terça-feira, julho 29, 2008

A música do Céu só pode ser jazz

Duelo de mestres e escolas: Coleman Hawkins e as suas frases quentes, harmónicas, lânguidas e falsamente fáceis enfrenta o futuro.No caso, a velocidade e a ânsia de chegar a qualquer lado que não se sabe bem onde é que é mas que pelo caminho se inventa outro caminho. Ou seja, Charlie Parker e bebop em elevado grau de génio.
A globalização pode matar ( a true story)
O olhar feminino mais dardejante e pleno de ódio a que assisti aconteceu agora num restaurante em Roma, quando, no final do jantar, um português distraído pediu à empregada uma «italiana».

segunda-feira, julho 28, 2008

The D.Juan Files


Madamina, il catalogo è questo, de D.Giovanni (W.A. Mozart). Stefano de Peppo (baixo-barítono) como Leporello.

domingo, julho 20, 2008

Este blogue estará ausente durante uma semana, para desilusão de alguns e júbilo da maioria. Qualquer coisinha, enviar para a Toscânia, onde ao estilo do melhor Maugham, se pode encontrar o autor. Obrigado.

quinta-feira, julho 17, 2008

Sempre a considerar-te, caro João:



Mmmmm.Nah. Nem assim. Desculpa.

(por outro lado, agora que as temperaturas lisboetas nos aproximam estetica e culturalmente de Sierra Leoa (e começam a dar razão a Mersault), receio que os amantes das chinelas na rua sejam verdadeiros pioneiros em moda e sensatez. A continuar assim, os excêntricos como nós, que usam meias e sapatos de atacadores, são uma raça em extinção)

terça-feira, julho 15, 2008

Fishing for compliments.
Deixa-te dessas coisas e continua a escrever, sim? Obrigado.

segunda-feira, julho 14, 2008

Por aqui,novos amores



Fleet Foxes, White Winter Hymnal. Regresso desavergonhado e sem medo das harmonias. Para ouvir, só.

(e pelo que vi, amor partilhado por esta senhora e este senhor)

sábado, julho 12, 2008

"A terrible beauty is born"

Uma das mais extraordinárias, belas e assustadoras cenas de cinema que alguma vez foi feita.

sexta-feira, julho 11, 2008

The Don Juan Files

"He laughed:'What do you think it means to be an womanizer?', he said (it was one of his favourite words in English, he liked to roll it on his tongue, wo-man-i-zer). 'A womanizer is a man who breaks you up and makes you come together again like a woman. Like an a-tom-i-zer that break you up unto atoms. It is only men who hate womanizers, from jealousy. Women appreciate a womanizer. A woman and a womanizer belong naturally together' ".

JM Coetzee, Diary of a bad year


The Don Juan Files

"In his youth in Hungary, said Gyula, he had been a great womanizer. But as he grow older, though he remained as keenly receptive to feminine beauty as ever, the need to make love to women in the flesh receded.(...)
Such outward chastity was possible, he said, because he had mastered the art of conducting love affairs through all its steps, from infatuation to consumation, wholly within his mind"

JM Coetzee
, Diary of a bad year



Pet Shop Boys feat. Rufus Wainwright: Casanova in hell
My personal Optimus Alive!
No fundo este post é inútil
Andava para aqui com umas ânsias, umas insónias recorrentes por não me apetecer escrever o que seja neste cantinho. Até que houve alguém  (uma amiga ex-mulher de outro amigo meu) que me disse em ocasião mais confessional:"No fundo tu e o R. (o ex-marido) são muito parecidos. Têm um grande complexo de donjuanismo, gostam da sedução pela sedução. Quem quiser ser vossa mulher tem de ser várias ao mesmo tempo, para isso poder acontecer. E isso é dificil, é impossivel. As mulheres adoram homens assim porque sabem que eles adoram mulheres. Mas a verdade é que pessoas como vocês acabam sempre sózinhas". Pode não ser bem assim, mas é o que ela vê.
De maneira que rapidamente alinhavei para aqui no moleskine uma passagem de Coetzee sobre os womanizers , as cartas de Byron em que contabilizava as suas conquistas mais alguns versos do seu Don Juan, recortes de ensaios psicanalíticos sobre o fenómeno ou até citações do Don Giovanni de Mozart. Está aqui tudo pronto a sair, mas é a sombra da dúvida sobre aquela solidão que me adivinharam  que não me deixa escrever. 

segunda-feira, julho 07, 2008

sexta-feira, julho 04, 2008

Devido ao calor e à falta de coisas para dizer, este blogue está a preto e branco.

Mas sempre oferece uma das melhores canções do universo.

(reparar também no ar levemente embaraçado dos rapazes, que aqui surgem sem instrumentos, em jeito de coral alentejano)

domingo, junho 29, 2008

Girls band.*


* o original.

terça-feira, junho 24, 2008

Portugueses muito pessimistas, dizem os jornais
Acreditem em mim, o pior ainda está para vir.
No fundo, a única razão de ser e suporte deste blogue

«Amar uma pessoa por aquilo que ela escreve é amá-la por aquilo que ela não é. Amamos sempre os outros por aquilo que nós somos (para eles, às vezes), não por aquilo que os outros são.»

Aqui, claro.

segunda-feira, junho 23, 2008

Dos mesmos criadores de Donaldin, agora em (muito) bom.

domingo, junho 22, 2008

O jogo
Não sei se repararam (e se não o fizeram só diz bem de vocês, hypocrites lecteurs, mes semblables, mes fréres*) mas este blogue tem-se destacado pela ausência de comentários ao Euro-2008. Não por súbito desinteresse da bola; mas sobretudo porque preferi sofrer com a selecção nacional em privado e reservar o meu blindado scolari-cepticismo para os que me estão próximos. Felizmente, por momentos fui surpreendido; infelizmente no final continuei a ter razão.
Por outro lado é conhecida a minha esquizofrenia anglófila, que muito sofreu com a ausência - merecida, por responsabilidade única de Steve McLaren - da selecção dos Três Leões. Sou português para o bem e para Luiz Felipe Scolari. Mas hoje tinha que quebrar o jejum, porque vi o Itália-Espanha.
Parece-me cada vez mais claro que as regras do futebol foram criadas por oposição àquilo que os italianos jogam. Valdano escrevia há pouco tempo que a a Itália sabe «competir», por contrário a «saber jogar». E francamente isso não me interessa. O futebol é um jogo - aleatório, injusto por definição, falível. Os italianos vêem-no como modalidade. E nisso são os melhores, confesso, o que não impede o bocejo que é o seu futebol.
O jogo de hoje foi exemplar: num campo praticamente de sentido único a «competição« dos transalpinos não lhes serviu de nada. Os espanhóis, não jogando por aí além, esforçaram-se. Os italianos, como sempre, jogaram com apenas metade das regras - aquelas que regem o jogo defensivo. Rubbish.
Nada disto seria importante se na selecção italiana - e nas suas equipas - não pontificassem alguns dos melhores jogadores do planeta. Acreditem que ninguém como eu sentiu a ausência de Pirlo, um dos melhores jogadores que tive a sorte de ver na plenitude dos meus sentidos. Mas oh meu Deus, dia feliz este, em que vão para casa.
A FIFA ou a UEFA deveriam ter uma regra especial para o futebol italiano - deixavam-nas permanecer em torneios até aos quartos-de-final e depois iam para casa, independentemente do resultado ou da «justiça» do jogo. Deus sabe que este último conceito é totalmente desconhecido aos ragazzi. Hoje, curiosamente, houve essa «justiça»; venceu o jogo em vez da competição. Eu sei que é dificil, mas deveria ser sempre assim.
Agora vou rever a Rússia, essa anti-Itália que se claudicar é por falta de experiência.


*Frase vencedora do troféu Baudelaire Metido A Martelo Num Post Sobre Bola 2008.