segunda-feira, setembro 29, 2008

Manners before politics (even if they're absent, actually)
No primeiro debate presidencial americano (que me parece ter sido mais benéfico para McCain, mas não tenho tempo agora para o justificar), o Republicano referiu-se sempre ao seu rival como «Senador Obama». Por sua vez, o Democrata tratou-o sempre por «John».

domingo, setembro 28, 2008

Paul Newman (1925-2008)

«Who's gonna beat me?»

sábado, setembro 27, 2008

Desculpe, o senador McCain o quê?


(claro que é propaganda e vale o que vale. Mas é muito boa e com sorte, muito certa)

sexta-feira, setembro 26, 2008

Nascido a 26 de Setembro


Do I dare
Disturb the universe?

There will be time, there will be time
To prepare a face to meet the faces that you meet;
There will be time to murder and create,
And time for all the works and days of hands,
That lift and drop a question on your plate;
Time for you and time for me,
And time yet for a hundred indecisions,
And for a hundred visions and revisions,
Before the taking of a toast and tea.

Thomas Stearns Eliot, The love song of Alfred J. Prufrock



There's a new Kant in town.
E recomenda-se, e recomenda-se.

quarta-feira, setembro 24, 2008

A minha eterna epígrafe, e a mais certa.

«A mim não me faz medo o pó que hei-de ser; faz-me medo o que há-de ser o pó.»
Padre António Vieira(Sermões, II, 185)

terça-feira, setembro 23, 2008

Do estilo como modo de vida

Cole Porter, Sinatra, Crosby: e todas as filosofias caem por terra.
Do estilo.

quinta-feira, setembro 18, 2008


Uma das mais extraordinárias canções que conheço, com as harmonias vocais a chegarem ao puro deslumbre. E a saber melhor quando faz sentido.

terça-feira, setembro 16, 2008

Richard Wright (1943-2008)

Already in The Great Gig In The Sky.

segunda-feira, setembro 15, 2008

O mundo já pode dormir descansado

sábado, setembro 13, 2008

«Following orders, not knowing what they do, not caring...»

Em 24 segundos, a punch line de 2009 feita nos anos 40, descoberta pelo segundo melhor arqueólogo português do YouTube (não digo quem é o primeiro).

sexta-feira, setembro 12, 2008

Entretanto, em Zagreb...


Enfim, valham-me estes pequenos médios consolos.

(Theo Walcott, hat-trick. Rooney, na melhor citação da semana:«Tivemos o que merecíamos». Tudo enquanto o mundo se pergunta o que faria Obama com as expulsões dos embaixadores americanos da Bolívia e da Venezuela. Provavelmente dizer ao seu país que o sonho comanda a vida)

quinta-feira, setembro 11, 2008

Being NOT Elisabeth Harden

O Eduardo encontrou um extraordinário texto via Portugal Contemporâneo. É sobre as eleições americanas, os dois partidos, os candidatos e Sarah Palin. Um excerto:

«Democrats are quick to attack religiosity of Republicans, but Democratic ideology itself seem to have become a secular substitute religion» . E por aí fora.

Quem o escreveu, Andrew Sullivan? Não: Camille Paglia, definitivamente alguém longe da estética e «ideologia» Elizabeth Harden. De resto, e sem ironia, aguarda-se ansiosamente o comentário ao texto do blogue oficioso de apoio português a Barack Obama e por extensão anti-Palin.
Relendo The Thin Man, de Dashiell Hammett



«- Darling, are you packing?
- Just putting away the liquor.»

Hard-boiled, e mai'nada.
11 de Setembro
A derrota da selecção portuguesa: eis o que se fala neste dia, eis a verdadeira catástrofe.

(por outro lado, não entremos em pânico: não sendo queirosiano, não quero Scolari outra vez. E, mais importante ainda, os Três Leões espetaram quatro-a-um na Croácia apesar de Capello. )

quarta-feira, setembro 10, 2008

1968
Assino por baixo, meu caro Ricardo. Cycles é de facto um álbum mal-amado, só comparável ao destino que foi reservado para o estupendo Watertown (1970), um disco conceptual ambicioso e perfeccionista, que encontra Sinatra no melhor da voz e das suas idiossincracias. Watertown vendeu 30.000 cópias, numero absurdo quando na mesma frase se acresenta o nome «Sinatra».
Mas os tempos eram hostis. Cycles, desse ano demasiado intenso que foi 1968, anuncia o desenfreado combate de Sinatra com o zeitgeist da época, com repertório notoriamente abaixo da sua estatura, versões improváveis de êxitos pop, as aparições com as infames missangas em cima das Nehru-shirts (camisas sem colarinho à indiana, o hippie-cool do tempo) e sobretudo o casamento com Mia Farrow. Cycles pode não ser tão sublime como o o melhor álbum do período Reprise (na minha opinião, dois: Francis Albert Sinatra & António Carlos Jobim - que concorre para o troféu Melhor Disco do Universo - e September Of My Years) e é verdade que Don Costa está para os arranjos instrumentais como o papel de parede para a decoração de interiores; mas está longe de ser uma obra menor do Mestre, incluindo na própria capa, uma das melhores de toda a sua discografia.
Adenda à adenda e coisa e tal mas já com dedicatória

Eis que todas as palavras se juntam para formarem o mais próximo do silêncio. E a voz, e quem diz é tudo o que é mais importante porque entrediz. O meu fado preferido entre tantos, poema de David Mourão-Ferreira, música de Alain Oulmain, alma de Amália. E quem sabe, sabe o que quero dizer e não consigo.

Porque o vento ao passar
Murmurou o teu nome
E depois de o murmurar
Deixou-me.

domingo, setembro 07, 2008

Adenda ilustrada ao post aqui de baixo

sábado, setembro 06, 2008

Profissão de fé.
Toda a grande arte segue e melhora a vida. É por isso que como a vida, toda a grande arte tende para o silêncio e, no limite, consegue ir além dele sem ser necessário proferir ou pensar uma só palavra. O artista é o que domina a não-palavra. É por isso que a Bíblia é a mais bonita obra feita de não-palavras. É por isso que a poesia tenta tão ávidamente comunicar com o divino mesmo quando o recusa.
Toda a palavra é inútil.