e por extensão anti-Palin.
quarta-feira, setembro 10, 2008
1968
Assino por baixo, meu caro Ricardo. Cycles é de facto um álbum mal-amado, só comparável ao destino que foi reservado para o estupendo Watertown (1970), um disco conceptual ambicioso e perfeccionista, que encontra Sinatra no melhor da voz e das suas idiossincracias. Watertown vendeu 30.000 cópias, numero absurdo quando na mesma frase se acresenta o nome «Sinatra».
Mas os tempos eram hostis. Cycles, desse ano demasiado intenso que foi 1968, anuncia o desenfreado combate de Sinatra com o zeitgeist da época, com repertório notoriamente abaixo da sua estatura, versões improváveis de êxitos pop, as aparições com as infames missangas em cima das Nehru-shirts (camisas sem colarinho à indiana, o hippie-cool do tempo) e sobretudo o casamento com Mia Farrow. Cycles pode não ser tão sublime como o o melhor álbum do período Reprise (na minha opinião, dois: Francis Albert Sinatra & António Carlos Jobim - que concorre para o troféu Melhor Disco do Universo - e September Of My Years) e é verdade que Don Costa está para os arranjos instrumentais como o papel de parede para a decoração de interiores; mas está longe de ser uma obra menor do Mestre, incluindo na própria capa, uma das melhores de toda a sua discografia.
Assino por baixo, meu caro Ricardo. Cycles é de facto um álbum mal-amado, só comparável ao destino que foi reservado para o estupendo Watertown (1970), um disco conceptual ambicioso e perfeccionista, que encontra Sinatra no melhor da voz e das suas idiossincracias. Watertown vendeu 30.000 cópias, numero absurdo quando na mesma frase se acresenta o nome «Sinatra».
Mas os tempos eram hostis. Cycles, desse ano demasiado intenso que foi 1968, anuncia o desenfreado combate de Sinatra com o zeitgeist da época, com repertório notoriamente abaixo da sua estatura, versões improváveis de êxitos pop, as aparições com as infames missangas em cima das Nehru-shirts (camisas sem colarinho à indiana, o hippie-cool do tempo) e sobretudo o casamento com Mia Farrow. Cycles pode não ser tão sublime como o o melhor álbum do período Reprise (na minha opinião, dois: Francis Albert Sinatra & António Carlos Jobim - que concorre para o troféu Melhor Disco do Universo - e September Of My Years) e é verdade que Don Costa está para os arranjos instrumentais como o papel de parede para a decoração de interiores; mas está longe de ser uma obra menor do Mestre, incluindo na própria capa, uma das melhores de toda a sua discografia.
Adenda à adenda e coisa e tal mas já com dedicatória
Eis que todas as palavras se juntam para formarem o mais próximo do silêncio. E a voz, e quem diz é tudo o que é mais importante porque entrediz. O meu fado preferido entre tantos, poema de David Mourão-Ferreira, música de Alain Oulmain, alma de Amália. E quem sabe, sabe o que quero dizer e não consigo.
Porque o vento ao passar
Murmurou o teu nome
E depois de o murmurar
Deixou-me.
Eis que todas as palavras se juntam para formarem o mais próximo do silêncio. E a voz, e quem diz é tudo o que é mais importante porque entrediz. O meu fado preferido entre tantos, poema de David Mourão-Ferreira, música de Alain Oulmain, alma de Amália. E quem sabe, sabe o que quero dizer e não consigo.
Porque o vento ao passar
Murmurou o teu nome
E depois de o murmurar
Deixou-me.
domingo, setembro 07, 2008
sábado, setembro 06, 2008
Profissão de fé.
Toda a grande arte segue e melhora a vida. É por isso que como a vida, toda a grande arte tende para o silêncio e, no limite, consegue ir além dele sem ser necessário proferir ou pensar uma só palavra. O artista é o que domina a não-palavra. É por isso que a Bíblia é a mais bonita obra feita de não-palavras. É por isso que a poesia tenta tão ávidamente comunicar com o divino mesmo quando o recusa.
Toda a palavra é inútil.
Toda a grande arte segue e melhora a vida. É por isso que como a vida, toda a grande arte tende para o silêncio e, no limite, consegue ir além dele sem ser necessário proferir ou pensar uma só palavra. O artista é o que domina a não-palavra. É por isso que a Bíblia é a mais bonita obra feita de não-palavras. É por isso que a poesia tenta tão ávidamente comunicar com o divino mesmo quando o recusa.
Toda a palavra é inútil.
terça-feira, setembro 02, 2008
sexta-feira, agosto 29, 2008
Quem é Joe Biden?
A campanha do vendedor de sonhos Barack Obama fez uma escolha inteligente ao nomear Joe Biden para vice-presidente. Mas enquanto o menino bonito da «Europa da mudança» (não da América, atenção) já contava com uns pontinhos sérios de avanço nas sondagens, eis que McCain responde com esta candidata a vice-presidente: Sarah Palin. Vitória em toda a linha.
Resta esperar que o republicano saiba encontrar o antídoto ao discurso de Dr.Phil dos males americanos que é a imagem e a força de Obama.
(as minhas férias já terminaram. nota-se, não é?)
A campanha do vendedor de sonhos Barack Obama fez uma escolha inteligente ao nomear Joe Biden para vice-presidente. Mas enquanto o menino bonito da «Europa da mudança» (não da América, atenção) já contava com uns pontinhos sérios de avanço nas sondagens, eis que McCain responde com esta candidata a vice-presidente: Sarah Palin. Vitória em toda a linha.Resta esperar que o republicano saiba encontrar o antídoto ao discurso de Dr.Phil dos males americanos que é a imagem e a força de Obama.
(as minhas férias já terminaram. nota-se, não é?)
terça-feira, agosto 26, 2008
Férias BSO 6
Uma das minhas baladas preferidas, escrita por Pete Madeira e Jimmy Dorsey. Carmen McRae entrega-a aqui com uma fluidez notável, do verse ao chorus, para realçar a letra terna e grata que oferece a ilusão do amor. Brilhante e apenas comparável à versão de Johnny Hartman. ouvir verso a verso.
Uma das minhas baladas preferidas, escrita por Pete Madeira e Jimmy Dorsey. Carmen McRae entrega-a aqui com uma fluidez notável, do verse ao chorus, para realçar a letra terna e grata que oferece a ilusão do amor. Brilhante e apenas comparável à versão de Johnny Hartman. ouvir verso a verso.
segunda-feira, agosto 25, 2008
Uma palavrinha do nosso patrocinador
Loss And Gain
When I compare
What I have lost with what I have gained,
What I have missed with what attained,
Little room do I find for pride.
I am aware
How many days have been idly spent;
How like an arrow the good intent
Has fallen short or been turned aside.
But who shall dare
To measure loss and gain in this wise?
Defeat may be victory in disguise;
The lowest ebb is the turn of the tide.
Henry Wadsworth Longfellow
Loss And Gain
When I compare
What I have lost with what I have gained,
What I have missed with what attained,
Little room do I find for pride.
I am aware
How many days have been idly spent;
How like an arrow the good intent
Has fallen short or been turned aside.
But who shall dare
To measure loss and gain in this wise?
Defeat may be victory in disguise;
The lowest ebb is the turn of the tide.
Henry Wadsworth Longfellow
sábado, agosto 23, 2008
terça-feira, agosto 19, 2008
domingo, agosto 17, 2008
Férias, BSO 4
O individuo que participa no TuTubas infra é, na minha pouco modesta opinião, o melhor cantor de jazz da actualidade. De resto, é-o de há mais de dez anos para cá. Chama-se Kurt Elling, carrego pelo menos um disco do homem para todo o lado (abomino i-pod)e nunca me canso de o ouvir. Aqui, aparece uma versão do standard Easy Living (também já sublimemente lapidado pelo trompete de Clifford Brown), acompanhado pela orquestra sinfónica de Sidney. De acrescentar ainda que esperei desde 1992 por uma aparição ao vivo de Elling. Essa dádiva foi concedida o ano passado, no Estoril Jazz, num dos melhores concertos a que assisti na vida. Lembro por exemplo que a dada altura [leva com gancho de direita]. Ai. Kurt Elling, senhoras e senhores, a tocar nas minhas férias.
(reparei depois com algum constragimento que existe nos related videos uma versão fabulosa de Take Five, de Dave Brubeck, cantada pelo sr.Elling e pelo sr. Jarreau. Ide ver, ide ver incrédulos)
O individuo que participa no TuTubas infra é, na minha pouco modesta opinião, o melhor cantor de jazz da actualidade. De resto, é-o de há mais de dez anos para cá. Chama-se Kurt Elling, carrego pelo menos um disco do homem para todo o lado (abomino i-pod)e nunca me canso de o ouvir. Aqui, aparece uma versão do standard Easy Living (também já sublimemente lapidado pelo trompete de Clifford Brown), acompanhado pela orquestra sinfónica de Sidney. De acrescentar ainda que esperei desde 1992 por uma aparição ao vivo de Elling. Essa dádiva foi concedida o ano passado, no Estoril Jazz, num dos melhores concertos a que assisti na vida. Lembro por exemplo que a dada altura [leva com gancho de direita]. Ai. Kurt Elling, senhoras e senhores, a tocar nas minhas férias.
(reparei depois com algum constragimento que existe nos related videos uma versão fabulosa de Take Five, de Dave Brubeck, cantada pelo sr.Elling e pelo sr. Jarreau. Ide ver, ide ver incrédulos)
sexta-feira, agosto 15, 2008
quarta-feira, agosto 06, 2008
Verão: Iogurte lírico 1
Mother, Summer, I
My mother, who hates thunder storms,
Holds up each summer day and shakes
It out suspiciously, lest swarms
Of grape-dark clouds are lurking there;
But when the August weather breaks
And rains begin, and brittle frost
Sharpens the bird-abandoned air,
Her worried summer look is lost,
And I her son, though summer-born
And summer-loving, none the less
Am easier when the leaves are gone
Too often summer days appear
Emblems of perfect happiness
I can't confront:I must await
A time less bold, less rich, less clear:
An autumn more appropriate.
Philip Larkin
Mother, Summer, I
My mother, who hates thunder storms,
Holds up each summer day and shakes
It out suspiciously, lest swarms
Of grape-dark clouds are lurking there;
But when the August weather breaks
And rains begin, and brittle frost
Sharpens the bird-abandoned air,
Her worried summer look is lost,
And I her son, though summer-born
And summer-loving, none the less
Am easier when the leaves are gone
Too often summer days appear
Emblems of perfect happiness
I can't confront:I must await
A time less bold, less rich, less clear:
An autumn more appropriate.
Philip Larkin
segunda-feira, agosto 04, 2008
sexta-feira, agosto 01, 2008
Posologia para a verdadeira amizade:Al Murray, the pub landlord, fala sobre os hinos dos que estiveram sob o Império.
"What you're singin' about? You're singin' about a flag, innit? 'Oh the banner!' (...) It's from the musical (...) It's a fucking nation of poofs"
(e mais uma razão, caro ZDQ, para Obama não ser presidente)
"What you're singin' about? You're singin' about a flag, innit? 'Oh the banner!' (...) It's from the musical (...) It's a fucking nation of poofs"
(e mais uma razão, caro ZDQ, para Obama não ser presidente)
quinta-feira, julho 31, 2008
quarta-feira, julho 30, 2008

A uma partida
Partiste-vos, e [a] alma juntamente
Em partes desiguais se me partiu;
A melhor, que era vossa, vos seguiu;
Ficou-me a outra, fraca e descontente.
Bem sei que a natureza o não consente,
Mas Amor, que mais pode, o consentiu,
Por que a fé que em presença vos serviu
Também vos sirva agora estando ausente.
Eu,sem mim e sem vós, não sei que espero,
Nem com que maravilhas me sustento
Nas sombras tristes de meu bem passado.
Só sei que cada dia mais vos quero,
E que por mais que possa o esquecimento,
Nunca poderá mais que meu cuidado.
Fernão Rodrigues Lobo Soropita
terça-feira, julho 29, 2008
A música do Céu só pode ser jazz
Duelo de mestres e escolas: Coleman Hawkins e as suas frases quentes, harmónicas, lânguidas e falsamente fáceis enfrenta o futuro.No caso, a velocidade e a ânsia de chegar a qualquer lado que não se sabe bem onde é que é mas que pelo caminho se inventa outro caminho. Ou seja, Charlie Parker e bebop em elevado grau de génio.
Duelo de mestres e escolas: Coleman Hawkins e as suas frases quentes, harmónicas, lânguidas e falsamente fáceis enfrenta o futuro.No caso, a velocidade e a ânsia de chegar a qualquer lado que não se sabe bem onde é que é mas que pelo caminho se inventa outro caminho. Ou seja, Charlie Parker e bebop em elevado grau de génio.
segunda-feira, julho 28, 2008
domingo, julho 20, 2008
quinta-feira, julho 17, 2008
Sempre a considerar-te, caro João:
Mmmmm.Nah. Nem assim. Desculpa.
(por outro lado, agora que as temperaturas lisboetas nos aproximam estetica e culturalmente de Sierra Leoa (e começam a dar razão a Mersault), receio que os amantes das chinelas na rua sejam verdadeiros pioneiros em moda e sensatez. A continuar assim, os excêntricos como nós, que usam meias e sapatos de atacadores, são uma raça em extinção)
Mmmmm.Nah. Nem assim. Desculpa.
(por outro lado, agora que as temperaturas lisboetas nos aproximam estetica e culturalmente de Sierra Leoa (e começam a dar razão a Mersault), receio que os amantes das chinelas na rua sejam verdadeiros pioneiros em moda e sensatez. A continuar assim, os excêntricos como nós, que usam meias e sapatos de atacadores, são uma raça em extinção)
segunda-feira, julho 14, 2008
Por aqui,novos amores
Fleet Foxes, White Winter Hymnal. Regresso desavergonhado e sem medo das harmonias. Para ouvir, só.
(e pelo que vi, amor partilhado por esta senhora e este senhor)
Fleet Foxes, White Winter Hymnal. Regresso desavergonhado e sem medo das harmonias. Para ouvir, só.
(e pelo que vi, amor partilhado por esta senhora e este senhor)
sábado, julho 12, 2008
sexta-feira, julho 11, 2008
The Don Juan Files
"He laughed:'What do you think it means to be an womanizer?', he said (it was one of his favourite words in English, he liked to roll it on his tongue, wo-man-i-zer). 'A womanizer is a man who breaks you up and makes you come together again like a woman. Like an a-tom-i-zer that break you up unto atoms. It is only men who hate womanizers, from jealousy. Women appreciate a womanizer. A woman and a womanizer belong naturally together' ".
JM Coetzee, Diary of a bad year
"He laughed:'What do you think it means to be an womanizer?', he said (it was one of his favourite words in English, he liked to roll it on his tongue, wo-man-i-zer). 'A womanizer is a man who breaks you up and makes you come together again like a woman. Like an a-tom-i-zer that break you up unto atoms. It is only men who hate womanizers, from jealousy. Women appreciate a womanizer. A woman and a womanizer belong naturally together' ".
JM Coetzee, Diary of a bad year
The Don Juan Files
"In his youth in Hungary, said Gyula, he had been a great womanizer. But as he grow older, though he remained as keenly receptive to feminine beauty as ever, the need to make love to women in the flesh receded.(...)
Such outward chastity was possible, he said, because he had mastered the art of conducting love affairs through all its steps, from infatuation to consumation, wholly within his mind"
JM Coetzee, Diary of a bad year
Pet Shop Boys feat. Rufus Wainwright: Casanova in hell
"In his youth in Hungary, said Gyula, he had been a great womanizer. But as he grow older, though he remained as keenly receptive to feminine beauty as ever, the need to make love to women in the flesh receded.(...)
Such outward chastity was possible, he said, because he had mastered the art of conducting love affairs through all its steps, from infatuation to consumation, wholly within his mind"
JM Coetzee, Diary of a bad year
Pet Shop Boys feat. Rufus Wainwright: Casanova in hell
No fundo este post é inútil
Andava para aqui com umas ânsias, umas insónias recorrentes por não me apetecer escrever o que seja neste cantinho. Até que houve alguém (uma amiga ex-mulher de outro amigo meu) que me disse em ocasião mais confessional:"No fundo tu e o R. (o ex-marido) são muito parecidos. Têm um grande complexo de donjuanismo, gostam da sedução pela sedução. Quem quiser ser vossa mulher tem de ser várias ao mesmo tempo, para isso poder acontecer. E isso é dificil, é impossivel. As mulheres adoram homens assim porque sabem que eles adoram mulheres. Mas a verdade é que pessoas como vocês acabam sempre sózinhas". Pode não ser bem assim, mas é o que ela vê.
De maneira que rapidamente alinhavei para aqui no moleskine uma passagem de Coetzee sobre os womanizers , as cartas de Byron em que contabilizava as suas conquistas mais alguns versos do seu Don Juan, recortes de ensaios psicanalíticos sobre o fenómeno ou até citações do Don Giovanni de Mozart. Está aqui tudo pronto a sair, mas é a sombra da dúvida sobre aquela solidão que me adivinharam que não me deixa escrever.
segunda-feira, julho 07, 2008
sexta-feira, julho 04, 2008
domingo, junho 29, 2008
terça-feira, junho 24, 2008
No fundo, a única razão de ser e suporte deste blogue
«Amar uma pessoa por aquilo que ela escreve é amá-la por aquilo que ela não é. Amamos sempre os outros por aquilo que nós somos (para eles, às vezes), não por aquilo que os outros são.»
Aqui, claro.
«Amar uma pessoa por aquilo que ela escreve é amá-la por aquilo que ela não é. Amamos sempre os outros por aquilo que nós somos (para eles, às vezes), não por aquilo que os outros são.»
Aqui, claro.
domingo, junho 22, 2008
O jogo
Não sei se repararam (e se não o fizeram só diz bem de vocês, hypocrites lecteurs, mes semblables, mes fréres*) mas este blogue tem-se destacado pela ausência de comentários ao Euro-2008. Não por súbito desinteresse da bola; mas sobretudo porque preferi sofrer com a selecção nacional em privado e reservar o meu blindado scolari-cepticismo para os que me estão próximos. Felizmente, por momentos fui surpreendido; infelizmente no final continuei a ter razão.
Por outro lado é conhecida a minha esquizofrenia anglófila, que muito sofreu com a ausência - merecida, por responsabilidade única de Steve McLaren - da selecção dos Três Leões. Sou português para o bem e para Luiz Felipe Scolari. Mas hoje tinha que quebrar o jejum, porque vi o Itália-Espanha.
Parece-me cada vez mais claro que as regras do futebol foram criadas por oposição àquilo que os italianos jogam. Valdano escrevia há pouco tempo que a a Itália sabe «competir», por contrário a «saber jogar». E francamente isso não me interessa. O futebol é um jogo - aleatório, injusto por definição, falível. Os italianos vêem-no como modalidade. E nisso são os melhores, confesso, o que não impede o bocejo que é o seu futebol.
O jogo de hoje foi exemplar: num campo praticamente de sentido único a «competição« dos transalpinos não lhes serviu de nada. Os espanhóis, não jogando por aí além, esforçaram-se. Os italianos, como sempre, jogaram com apenas metade das regras - aquelas que regem o jogo defensivo. Rubbish.
Nada disto seria importante se na selecção italiana - e nas suas equipas - não pontificassem alguns dos melhores jogadores do planeta. Acreditem que ninguém como eu sentiu a ausência de Pirlo, um dos melhores jogadores que tive a sorte de ver na plenitude dos meus sentidos. Mas oh meu Deus, dia feliz este, em que vão para casa.
A FIFA ou a UEFA deveriam ter uma regra especial para o futebol italiano - deixavam-nas permanecer em torneios até aos quartos-de-final e depois iam para casa, independentemente do resultado ou da «justiça» do jogo. Deus sabe que este último conceito é totalmente desconhecido aos ragazzi. Hoje, curiosamente, houve essa «justiça»; venceu o jogo em vez da competição. Eu sei que é dificil, mas deveria ser sempre assim.
Agora vou rever a Rússia, essa anti-Itália que se claudicar é por falta de experiência.
*Frase vencedora do troféu Baudelaire Metido A Martelo Num Post Sobre Bola 2008.
Não sei se repararam (e se não o fizeram só diz bem de vocês, hypocrites lecteurs, mes semblables, mes fréres*) mas este blogue tem-se destacado pela ausência de comentários ao Euro-2008. Não por súbito desinteresse da bola; mas sobretudo porque preferi sofrer com a selecção nacional em privado e reservar o meu blindado scolari-cepticismo para os que me estão próximos. Felizmente, por momentos fui surpreendido; infelizmente no final continuei a ter razão.
Por outro lado é conhecida a minha esquizofrenia anglófila, que muito sofreu com a ausência - merecida, por responsabilidade única de Steve McLaren - da selecção dos Três Leões. Sou português para o bem e para Luiz Felipe Scolari. Mas hoje tinha que quebrar o jejum, porque vi o Itália-Espanha.
Parece-me cada vez mais claro que as regras do futebol foram criadas por oposição àquilo que os italianos jogam. Valdano escrevia há pouco tempo que a a Itália sabe «competir», por contrário a «saber jogar». E francamente isso não me interessa. O futebol é um jogo - aleatório, injusto por definição, falível. Os italianos vêem-no como modalidade. E nisso são os melhores, confesso, o que não impede o bocejo que é o seu futebol.
O jogo de hoje foi exemplar: num campo praticamente de sentido único a «competição« dos transalpinos não lhes serviu de nada. Os espanhóis, não jogando por aí além, esforçaram-se. Os italianos, como sempre, jogaram com apenas metade das regras - aquelas que regem o jogo defensivo. Rubbish.
Nada disto seria importante se na selecção italiana - e nas suas equipas - não pontificassem alguns dos melhores jogadores do planeta. Acreditem que ninguém como eu sentiu a ausência de Pirlo, um dos melhores jogadores que tive a sorte de ver na plenitude dos meus sentidos. Mas oh meu Deus, dia feliz este, em que vão para casa.
A FIFA ou a UEFA deveriam ter uma regra especial para o futebol italiano - deixavam-nas permanecer em torneios até aos quartos-de-final e depois iam para casa, independentemente do resultado ou da «justiça» do jogo. Deus sabe que este último conceito é totalmente desconhecido aos ragazzi. Hoje, curiosamente, houve essa «justiça»; venceu o jogo em vez da competição. Eu sei que é dificil, mas deveria ser sempre assim.
Agora vou rever a Rússia, essa anti-Itália que se claudicar é por falta de experiência.
*Frase vencedora do troféu Baudelaire Metido A Martelo Num Post Sobre Bola 2008.
quinta-feira, junho 19, 2008
quarta-feira, junho 18, 2008
«I don't need an alibi, I need a fire escape and an open window»
A mais cocaínomana das canções de Lloyd Cole (algumas chaves:"we gave up sleep at the age of 17", "got some traffic yessir in my nose", o famoso "meet me in the john john", entre outros) é também um magnifico manual de aforismos sobre as relações afectivas alienadas e vertiginosas. Um clássico que anunciava a primeira decadência do cantor e autor, que só com Anti-depressant voltou a ter um álbum verdadeiramente à altura.
(esta é a versão censurada, em que Cole teve de modificar versos como «Excuse me a minute whilst I powder my nose» ou em que o «meet me in the john» (vem ter comigo à casa de banho) passou a «Mimi's in the john, John».)
A mais cocaínomana das canções de Lloyd Cole (algumas chaves:"we gave up sleep at the age of 17", "got some traffic yessir in my nose", o famoso "meet me in the john john", entre outros) é também um magnifico manual de aforismos sobre as relações afectivas alienadas e vertiginosas. Um clássico que anunciava a primeira decadência do cantor e autor, que só com Anti-depressant voltou a ter um álbum verdadeiramente à altura.
(esta é a versão censurada, em que Cole teve de modificar versos como «Excuse me a minute whilst I powder my nose» ou em que o «meet me in the john» (vem ter comigo à casa de banho) passou a «Mimi's in the john, John».)






