sábado, março 15, 2008

Late night bar philosophers, nº25

- Mas eu entendo essa coisa de regressar a quem se ama. É como voltar a casa, reconhecer o que sempre lá esteve.

- Errado. É aceitar o que se perdeu na ausência.
Coisas que vão ganhar imenso com a ratificação do acordo ortográfico.

«Grande desaventura foi a que me fez ser triste, ou por aventura a que me fez ser leda! Depois que eu vi tantas cousas trocadas por outras, e o prazer feito mágoa maior, a tanta tristeza cheguei, que mais me pesava do bem que tive do que do mal que tinha.»

Menina e moça, Bernardim Ribeiro

sexta-feira, março 14, 2008

Eu não queria voltar ao assunto, Carla, mas por outro lado também colocaste um video «querido» de gatinhos e isso não pode ficar sem castigo.
Pode ser que seja eu que esteja com um déficit de compreensão (não seria a primeira vez); mas o que me espantou neste texto - muito bom e melhor ainda, com razão - é o exemplo que dás para justificar a tua tese: uma das canções mais amorais e divertidas do Cole Porter, que tem tudo menos a ver com o amor ao pai biológico mas sim ao sugar-daddy: o homem mais velho, rico e casado que sustenta a amante mais nova e invariavelmente mais bonita do que a mulher do homem. Ora isto faz tudo de uma filha menos ser boa em relação a um progenitor que a gosta de ver com comportamentos exemplares à beira do celibato religioso." I simply couldn't be bad", canta a Marylin depois de flirtar descaradamente com rapazes bonitos, da sua idade mas, infelizmente - pobres. E daí o seu «amor» ao «daddy»:«C'os my daddy, he treats me so well». Um maroto, este Porter. Onde cabe aqui o teu romantismo é que assim de repente...do explain, there's an angel.



(e mais um video de gatinhos e é a guerra)

quinta-feira, março 13, 2008

Nazi disco fever 2 (the Carlos Castro Mix)
Sherlock goes musical


Para a querida Carla, que tem de me explicar se é por ironia perversa (not her style) ou ingenuidade que acha que My heart belongs to daddy é uma declaração de amor ao progenitor (fora isso, like the man said, tudo bem.)

quarta-feira, março 12, 2008

Amigo Tiago,
só por causa disso já peguei nos meus livros outra vez. E é espantoso o tom de porteira bem informada da Kelley.


(a escolha para a melhor e pior capa da Time pode ser feita aqui. Não acho que esta seja a melhor - apenas a que mais me doeu)

segunda-feira, março 10, 2008

For your ears only

sexta-feira, março 07, 2008

Nazi disco fever!

Mel Brooks. Who else?

quarta-feira, março 05, 2008

Parabéns!
Um dia falamos do meu catolicismo à Graham Greene e da subestimada importância de Eddie Van Halen .Por enquanto, continua a escrever, que eu sou fiel.

segunda-feira, março 03, 2008

And Wittgenstein was a beery swine who was just as schloshed as Schlegel.



Para a Tatiana, pelo seu regresso mais do que desejado.
«You've lost that lovin' feeling»
Quer-me parecer que sempre houve alguma injustiça na apreciação deste fabuloso duo: os Righteous Brothers foram rersponsáveis por canções enormes como este You've Lost That Lovin' Feeling ou o extraordinário Unchained Melody, que infelizmente se estragou um pouco quando serviu de banda sonora a uma das mais pirosas (e icónicas) cenas de cinema - quando o fantasma de Patrick Swayze molda um jarro com Demi Moore. Mas a canção é tão boa que sobreviveu. Harmonias vocais perfeitas, copiadas pelos Beach Boys e Beatles e letras e melodias muito boas tornam os irmãos figuras a lembrar. Ou a prestar tributo engraçado, como o fez Eric Idle quando criou os Self-Righteous Brothers, cantores moralistas. Apreciem.

terça-feira, fevereiro 26, 2008

Irritado, irritado vos digo:

o verdadeiro culpado da decadência da indústria discográfica não é a internet, é a p*** deste invólucro apertado do CD.
Párem as máquinas:

A&E

Seventh Tree, Goldfrapp. Grande disco.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

"I wish I was James Bond, just for the day"

James Bond, Scouting For Girls

Os óscares, e os filmes, e os actores e actrizes e as mensagens e os argumentos mais ou menos bilhantes...Mas no fim do dia, é isto que fica.

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Em modo repeat, pelo menos até me fartar
Elvis Ain't Dead, Scouting For Girls

«I wish he was gay!». Pop, pop do melhor e à descarada. Puro prazer.
Eu tinha escrito «provavelmente»
no post mesmo aqui em baixo. Mas já lá cantava o outro, «there's always someone, somewhere, with a big nose who knows» e a coisa correu-me mal. Neste caso foi o meu bom amigo Diogo aka o Torgal que resolveu estragar a festa. Leia-se:

«Na saudosa época de 1969/70, quando ainda mandávamos nesta porra toda, 'uma moeda ao ar decidiu a favor do Celtic, no Estádio da Luz, a passagem à segunda eliminatória da Taça dos Clubes Campeões Europeus. Golos de Tommy Gemmell, Willie Wallace e Harry Hood deram expressão ao triunfo de 3-0 do Celtic na primeira mão, em Glasgow, mas o Benfica ganhou em Lisboa pelo mesmo resultado, com golos de Eusébio (=Deus), Jaime Graça e Diamantino Costa. A moeda ao ar colocou o Celtic na fase seguinte da prova, onde o clube escocês chegaria à final, perdida depois perante o Feyenoord, por 2-1'».

É evidente que se trata de um pobre diabo benfiquista, e só por esse facto merece simpatia. A época referida foi particularmente maçadora para a Académica, que depois de uma final da Taça perdida para a Luz perdeu o campeonato para Eusébio, ficando em segundo lugar. (Estou a falar de cor, se houver alguém para me corrigir melhor).
E pronto, afinal há dois clubes que foram eliminados por moeda ao ar. Big deal. Não me retira a snobeira. E no caso do Benfica actual, até acho que a decisão de jogos por moeda ao ar aumentaria as suas hipóteses de vitória em cinquenta por cento.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Do que é realmente importante:


BRIOOOOOOOSAAAAAA!


(onde se pode confirmar que a Académica é provavelmente o único clube português a ter sido eliminado de uma competição europeia por moeda ao ar. As outras agremiações mais jovens que nos perdoem, mas não somos snobs por acaso)
A aparição, este ano, é mais cedo.
Dois dias: The National na Aula Magna, 11 de Maio de 2008.

(ainda acabo a acreditar no Barack Sócrates: yes we can)

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Mas quais Kosovo, quais cheias
O que aconteceu de relevante este Domingo foi isto:

Dos arquivos do Tradução Simultânea:

"DO AUTOR DESTE BLOGUE COMO UM SUPERFICIAL Gosto de ler palavras que mostram burilação, polimento sem o mostrarem. Gosto de ler quem sabe escrever o indizível, ou o que fica por dizer. Gosto enfim, de «depuração» na escrita. Mas quase sempre prefiro ver uma mulher com um vestido bem escolhido."
(Junho de 2005)