sábado, setembro 13, 2008
sexta-feira, setembro 12, 2008

Enfim, valham-me estes pequenos médios consolos.
(Theo Walcott, hat-trick. Rooney, na melhor citação da semana:«Tivemos o que merecíamos». Tudo enquanto o mundo se pergunta o que faria Obama com as expulsões dos embaixadores americanos da Bolívia e da Venezuela. Provavelmente dizer ao seu país que o sonho comanda a vida)
quinta-feira, setembro 11, 2008
O Eduardo encontrou um extraordinário texto via Portugal Contemporâneo. É sobre as eleições americanas, os dois partidos, os candidatos e Sarah Palin. Um excerto:
«Democrats are quick to attack religiosity of Republicans, but Democratic ideology itself seem to have become a secular substitute religion» . E por aí fora.
Quem o escreveu, Andrew Sullivan? Não: Camille Paglia, definitivamente alguém longe da estética e «ideologia» Elizabeth Harden. De resto, e sem ironia, aguarda-se ansiosamente o comentário ao texto do blogue oficioso de apoio português a Barack Obama e por extensão anti-Palin.
quarta-feira, setembro 10, 2008
Assino por baixo, meu caro Ricardo. Cycles é de facto um álbum mal-amado, só comparável ao destino que foi reservado para o estupendo Watertown (1970), um disco conceptual ambicioso e perfeccionista, que encontra Sinatra no melhor da voz e das suas idiossincracias. Watertown vendeu 30.000 cópias, numero absurdo quando na mesma frase se acresenta o nome «Sinatra».
Mas os tempos eram hostis. Cycles, desse ano demasiado intenso que foi 1968, anuncia o desenfreado combate de Sinatra com o zeitgeist da época, com repertório notoriamente abaixo da sua estatura, versões improváveis de êxitos pop, as aparições com as infames missangas em cima das Nehru-shirts (camisas sem colarinho à indiana, o hippie-cool do tempo) e sobretudo o casamento com Mia Farrow. Cycles pode não ser tão sublime como o o melhor álbum do período Reprise (na minha opinião, dois: Francis Albert Sinatra & António Carlos Jobim - que concorre para o troféu Melhor Disco do Universo - e September Of My Years) e é verdade que Don Costa está para os arranjos instrumentais como o papel de parede para a decoração de interiores; mas está longe de ser uma obra menor do Mestre, incluindo na própria capa, uma das melhores de toda a sua discografia.
Eis que todas as palavras se juntam para formarem o mais próximo do silêncio. E a voz, e quem diz é tudo o que é mais importante porque entrediz. O meu fado preferido entre tantos, poema de David Mourão-Ferreira, música de Alain Oulmain, alma de Amália. E quem sabe, sabe o que quero dizer e não consigo.
Porque o vento ao passar
Murmurou o teu nome
E depois de o murmurar
Deixou-me.
domingo, setembro 07, 2008
sábado, setembro 06, 2008
Toda a grande arte segue e melhora a vida. É por isso que como a vida, toda a grande arte tende para o silêncio e, no limite, consegue ir além dele sem ser necessário proferir ou pensar uma só palavra. O artista é o que domina a não-palavra. É por isso que a Bíblia é a mais bonita obra feita de não-palavras. É por isso que a poesia tenta tão ávidamente comunicar com o divino mesmo quando o recusa.
Toda a palavra é inútil.
terça-feira, setembro 02, 2008
sexta-feira, agosto 29, 2008
A campanha do vendedor de sonhos Barack Obama fez uma escolha inteligente ao nomear Joe Biden para vice-presidente. Mas enquanto o menino bonito da «Europa da mudança» (não da América, atenção) já contava com uns pontinhos sérios de avanço nas sondagens, eis que McCain responde com esta candidata a vice-presidente: Sarah Palin. Vitória em toda a linha.Resta esperar que o republicano saiba encontrar o antídoto ao discurso de Dr.Phil dos males americanos que é a imagem e a força de Obama.
(as minhas férias já terminaram. nota-se, não é?)
terça-feira, agosto 26, 2008
Uma das minhas baladas preferidas, escrita por Pete Madeira e Jimmy Dorsey. Carmen McRae entrega-a aqui com uma fluidez notável, do verse ao chorus, para realçar a letra terna e grata que oferece a ilusão do amor. Brilhante e apenas comparável à versão de Johnny Hartman. ouvir verso a verso.
segunda-feira, agosto 25, 2008
Loss And Gain
When I compare
What I have lost with what I have gained,
What I have missed with what attained,
Little room do I find for pride.
I am aware
How many days have been idly spent;
How like an arrow the good intent
Has fallen short or been turned aside.
But who shall dare
To measure loss and gain in this wise?
Defeat may be victory in disguise;
The lowest ebb is the turn of the tide.
Henry Wadsworth Longfellow
sábado, agosto 23, 2008
terça-feira, agosto 19, 2008
domingo, agosto 17, 2008
O individuo que participa no TuTubas infra é, na minha pouco modesta opinião, o melhor cantor de jazz da actualidade. De resto, é-o de há mais de dez anos para cá. Chama-se Kurt Elling, carrego pelo menos um disco do homem para todo o lado (abomino i-pod)e nunca me canso de o ouvir. Aqui, aparece uma versão do standard Easy Living (também já sublimemente lapidado pelo trompete de Clifford Brown), acompanhado pela orquestra sinfónica de Sidney. De acrescentar ainda que esperei desde 1992 por uma aparição ao vivo de Elling. Essa dádiva foi concedida o ano passado, no Estoril Jazz, num dos melhores concertos a que assisti na vida. Lembro por exemplo que a dada altura [leva com gancho de direita]. Ai. Kurt Elling, senhoras e senhores, a tocar nas minhas férias.
(reparei depois com algum constragimento que existe nos related videos uma versão fabulosa de Take Five, de Dave Brubeck, cantada pelo sr.Elling e pelo sr. Jarreau. Ide ver, ide ver incrédulos)
sexta-feira, agosto 15, 2008
quarta-feira, agosto 06, 2008
Mother, Summer, I
My mother, who hates thunder storms,
Holds up each summer day and shakes
It out suspiciously, lest swarms
Of grape-dark clouds are lurking there;
But when the August weather breaks
And rains begin, and brittle frost
Sharpens the bird-abandoned air,
Her worried summer look is lost,
And I her son, though summer-born
And summer-loving, none the less
Am easier when the leaves are gone
Too often summer days appear
Emblems of perfect happiness
I can't confront:I must await
A time less bold, less rich, less clear:
An autumn more appropriate.
Philip Larkin
segunda-feira, agosto 04, 2008
sexta-feira, agosto 01, 2008
"What you're singin' about? You're singin' about a flag, innit? 'Oh the banner!' (...) It's from the musical (...) It's a fucking nation of poofs"
(e mais uma razão, caro ZDQ, para Obama não ser presidente)
quinta-feira, julho 31, 2008
quarta-feira, julho 30, 2008

A uma partida
Partiste-vos, e [a] alma juntamente
Em partes desiguais se me partiu;
A melhor, que era vossa, vos seguiu;
Ficou-me a outra, fraca e descontente.
Bem sei que a natureza o não consente,
Mas Amor, que mais pode, o consentiu,
Por que a fé que em presença vos serviu
Também vos sirva agora estando ausente.
Eu,sem mim e sem vós, não sei que espero,
Nem com que maravilhas me sustento
Nas sombras tristes de meu bem passado.
Só sei que cada dia mais vos quero,
E que por mais que possa o esquecimento,
Nunca poderá mais que meu cuidado.
Fernão Rodrigues Lobo Soropita
terça-feira, julho 29, 2008
Duelo de mestres e escolas: Coleman Hawkins e as suas frases quentes, harmónicas, lânguidas e falsamente fáceis enfrenta o futuro.No caso, a velocidade e a ânsia de chegar a qualquer lado que não se sabe bem onde é que é mas que pelo caminho se inventa outro caminho. Ou seja, Charlie Parker e bebop em elevado grau de génio.
segunda-feira, julho 28, 2008
domingo, julho 20, 2008
quinta-feira, julho 17, 2008
Mmmmm.Nah. Nem assim. Desculpa.
(por outro lado, agora que as temperaturas lisboetas nos aproximam estetica e culturalmente de Sierra Leoa (e começam a dar razão a Mersault), receio que os amantes das chinelas na rua sejam verdadeiros pioneiros em moda e sensatez. A continuar assim, os excêntricos como nós, que usam meias e sapatos de atacadores, são uma raça em extinção)
segunda-feira, julho 14, 2008
Fleet Foxes, White Winter Hymnal. Regresso desavergonhado e sem medo das harmonias. Para ouvir, só.
(e pelo que vi, amor partilhado por esta senhora e este senhor)
sábado, julho 12, 2008
sexta-feira, julho 11, 2008
"He laughed:'What do you think it means to be an womanizer?', he said (it was one of his favourite words in English, he liked to roll it on his tongue, wo-man-i-zer). 'A womanizer is a man who breaks you up and makes you come together again like a woman. Like an a-tom-i-zer that break you up unto atoms. It is only men who hate womanizers, from jealousy. Women appreciate a womanizer. A woman and a womanizer belong naturally together' ".
JM Coetzee, Diary of a bad year
"In his youth in Hungary, said Gyula, he had been a great womanizer. But as he grow older, though he remained as keenly receptive to feminine beauty as ever, the need to make love to women in the flesh receded.(...)
Such outward chastity was possible, he said, because he had mastered the art of conducting love affairs through all its steps, from infatuation to consumation, wholly within his mind"
JM Coetzee, Diary of a bad year
Pet Shop Boys feat. Rufus Wainwright: Casanova in hell
segunda-feira, julho 07, 2008
sexta-feira, julho 04, 2008
domingo, junho 29, 2008
terça-feira, junho 24, 2008
«Amar uma pessoa por aquilo que ela escreve é amá-la por aquilo que ela não é. Amamos sempre os outros por aquilo que nós somos (para eles, às vezes), não por aquilo que os outros são.»
Aqui, claro.
domingo, junho 22, 2008
Não sei se repararam (e se não o fizeram só diz bem de vocês, hypocrites lecteurs, mes semblables, mes fréres*) mas este blogue tem-se destacado pela ausência de comentários ao Euro-2008. Não por súbito desinteresse da bola; mas sobretudo porque preferi sofrer com a selecção nacional em privado e reservar o meu blindado scolari-cepticismo para os que me estão próximos. Felizmente, por momentos fui surpreendido; infelizmente no final continuei a ter razão.
Por outro lado é conhecida a minha esquizofrenia anglófila, que muito sofreu com a ausência - merecida, por responsabilidade única de Steve McLaren - da selecção dos Três Leões. Sou português para o bem e para Luiz Felipe Scolari. Mas hoje tinha que quebrar o jejum, porque vi o Itália-Espanha.
Parece-me cada vez mais claro que as regras do futebol foram criadas por oposição àquilo que os italianos jogam. Valdano escrevia há pouco tempo que a a Itália sabe «competir», por contrário a «saber jogar». E francamente isso não me interessa. O futebol é um jogo - aleatório, injusto por definição, falível. Os italianos vêem-no como modalidade. E nisso são os melhores, confesso, o que não impede o bocejo que é o seu futebol.
O jogo de hoje foi exemplar: num campo praticamente de sentido único a «competição« dos transalpinos não lhes serviu de nada. Os espanhóis, não jogando por aí além, esforçaram-se. Os italianos, como sempre, jogaram com apenas metade das regras - aquelas que regem o jogo defensivo. Rubbish.
Nada disto seria importante se na selecção italiana - e nas suas equipas - não pontificassem alguns dos melhores jogadores do planeta. Acreditem que ninguém como eu sentiu a ausência de Pirlo, um dos melhores jogadores que tive a sorte de ver na plenitude dos meus sentidos. Mas oh meu Deus, dia feliz este, em que vão para casa.
A FIFA ou a UEFA deveriam ter uma regra especial para o futebol italiano - deixavam-nas permanecer em torneios até aos quartos-de-final e depois iam para casa, independentemente do resultado ou da «justiça» do jogo. Deus sabe que este último conceito é totalmente desconhecido aos ragazzi. Hoje, curiosamente, houve essa «justiça»; venceu o jogo em vez da competição. Eu sei que é dificil, mas deveria ser sempre assim.
Agora vou rever a Rússia, essa anti-Itália que se claudicar é por falta de experiência.
*Frase vencedora do troféu Baudelaire Metido A Martelo Num Post Sobre Bola 2008.
quinta-feira, junho 19, 2008
quarta-feira, junho 18, 2008
A mais cocaínomana das canções de Lloyd Cole (algumas chaves:"we gave up sleep at the age of 17", "got some traffic yessir in my nose", o famoso "meet me in the john john", entre outros) é também um magnifico manual de aforismos sobre as relações afectivas alienadas e vertiginosas. Um clássico que anunciava a primeira decadência do cantor e autor, que só com Anti-depressant voltou a ter um álbum verdadeiramente à altura.
(esta é a versão censurada, em que Cole teve de modificar versos como «Excuse me a minute whilst I powder my nose» ou em que o «meet me in the john» (vem ter comigo à casa de banho) passou a «Mimi's in the john, John».)
domingo, junho 15, 2008
sábado, junho 14, 2008
quarta-feira, junho 11, 2008
segunda-feira, junho 09, 2008
quarta-feira, junho 04, 2008
terça-feira, junho 03, 2008
segunda-feira, junho 02, 2008
Este acordar da Charlotte trouxe-me memórias pessoais interessantes e inúteis, vontade de dizer coisas e sobretudo um belíssimo motivo para procrastinar gloriosamente.
Para começar, fico sempre com inveja de quem descobre autores numa altura supostamente «tardia», apenas porque normalmente tem-se muito maior gozo com isso. No caso da Carla, Nietzsche, que eu «descobri» aos 16 anos. Ler o Para Além Do Bem E Do Mal com as hormonas em modo milk shake é natural. O filósofo tem um estilo galvanizante, épico e que faz levantar das cadeiras e empunhar bandeiras. Como a Carla bem diz, oscila sem meias-tintas entre a demência e a pura genialidade. Mas isso só fui descobrir muitos anos mais tarde - muito depois de ter gasto toda a minha mesada e poupanças no pavilhão da Guimarães Editores,da Feira do Livro de 1980, onde comprei todos os livros traduzidos. Levei várias vezes o Also Sprach Zaratustra para a praia, onde lia as passagens mais misóginas às minhas amigas, apenas para causar indignação e o contacto físico que se seguia. Havia, nesse outro tempo, uma mistura de força, de triunfo da vontade que se misturava com ídolos e atitudes: Nietzsche, Morrison, Curtis, Baudelaire, Oscar Wilde, o dandismo, Tristan Tzara e Dada. Miraculosamente, tudo fazia sentido, sendo os pressupostos nietzscheanos o ponto comum para estes homens revoltados (o Camus veio explicar tudo a seguir).
Nietzsche, na sua errática obra, é um filósofo quase pop, abandonado a si próprio e muitas vezes mais romântico do que Byron. Com o ainda ligeiro peso dos meus anos, aprendi a separar o que dele prevalece (que é muitíssimo) e a admirar com outros olhos as fontes onde foi beber (Schopenhauer, por exemplo). Mas na altura significava revolta. O meu professor de Filosofia do 10º ano - que sabiamente nos obrigava a levantar sempre que entrava na sala, coisa então já pouco comum mesmo no Liceu Camões - odiava Nietzsche. Era um aristotélico inflexivel, que nos dava as notas em latim (ascendere superius se subiamos a nota, manterius auto-explicativo e um olhar gélido para quem tinha negativa) e desdenhava a ausência de sistema filosófico em Nietzsche. Para um adolescente, isto era uma tentação demasiado forte.
Voltei a pegar agora n'A Origem da Tragédia, como preâmbulo ao Crepúsculo dos Ídolos. O sangue voltou a correr como nessas horas de militância decadentista púbere. Mas com a vantagem de já carregar uma vida e poder reclinar-me num prazer solitário e desafiador.
Depois, há Deadwood. Reconheço desde já a adição e que preciso de ajuda profissional. Estão-se-me a acabar os DVD's. Deadwood e Nietzsche? Claro: um local em que a moral existe como resultado das circunstâncias, em que se assiste a cada minuto que passa de um novo imperativo ético eminentemente descartável é território nietzscheano por excelência. E de Shakespeare, querida Carla: é verdade que o personagem de Al Swearengen é o Super-Homem amoral (e brilhante). Mas confesso que é o shakespereano E.B Farnum que me fascina. Um miserável pau mandado para o mal, mas consciente disso mesmo, com um vocabulário brilhante e o único com direito a solilóquio («Swearengen is the cue...I'm the billiard ball»). Tem também algumas das melhores deixas da série («A gutter-mouth and an opium-stupored widow: a conversation for the ages!»).Enfim, fiquemos para já por aqui: há outro episódio para ver.
sexta-feira, maio 30, 2008
quinta-feira, maio 29, 2008
Breaking News: Series Of Concentric Circles Emanating From Glowing Red Dot
«I'ts chaos here and...»
«Yes. Do you see any red concentric circles?»
The Onion. What else?
quarta-feira, maio 28, 2008
terça-feira, maio 27, 2008
No domingo, chegado de fim-de-semana, soube tarde e a más horas (serão sempre más, estas horas) da morte de Alfredo Saramago, amigo e meu director na Epicur. Mas na noite de ontem, num conhecido restaurante lisboeta onde costuma jantar o outro Saramago e onde para variar é proibido fumar, pude enfim despedir-me como deve ser: com a aquiescência do proprietário acendi um Partagas nº4 série D. E a dulcissima duração dessa prevaricação, acompanhada com uma extraordinária aguardente, devolveu-me as horas de conversa lenta e cintilante, a cumplicidade na sabedoria do incorrecto, os elogios demorados e sinceros a todas as mulheres, o riso português que ecoou ao meu lado nos fiordes da Noruega.
Quando por fim o charuto se apagou, o meu último abraço estava mais do que dado e - tenho a certeza - retribuído.
Minha querida, estes testes valem o que valem e estão longe de desenvolverem conceitos socráticos de auto-conhecimento. Por exemplo, é verdade que gosto bastante de Bentham e Mills, o que faria de mim um utilitarista. O que o teste não diz é que sou Utilitarista com ascendente em Touro.
domingo, maio 25, 2008
Esse serve perfeitamente, caro Ente. Mas confesso que prefiro - e não é pouco - o que te abençoa, mesmo aí ao lado.
«Digamos que bastará olhar para a forma cristalizada dessa sabedoria - os provérbios – para perceber que dali não vem nada de bom nem sequer fascinante. Como é que uma pessoa pode aderir sem medo ao sábio truísmo de que "grão a grão enche a galinha o papo" ? Ou "sol na eira, chuva no nabal" ? Enfim, digamos que o povo não é exactamente um Oscar Wilde.»
Para morrer é já por ali, crónica na sinusite do costume.
sábado, maio 24, 2008
Diacho.
What philosophy do you follow? (v1.03) created with QuizFarm.com | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| You scored as Utilitarianism Your life is guided by the principles of Utilitarianism: You seek the greatest good for the greatest number.
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sexta-feira, maio 23, 2008
Esta maravilhosa senhora fez o favor de trazer para estes mundos a extraordinária figura de Tom Lehrer, músico, humorista e génio matemático. Eu, que sou admirador incondicional, nunca me lembraria de ir ao YouTube à sua procura. Mas está lá todo um tesouro, de que esta elegia a uma actividade muito desejada mas pouco praticada é só um pequeno diamante. Ide e procurai: o Werner Von Braun, o Vatican Rag, o I've got it from Agnes (um hit), etc etc...
Gene Tierney, a mulher mais bonita que alguma vez passou pelo cinema (e pela minha vida). E como quase sempre acontece a quem é atormentado por um dom, os deuses deram-lhe um trágico destino.
(Nota: o/a autor(a) do clip ainda teve o bom-gosto adicional de utilizar como banda sonora a versão cantada de Laura, o tema fantasmagórico e genial de David Raskin que tinha o nome do filme perfeito de Preminger. O sucesso do tema instrumental foi tanto que forçou Johnny Mercer a criar uma letra, que Frank Sinatra vive nesta versão, gravada só com cordas para o álbum Where Are You?)
quarta-feira, maio 21, 2008
domingo, maio 18, 2008
sábado, maio 17, 2008
"As Minhas Coisas Favoritas" - Um Mundo Catita
Retirado de Um Mundo Catita, uma das melhores séries de humor portuguesas que ainda nenhuma televisão comprou.
PARENTAL ADVISORY: contém Manuel João Vieira.
Meu Deus, meu Deus que bom.
(e o Complicadíssima Teia em a capella foi a estocada final e mais desejada. A alma foi destroçada mas apesar de tudo pede mais agora mesmo)
sexta-feira, maio 16, 2008
quinta-feira, maio 15, 2008
quarta-feira, maio 14, 2008
Os versos que aparecem como epígrafe deste blogue pertencem a Frei Agostinho da Cruz e são retirados do soneto Ao triste estado. Seriam meus, tivesse eu o talento.
terça-feira, maio 13, 2008
Não vislumbro qualquer heresia, meu amigo. Trata-se de fazer o que está certo, mais nada. Por outro lado, acredito que a vida é o constante e precário equilibrio entre fazer o que está certo e lidar com o preço disso.
(no dia 29 de Maio, no entanto, o que está certo é estar aqui. Rock on, preacher man)
segunda-feira, maio 12, 2008
O sr. Berninger em dificil número de equilibrio na Aula Magna,ontem, enquanto cantava Mr. November.Ele que vá experimentar isto lá no Optimus Alive! ou lá como se chama a feira onde vêm tocar.
Aqui o que cá faltou mas que em Zagreb existiu:
«I'm a festival/I'm a parade/And all the wine is all for me»
(e tu, meu caro, onde andas? O rapaz da camisa verde? Já prostrado em adoração? Eu estou na plateia,mesmo atrás do Gomo).
imagem gentilmente surripiada aqui.
domingo, maio 11, 2008
...na Aula Magna decorria o concerto dos The National, provavelmente o último concerto rock que irei ver na vida. Enfim, não é verdade, mas se fosse não me maçaria muito. E este é o melhor elogio que agora posso fazer.
(embora não tenham tocado o All The Wine, mas eu perdoo-lhes. E ainda deu para jogar o divertido «Quem será o Nuno Melo?»)
sábado, maio 10, 2008
Em estágio absoluto para os The National, descubro maravilhado o álbum desta moça: Camille. Chama-se Music Hole e é fácil perceber por que é que ela é considerada a namoradinha do avant-garde francês. Com um piano, uma beat box, percussão corporal e vozes variadas se faz uma colecção de canções que vão da declaração de intenções ao humor amargo e quase cruel. Veja-se este video não oficial de Cats&Dogs e o que ela diz:
Cats and dogs are not our friends
They just pretend
They just pretend
It's just emotions we invent
like photographs we put on shelves
E ainda há o fabuloso Home Is Where It Hurts (podia ser um sucedâneo de Larkin) ou Gospel With No Lord ou Katie's Tea...Vêde nos related videos, onde também encontrareis o sublime Les Ex (do disco anterior, se não estou em erro). Claro que amanhã a cantiga irá ser outra.
(não percam os ouaf! ouaf! e miaou miaou lá para o final da canção. Divertimento para toda a família)
"E um dos mistérios desta vida é este: quem é o primeiro forwardista? Quem começa essa epidemia imparável, que nos maça a qualquer hora e em qualquer lugar? A minha tese é que se trata de um individuo muito solitário, sem qualquer espécie de vida amorosa, que está escondido mais ou menos a seis quilómetros de Mondim de Basto. Mas admito estar enganado ."
Crónica light, no sítio do costume.
sexta-feira, maio 09, 2008
A partir de 27 de Maio, o Público inicia uma colecção de 20 livros/cd de e sobre Frank Sinatra, por apenas 6,90 euros. E ainda por cima, apenas por mais alguns cêntimos, podemos levar o jornal.

Celebrou-se em toda a Europa o Victory Day, relembrando a vitória aliada sobre os Nazis.
«This is no war of chieftains or of princes, of dynasties or national ambition; it is a war of peoples and of causes. There are vast numbers, not only in this island but in every land, who will render faithful service in this war but whose names will never be known, whose deeds will never be recorded. This is a war of the Unknown Warriors; but let all strive without failing in faith or in duty, and the dark curse of Hitler will be lifted from our age.». Winston Churchill, 1940.
Ok, a malta já se assustou, já se riu, you made your point. Agora volta lá ao teu lugar, se fazes favor.
quarta-feira, maio 07, 2008
domingo, maio 04, 2008
É o que aqui se chama a quem diz o que sente e pensa e se está nas tinatas para o politicamente correcto. Perfil resumido de Boris Johnson aqui. Eu queria ter um excêntrico destes para poder votar nele.







