My personal Optimus Alive!
sexta-feira, julho 11, 2008
No fundo este post é inútil
Andava para aqui com umas ânsias, umas insónias recorrentes por não me apetecer escrever o que seja neste cantinho. Até que houve alguém (uma amiga ex-mulher de outro amigo meu) que me disse em ocasião mais confessional:"No fundo tu e o R. (o ex-marido) são muito parecidos. Têm um grande complexo de donjuanismo, gostam da sedução pela sedução. Quem quiser ser vossa mulher tem de ser várias ao mesmo tempo, para isso poder acontecer. E isso é dificil, é impossivel. As mulheres adoram homens assim porque sabem que eles adoram mulheres. Mas a verdade é que pessoas como vocês acabam sempre sózinhas". Pode não ser bem assim, mas é o que ela vê.
De maneira que rapidamente alinhavei para aqui no moleskine uma passagem de Coetzee sobre os womanizers , as cartas de Byron em que contabilizava as suas conquistas mais alguns versos do seu Don Juan, recortes de ensaios psicanalíticos sobre o fenómeno ou até citações do Don Giovanni de Mozart. Está aqui tudo pronto a sair, mas é a sombra da dúvida sobre aquela solidão que me adivinharam que não me deixa escrever.
segunda-feira, julho 07, 2008
sexta-feira, julho 04, 2008
domingo, junho 29, 2008
terça-feira, junho 24, 2008
No fundo, a única razão de ser e suporte deste blogue
«Amar uma pessoa por aquilo que ela escreve é amá-la por aquilo que ela não é. Amamos sempre os outros por aquilo que nós somos (para eles, às vezes), não por aquilo que os outros são.»
Aqui, claro.
«Amar uma pessoa por aquilo que ela escreve é amá-la por aquilo que ela não é. Amamos sempre os outros por aquilo que nós somos (para eles, às vezes), não por aquilo que os outros são.»
Aqui, claro.
domingo, junho 22, 2008
O jogo
Não sei se repararam (e se não o fizeram só diz bem de vocês, hypocrites lecteurs, mes semblables, mes fréres*) mas este blogue tem-se destacado pela ausência de comentários ao Euro-2008. Não por súbito desinteresse da bola; mas sobretudo porque preferi sofrer com a selecção nacional em privado e reservar o meu blindado scolari-cepticismo para os que me estão próximos. Felizmente, por momentos fui surpreendido; infelizmente no final continuei a ter razão.
Por outro lado é conhecida a minha esquizofrenia anglófila, que muito sofreu com a ausência - merecida, por responsabilidade única de Steve McLaren - da selecção dos Três Leões. Sou português para o bem e para Luiz Felipe Scolari. Mas hoje tinha que quebrar o jejum, porque vi o Itália-Espanha.
Parece-me cada vez mais claro que as regras do futebol foram criadas por oposição àquilo que os italianos jogam. Valdano escrevia há pouco tempo que a a Itália sabe «competir», por contrário a «saber jogar». E francamente isso não me interessa. O futebol é um jogo - aleatório, injusto por definição, falível. Os italianos vêem-no como modalidade. E nisso são os melhores, confesso, o que não impede o bocejo que é o seu futebol.
O jogo de hoje foi exemplar: num campo praticamente de sentido único a «competição« dos transalpinos não lhes serviu de nada. Os espanhóis, não jogando por aí além, esforçaram-se. Os italianos, como sempre, jogaram com apenas metade das regras - aquelas que regem o jogo defensivo. Rubbish.
Nada disto seria importante se na selecção italiana - e nas suas equipas - não pontificassem alguns dos melhores jogadores do planeta. Acreditem que ninguém como eu sentiu a ausência de Pirlo, um dos melhores jogadores que tive a sorte de ver na plenitude dos meus sentidos. Mas oh meu Deus, dia feliz este, em que vão para casa.
A FIFA ou a UEFA deveriam ter uma regra especial para o futebol italiano - deixavam-nas permanecer em torneios até aos quartos-de-final e depois iam para casa, independentemente do resultado ou da «justiça» do jogo. Deus sabe que este último conceito é totalmente desconhecido aos ragazzi. Hoje, curiosamente, houve essa «justiça»; venceu o jogo em vez da competição. Eu sei que é dificil, mas deveria ser sempre assim.
Agora vou rever a Rússia, essa anti-Itália que se claudicar é por falta de experiência.
*Frase vencedora do troféu Baudelaire Metido A Martelo Num Post Sobre Bola 2008.
Não sei se repararam (e se não o fizeram só diz bem de vocês, hypocrites lecteurs, mes semblables, mes fréres*) mas este blogue tem-se destacado pela ausência de comentários ao Euro-2008. Não por súbito desinteresse da bola; mas sobretudo porque preferi sofrer com a selecção nacional em privado e reservar o meu blindado scolari-cepticismo para os que me estão próximos. Felizmente, por momentos fui surpreendido; infelizmente no final continuei a ter razão.
Por outro lado é conhecida a minha esquizofrenia anglófila, que muito sofreu com a ausência - merecida, por responsabilidade única de Steve McLaren - da selecção dos Três Leões. Sou português para o bem e para Luiz Felipe Scolari. Mas hoje tinha que quebrar o jejum, porque vi o Itália-Espanha.
Parece-me cada vez mais claro que as regras do futebol foram criadas por oposição àquilo que os italianos jogam. Valdano escrevia há pouco tempo que a a Itália sabe «competir», por contrário a «saber jogar». E francamente isso não me interessa. O futebol é um jogo - aleatório, injusto por definição, falível. Os italianos vêem-no como modalidade. E nisso são os melhores, confesso, o que não impede o bocejo que é o seu futebol.
O jogo de hoje foi exemplar: num campo praticamente de sentido único a «competição« dos transalpinos não lhes serviu de nada. Os espanhóis, não jogando por aí além, esforçaram-se. Os italianos, como sempre, jogaram com apenas metade das regras - aquelas que regem o jogo defensivo. Rubbish.
Nada disto seria importante se na selecção italiana - e nas suas equipas - não pontificassem alguns dos melhores jogadores do planeta. Acreditem que ninguém como eu sentiu a ausência de Pirlo, um dos melhores jogadores que tive a sorte de ver na plenitude dos meus sentidos. Mas oh meu Deus, dia feliz este, em que vão para casa.
A FIFA ou a UEFA deveriam ter uma regra especial para o futebol italiano - deixavam-nas permanecer em torneios até aos quartos-de-final e depois iam para casa, independentemente do resultado ou da «justiça» do jogo. Deus sabe que este último conceito é totalmente desconhecido aos ragazzi. Hoje, curiosamente, houve essa «justiça»; venceu o jogo em vez da competição. Eu sei que é dificil, mas deveria ser sempre assim.
Agora vou rever a Rússia, essa anti-Itália que se claudicar é por falta de experiência.
*Frase vencedora do troféu Baudelaire Metido A Martelo Num Post Sobre Bola 2008.
quinta-feira, junho 19, 2008
quarta-feira, junho 18, 2008
«I don't need an alibi, I need a fire escape and an open window»
A mais cocaínomana das canções de Lloyd Cole (algumas chaves:"we gave up sleep at the age of 17", "got some traffic yessir in my nose", o famoso "meet me in the john john", entre outros) é também um magnifico manual de aforismos sobre as relações afectivas alienadas e vertiginosas. Um clássico que anunciava a primeira decadência do cantor e autor, que só com Anti-depressant voltou a ter um álbum verdadeiramente à altura.
(esta é a versão censurada, em que Cole teve de modificar versos como «Excuse me a minute whilst I powder my nose» ou em que o «meet me in the john» (vem ter comigo à casa de banho) passou a «Mimi's in the john, John».)
A mais cocaínomana das canções de Lloyd Cole (algumas chaves:"we gave up sleep at the age of 17", "got some traffic yessir in my nose", o famoso "meet me in the john john", entre outros) é também um magnifico manual de aforismos sobre as relações afectivas alienadas e vertiginosas. Um clássico que anunciava a primeira decadência do cantor e autor, que só com Anti-depressant voltou a ter um álbum verdadeiramente à altura.
(esta é a versão censurada, em que Cole teve de modificar versos como «Excuse me a minute whilst I powder my nose» ou em que o «meet me in the john» (vem ter comigo à casa de banho) passou a «Mimi's in the john, John».)

