quinta-feira, julho 17, 2008

Sempre a considerar-te, caro João:



Mmmmm.Nah. Nem assim. Desculpa.

(por outro lado, agora que as temperaturas lisboetas nos aproximam estetica e culturalmente de Sierra Leoa (e começam a dar razão a Mersault), receio que os amantes das chinelas na rua sejam verdadeiros pioneiros em moda e sensatez. A continuar assim, os excêntricos como nós, que usam meias e sapatos de atacadores, são uma raça em extinção)

terça-feira, julho 15, 2008

Fishing for compliments.
Deixa-te dessas coisas e continua a escrever, sim? Obrigado.

segunda-feira, julho 14, 2008

Por aqui,novos amores



Fleet Foxes, White Winter Hymnal. Regresso desavergonhado e sem medo das harmonias. Para ouvir, só.

(e pelo que vi, amor partilhado por esta senhora e este senhor)

sábado, julho 12, 2008

"A terrible beauty is born"

Uma das mais extraordinárias, belas e assustadoras cenas de cinema que alguma vez foi feita.

sexta-feira, julho 11, 2008

The Don Juan Files

"He laughed:'What do you think it means to be an womanizer?', he said (it was one of his favourite words in English, he liked to roll it on his tongue, wo-man-i-zer). 'A womanizer is a man who breaks you up and makes you come together again like a woman. Like an a-tom-i-zer that break you up unto atoms. It is only men who hate womanizers, from jealousy. Women appreciate a womanizer. A woman and a womanizer belong naturally together' ".

JM Coetzee, Diary of a bad year


The Don Juan Files

"In his youth in Hungary, said Gyula, he had been a great womanizer. But as he grow older, though he remained as keenly receptive to feminine beauty as ever, the need to make love to women in the flesh receded.(...)
Such outward chastity was possible, he said, because he had mastered the art of conducting love affairs through all its steps, from infatuation to consumation, wholly within his mind"

JM Coetzee
, Diary of a bad year



Pet Shop Boys feat. Rufus Wainwright: Casanova in hell
My personal Optimus Alive!
No fundo este post é inútil
Andava para aqui com umas ânsias, umas insónias recorrentes por não me apetecer escrever o que seja neste cantinho. Até que houve alguém  (uma amiga ex-mulher de outro amigo meu) que me disse em ocasião mais confessional:"No fundo tu e o R. (o ex-marido) são muito parecidos. Têm um grande complexo de donjuanismo, gostam da sedução pela sedução. Quem quiser ser vossa mulher tem de ser várias ao mesmo tempo, para isso poder acontecer. E isso é dificil, é impossivel. As mulheres adoram homens assim porque sabem que eles adoram mulheres. Mas a verdade é que pessoas como vocês acabam sempre sózinhas". Pode não ser bem assim, mas é o que ela vê.
De maneira que rapidamente alinhavei para aqui no moleskine uma passagem de Coetzee sobre os womanizers , as cartas de Byron em que contabilizava as suas conquistas mais alguns versos do seu Don Juan, recortes de ensaios psicanalíticos sobre o fenómeno ou até citações do Don Giovanni de Mozart. Está aqui tudo pronto a sair, mas é a sombra da dúvida sobre aquela solidão que me adivinharam  que não me deixa escrever. 

segunda-feira, julho 07, 2008

sexta-feira, julho 04, 2008

Devido ao calor e à falta de coisas para dizer, este blogue está a preto e branco.

Mas sempre oferece uma das melhores canções do universo.

(reparar também no ar levemente embaraçado dos rapazes, que aqui surgem sem instrumentos, em jeito de coral alentejano)

domingo, junho 29, 2008

Girls band.*


* o original.

terça-feira, junho 24, 2008

Portugueses muito pessimistas, dizem os jornais
Acreditem em mim, o pior ainda está para vir.
No fundo, a única razão de ser e suporte deste blogue

«Amar uma pessoa por aquilo que ela escreve é amá-la por aquilo que ela não é. Amamos sempre os outros por aquilo que nós somos (para eles, às vezes), não por aquilo que os outros são.»

Aqui, claro.

segunda-feira, junho 23, 2008

Dos mesmos criadores de Donaldin, agora em (muito) bom.

domingo, junho 22, 2008

O jogo
Não sei se repararam (e se não o fizeram só diz bem de vocês, hypocrites lecteurs, mes semblables, mes fréres*) mas este blogue tem-se destacado pela ausência de comentários ao Euro-2008. Não por súbito desinteresse da bola; mas sobretudo porque preferi sofrer com a selecção nacional em privado e reservar o meu blindado scolari-cepticismo para os que me estão próximos. Felizmente, por momentos fui surpreendido; infelizmente no final continuei a ter razão.
Por outro lado é conhecida a minha esquizofrenia anglófila, que muito sofreu com a ausência - merecida, por responsabilidade única de Steve McLaren - da selecção dos Três Leões. Sou português para o bem e para Luiz Felipe Scolari. Mas hoje tinha que quebrar o jejum, porque vi o Itália-Espanha.
Parece-me cada vez mais claro que as regras do futebol foram criadas por oposição àquilo que os italianos jogam. Valdano escrevia há pouco tempo que a a Itália sabe «competir», por contrário a «saber jogar». E francamente isso não me interessa. O futebol é um jogo - aleatório, injusto por definição, falível. Os italianos vêem-no como modalidade. E nisso são os melhores, confesso, o que não impede o bocejo que é o seu futebol.
O jogo de hoje foi exemplar: num campo praticamente de sentido único a «competição« dos transalpinos não lhes serviu de nada. Os espanhóis, não jogando por aí além, esforçaram-se. Os italianos, como sempre, jogaram com apenas metade das regras - aquelas que regem o jogo defensivo. Rubbish.
Nada disto seria importante se na selecção italiana - e nas suas equipas - não pontificassem alguns dos melhores jogadores do planeta. Acreditem que ninguém como eu sentiu a ausência de Pirlo, um dos melhores jogadores que tive a sorte de ver na plenitude dos meus sentidos. Mas oh meu Deus, dia feliz este, em que vão para casa.
A FIFA ou a UEFA deveriam ter uma regra especial para o futebol italiano - deixavam-nas permanecer em torneios até aos quartos-de-final e depois iam para casa, independentemente do resultado ou da «justiça» do jogo. Deus sabe que este último conceito é totalmente desconhecido aos ragazzi. Hoje, curiosamente, houve essa «justiça»; venceu o jogo em vez da competição. Eu sei que é dificil, mas deveria ser sempre assim.
Agora vou rever a Rússia, essa anti-Itália que se claudicar é por falta de experiência.


*Frase vencedora do troféu Baudelaire Metido A Martelo Num Post Sobre Bola 2008.

quinta-feira, junho 19, 2008

Hoje mais ninguém faz anos

...só Francisco Buarque de Hollanda. Sessenta e quatro, para ser mais preciso.Só se pode agradecer.

(aqui Chico canta o grande Noel Rosa)

quarta-feira, junho 18, 2008

«I don't need an alibi, I need a fire escape and an open window»

A mais cocaínomana das canções de Lloyd Cole (algumas chaves:"we gave up sleep at the age of 17", "got some traffic yessir in my nose", o famoso "meet me in the john john", entre outros) é também um magnifico manual de aforismos sobre as relações afectivas alienadas e vertiginosas. Um clássico que anunciava a primeira decadência do cantor e autor, que só com Anti-depressant voltou a ter um álbum verdadeiramente à altura.

(esta é a versão censurada, em que Cole teve de modificar versos como «Excuse me a minute whilst I powder my nose» ou em que o «meet me in the john» (vem ter comigo à casa de banho) passou a «Mimi's in the john, John».)

domingo, junho 15, 2008

Slaínte, Erin!

Nunca me cansarei de dizer bem da Ilha Esmeralda, o lugar onde vive a oposição a José Sócrates. Mesmo quando dizem «não» têm razão, como o prova este simpático video.

sábado, junho 14, 2008

«I couldn't feel any better or I'd be sick»


Está para nascer o homem que tenha mais pinta do que Dean Martin.


(e combo com tanto swing como o de Red Norvo, que aqui «acompanha» Dino numa cena de Ocean's Eleven)

quarta-feira, junho 11, 2008

A sério, estou tão cansado...
Preocupemo-nos com coisas sérias, sim?
Como as que são divulgadas neste blogue. A luta continua.
Bravocíssimo!



(por mais que tenha visto este filme - e vi -, sempre me surpreenderá a inépcia com que Vergílio Teixeira segura a guitarra, como se fosse um pedaço de pata negra. É uma das melhores piadas da fita)

segunda-feira, junho 09, 2008

À atenção da ASAE
As pessoas das chinelas havaianas voltaram a sair às ruas. Sêde implacáveis.
Tintin no Congo
Às 9.30 da manhã a cidade de Lisboa registava 22ºC de temperatura do ar. Gostava de saber o que o governo tem a dizer sobre esta vergonha.

domingo, junho 08, 2008

Auto-retrato feito por outrem, 2
Um bom jogo da selecção portuguesa no final de um sábado perfeito. Porque, na mesma tarde...

quarta-feira, junho 04, 2008

Duas provas de que Deus existe (e que tem uma direita divina)


(e quem vai ser a próxima nº1, quem é? Mais uma vez, obrigado)
Com o Alto Patrocínio do Instituto Superior Steven Gerrard:






(andamos aqui a brincar ou que é isto?)

terça-feira, junho 03, 2008

segunda-feira, junho 02, 2008

Nietzsche, confissões e televisões
Este acordar da Charlotte trouxe-me memórias pessoais interessantes e inúteis, vontade de dizer coisas e sobretudo um belíssimo motivo para procrastinar gloriosamente.
Para começar, fico sempre com inveja de quem descobre autores numa altura supostamente «tardia», apenas porque normalmente tem-se muito maior gozo com isso. No caso da Carla, Nietzsche, que eu «descobri» aos 16 anos. Ler o Para Além Do Bem E Do Mal com as hormonas em modo milk shake é natural. O filósofo tem um estilo galvanizante, épico e que faz levantar das cadeiras e empunhar bandeiras. Como a Carla bem diz, oscila sem meias-tintas entre a demência e a pura genialidade. Mas isso só fui descobrir muitos anos mais tarde - muito depois de ter gasto toda a minha mesada e poupanças no pavilhão da Guimarães Editores,da Feira do Livro de 1980, onde comprei todos os livros traduzidos. Levei várias vezes o Also Sprach Zaratustra para a praia, onde lia as passagens mais misóginas às minhas amigas, apenas para causar indignação e o contacto físico que se seguia. Havia, nesse outro tempo, uma mistura de força, de triunfo da vontade que se misturava com ídolos e atitudes: Nietzsche, Morrison, Curtis, Baudelaire, Oscar Wilde, o dandismo, Tristan Tzara e Dada. Miraculosamente, tudo fazia sentido, sendo os pressupostos nietzscheanos o ponto comum para estes homens revoltados (o Camus veio explicar tudo a seguir).
Nietzsche, na sua errática obra, é um filósofo quase pop, abandonado a si próprio e muitas vezes mais romântico do que Byron. Com o ainda ligeiro peso dos meus anos, aprendi a separar o que dele prevalece (que é muitíssimo) e a admirar com outros olhos as fontes onde foi beber (Schopenhauer, por exemplo). Mas na altura significava revolta. O meu professor de Filosofia do 10º ano - que sabiamente nos obrigava a levantar sempre que entrava na sala, coisa então já pouco comum mesmo no Liceu Camões - odiava Nietzsche. Era um aristotélico inflexivel, que nos dava as notas em latim (ascendere superius se subiamos a nota, manterius auto-explicativo e um olhar gélido para quem tinha negativa) e desdenhava a ausência de sistema filosófico em Nietzsche. Para um adolescente, isto era uma tentação demasiado forte.
Voltei a pegar agora n'A Origem da Tragédia, como preâmbulo ao Crepúsculo dos Ídolos. O sangue voltou a correr como nessas horas de militância decadentista púbere. Mas com a vantagem de já carregar uma vida e poder reclinar-me num prazer solitário e desafiador.

Depois, há Deadwood. Reconheço desde já a adição e que preciso de ajuda profissional. Estão-se-me a acabar os DVD's. Deadwood e Nietzsche? Claro: um local em que a moral existe como resultado das circunstâncias, em que se assiste a cada minuto que passa de um novo imperativo ético eminentemente descartável é território nietzscheano por excelência. E de Shakespeare, querida Carla: é verdade que o personagem de Al Swearengen é o Super-Homem amoral (e brilhante). Mas confesso que é o shakespereano E.B Farnum que me fascina. Um miserável pau mandado para o mal, mas consciente disso mesmo, com um vocabulário brilhante e o único com direito a solilóquio («Swearengen is the cue...I'm the billiard ball»). Tem também algumas das melhores deixas da série («A gutter-mouth and an opium-stupored widow: a conversation for the ages!»).Enfim, fiquemos para já por aqui: há outro episódio para ver.
Na noite de 1 de Junho, a emissão da SIC ofereceu interessantes problemas de Filosofia da Moral
Por exemplo: como foi possível conciliar de boa-fé um programa de solidariedade social com o decote da Luciana Abreu?

sexta-feira, maio 30, 2008

It's Friday I'm in love, 2

Helena Christensen (aqui maravilhosamente filmada por Bruce Weber para o clip de Wicked Game)

quinta-feira, maio 29, 2008


Breaking News: Series Of Concentric Circles Emanating From Glowing Red Dot
«I'ts chaos here and...»
«Yes. Do you see any red concentric circles?»

The Onion. What else?
Fifty ways to love your liver(uno)
Aqui Rádio Madrugada, #1

Talvez uma das 30 melhores canções do mundo (and oh so true...). E atenção ao sr. Gadd na bateria.

quarta-feira, maio 28, 2008

Guillemots exclusive performance for MySpace

Falling out of reach
Woody Allen no Dean Martin Show

«My parents did not loved me when I was younger. They bronzed my baby shoes with my feet still in them».

terça-feira, maio 27, 2008

Alfredo Saramago
No domingo, chegado de fim-de-semana, soube tarde e a más horas (serão sempre más, estas horas) da morte de Alfredo Saramago, amigo e meu director na Epicur. Mas na noite de ontem, num conhecido restaurante lisboeta onde costuma jantar o outro Saramago e onde para variar é proibido fumar, pude enfim despedir-me como deve ser: com a aquiescência do proprietário acendi um Partagas nº4 série D. E a dulcissima duração dessa prevaricação, acompanhada com uma extraordinária aguardente, devolveu-me as horas de conversa lenta e cintilante, a cumplicidade na sabedoria do incorrecto, os elogios demorados e sinceros a todas as mulheres, o riso português que ecoou ao meu lado nos fiordes da Noruega.
Quando por fim o charuto se apagou, o meu último abraço estava mais do que dado e - tenho a certeza - retribuído.
Diz-me então quem és
Minha querida, estes testes valem o que valem e estão longe de desenvolverem conceitos socráticos de auto-conhecimento. Por exemplo, é verdade que gosto bastante de Bentham e Mills, o que faria de mim um utilitarista. O que o teste não diz é que sou Utilitarista com ascendente em Touro.

domingo, maio 25, 2008

Os marginais
Esse serve perfeitamente, caro Ente. Mas confesso que prefiro - e não é pouco - o que te abençoa, mesmo aí ao lado.
Crónica e sinusite
«Digamos que bastará olhar para a forma cristalizada dessa sabedoria - os provérbios – para perceber que dali não vem nada de bom nem sequer fascinante. Como é que uma pessoa pode aderir sem medo ao sábio truísmo de que "grão a grão enche a galinha o papo" ? Ou "sol na eira, chuva no nabal" ? Enfim, digamos que o povo não é exactamente um Oscar Wilde.»
Para morrer é já por ali, crónica na sinusite do costume.

sábado, maio 24, 2008

Diacho.






What philosophy do you follow? (v1.03)
created with QuizFarm.com
You scored as Utilitarianism

Your life is guided by the principles of Utilitarianism: You seek the greatest good for the greatest number.



“The said truth is that it is the greatest happiness of the greatest number that is the measure of right and wrong.”

--Jeremy Bentham



“Whenever the general disposition of the people is such, that each individual regards those only of his interests which are selfish, and does not dwell on, or concern himself for, his share of the general interest, in such a state of things, good government is impossible.”

--John Stuart Mill



More info at Arocoun's Wikipedia User Page...


Utilitarianism


65%

Existentialism


60%

Justice (Fairness)


55%

Kantianism


50%

Hedonism


50%

Divine Command


45%

Strong Egoism


25%

Apathy


15%

Nihilism


15%


sexta-feira, maio 23, 2008

Tom Lehrer, ladies and gentlemen
Esta maravilhosa senhora fez o favor de trazer para estes mundos a extraordinária figura de Tom Lehrer, músico, humorista e génio matemático. Eu, que sou admirador incondicional, nunca me lembraria de ir ao YouTube à sua procura. Mas está lá todo um tesouro, de que esta elegia a uma actividade muito desejada mas pouco praticada é só um pequeno diamante. Ide e procurai: o Werner Von Braun, o Vatican Rag, o I've got it from Agnes (um hit), etc etc...

It's Friday I'm in love, 2

Gene Tierney, a mulher mais bonita que alguma vez passou pelo cinema (e pela minha vida). E como quase sempre acontece a quem é atormentado por um dom, os deuses deram-lhe um trágico destino.

(Nota: o/a autor(a) do clip ainda teve o bom-gosto adicional de utilizar como banda sonora a versão cantada de Laura, o tema fantasmagórico e genial de David Raskin que tinha o nome do filme perfeito de Preminger. O sucesso do tema instrumental foi tanto que forçou Johnny Mercer a criar uma letra, que Frank Sinatra vive nesta versão, gravada só com cordas para o álbum Where Are You?)

quarta-feira, maio 21, 2008

É preciso ter sempre qualquer coisa sensacional para ler
O que mais me encanta na função de agendar os posts para serem publicados mais tarde e que chegou agora à plataforma blogger (o sapo já o tem há algum tempo) é a possibilidade que me dá de não concordar comigo mesmo.

domingo, maio 18, 2008

«Heart and soul, one will burn»

Missing Boy, Durrutti Column (1980). Sobre Ian Curtis, que morreu há precisamente 28 anos.

sábado, maio 17, 2008

«As minhas coisas favoritas»
"As Minhas Coisas Favoritas" - Um Mundo Catita

Retirado de Um Mundo Catita, uma das melhores séries de humor portuguesas que ainda nenhuma televisão comprou.


PARENTAL ADVISORY: contém Manuel João Vieira.
O blogger ainda em estado de graça
Meu Deus, meu Deus que bom.

(e o Complicadíssima Teia em a capella foi a estocada final e mais desejada. A alma foi destroçada mas apesar de tudo pede mais agora mesmo)

sexta-feira, maio 16, 2008

It's Friday I'm in love, 1

Ana Ivanovic

(video feito por familiares e amigos da tenista para celebrar os seus 20 anos)

quinta-feira, maio 15, 2008

quarta-feira, maio 14, 2008

Aos que perguntaram
Os versos que aparecem como epígrafe deste blogue pertencem a Frei Agostinho da Cruz e são retirados do soneto Ao triste estado. Seriam meus, tivesse eu o talento.
Francis Albert Sinatra (12/12/1915 - 14/o5/1998)



«Whatever else has been said about me personally is unimportant. When I sing, I believe. I'm honest. »

Muito obrigado.

terça-feira, maio 13, 2008

Apocalipse: primeiros sinais

Montra de loja chinesa, bairro de Alvalade, Lisboa, 2008 (foto NMG)

A arma sobre as roupas de criança. Tenho medo.
Da heresia
Não vislumbro qualquer heresia, meu amigo. Trata-se de fazer o que está certo, mais nada. Por outro lado, acredito que a vida é o constante e precário equilibrio entre fazer o que está certo e lidar com o preço disso.

(no dia 29 de Maio, no entanto, o que está certo é estar aqui. Rock on, preacher man)

segunda-feira, maio 12, 2008

Adoro o YouTube.

O sr. Berninger em dificil número de equilibrio na Aula Magna,ontem, enquanto cantava Mr. November.Ele que vá experimentar isto lá no Optimus Alive! ou lá como se chama a feira onde vêm tocar.

Aqui o que cá faltou mas que em Zagreb existiu:

«I'm a festival/I'm a parade/And all the wine is all for me»



(e tu, meu caro, onde andas? O rapaz da camisa verde? Já prostrado em adoração? Eu estou na plateia,mesmo atrás do Gomo).

imagem gentilmente surripiada aqui.

domingo, maio 11, 2008

Enquanto no Coliseu se entregavam Globos de Ouro
...na Aula Magna decorria o concerto dos The National, provavelmente o último concerto rock que irei ver na vida. Enfim, não é verdade, mas se fosse não me maçaria muito. E este é o melhor elogio que agora posso fazer.




(embora não tenham tocado o All The Wine, mas eu perdoo-lhes. E ainda deu para jogar o divertido «Quem será o Nuno Melo?»)

sábado, maio 10, 2008

Uma coisa decente vinda de França em Maio

Em estágio absoluto para os The National, descubro maravilhado o álbum desta moça: Camille. Chama-se Music Hole e é fácil perceber por que é que ela é considerada a namoradinha do avant-garde francês. Com um piano, uma beat box, percussão corporal e vozes variadas se faz uma colecção de canções que vão da declaração de intenções ao humor amargo e quase cruel. Veja-se este video não oficial de Cats&Dogs e o que ela diz:

Cats and dogs are not our friends
They just pretend
They just pretend
It's just emotions we invent
like photographs we put on shelves

E ainda há o fabuloso Home Is Where It Hurts (podia ser um sucedâneo de Larkin) ou Gospel With No Lord ou Katie's Tea...Vêde nos related videos, onde também encontrareis o sublime Les Ex (do disco anterior, se não estou em erro). Claro que amanhã a cantiga irá ser outra.


(não percam os ouaf! ouaf! e miaou miaou lá para o final da canção. Divertimento para toda a família)
«Forward, marcha!»

"E um dos mistérios desta vida é este: quem é o primeiro forwardista? Quem começa essa epidemia imparável, que nos maça a qualquer hora e em qualquer lugar? A minha tese é que se trata de um individuo muito solitário, sem qualquer espécie de vida amorosa, que está escondido mais ou menos a seis quilómetros de Mondim de Basto. Mas admito estar enganado ."

Crónica light, no sítio do costume.

sexta-feira, maio 09, 2008

Chama-se a isto «marketing inteligente»
A partir de 27 de Maio, o Público inicia uma colecção de 20 livros/cd de e sobre Frank Sinatra, por apenas 6,90 euros. E ainda por cima, apenas por mais alguns cêntimos, podemos levar o jornal.
Orson Welles sobre Winston Churchill

Magnífico.
Ontem, oito de Maio, foi um dia para se estar grato. Muito grato.


Celebrou-se em toda a Europa o Victory Day, relembrando a vitória aliada sobre os Nazis.

«This is no war of chieftains or of princes, of dynasties or national ambition; it is a war of peoples and of causes. There are vast numbers, not only in this island but in every land, who will render faithful service in this war but whose names will never be known, whose deeds will never be recorded. This is a war of the Unknown Warriors; but let all strive without failing in faith or in duty, and the dark curse of Hitler will be lifted from our age.». Winston Churchill, 1940.
404
Ok, a malta já se assustou, já se riu, you made your point. Agora volta lá ao teu lugar, se fazes favor.

quinta-feira, maio 08, 2008

Shalom!

Sessenta anos como Nação. Muitos anos de vida.

quarta-feira, maio 07, 2008

Apelo
Haja alguém que me explique a Kate Mehlua. Assim posso passar a odiá-la também com a razão. Obrigado.

domingo, maio 04, 2008

September Of My Years

Uma das melhores canções do Mestre, e uma muito perto do osso deste que vos escreve. Arrepiante e belíssima forma de cantar os dias que passaram. Do álbum homónimo, que deveria ser considerado património da Humanidade. Não faz mal se fecharem os olhos e levitarem.
Inevitável.

Election Night Special, um clássico dos Monty Python.
Em Portugal, a imprensa chamou-lhe «excêntrico».

É o que aqui se chama a quem diz o que sente e pensa e se está nas tinatas para o politicamente correcto. Perfil resumido de Boris Johnson aqui. Eu queria ter um excêntrico destes para poder votar nele.
Faça o que é correcto:
assine aqui, contra o acordo ortográfico.

sexta-feira, maio 02, 2008

London calling!

Boris Johnson, novo mayor londrino (Conservative)

De repente Londres ficou ainda mais correcta.
Já não sei falar de outra coisa
É verdade que Hendry será sempre Hendry, meu caro amigo, mas não posso deixar de concordar com isto, palavra por palavra - no que de resto é um dos melhores textos deste simpático sacana. Na altura em que escrevo isto, a sessão da manhã acabou com um estrepitoso 12-4 para O'Sullivan, que parece imparável (sobretudo agora que não existem chineses para o homem se irritar). Hendry acusou a pressão e perdeu o momentum, com 8 jogos perdidos, alguns com erros evitáveis. Vai ser dificil para o 'Rolls Royce do Snooker' regressar à mesa, mas tudo é possível, sobretudo com o genial temperamento de Ronnie.
Salvaguardadas as devidas distâncias, Hendry é um Pete Sampras do snooker: perfeito em quase todas as tacadas, psicologicamente sólido, curriculo imaculado, handicaps bem disfarçados e um aproveitamento rápido e eficaz de cada jogada, a defender e a atacar. Já O'Sullivan é McEnroe no seu melhor. jogo agressivo, sempre na rede, entre o instinto e o génio, mas mais vulnerável quando diz respeito a manter a cabeça no lugar porque simplesmente se maça. Não se pode levar-lhe a mal, porque o que o que o homem nos dá é o puro prazer dele, o that's entertainment dos torneios de exibição. E ganha, e ganha. Domingo falamos mais e melhor.

terça-feira, abril 29, 2008

A vida é bela
Uma final da Champions que vai ser mais uma jornada da Premier League (de vez em quando sabe bem estar do lado da razão). Stephen Hendry MBE de regresso a si próprio e nas meias-finais do campeonato mundial de snooker. O' Sullivan a bater o recorde de maximum breaks em portentosa exibição, no mesmo evento. A Briosa já sossegada.Em baixo, banda sonora para isto tudo.

quinta-feira, abril 24, 2008

Com este calor colonial, só o mambo nos redime

Bei Mir bist Du Schon,Robin McKelle. E mais um daiquiri para esta mesa, por favor.

quarta-feira, abril 23, 2008

The age of the understatement

Rock de guitarras western, arranjos a la John Barry distraído, tiques do melhor dos sixties: eis os The Last Shadow Puppets, de Alex Turner (Arctic Monkeys) e Miles Kane (The Rascals). Cada vez mais precisamos de dar graças a Sheffield.

(surripiado aqui, um dos meus blogues musicais preferidos)
Mais um candidato a líder do PSD

Mark Selby, depois de eliminado, questiona-se por que terá apenas demorado duas horas e meia numa das tacadas.

O velho Selby já foi despachado e ficou com tempo livre. O problema agora, meus amigos, é que ficam menos ódios de estimação. Enfim, o Junhui ainda mexe (por pouco, 10-9).

terça-feira, abril 22, 2008

Sentimental doppelganger
É entre a tristeza e alguma inveja que digo que está aqui o que eu gostaria de ter escrito. Pior ainda: o que acho que sou.
Complainte du progrés

segunda-feira, abril 21, 2008

Celebremos Maio de 2008!
Mas só o dia 4, onde o trio extraordinário de comentadores que o Eurosport gostaria de ter se não tivesse lá gente melhor irá, para gaúdio e esclarecimento da populaça, dizer tudo sobre a final do Campeonato Mundial de Snooker em directo e em exclusivo. Melhor só fazendo o Ding Junhui chorar. Serviço público, é o que é. Façam favor de seguir as instruções aqui ditadas por este grande senhor do comentarismo nacional e das ex-províncias ultramarinas.
A propósito desta situação...
que certamente eu também vejo com muito bons olhos, é questão de combinar a coisa como deve ser. Tenho três equipas da Ilha nas meias-finais da Champions (pois, pois, não é futebol inglês, é só o que por acaso é jogado na Inglaterra) e pelo menos uma na final, o que significa ter de alugar um quartinho por cima do Hennessy's, onde irei ver os jogos. Mas pelo menos a final não escapa, nem que seja para ver o O'Sullivan fazer quatro breaks de 147 e depois ir-se embora maçado. Pode ser em tua casa?


(adorei o video do Ding Junhui. Por mim, enviava já uma cópia aos monges, para eles verem como um chinês também tem sentimentos)
Obrigado, obrigado...

...a todos quantos saudaram o quinto ano de existência do Tradução Simultânea, quer por e-mail, quer por referência nos seus blogues. Para os que andam nestas vidas e sem nenhuma ordem em particular, agradeço à Carla (que video precioso, meu Deus! Fui logo ouvir o disco),ao José, o Alfredo (que reacendeu a minha paixão de adolescência pela Clare Grogan dos Altered Images), ao sempre amigo e correlegionário MacGuffin,ao educadissimo Diogo (eu não vou falar de futebol, mas Amesterdão?! Goddamn hippie...), à minha querida Kat, ao Rogério «não-tenho-medo-da virginia-woolf» Casanova e last mas meu Deus muitisssimo pouco least, à bela Margot, que está a escrever como uma deusa. Ver-nos-emos por aqui.

sábado, abril 19, 2008

«For black is what I feel in the inside»

Sketch for dawn, Durrutti Column, 1981

sexta-feira, abril 18, 2008

Woodstock, versão correctíssima

quinta-feira, abril 17, 2008

´
I'm not going to teach your boyfriend how to dance with you, Black Kids

segunda-feira, abril 14, 2008

Prufrock

O Tradução Simultânea completa hoje cinco anos de idade.

«I grow old...I shall wear the bottom of my trousers rolled»

sábado, abril 12, 2008

E já que falamos da «minha» Académica...

aqui está crónica apaixonada, escrita há três anos, e publicada agora no sítio do costume. Um bom sítio.
E estamos conversados. Brioooooosa!

sexta-feira, abril 11, 2008

Quantum of solace

Olga Kurylenko

O título mais poético e menos bondiano de todos os Bonds. Já a nova Bond Girl mantém a maravilhosa tradição.
Maya's Day

Nobody does it better, Carly Simon. Grande canção, grande data.

domingo, abril 06, 2008

Auto-retrato, feito por outrém

«Onde gostavas de morrer?»
«Em Veneza, como o Pound.»

E agora como posso escrever um poema
a partir desta história?

Antonello, João Miguel Fernandes Jorge
Azul perfeito
Um pouco de paz, calor e a versão de In the wee small hours of the morning por Oscar Peterson e Ben Webster: assim é fácil pensar que este é um mundo perfeito.

sábado, abril 05, 2008


Count souvenirs, Junior Boys

sexta-feira, abril 04, 2008

Self promoting bastard, 2


«Ah, a Ana Maria: loiríssima, olhos azuis cor do céu, rosto de boneca, bela nos seus oito anos. Todos os rapazes da minha classe estavam apaixonados por ela. Eu, que aos meus oito anos era pedófilo, não era excepção. Mesmo sabendo que por trás daquele ar angelical estava a maior sacaninha do colégio». De Momento infantil (onde estás Ana Maria?), crónica publicada aqui.
«Here's another song about a gender I'll never understand»

Outra vez, sempre!, as extraordinárias turbulências do amor aos vinte e poucos. The Wombats, Kill The Director.(sim estou apanhadinho. «This is no Bridget Jones! This is no Bridget jones!». Grandes letras.)
«She wanted Mary Poppins and I took her to King Lear»
Que verso maravilhoso. Lost in the post, dos The Wombats. Gosto cada vez mais.
Às barricadas!
Nunca pensei viver para ver o dia em que escrever palavras em português com as suas consoantes mudas fosse um acto de resistência. Então só para vocês, acordistas: correcto, facto, hipótese, contracção, contrafacção, fraude. Esta última palavra não é resistência, é a verdade.
Diário de um pessimista
Pois é evidente! Quem me manda a mim ter vislumbres de optimismo e querer assistir a concertos que só vão ter lugar daqui a três meses?

(Zach, pá, ao menos os Tokio Hotel mantiveram a esperança viva até ao último minuto)

quarta-feira, abril 02, 2008

The trouble with me is you

Dedicado a quem gosta de me dar os bons dias.
«If it's not love, than it's the bomb, the bomb, the bomb that will keep us together»

Cinco anos: parabéns! Até parece que não temos nada que fazer, não é? Um beijinho.
Conselhos e filosofia para uso dos jovens, por Oscar Wil...Cliff Richard, Cliff Richard, desculpem.

Bachelor Boy