quarta-feira, junho 11, 2008

A sério, estou tão cansado...
Preocupemo-nos com coisas sérias, sim?
Como as que são divulgadas neste blogue. A luta continua.
Bravocíssimo!



(por mais que tenha visto este filme - e vi -, sempre me surpreenderá a inépcia com que Vergílio Teixeira segura a guitarra, como se fosse um pedaço de pata negra. É uma das melhores piadas da fita)

segunda-feira, junho 09, 2008

À atenção da ASAE
As pessoas das chinelas havaianas voltaram a sair às ruas. Sêde implacáveis.
Tintin no Congo
Às 9.30 da manhã a cidade de Lisboa registava 22ºC de temperatura do ar. Gostava de saber o que o governo tem a dizer sobre esta vergonha.

domingo, junho 08, 2008

Auto-retrato feito por outrem, 2
Um bom jogo da selecção portuguesa no final de um sábado perfeito. Porque, na mesma tarde...

quarta-feira, junho 04, 2008

Duas provas de que Deus existe (e que tem uma direita divina)


(e quem vai ser a próxima nº1, quem é? Mais uma vez, obrigado)
Com o Alto Patrocínio do Instituto Superior Steven Gerrard:






(andamos aqui a brincar ou que é isto?)

terça-feira, junho 03, 2008

segunda-feira, junho 02, 2008

Nietzsche, confissões e televisões
Este acordar da Charlotte trouxe-me memórias pessoais interessantes e inúteis, vontade de dizer coisas e sobretudo um belíssimo motivo para procrastinar gloriosamente.
Para começar, fico sempre com inveja de quem descobre autores numa altura supostamente «tardia», apenas porque normalmente tem-se muito maior gozo com isso. No caso da Carla, Nietzsche, que eu «descobri» aos 16 anos. Ler o Para Além Do Bem E Do Mal com as hormonas em modo milk shake é natural. O filósofo tem um estilo galvanizante, épico e que faz levantar das cadeiras e empunhar bandeiras. Como a Carla bem diz, oscila sem meias-tintas entre a demência e a pura genialidade. Mas isso só fui descobrir muitos anos mais tarde - muito depois de ter gasto toda a minha mesada e poupanças no pavilhão da Guimarães Editores,da Feira do Livro de 1980, onde comprei todos os livros traduzidos. Levei várias vezes o Also Sprach Zaratustra para a praia, onde lia as passagens mais misóginas às minhas amigas, apenas para causar indignação e o contacto físico que se seguia. Havia, nesse outro tempo, uma mistura de força, de triunfo da vontade que se misturava com ídolos e atitudes: Nietzsche, Morrison, Curtis, Baudelaire, Oscar Wilde, o dandismo, Tristan Tzara e Dada. Miraculosamente, tudo fazia sentido, sendo os pressupostos nietzscheanos o ponto comum para estes homens revoltados (o Camus veio explicar tudo a seguir).
Nietzsche, na sua errática obra, é um filósofo quase pop, abandonado a si próprio e muitas vezes mais romântico do que Byron. Com o ainda ligeiro peso dos meus anos, aprendi a separar o que dele prevalece (que é muitíssimo) e a admirar com outros olhos as fontes onde foi beber (Schopenhauer, por exemplo). Mas na altura significava revolta. O meu professor de Filosofia do 10º ano - que sabiamente nos obrigava a levantar sempre que entrava na sala, coisa então já pouco comum mesmo no Liceu Camões - odiava Nietzsche. Era um aristotélico inflexivel, que nos dava as notas em latim (ascendere superius se subiamos a nota, manterius auto-explicativo e um olhar gélido para quem tinha negativa) e desdenhava a ausência de sistema filosófico em Nietzsche. Para um adolescente, isto era uma tentação demasiado forte.
Voltei a pegar agora n'A Origem da Tragédia, como preâmbulo ao Crepúsculo dos Ídolos. O sangue voltou a correr como nessas horas de militância decadentista púbere. Mas com a vantagem de já carregar uma vida e poder reclinar-me num prazer solitário e desafiador.

Depois, há Deadwood. Reconheço desde já a adição e que preciso de ajuda profissional. Estão-se-me a acabar os DVD's. Deadwood e Nietzsche? Claro: um local em que a moral existe como resultado das circunstâncias, em que se assiste a cada minuto que passa de um novo imperativo ético eminentemente descartável é território nietzscheano por excelência. E de Shakespeare, querida Carla: é verdade que o personagem de Al Swearengen é o Super-Homem amoral (e brilhante). Mas confesso que é o shakespereano E.B Farnum que me fascina. Um miserável pau mandado para o mal, mas consciente disso mesmo, com um vocabulário brilhante e o único com direito a solilóquio («Swearengen is the cue...I'm the billiard ball»). Tem também algumas das melhores deixas da série («A gutter-mouth and an opium-stupored widow: a conversation for the ages!»).Enfim, fiquemos para já por aqui: há outro episódio para ver.
Na noite de 1 de Junho, a emissão da SIC ofereceu interessantes problemas de Filosofia da Moral
Por exemplo: como foi possível conciliar de boa-fé um programa de solidariedade social com o decote da Luciana Abreu?

sexta-feira, maio 30, 2008

It's Friday I'm in love, 2

Helena Christensen (aqui maravilhosamente filmada por Bruce Weber para o clip de Wicked Game)

quinta-feira, maio 29, 2008


Breaking News: Series Of Concentric Circles Emanating From Glowing Red Dot
«I'ts chaos here and...»
«Yes. Do you see any red concentric circles?»

The Onion. What else?
Fifty ways to love your liver(uno)
Aqui Rádio Madrugada, #1

Talvez uma das 30 melhores canções do mundo (and oh so true...). E atenção ao sr. Gadd na bateria.

quarta-feira, maio 28, 2008

Guillemots exclusive performance for MySpace

Falling out of reach
Woody Allen no Dean Martin Show

«My parents did not loved me when I was younger. They bronzed my baby shoes with my feet still in them».

terça-feira, maio 27, 2008

Alfredo Saramago
No domingo, chegado de fim-de-semana, soube tarde e a más horas (serão sempre más, estas horas) da morte de Alfredo Saramago, amigo e meu director na Epicur. Mas na noite de ontem, num conhecido restaurante lisboeta onde costuma jantar o outro Saramago e onde para variar é proibido fumar, pude enfim despedir-me como deve ser: com a aquiescência do proprietário acendi um Partagas nº4 série D. E a dulcissima duração dessa prevaricação, acompanhada com uma extraordinária aguardente, devolveu-me as horas de conversa lenta e cintilante, a cumplicidade na sabedoria do incorrecto, os elogios demorados e sinceros a todas as mulheres, o riso português que ecoou ao meu lado nos fiordes da Noruega.
Quando por fim o charuto se apagou, o meu último abraço estava mais do que dado e - tenho a certeza - retribuído.
Diz-me então quem és
Minha querida, estes testes valem o que valem e estão longe de desenvolverem conceitos socráticos de auto-conhecimento. Por exemplo, é verdade que gosto bastante de Bentham e Mills, o que faria de mim um utilitarista. O que o teste não diz é que sou Utilitarista com ascendente em Touro.