sábado, abril 05, 2008


Count souvenirs, Junior Boys

sexta-feira, abril 04, 2008

Self promoting bastard, 2


«Ah, a Ana Maria: loiríssima, olhos azuis cor do céu, rosto de boneca, bela nos seus oito anos. Todos os rapazes da minha classe estavam apaixonados por ela. Eu, que aos meus oito anos era pedófilo, não era excepção. Mesmo sabendo que por trás daquele ar angelical estava a maior sacaninha do colégio». De Momento infantil (onde estás Ana Maria?), crónica publicada aqui.
«Here's another song about a gender I'll never understand»

Outra vez, sempre!, as extraordinárias turbulências do amor aos vinte e poucos. The Wombats, Kill The Director.(sim estou apanhadinho. «This is no Bridget Jones! This is no Bridget jones!». Grandes letras.)
«She wanted Mary Poppins and I took her to King Lear»
Que verso maravilhoso. Lost in the post, dos The Wombats. Gosto cada vez mais.
Às barricadas!
Nunca pensei viver para ver o dia em que escrever palavras em português com as suas consoantes mudas fosse um acto de resistência. Então só para vocês, acordistas: correcto, facto, hipótese, contracção, contrafacção, fraude. Esta última palavra não é resistência, é a verdade.
Diário de um pessimista
Pois é evidente! Quem me manda a mim ter vislumbres de optimismo e querer assistir a concertos que só vão ter lugar daqui a três meses?

(Zach, pá, ao menos os Tokio Hotel mantiveram a esperança viva até ao último minuto)

quarta-feira, abril 02, 2008

The trouble with me is you

Dedicado a quem gosta de me dar os bons dias.
«If it's not love, than it's the bomb, the bomb, the bomb that will keep us together»

Cinco anos: parabéns! Até parece que não temos nada que fazer, não é? Um beijinho.
Conselhos e filosofia para uso dos jovens, por Oscar Wil...Cliff Richard, Cliff Richard, desculpem.

Bachelor Boy
O Gmail, esse culture snob,
que me envia para spam as coisas verdadeiramente importantes:

terça-feira, abril 01, 2008

Jazz!

Mel Tormé, mr. Velvet Fog himself, mostra como uma voz de barítono suave e afinadíssima se estende e encolhe na perfeição nas águas do melhor jazz. Absolutamente imaculado (até pela alusão certeira a I've Got The world On A String)

segunda-feira, março 31, 2008

sábado, março 29, 2008

Self promoting bastard, 1
«Queria falar de amor», crónica aqui.
Criei um monstro
Num espaço de semanas adquiri bilhetes para dois acontecimentos que vão ter lugar em datas remotas (leia-se «mais do que depois de amanhã»): 11 de Maio (The National) e 27 de Julho (Beirut). Receio estar a transformar-me num optimista.

sexta-feira, março 28, 2008

«Too many lovers in a lifetime ain't good for you». Agora é que me dizes?

Lindo. Se bem que só por vergonha não coloco os falsetes e peitos abertos com o medalhão astrológico do original. Enfim, grande canção, daquelas que queremos dizer a quem merece. E é isso.

quinta-feira, março 27, 2008

«Doctor say 'must be some kind of angel'»
Filantropo anónimo doa 200 rins humanos ao hospital. The onion no seu melhor.


(reparai nas legendas e na última notícia:«Three people are dead after a grenade-eating contest goes wrong». Maravilhoso.)
Não queria falar do jogo de ontem...
Mas tem de ser. A jogar com um ponta-de-lança, um homem cansado numa das alas (se bem que merecesse lá estar por direito próprio, ovacionado que foi por todo o estádio em pé) e atitude defensiva não se vai lá. Na segunda parte a coisa melhorou, com dois avançados. Só perderam por infelicidade. Eu não gosto nada do seleccionador nem do que ele representa, mas se é o que temos, vamos em frente e encontre-se soluções.

Falo, evidentemente, do França,1 - Inglaterra, 0.

quarta-feira, março 26, 2008

segunda-feira, março 24, 2008

«Do geese see god?»

A propósito da vinda de Dylan a Portugal, uma brilhante paródia de Weird Al Yankovic à canção e histórico video de Subterranean Homesick Blues. A letra é inteiramente concebida em palíndromos (beat that, Casanova!)

(o original pode ser visto aqui)

domingo, março 23, 2008

Agita-se o mercado de transferências
Depois de intensissimas negociações, em que os responsáveis do blogue recusavam-se a aceitar as chorudas somas que lhes oferecia para lá escrever, tudo chegou a bom porto. Aos sábados, croniqueta aqui, em excelente companhia. Pelo menos sempre afasto as crianças da internet. Visitai, por favor.
As canções, essas meretrizes.
«Porque Teu é o poder e a glória, para sempre.»

Ressurreição, Piero della Francesca

sábado, março 22, 2008


Et incarnatus est - cruxifixus. Johann Sebastian Bach

quinta-feira, março 20, 2008

Estava mesmo a ir-me embora quando...

leio o excelente post do meu velho amigo e old boy da alma mater, José, o Alfredo. É preciso escolher um lado, e este também é o meu. Apenas que à «tolerância» prefiro o «respeito».

(também publicado, com variantes na minha outra casa)
Tomé, um dos Doze, a quem chamavam o Gémeo, não estava com eles quando Jesus veio. Diziam-lhe os outros discípulos: "Vimos o Senhor!". Mas ele respondeu-lhes: "Se eu não vir o sinal dos pregos nas suas mãos e não meter o meu dedo nesse sinal dos pregos e a minha mão no seu peito, não acredito".
Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez dentro de casa e Tomé com eles. Estando as portas fechadas, Jesus veio, pôs-se no meio deles e disse: "A paz seja convosco!". Depois disse a Tomé:"Olha as minhas mãos: chega cá o teu dedo! Estende a tua mão e põe-na no meu peito. E não sejas incrédulo, mas fiel.".
Tomé respondeu-lhe:"Meu Senhor e meu Deus!". Disse-lhe Jesus: "Porque me viste, acreditaste. Felizes os que crêem sem terem visto!"

Jo, 20, 24-29

Uma Santa Páscoa para todos.

terça-feira, março 18, 2008

Sabeis o que é uma Mulher?

Fever, Rita Moreno
Sabeis o que é um Homem ?

En esta tarde gris, Julio Sosa

«...en su ripiquetear la lluvia habla de ti»

segunda-feira, março 17, 2008

«I see green people»


Ah,Emerald Isle, so much to answer for... Happy St. Paddy's!

domingo, março 16, 2008

Sinfest


Absolutamente brilhante. Clicar para aumentar.

Mais, aqui.
«Under Barack Obama»

O que aconteceria aqui no burgo se alguém pensasse sequer num sketch semelhante com dois candidatos à presidência? Ou acontecia?

A partir de Umbrella, de Rihanna

sábado, março 15, 2008

Late night bar philosophers, nº25

- Mas eu entendo essa coisa de regressar a quem se ama. É como voltar a casa, reconhecer o que sempre lá esteve.

- Errado. É aceitar o que se perdeu na ausência.
Coisas que vão ganhar imenso com a ratificação do acordo ortográfico.

«Grande desaventura foi a que me fez ser triste, ou por aventura a que me fez ser leda! Depois que eu vi tantas cousas trocadas por outras, e o prazer feito mágoa maior, a tanta tristeza cheguei, que mais me pesava do bem que tive do que do mal que tinha.»

Menina e moça, Bernardim Ribeiro

sexta-feira, março 14, 2008

Eu não queria voltar ao assunto, Carla, mas por outro lado também colocaste um video «querido» de gatinhos e isso não pode ficar sem castigo.
Pode ser que seja eu que esteja com um déficit de compreensão (não seria a primeira vez); mas o que me espantou neste texto - muito bom e melhor ainda, com razão - é o exemplo que dás para justificar a tua tese: uma das canções mais amorais e divertidas do Cole Porter, que tem tudo menos a ver com o amor ao pai biológico mas sim ao sugar-daddy: o homem mais velho, rico e casado que sustenta a amante mais nova e invariavelmente mais bonita do que a mulher do homem. Ora isto faz tudo de uma filha menos ser boa em relação a um progenitor que a gosta de ver com comportamentos exemplares à beira do celibato religioso." I simply couldn't be bad", canta a Marylin depois de flirtar descaradamente com rapazes bonitos, da sua idade mas, infelizmente - pobres. E daí o seu «amor» ao «daddy»:«C'os my daddy, he treats me so well». Um maroto, este Porter. Onde cabe aqui o teu romantismo é que assim de repente...do explain, there's an angel.



(e mais um video de gatinhos e é a guerra)

quinta-feira, março 13, 2008

Nazi disco fever 2 (the Carlos Castro Mix)
Sherlock goes musical


Para a querida Carla, que tem de me explicar se é por ironia perversa (not her style) ou ingenuidade que acha que My heart belongs to daddy é uma declaração de amor ao progenitor (fora isso, like the man said, tudo bem.)

quarta-feira, março 12, 2008

Amigo Tiago,
só por causa disso já peguei nos meus livros outra vez. E é espantoso o tom de porteira bem informada da Kelley.


(a escolha para a melhor e pior capa da Time pode ser feita aqui. Não acho que esta seja a melhor - apenas a que mais me doeu)

segunda-feira, março 10, 2008

For your ears only

sexta-feira, março 07, 2008

Nazi disco fever!

Mel Brooks. Who else?

quarta-feira, março 05, 2008

Parabéns!
Um dia falamos do meu catolicismo à Graham Greene e da subestimada importância de Eddie Van Halen .Por enquanto, continua a escrever, que eu sou fiel.

segunda-feira, março 03, 2008

And Wittgenstein was a beery swine who was just as schloshed as Schlegel.



Para a Tatiana, pelo seu regresso mais do que desejado.
«You've lost that lovin' feeling»
Quer-me parecer que sempre houve alguma injustiça na apreciação deste fabuloso duo: os Righteous Brothers foram rersponsáveis por canções enormes como este You've Lost That Lovin' Feeling ou o extraordinário Unchained Melody, que infelizmente se estragou um pouco quando serviu de banda sonora a uma das mais pirosas (e icónicas) cenas de cinema - quando o fantasma de Patrick Swayze molda um jarro com Demi Moore. Mas a canção é tão boa que sobreviveu. Harmonias vocais perfeitas, copiadas pelos Beach Boys e Beatles e letras e melodias muito boas tornam os irmãos figuras a lembrar. Ou a prestar tributo engraçado, como o fez Eric Idle quando criou os Self-Righteous Brothers, cantores moralistas. Apreciem.

terça-feira, fevereiro 26, 2008

Irritado, irritado vos digo:

o verdadeiro culpado da decadência da indústria discográfica não é a internet, é a p*** deste invólucro apertado do CD.
Párem as máquinas:

A&E

Seventh Tree, Goldfrapp. Grande disco.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

"I wish I was James Bond, just for the day"

James Bond, Scouting For Girls

Os óscares, e os filmes, e os actores e actrizes e as mensagens e os argumentos mais ou menos bilhantes...Mas no fim do dia, é isto que fica.

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Em modo repeat, pelo menos até me fartar
Elvis Ain't Dead, Scouting For Girls

«I wish he was gay!». Pop, pop do melhor e à descarada. Puro prazer.
Eu tinha escrito «provavelmente»
no post mesmo aqui em baixo. Mas já lá cantava o outro, «there's always someone, somewhere, with a big nose who knows» e a coisa correu-me mal. Neste caso foi o meu bom amigo Diogo aka o Torgal que resolveu estragar a festa. Leia-se:

«Na saudosa época de 1969/70, quando ainda mandávamos nesta porra toda, 'uma moeda ao ar decidiu a favor do Celtic, no Estádio da Luz, a passagem à segunda eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus. Golos de Tommy Gemmell, Willie Wallace e Harry Hood deram expressão ao triunfo de 3-0 do Celtic na primeira mão, em Glasgow, mas o Benfica ganhou em Lisboa pelo mesmo resultado, com golos de Eusébio (=Deus), Jaime Graça e Diamantino Costa. A moeda ao ar colocou o Celtic na fase seguinte da prova, onde o clube escocês chegaria à final, perdida depois perante o Feyenoord, por 2-1'».

É evidente que se trata de um pobre diabo benfiquista, e só por esse facto merece simpatia. A época referida foi particularmente maçadora para a Académica, que depois de uma final da Taça perdida para a Luz perdeu o campeonato para Eusébio, ficando em segundo lugar. (Estou a falar de cor, se houver alguém para me corrigir melhor).
E pronto, afinal há dois clubes que foram eliminados por moeda ao ar. Big deal. Não me retira a snobeira. E no caso do Benfica actual, até acho que a decisão de jogos por moeda ao ar aumentaria as suas hipóteses de vitória em cinquenta por cento.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Do que é realmente importante:


BRIOOOOOOOSAAAAAA!


(onde se pode confirmar que a Académica é provavelmente o único clube português a ter sido eliminado de uma competição europeia por moeda ao ar. As outras agremiações mais jovens que nos perdoem, mas não somos snobs por acaso)
A aparição, este ano, é mais cedo.
Dois dias: The National na Aula Magna, 11 de Maio de 2008.

(ainda acabo a acreditar no Barack Sócrates: yes we can)

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Mas quais Kosovo, quais cheias
O que aconteceu de relevante este Domingo foi isto:

Dos arquivos do Tradução Simultânea:

"DO AUTOR DESTE BLOGUE COMO UM SUPERFICIAL Gosto de ler palavras que mostram burilação, polimento sem o mostrarem. Gosto de ler quem sabe escrever o indizível, ou o que fica por dizer. Gosto enfim, de «depuração» na escrita. Mas quase sempre prefiro ver uma mulher com um vestido bem escolhido."
(Junho de 2005)
Um homem, uma verdade.

Cash, God's gonna Cut You Down.




(e como passatempo de bónus, sempre podem ir identificando o all-star cast do vídeo. De nada)

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

To whom it may concern:
Living by numbers

O 2/14 é o 9/11 do romance.

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

O autor do blogue antecipa a efeméride do «Dia dos Namorados», data que lhe é tão querida e tão portuguesa:

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Apoio incondicional, 2
Apoio incondicional, 1
Caso não tenham percebido a piada elaboradíssima do Nespresso do post abaixo, mais uma vez declaro com toda a relevância e solenidade que deve neste momento por a América a tremer: este é o homem. John McCain, Republicano, conservador e patriota, o único capaz de suster o impeto ignorante dos fanáticos religiosos de direita e ao mesmo tempo compreender por direito próprio o que diabo aocnteceu no Iraque. Eu sei que estou a ser simplista, mas não sou o Andrew Sullivan e neste blogue, como se sabe, procrastina-se. Este é o ano de McCain. Não vejo como a América poderá escolher um dos candidatos democratas. um, cujo discurso oscila entre uns aforismos a la kennedy e um livro de auto-ajuda; outra cuja ambição se confunde com rancor e ausencia de programa. E fica dito, sim?

McCain, circa 1974

domingo, fevereiro 10, 2008

"Sonhos que sonhei, onde estão?"

Provavelmente o maior standard da música nacional: grande letra, formato de canção clássico (com verse de introdução, à americana), uma dupla de autores com entendimento perfeito - Nóbrega e Sousa e Jerónimo Bragança. É também das mais bonitas formas de melancolia portuguesa que conheço.

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Eu que não me comovo por tudo e por nada
e muito menos com um disco do Vitorino com poemas do Lobo Antunes, devo dizer que fiquei com a lagrimita no olho com este post do maradona. Primeiro porque pela primeira vez analisa tudo correctamente, faz a analogia perfeita e não rapa de nenhum analista do país que ele gosta de infernizar. A sua comparação Ronaldo/Rooney é tão válida para aqui como para o CAN, ganhe quem ganhar. Está tudo tão perfeito que morri de inveja. Mas a cereja no topo do bolo está, paradoxalmente, aqui em baixo: o video que eu podia ter descoberto mas não fui capaz, colocou-o ele. E dedicou-me. É destas coisas que são feitos os homens a valer. Umas cervejinhas no British, à minha conta, meu amigo.
Como o Nespresso

...what else?

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

"I have seen the future, it is murder"
Leonard Cohen: Future

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Give me back my broken night
my mirrored room, my secret life
it's lonely here,
there's no one left to torture

domingo, fevereiro 03, 2008

Domingo, chuva.


But when the melancholy fit shall fall
Sudden from heaven like a weeping cloud,
That fosters the droop-headed flowers all,
And hides the green hill in an April shroud;
Then glut thy sorrow on a morning rose,
Or on the rainbow of the salt sand-wave,
Or on the wealth of globed peonies;
Or if thy mistress some rich anger shows,
Emprison her soft hand, and let her rave,
And feed deep, deep upon her peerless eyes.


Ode to melancholy, John Keats (stanza II)

terça-feira, janeiro 29, 2008

Quando a arte imita a vida

não me aborrece. Assusta-me quando imita a minha (nem sempre, felizmente).

sábado, janeiro 26, 2008

Obrigado, Ana.

O dia vai chegar.

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Talking 'bout my girl (my girl)

Num universo do circuito profissional do ténis feminino, em que as campeãs acumulam com insuspeito à-vontade os courts e as passerelles (cf. Sharapova, Kirilenko ou Hantuchova), o que se assistiu hoje de madrugada foi um regresso ao ténis emotivo e determinado. A vitória de Ana Ivanovic sobre Venus Williams foi dos encontros que mais prazer me deu nos últimos tempos. É certo que tenho um parti-pris contra o ténis de Williams (ainda assim mais ágil e elegante do que o da irmã), mas reconheço na jogadora uma vontade de vencer e uma velocidade em court como não vejo em mais ninguém.Williams jogou cansada, mas uma leoa ferida é normalmente ainda mais perigosa. Ivanovic, por outro lado, é a jogadora de topo que mais aprendeu. A sua direita continua demolidora, mas a esquerda - o seu maior handicap - está afiada, e tem um controlo de bola para as pancadas mais técnicas (drop shots, amorties quase do fundo do court)que faria inveja aos jogadores sul-americanos. Mas na realidade o que ontem mais se notou foi a elasticidade em campo, a rapidez à procura da bola, a chegfada em tempo perfeito com a raquete. Para uma jogadora que ainda no ano passado tinha uma das piores posturas em court, com esquerdas a duas mãos dadas com a raquete em frente do corpo, a evolução foi notável.
E depois, para além de tudo, junta o que não se via desde Hingis: emotividade, sorrisos e amuos misturados com uma vontade férrea de ganhar. Não sei se Ana irá vencer o Open de Austrália (gostava que sim), mas a vitória pessoal já é enorme.
Ah sim, e é muito bonita, que no fundo era o que eu vinha dizer.

domingo, janeiro 20, 2008

Madrid, algumas impressões

quinta-feira, janeiro 17, 2008


Estarei aqui nas próximas horas. A ver se Madrid ainda me mata.

segunda-feira, janeiro 14, 2008

Stephen Hendry, MBE

Claro que neste Masters é imperativo torcer por Ronnie O'Sullivan, o mais genial jogador (para o que há de bom e de mau)da actualidade Mas o meu coração estará sempre com Hendry, campeoníssimo e mestre entre os mestres, Membro do Império Britãnico e justamente apelidado d' O Rolls Royce do Snooker. Reparem como ele faz parecer um break de 147(o máximo possível de pontos) uma coisa que nós podemos fazer ali no café.

sábado, janeiro 12, 2008

Catita.
Provavelmente esta foi das mais agradáveis surpresas que o final de 2007 me reservou: um convite para uma anteestreia de uma série televisiva chamada Mundo Catita, num cinema São Jorge apinhado de amigos. Protagonista: Manuel João Vieira, as himself. Escrito e realizado por João Leitão e Filipe Melo (que conheço melhor pela sua excelência como pianista de jazz), Um Mundo Catita é assumidamente Larry David meets João César Monteiro. Com o universo luso-kitsch dos Irmãos Catita em fundo, a interpretação e MJV é notável, bem como o ritmo e a graça dos guiões. O trailer pouco diz, mas é melhor que nada.
Tipicamente, nenhuma estação comprou ainda a série.

quarta-feira, janeiro 09, 2008

Algo me diz que por influência do Senhor Comentador,
há esta parte de uma entrevista de Carlos Vaz Marques a Horacio Ferrer que não me sai da cabeça, de linda que é. De cor, lembro:
"Quando tinha 10, 11 anos", conta o tanguero, " ia com o meu tio, um excelente guitarrista de tango, passear à noite pelos cafés de Buenos Aires, onde se cantava e dançava tango. Cabarets nunca, não me deixava. Até que uma noite passamos à porta de um cabaret e pergunto ao meu tio o que eram aquelas luzes. 'Um cabaret', respondeu. E o que fazem lá? 'Bom, as pessoas vão para lá beber e dançar. Há vários cantores, uma grande orquestra, e muitas senhoras bem vestidas e muito bonitas sentadas perto do cenário'.
E o que fazem essas senhoras, tio?
'Tecem.'.
'Tecem? Tecem o quê?'
'Sueños imposibles, suenõs imposibles'.

terça-feira, janeiro 08, 2008

Era só o que faltava
Todos os dias úteis, seja lá isso o que for, e pouco antes das sete da tarde, o senhor Comentador salva o mundo e endireita o país, a partir da Antena 1. Para aqueles que, como eu, precisam de ouvir umas verdades e nem sempre podem estar à espreita na rádio, o Senhor Comentador foi magnânime e fixou os seus truísmos na blogosfera. A Nação, e este cidadão em particular, agradece.

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Home

Sometimes is not so sad.

quinta-feira, dezembro 27, 2007

Onde se dá conta que o ano de 2007 concordou em muito com o senhor Dickens; seguido de balanços fúteis e egocêntricos muito do agrado dos leitores.

"It was the best of times, it was the worst of times": nunca um dos mais famosos inícios da literatura coincidiu tanto, de um ponto e vista pessoal, com o ano que agora definha. E atenção, que isto não é bom. É sempre perigoso quando a arte se plasma à vida, aos dias que passam. Tende-se a julgar que uma é a outra e como resultado esteticizamos o quotidiano ou, o que é pior, passamos a ler com gosto os neo-realistas. Mas divago.
Foi um ano de grandes perdas, muito próximas; e de grandes esperanças também, daquelas que julgamos perdidas para sempre num qualquer passo mal medido. Foi um ano de luta, de falhanços constantes e nem sempre melhores, de confirmações da natureza humana, de incredulidade perante o facto de afinal caber sempre mais alguém no condomínio privadíssimo dos afectos. Foi o melhor, o pior dos tempos. E assim será, outras vezes: chama-se a isso viver.


Ao que interessa:




e


e outra vez todos de Sinatra.

Nos livros (lidos em 2007, atenção),
O mal no pensamento moderno, de Susan Neiman;
Diary of a bad year, JM Coetzee
What's left, Nick Cohen
Os despojos da Aliança, Pedro Aires Oliveira

Concerto:

Rufus Wainwright no Coliseu de Lisboa

Blogues
Este e os do costume: Tiago Galvão (com a sua intrigante definição de pessoas de sucesso), Pedro Mexia, Pedro Lomba, Tiago Cavaco, Carla, Lourenço Cordeiro, Rogério Casanova, o "meu" 31, a Laura, as meninas das Conversas de Guardanapo, a Mónica "Mônica", longe no Leblon, maradona e as batalhas sobre a supremacia britânica entre bichos estranhos, o Francisco José Viegas,a rainha Margot e seus confettis, a Kat sem tabus mas com vegetais, Miss Pearls, Corta-Fitas e outros tantos que de momento não me lembro.

Personalidade do ano:
o anónimo dos comentários.

A todos, obrigado. A ver se aguentamos 2008. Bom Ano Novo.

quarta-feira, dezembro 26, 2007

Oscar Peterson (1925-2007)

Saudai o Mestre.

quarta-feira, dezembro 19, 2007

segunda-feira, dezembro 17, 2007


Interrompe-se aqui o blogue por motivos natalícios. De regresso dia 26 (ou antes, se o maradona resolver falar bem de Fabio Capello). Um bom Natal para todos.

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Eu não diria bem assim, mas é muito muito bom

«We invented football. Then made the mistake of teaching it to the rest of the world, who - not being English - missed the point entirely.Football in its purest, English, form is a joyous game of kick and rush with shouting and smoking. The rot started with the Scots, who invented passing. And since then every non-English nation on the planet has felt free to produce its own ethereal, acrobatic and even artistic version of a game that was never designed to be beautiful.Our mistake was to try to play the foreigners at their version of our sport - culminating in the disastrous decision in 1950 to enter the World Cup, a competition clearly biased in favour of those teams that are best, rather than most English.»

Morrissey sobre o futebol inglês, ao Guardian. Links e comentários brilhantes no local onde o descobri.
Autora, precisa-se
Agora que se livrou disso, não quer ocupar a minha posição aqui na loja, não ?


(a sério, a sério: estou zangado. Zango-me quando as coisas de que gosto desaparecem)
O maradona é uma pessoa coerente
como eu gostaria de ser. E perspicaz, quando diz que sou um superficial (embora profundamente superficial). Este post, ao contrário das diatribes que costuma fazer ao futebol inglês e em que confunde o arbusto com as sequóias (o «jogo» com tudo o resto a ele associado só na Grã-Bretanha) - e invoca em seu favor os certeirissimos analistas, hum, ingleses, este post, verberava eu, é brilhante e tem razão. Eu posso ser católico «praticante», ele é o verdadeiro católico - o que não precisa do praticante por definição. Ele é um guerrilheiro dos acordos desde a primeira letra. Ou, citando o próprio, dos «acórdos». E com isto não se discute, pá.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Regresso ao mundo perfeito

They Can't Take That Away From Me, George& Ira Gershwin
Late night bar philosophers, nº17
Mesmo com a sala apinhada e uma vozearia inconcebível, percebeu claramente o que ela lhe disse:«Mente-me, para que possa voltar a acreditar-te»
The ghost of Christmas future

Teaser para o Extras especial de Natal. Já mencionei aqui que Ricky Gervais é o melhor que aconteceu ao humor depois dos Monty Python? Ah, desculpem.

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Este blogue é CONTRA a ratificação do Acordo Ortográfico. Agora como em 1990, quando ainda nem existia.

sexta-feira, novembro 30, 2007

This is a video statement for the weekend

Sonny Rollins, My One And Only Love

quinta-feira, novembro 29, 2007

A propósito do título de post abaixo, o autor revela como vampiriza bons versos de boas canções

«The saddest thing I've ever seen was smokers outside the hospital doors»
Uma das coisas mais tristes que vi *
Numa montra atafulhada de uma papelaria em Campo de Ourique, no meio de enfeites baratos de Natal e brinquedos gastos made in China, um jogo de gamão, com a inscrição na caixa:«O jogo de estratégia mais elitista do mundo».

* ou mais ridicula, ainda não me decidi.

domingo, novembro 25, 2007

«Oh distance has no way of making love understandable»

Wilco, Radio Cure

sexta-feira, novembro 23, 2007

Por que gosto de raparigas (razão nº 234559, alínea c)

Au Revoir Simone, Sad Song

(e vão estar em Portugal, pasmai)

quinta-feira, novembro 22, 2007

Podia ser Ian Curtis

Talvez não saibas que o amor,
Apesar das suas leis,
Desnorteia os corações;
- Complicadissíma teia
Onde se perde o bom senso
E as mais sagradas razões.

(in Complicadíssima teia, António Botto)
Eu hoje acordei um hooligan...

E como tal é bem possivel que passe por aqui e parta isso tudo. Eu avisei.

(o que me chateia é que o gajo tem toda a razão, embora só no último paragrafo. Mas é um a mais, é um a mais!)
«There'll always be an England»


«There'll always be an England,
And England shall be free
If England means as much to you
As England means to me.»

(eu vi o jogo. Primeira parte desastrosa, McLaren teimoso como Scolari; segunda parte épica e jogo perdido à portuguesa. E é tudo o que quero dizer. Aconselho amigos e inimigos a tocarem este delicado assunto com a atitude do porco-espinho quando faz amor: com muito cuidadinho)

terça-feira, novembro 20, 2007

Finalmente a chuva
E mais um pretexto para se oferecer baladas a quem mais se ama.

quinta-feira, novembro 15, 2007

Queria apenas reforçar o post abaixo. Obrigado.

quarta-feira, novembro 14, 2007

«It's Sinatra's world. We just live in it"

Quem frequenta esta casa sabe bem o que o pobre autor deste blogue pensa de Frank Sinatra. E se não sabe eu digo: Sinatra é o nadador-salvador das almas à toa, o professor da arte perdida de viver.
E agora é outra coisa: é o elo perdido das amizades virtuais e das cumplicidades que nesta coisa se encontram. Por isso, tenho (já que o autor do blogue c'est moi) ainda que agradecer ao Mestre o ter encontrado parceira para pequenas marginalidades on the rocks e um pouco de álegre aproveitamento do ócio a que temos direito. Se antes já achava que a minha consócia e co-fundadora do clube acima descrito era um bocadinho de alguém que eu gostaria de ser, agora isso já não vale a pena, porque de certa maneira já somos. Façam o favor de se inscrever, ó gente de bom gosto, ó pagãos que ainda vislumbram a salvação. Responderemos a todos.

You only live once, and the way I live, once is enough.
Francis Albert Sinatra

segunda-feira, novembro 12, 2007

O que irá resistir ao tempo

The National, Apartment Story
«Eh pá, deixa-me abrir contigo», «vai beijar o homem-bomba»

Lamento, mas este blogue nunca gostou e dificilmente gostará de Jorge Palma. Marginais, só os de smoking.
Dias de culto


Depois de Control, de Anton Corbijn. Perceber onde tudo começa, onde tudo acaba.

sexta-feira, novembro 09, 2007

LXXI

No longer mourn for me when I am dead
Than you shall hear the surly sullen bell
Give warning to the world that I am fled
From this vile world with vilest worms to dwell:
Nay, if you read this line, remember not
The hand that writ it, for I love you so,
That I in your sweet thoughts would be forgot,
If thinking on me then should make you woe.
O! if, I say, you look upon this verse,
When I perhaps compounded am with clay,
Do not so much as my poor name rehearse;
But let your love even with my life decay;
Lest the wise world should look into your moan,
And mock you with me after I am gone.


William Shakespeare
Crying men



Fotografias de Sam Taylor-Wood. Estupendo.(descoberto aqui, via Ricardo)

sexta-feira, novembro 02, 2007

Então agora assuntos sérios:
a célebre corrente 161, que me foi gentilmente inoculada por esta senhora e este cavalheiro. A quinta frase da página 161 de um livro que ando a ler e que me está mais geograficamente acessvel as I write é

«His eyes were heavy and dull, with a film of moisture across them and a rim of white along the lower lids»

Acredite-se ou não, é retirado do excelente Michael Palin Diaries: 1969-1979, The Python Years. É preciso gostar do registo diarístico, como eu gosto. O livro mostra, entre outras coisas, as diferentes personalidades dos Monty Python (o conciliador e pau-para -toda-a-obra Palin, o diligente e desconfiado Terry Jones, o hedonista e alcoolico atormentado Graham Chapman, o brilhante mas cauteloso Eric Idle, o perfeccionismo patológico de John Cleese, a inesperada empatia [do meu ponto de vista] de Terry Gilliam. Pelo meio há histórias familiares, episódios delirantes, diálogos ouvidos em vários lugares que são praticamente sketches, a Inglaterra dos anos 70, o clima de medo pelos atentados constantes do IRA,a relação com o sucesso e sobretudo - onde me encontro agora - o choque cultural com os Estados Unidos. Adoro o episódio em que os Python conhecem Leonard Bernstein sob os flashes de dezenas de fotógrafos e o vaidosissimo Bernstein pede a Cleese e Idle para fazerem ali parte de um sketch. Resposta imediata de Idle:
« Claro que sim, desde que nos cante um bocadinho de Beethoven»
A frase citada refere-se ao pai de Palin, que sofria de Parkinson.
Causas fracturantes
Há muito tempo que a caixa de mail não estava tão cheia, com conhecidos e anónimos a responderem com prontidão ao meu apelo desesperado: a morena da bola na RTP, quem é?
É esta: Inês Gonçalves, que se coloca aqui para gáudio geral. Admiro sinceramente as qualidades da moça e não o digo ironicamente. Ah, fale-se de bola ou raparigas ou uma relação entre as duas e, olhai!, o povo mobiliza-se. É tão bonito.

Inês Gonçalves at work. Os vossos aplausos.