Sinatra(1912-1998), 1
Um exemplo do Sinatra que fazia desmaiar as bobbysoxers. Em 1943, Sinatra cantava este Stardust (um grande tema de Hoagy Carmichael) com a voz domesticada e alinhada aos preceitos da época. Ainda era o cantor de big bands, mas apesar da voz ainda reflectir os ensinamentos do seu ídolo primeiro (Bing Crosby), já se notava a diferença. O fraseado é mais longo, as notas são mais prolongadas devido a uma respiração sincopada aprendida com Tommy Dorsey e o seu trombone. Sinatra, o eterno perfeccionista, nadava horas debaixo de água para fortalecer a caixa toráxica. O truque do canto da boca aberto, que recebeu de Dorsey, não é aqui completamente visivel, mas iria ajudá-lo nas sua fase mais gloriosa, quando se reinventou a si próprio e de caminho toda a música popular.
segunda-feira, maio 14, 2007
Francis Albert Sinatra (12/12/1915 - 14/05/1998)
Lembro-me dessa manhã, desse dia. Há nove anos, exactamente há nove anos, fui acordado docemente, com a ternura cuidadosa e a cor de voz que se arranja quando há más notícias para dar. E havia: «Tenho uma coisa para te dizer. Não é boa. Morreu o Mestre». O Mestre era Francis Albert Sinatra, por mim alcunhado com veneração e algum desplante.
Lembro-me dos cabeçalhos dos jornais: «Sinatra traído pelo coração». Errado, tão errado: Sinatra nunca foi traído pelo coração.Dependia dele, para o bem e para o mal, para as guerras e para os armísticios, para as medalhas e para as cicatrizes. O coração nunca traiu Sinatra porque este «coração» e «Sinatra» são exactamente a mesma coisa.
Devo muito da minha vida - do modo possível que se deve a um artista, a alguém que não conhecemos - a Frank Sinatra. Acompanhou-me nos piores e melhores momentos, fiz dele uma espécie de teologia substituta. Quando fui vê-lo ao Porto, já um cantor trôpego, cansado e confuso, senti-me como um dos Três Pastorinhos. Estava a ver a minha vida, ali em cima dum palco. Queria gritar:«Lembras-te disso, também? Quando estivemos juntos na minha casa, às tantas da manhã, whiskey e o refrão de Guess I'll hang my tears out to dry...Lembras-te disso, Mestre?». Mas o Mestre apenas cantava, apenas fazia o que tinha de fazer, o que sabia e se notava apesar dos seus 80 anos nessa altura.
Durante a minha vida, escrevi muito e espero continuar a escrever sobre Sinatra.Sei muito, perdoai-me a arrogância. E vivi o suficiente para ser amigo deste homem, protector dos perdedores e gangster sentimental, excesso e cobardia, glória e tragédia.
Hoje este blogue é de Sinatra.
Lembro-me dessa manhã, desse dia. Há nove anos, exactamente há nove anos, fui acordado docemente, com a ternura cuidadosa e a cor de voz que se arranja quando há más notícias para dar. E havia: «Tenho uma coisa para te dizer. Não é boa. Morreu o Mestre». O Mestre era Francis Albert Sinatra, por mim alcunhado com veneração e algum desplante.
Lembro-me dos cabeçalhos dos jornais: «Sinatra traído pelo coração». Errado, tão errado: Sinatra nunca foi traído pelo coração.Dependia dele, para o bem e para o mal, para as guerras e para os armísticios, para as medalhas e para as cicatrizes. O coração nunca traiu Sinatra porque este «coração» e «Sinatra» são exactamente a mesma coisa.
Devo muito da minha vida - do modo possível que se deve a um artista, a alguém que não conhecemos - a Frank Sinatra. Acompanhou-me nos piores e melhores momentos, fiz dele uma espécie de teologia substituta. Quando fui vê-lo ao Porto, já um cantor trôpego, cansado e confuso, senti-me como um dos Três Pastorinhos. Estava a ver a minha vida, ali em cima dum palco. Queria gritar:«Lembras-te disso, também? Quando estivemos juntos na minha casa, às tantas da manhã, whiskey e o refrão de Guess I'll hang my tears out to dry...Lembras-te disso, Mestre?». Mas o Mestre apenas cantava, apenas fazia o que tinha de fazer, o que sabia e se notava apesar dos seus 80 anos nessa altura.
Durante a minha vida, escrevi muito e espero continuar a escrever sobre Sinatra.Sei muito, perdoai-me a arrogância. E vivi o suficiente para ser amigo deste homem, protector dos perdedores e gangster sentimental, excesso e cobardia, glória e tragédia.
Hoje este blogue é de Sinatra.
Aprender, aprender
«Coisa é já descrita uma Dama perfeita, mas até agora nunca vista.Excepção daquela Idea se viu em vós tão grande, que nem de bosquejos vossos poderiam servir aquelas inspirações divinas. Excede-se a Natureza por mero acaso em os requintes; em vós, porém, excedeu-se de pensado. As soberanias de que sois dona parece que vo-las não deram, senão que as preferistes.»
Arte de Galantaria, D.Francisco de Portugal
«Coisa é já descrita uma Dama perfeita, mas até agora nunca vista.Excepção daquela Idea se viu em vós tão grande, que nem de bosquejos vossos poderiam servir aquelas inspirações divinas. Excede-se a Natureza por mero acaso em os requintes; em vós, porém, excedeu-se de pensado. As soberanias de que sois dona parece que vo-las não deram, senão que as preferistes.»
Arte de Galantaria, D.Francisco de Portugal
domingo, maio 13, 2007
«Nothing's gonna change my world»Rufus Wainwright Across The Universe
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Across the universe, por Moby, Sean Lennon e Rufus Wainwright. Pronto, Rufus Wainwright só.
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Across the universe, por Moby, Sean Lennon e Rufus Wainwright. Pronto, Rufus Wainwright só.
sábado, maio 12, 2007
Meus amigos, duas palavras: Ana Moura.
Fado. Fado puro, fado vida, o mistério do indizivel, do que fica agarrado a nós sem licença nem remédio. A melhor fadista - por oposição a cantoras de fado - tem disco novo a partir de 14 de Maio. Chama-se Para Além da Saudade, e é ideal para quem acha que não gosta de fado. E há também um concerto.Pormenores aqui.
(não vou esconder que sou parte interessada:escrevi uma das letras que constam no disco. Mas a paixão por esta menina e a sua voz e a vontade de a partilhar - isso é totalmente desinteressado. Só urgente.)
Fado. Fado puro, fado vida, o mistério do indizivel, do que fica agarrado a nós sem licença nem remédio. A melhor fadista - por oposição a cantoras de fado - tem disco novo a partir de 14 de Maio. Chama-se Para Além da Saudade, e é ideal para quem acha que não gosta de fado. E há também um concerto.Pormenores aqui.
(não vou esconder que sou parte interessada:escrevi uma das letras que constam no disco. Mas a paixão por esta menina e a sua voz e a vontade de a partilhar - isso é totalmente desinteressado. Só urgente.)
sexta-feira, maio 11, 2007
As canções, essas coisas tão frágeis...
E tão boas quando são bem destruídas. Com justiça de preferência. Eis uma versão demolidora de um êxito de pista que põe KO aquela criatura reles que se chama a si própria de Fergie e ainda se ri sobre a campa dela.
(E o mais bizarro é que ainda consegue dar uns ares dignos à cançoneta. Obrigado,Kat)
E tão boas quando são bem destruídas. Com justiça de preferência. Eis uma versão demolidora de um êxito de pista que põe KO aquela criatura reles que se chama a si própria de Fergie e ainda se ri sobre a campa dela.
(E o mais bizarro é que ainda consegue dar uns ares dignos à cançoneta. Obrigado,Kat)
quinta-feira, maio 10, 2007
quarta-feira, maio 09, 2007
PAREM AS MÁQUINAS! Serviço público absoluto:sigam os links aqui e vejam na íntegra o extraordinário duelo de gigantes feito para o Channel 4: Ricky Gervais meets Larry David. It doesn't get better than this.
Muito bem Tiago, aposta aceite.Se bem que não muito confiante nem sequer com muita vontade. Alegrias como a que me deram há dois anos atrás só acontecem de cinco em cinco anos.
terça-feira, maio 08, 2007
segunda-feira, maio 07, 2007
E viva Espanha!
Nem bons ventos nem bons casamentos? Talvez. Mas boas bandas: The Sunday Drivers,On My Mind.
(roubado com outras coisas invisíveis à querida Kat)
Nem bons ventos nem bons casamentos? Talvez. Mas boas bandas: The Sunday Drivers,On My Mind.
(roubado com outras coisas invisíveis à querida Kat)
Oh meus amigos: é a espumar de raiva que vos escrevo. Terminou há pouco a terceira sessão do campeonato do mundo de snooker («e como é que um cidadão honesto pode dar-se ao luxo de ver essas coisas a meio da tarde?», pergunta o leitor. Não chateies, leitor), e o Selby cilindrou muito bem o Higgins.
A palavra-chave da sessão foi 'aprendizagem'. De um 12-4, Selby passou para um 12-10, ganhando todos os jogos.. Higgins teve menos tempo de mesa do que um noivo durante o copo-d'água. Por mais que Selby seja irritante, aprendeu a defender. O resto já o sabia, com números altíssimos de pot-sucess. O problema de Higgins é a cabecinha, completada com aquela cara de menino a quem roubaram o almoço. Em conversa com uma amiga minha, que gosta e percebe de snooker, ela dizia-me que lhe apetecia dar apertões nas bochechas de Higgins. Ora eis a primeira razão por que o homem deve perder. Isto é um jogo para crescidos. Claro que estamos a falar de jogos a alto nível, com níveis de pressão altíssimos. Mas por isso mesmo: Selby é neófito nestas coisas das finais, e é o que se vê. Se Higgins não deixar o amuo, prevê-se uma tareia histórica, eu com menos algumas libras e este blogue a falecer. E o melhor é que é muito bem feito. Valha-nos São Hendry.
A palavra-chave da sessão foi 'aprendizagem'. De um 12-4, Selby passou para um 12-10, ganhando todos os jogos.. Higgins teve menos tempo de mesa do que um noivo durante o copo-d'água. Por mais que Selby seja irritante, aprendeu a defender. O resto já o sabia, com números altíssimos de pot-sucess. O problema de Higgins é a cabecinha, completada com aquela cara de menino a quem roubaram o almoço. Em conversa com uma amiga minha, que gosta e percebe de snooker, ela dizia-me que lhe apetecia dar apertões nas bochechas de Higgins. Ora eis a primeira razão por que o homem deve perder. Isto é um jogo para crescidos. Claro que estamos a falar de jogos a alto nível, com níveis de pressão altíssimos. Mas por isso mesmo: Selby é neófito nestas coisas das finais, e é o que se vê. Se Higgins não deixar o amuo, prevê-se uma tareia histórica, eu com menos algumas libras e este blogue a falecer. E o melhor é que é muito bem feito. Valha-nos São Hendry.
Há pouco tempo, alguém me lembrou da palavra 'whirlpool' e deixou-me a pensar. E eu, mesmo nada por acaso, lembrei-me disto:
Oh Nessa my dear, Nessa my dear,
Will you stay with me on the rocks ?
Will you come for me into the Irish sea
And for me let your red hair down ?
And then we will ride into Dublin city
In a taxi-cab wrapped-up in dust.
Oh you are a whirlpool, you are a whirlpool,
And I am very nearly drowned.
Paul Durcan, Nessa (excerto)
Oh Nessa my dear, Nessa my dear,
Will you stay with me on the rocks ?
Will you come for me into the Irish sea
And for me let your red hair down ?
And then we will ride into Dublin city
In a taxi-cab wrapped-up in dust.
Oh you are a whirlpool, you are a whirlpool,
And I am very nearly drowned.
Paul Durcan, Nessa (excerto)
domingo, maio 06, 2007
sexta-feira, maio 04, 2007
O MELHOR POST DO ANO da blogosfera nacional é escrito quase todo em inglês não-técnico. E o pior é que daqui a umas horas, ainda aparece outro melhor, da mesma proveniência Não acreditem neste encómio, leitores: a inveja é uma coisa muito feia.
quinta-feira, maio 03, 2007
terça-feira, maio 01, 2007
UMA QUESTÃO DE PRIORIDADES.HÃO DE DESCULPAR.
Um intervalo, agora. Deixai que vos fale de uma dimensão distante, tão desejada como dificil. Um lugar livre e irresponsável, viciante e trauteante, cúmplice e longinquo, sem assiduidade, sem subserviência, sem nada a não ser quem se respeita e tortura e provoca e ri e se zanga - tudo exactamente pela mesma razão. É um estado superior, mais perene e válido do que o amor ou a paixão, porque tendo dos dois, dos dois a nada obriga nem anula seja o que for. Chama-se, distraído leitor, amizade. E não existe nada que eu conheça, riqueza que chegue, palavra que console, gesto que seduza que possa superar a recompensa de uma piada partilhada a dois ou um silêncio cúmplice que diz mais do que todas as palavras do mundo. Tendes isto? Eu tenho. Sentis a necessidade de agradecer? Eu sinto, agora e porque sim. Obrigado. E sobretudo tudo o que nunca será dito. Para si, então.
Um intervalo, agora. Deixai que vos fale de uma dimensão distante, tão desejada como dificil. Um lugar livre e irresponsável, viciante e trauteante, cúmplice e longinquo, sem assiduidade, sem subserviência, sem nada a não ser quem se respeita e tortura e provoca e ri e se zanga - tudo exactamente pela mesma razão. É um estado superior, mais perene e válido do que o amor ou a paixão, porque tendo dos dois, dos dois a nada obriga nem anula seja o que for. Chama-se, distraído leitor, amizade. E não existe nada que eu conheça, riqueza que chegue, palavra que console, gesto que seduza que possa superar a recompensa de uma piada partilhada a dois ou um silêncio cúmplice que diz mais do que todas as palavras do mundo. Tendes isto? Eu tenho. Sentis a necessidade de agradecer? Eu sinto, agora e porque sim. Obrigado. E sobretudo tudo o que nunca será dito. Para si, então.
segunda-feira, abril 30, 2007
MANUAL PRÁTICO PARA RELAÇÕES AFECTIVAS, 2
Como usar os clássicos para atrair a atenção das senhoras. Escrito e musicado por Cole Porter num dos melhores musicais de sempre - Kiss Me Kate. «Brush up your Shakeapeare»
Brush up your Shakespeare,
Start quoting him now.
Brush up your Shakespeare
And the women you will wow.
Just declaim a few lines from "Othella"
And they think you're a heckuva fella.
If your blonde won't respond when you flatter 'er
Tell her what Tony told Cleopaterer,
And if still, to be shocked, she pretends well,
Just remind her that "All's Well That Ends Well."
Brush up your Shakespeare
And they'll all kowtow.
Como usar os clássicos para atrair a atenção das senhoras. Escrito e musicado por Cole Porter num dos melhores musicais de sempre - Kiss Me Kate. «Brush up your Shakeapeare»
Brush up your Shakespeare,
Start quoting him now.
Brush up your Shakespeare
And the women you will wow.
Just declaim a few lines from "Othella"
And they think you're a heckuva fella.
If your blonde won't respond when you flatter 'er
Tell her what Tony told Cleopaterer,
And if still, to be shocked, she pretends well,
Just remind her that "All's Well That Ends Well."
Brush up your Shakespeare
And they'll all kowtow.
«De tudo o que em mim há vos fiz senhora»
Sempre, cruel Senhora, receei,
Sempre, cruel Senhora, receei,
medindo vossa grã desconfiança,
que desse em desamor vossa tardança,
e que me perdesse eu, pois vos amei.
Perca-se, enfim, já tudo o que esperei,
pois noutro amor já tendes esperança.
Tão patente será vossa mudança
quanto eu encobri sempre o que vos dei.
Dei-vos a alma, a vida e o sentido;
de tudo o que em mim há vos fiz senhora.
Prometeis e negais o mesmo Amor.
Agora tal estou que, de perdido,
não sei por onde vou; mas algü' hora
vos dará tal lembrança grande dor.
Luís Vaz de Camões, santo padroeiro desta casa.
Sempre, cruel Senhora, receei,
Sempre, cruel Senhora, receei,
medindo vossa grã desconfiança,
que desse em desamor vossa tardança,
e que me perdesse eu, pois vos amei.
Perca-se, enfim, já tudo o que esperei,
pois noutro amor já tendes esperança.
Tão patente será vossa mudança
quanto eu encobri sempre o que vos dei.
Dei-vos a alma, a vida e o sentido;
de tudo o que em mim há vos fiz senhora.
Prometeis e negais o mesmo Amor.
Agora tal estou que, de perdido,
não sei por onde vou; mas algü' hora
vos dará tal lembrança grande dor.
Luís Vaz de Camões, santo padroeiro desta casa.
domingo, abril 29, 2007
DO POVO QUE INVENTOU O JOGO...
Futebol inglês no seu melhor:o Arsenal dos anos 30 contra a equipa do Liverpool de 1991, que joga «pela primeira vez a preto e branco». A vossa atenção para a segunda parte arsenalista e o seu tecnicista extremo-direito, «the right-wing demon». Ou mais um extraordinário sketch de Harry Enfield.
Futebol inglês no seu melhor:o Arsenal dos anos 30 contra a equipa do Liverpool de 1991, que joga «pela primeira vez a preto e branco». A vossa atenção para a segunda parte arsenalista e o seu tecnicista extremo-direito, «the right-wing demon». Ou mais um extraordinário sketch de Harry Enfield.
sábado, abril 28, 2007
MANUAL PRÁTICO PARA RELAÇÕES AFECTIVAS
Os Madness foram responsáveis por grandes letras, sobretudo crónicas de costumes, amores e humores. My Girl é mais do que uma canção: é um tratado, um manual prático para as senhoras compreenderem como somos. E para mim, um hino.
«Why can't she see/she's lovely to me/ but I like to stay in and watch tv/on my own every now and then».
Os Madness foram responsáveis por grandes letras, sobretudo crónicas de costumes, amores e humores. My Girl é mais do que uma canção: é um tratado, um manual prático para as senhoras compreenderem como somos. E para mim, um hino.
«Why can't she see/she's lovely to me/ but I like to stay in and watch tv/on my own every now and then».
sexta-feira, abril 27, 2007
«Feitlebaum...»
O extraordinário Spike Jones convida Doodles Weaver - um comediante famoso nos anos 40 e 50 - para comentar uma corrida de cavalinhos e as imagens aberrantes que por lá aparecem. Tudo em directo e ad lib. A vossa especial atenção para os nomes dos cavalos («Assault passing Battery») e a outras partes favoritas:«A lady driver parks her car» e «Senator McCarthy late for work».
Dedicado, obviamente, ao «Rogério Casanova».
O extraordinário Spike Jones convida Doodles Weaver - um comediante famoso nos anos 40 e 50 - para comentar uma corrida de cavalinhos e as imagens aberrantes que por lá aparecem. Tudo em directo e ad lib. A vossa especial atenção para os nomes dos cavalos («Assault passing Battery») e a outras partes favoritas:«A lady driver parks her car» e «Senator McCarthy late for work».
Dedicado, obviamente, ao «Rogério Casanova».
DO PESSIMISMO OU ENTÃO NÃO Lembro-me de ouvir dizer a alguém que muito estimo esta desculpa para ser o que sou:«um pessimista é apenas um optimista com experiência». E, provavelmente é verdade. Mas o problema é que, à medida que os anos passam e a Humanidade se torna cada vez mais familiar, a experiência desaparece por falta de vontade. E mais do que certo, por excesso de experiência. Nesta asserção que me fez as delícias de adolescente faltou só a qualificação da experiência: de que vale ser um optimista com experiência se ela for sempre má ? Mais vale o cepticismo e a reserva. Deixemos os iluminados onde eles pertencem: na literatura e na arte, com a única função de nos tentarem convencer que existe outra realidade.
E o mais extraordinário de tudo isto é que quando a terna armadilha chega, caímos todos. Estar apaixonado significa a renúncia temporária do pessimista, um intervalo entre um jogo decisivo. É por isso que o pessimista não resiste a apaixonar-se tantas vezes quantas lhe são possíveis. Sobretudo pela ideia de paixão, tão certa, tão segura e tão privada. Ninguém se chateia e o mundo continua a sua triste rota.
E o mais extraordinário de tudo isto é que quando a terna armadilha chega, caímos todos. Estar apaixonado significa a renúncia temporária do pessimista, um intervalo entre um jogo decisivo. É por isso que o pessimista não resiste a apaixonar-se tantas vezes quantas lhe são possíveis. Sobretudo pela ideia de paixão, tão certa, tão segura e tão privada. Ninguém se chateia e o mundo continua a sua triste rota.
quinta-feira, abril 26, 2007
MAS DE ONDE É QUE ESTA GENTE ME CONHECE?
Alan:I demand only one thing in a relationship: that I remain totally alone.
No episódio de hoje do excelente Boston Legal (canal Fox)
Alan:I demand only one thing in a relationship: that I remain totally alone.
No episódio de hoje do excelente Boston Legal (canal Fox)
A pretexto dos eventos descritos em post abaixo
Os Associates, de Billy Mackenzie e Alan Rankine, foram um dos mais extraordinários fenómenos musicais do inicio da década de 80. Oriundos de uma Escócia fervilhante de talentos - lembremo-nos da Postcard Records, que tinha nomes como Aztec Camera. Joseph K. ou Orange Juice - os Associates reuniam uma atmosfera entre o cabaret e a tristeza pop, servidos magnificamente pela voz dramática de Mackenzie e os gloriosos riffs de teclas de Rankine, que abandonou a banda em 1982. 'O álbum Sulk continua a ser um dos mais importantes da década de oitenta, com uma produção perfeccionista e pouco ortodoxa (conta a lenda que algumas captações de voz de Mckenzie foram feitas na casa de banho).
Com um grave historial de depressão, Mackenzie suicidou-se em 1997, aos 39 anos. Aqui fica o fantástico Party Fears Two. Awake me!
Os Associates, de Billy Mackenzie e Alan Rankine, foram um dos mais extraordinários fenómenos musicais do inicio da década de 80. Oriundos de uma Escócia fervilhante de talentos - lembremo-nos da Postcard Records, que tinha nomes como Aztec Camera. Joseph K. ou Orange Juice - os Associates reuniam uma atmosfera entre o cabaret e a tristeza pop, servidos magnificamente pela voz dramática de Mackenzie e os gloriosos riffs de teclas de Rankine, que abandonou a banda em 1982. 'O álbum Sulk continua a ser um dos mais importantes da década de oitenta, com uma produção perfeccionista e pouco ortodoxa (conta a lenda que algumas captações de voz de Mckenzie foram feitas na casa de banho).
Com um grave historial de depressão, Mackenzie suicidou-se em 1997, aos 39 anos. Aqui fica o fantástico Party Fears Two. Awake me!
terça-feira, abril 24, 2007
Serviço público: Temos isto

e logo a seguir, sem ter tempo para respirar, isto

o regresso de ZDQ e NMG. Não deveria ser um regresso porque nunca deveriam ter começado. Mas o 25 de Abril permitiu estas coisas.

e logo a seguir, sem ter tempo para respirar, isto

o regresso de ZDQ e NMG. Não deveria ser um regresso porque nunca deveriam ter começado. Mas o 25 de Abril permitiu estas coisas.
E de repente, a meio da noite, começar a dizer isto quase de cor
Ignorance
Strange to know nothing, never to be sure
Of what is true or right or real,
But forced to qualify or so I feel,
Or Well, it does seem so:
Someone must know.
Strange to be ignorant of the way things work:
Their skill at finding what they need,
Their sense of shape, and punctual spread of seed,
And willingness to change;
Yes, it is strange,
Even to wear such knowledge - for our flesh
Surrounds us with its own decisions -
And yet spend all our life on imprecisions,
That when we start to die
Have no idea why.
Philip Larkin
E saber o que quer dizer, saber o que quer dizer.
Ignorance
Strange to know nothing, never to be sure
Of what is true or right or real,
But forced to qualify or so I feel,
Or Well, it does seem so:
Someone must know.
Strange to be ignorant of the way things work:
Their skill at finding what they need,
Their sense of shape, and punctual spread of seed,
And willingness to change;
Yes, it is strange,
Even to wear such knowledge - for our flesh
Surrounds us with its own decisions -
And yet spend all our life on imprecisions,
That when we start to die
Have no idea why.
Philip Larkin
E saber o que quer dizer, saber o que quer dizer.
segunda-feira, abril 23, 2007
É POR COISAS COMO ESTA QUE ESTE HOMEM É O MELHOR COMEDIANTE DO PLANETA.
A contribuição de Ricky Gervais para o Red Nose Day de 2007, uma iniciativa de solidariedade organizada pela BBC com os comediantes britânicos. Absolutamente fantástico, manipulador, inteligente, destruidor e libertário, como o humor deve ser.Participações especiais de Stephen Merchant, Jamie «The naked Chef» Oliver, Bob Geldof e... bom, o melhor é ver.
A contribuição de Ricky Gervais para o Red Nose Day de 2007, uma iniciativa de solidariedade organizada pela BBC com os comediantes britânicos. Absolutamente fantástico, manipulador, inteligente, destruidor e libertário, como o humor deve ser.Participações especiais de Stephen Merchant, Jamie «The naked Chef» Oliver, Bob Geldof e... bom, o melhor é ver.
«Am I bothered?»
Se mais provas fossem necessárias da atitude e grau de civilização de certas culturas, eis a derradeira. Um sketch, Catherine Tate e um convidado especial.Agora imaginem o convidado homólogo português no Gato Fedorento. Não , pois não ? Pois é.
(cheers, Kat.)
Se mais provas fossem necessárias da atitude e grau de civilização de certas culturas, eis a derradeira. Um sketch, Catherine Tate e um convidado especial.Agora imaginem o convidado homólogo português no Gato Fedorento. Não , pois não ? Pois é.
(cheers, Kat.)
domingo, abril 22, 2007
sexta-feira, abril 20, 2007
TÊM 10 MINUTOS?
Então aproveitem para ver esta short-story retirada de Coffee And Cigarettes, o filme de Jim Jarmusch que contém onze pequenas narrativas em que cigarros e café são o denominador comum. Aqui, um maravilhoso encontro entre Iggy Pop e Tom Waits, playing themselves. Waits chega atrasado ao encontro porque teve de ajudar num parto...Muito bom.
Então aproveitem para ver esta short-story retirada de Coffee And Cigarettes, o filme de Jim Jarmusch que contém onze pequenas narrativas em que cigarros e café são o denominador comum. Aqui, um maravilhoso encontro entre Iggy Pop e Tom Waits, playing themselves. Waits chega atrasado ao encontro porque teve de ajudar num parto...Muito bom.
quinta-feira, abril 19, 2007
ENTRETANTO, NA MINHA OUTRA CASA
Pela primeira vez em Portugal um blog é credenciado como um media tradicional para a cobertura de um evento político. Os new media já chegaram, e enviam pessoas com três nomes para o espaço. Para as almas de má-fé que por aí andam, o facto de ser uma cobertura de uma eleição interna no PP é irrelevante. Naquela casa leva toda a gente. Deu foi um jeitão para o título da emissão. Façam favor de fazer história connosco, e sigam os posts em directo e ao vivo. Isto está a ficar cada vez melhor.
Pela primeira vez em Portugal um blog é credenciado como um media tradicional para a cobertura de um evento político. Os new media já chegaram, e enviam pessoas com três nomes para o espaço. Para as almas de má-fé que por aí andam, o facto de ser uma cobertura de uma eleição interna no PP é irrelevante. Naquela casa leva toda a gente. Deu foi um jeitão para o título da emissão. Façam favor de fazer história connosco, e sigam os posts em directo e ao vivo. Isto está a ficar cada vez melhor.
IRÃO PERDOAR A OBSESSÃO... mas neste momento não consigo ler mais blogues sem ser este. Por causa destas coisas que ela escreve.
quarta-feira, abril 18, 2007
Nunca amem uma esfinge - eis a moral desta canção, um one hit wonder que valeu um pequeno culto cá pelo burgo. Falo por mim: fui vê-los ao Rock Rendez-Vous, em mil novecententos e oitenta e meu deus, só para ouvir esta enorme canção. The Passions, I'm in love with a german film star. Nunca amem uma esfinge, digo-vos.
segunda-feira, abril 16, 2007
Porque inventaram o YouTube Pois por mim não me chateiam nada, amigo Maradona (ver «Não me parece razoável» antes que sacana o apague). Já percebemos todos que aquilo em que concordamos é infinitamente superior aos nossos desacordos e mesmo isso é irrelevante. Continuarei com galhardia a defender o bola «à inglesa», sempre vilipendiada com o estigma do kick-and-rush. Vocês continuarão a apontar a suposta falta de tecnicismo, que faz com que infelizes como o teu amigo do mail (e tenho eu outros que do mesmo se queixam) sejam atropelados enquanto tentam pensar numa finta circense. O jogo não é para meninas, embora o deslumbre da técnica seja sempre benéfico. Além disso, também há quem te chateie a ti, algo injustamente. Ora vê o que o Daniel diz no «Aos Domingos».Isto é um assunto eterno, que só dá é gozo, pá. Foi para isto que inventaram o YouTube, tenho a certeza.
domingo, abril 15, 2007
DA AGRIDOCE SABEDORIA Um dos blogues mais bem escritos e bem pensados destas vidas completa hoje dois anos. É este, e não é recomendável a optimistas sobre a natureza humana. A autora é minha amiga ? You bet. E o prazer é todo meu.
sábado, abril 14, 2007
«I have heard among this clan you are called the forgotten man»
Parece que não, felizmente. Por isso só me resta agradecer a todos os que de uma maneira ou de outra têm acompanhado o Tradução Simultânea. Assim, com links virtuais e reais, obrigado à Carla (dois Hugh Lauries, não sou digno!), à Darcy e à Rita (que bom falar convosco!),ao excelente Rogério «25-quid-on-Milan-against-all-odds» Casanova, ao andarilho menino mau, ao mike (elogios manifestamente exagerados, que agradeço), à Laura, cúmplice maravilhosa e ao civilizadíssimo como poucos Luís Serpa (pode ser um Manhattan, Luís? O Cohen vem a caminho). Há sempre espaço para novos amigos. Para já, e em fim de festa, dedico-vos esta dramática e divertida revisão de Cole Porter. O que resiste ao tempo só se torna melhor.
Parece que não, felizmente. Por isso só me resta agradecer a todos os que de uma maneira ou de outra têm acompanhado o Tradução Simultânea. Assim, com links virtuais e reais, obrigado à Carla (dois Hugh Lauries, não sou digno!), à Darcy e à Rita (que bom falar convosco!),ao excelente Rogério «25-quid-on-Milan-against-all-odds» Casanova, ao andarilho menino mau, ao mike (elogios manifestamente exagerados, que agradeço), à Laura, cúmplice maravilhosa e ao civilizadíssimo como poucos Luís Serpa (pode ser um Manhattan, Luís? O Cohen vem a caminho). Há sempre espaço para novos amigos. Para já, e em fim de festa, dedico-vos esta dramática e divertida revisão de Cole Porter. O que resiste ao tempo só se torna melhor.
sexta-feira, abril 13, 2007
quinta-feira, abril 12, 2007
MAIS UM POST COMO ESTE E EU FECHO ISTO, QUE NÃO ESTOU AQUI A FAZER NADA
«Breve maltratado das coisas que não existem [1]
Desconfio sempre de quem usa a palavra "misógino". Tanta coisa para falar de alguém que apenas sofre da doença da discrição.» Aqui.
«Breve maltratado das coisas que não existem [1]
Desconfio sempre de quem usa a palavra "misógino". Tanta coisa para falar de alguém que apenas sofre da doença da discrição.» Aqui.
quarta-feira, abril 11, 2007
terça-feira, abril 10, 2007
E DE REPENTE O FUTEBOL INGLÊS É O MELHOR DO MUNDO* Três clubes três nas meias finais da Champions (a menos que haja uma catástrofe com o Liverpool). Sete a um contra um clube italiano. Mourinho a dizer que só sai do campeonato inglês quando não o quiserem (já podes vir ver connosco os jogos ao Pump House, pá). E ainda há a UEFA. E o prazer indizível de ter escrito isto tudo.
*para os iluminados com um atraso de alguns aninhos...
*para os iluminados com um atraso de alguns aninhos...
NADA COMO UM CÉPTICO PELA MANHÃ

Angelus Novus, Paul von Klee
«Há um quadro de Klee chamado Angelus Novus. Representa um anjo que parece a ponto de afastar-se para longe daquilo que está a olhar fixamente. Os seus olhos estão arregalados, a sua boca aberta, as suas asas estendidas. O anjo da história deve ter este aspecto.O seu rosto está voltado para o passado. Onde diante de nós aparece um encadeamento de acontecimentos, ele vê uma catástrofe única, que vai empilhando incessantemente escombros sobre escombros, lançando-os diante dos seus pés. O anjo bem gostaria de se deter, despertar os mortos e recompor o que foi feito em pedaços. Mas uma tempestade sopra do Paraíso e prende-se nas suas asas com tal força, que o anjo já não as pode fechar. A tempestade irresistivelmente o impele ao futuro, para o qual ele dá as costas, enquanto o monte de escombros cresce até o céu diante dele. O que chamamos de Progresso é esta tempestade.»
O Anjo, Walter Benjamin

Angelus Novus, Paul von Klee
«Há um quadro de Klee chamado Angelus Novus. Representa um anjo que parece a ponto de afastar-se para longe daquilo que está a olhar fixamente. Os seus olhos estão arregalados, a sua boca aberta, as suas asas estendidas. O anjo da história deve ter este aspecto.O seu rosto está voltado para o passado. Onde diante de nós aparece um encadeamento de acontecimentos, ele vê uma catástrofe única, que vai empilhando incessantemente escombros sobre escombros, lançando-os diante dos seus pés. O anjo bem gostaria de se deter, despertar os mortos e recompor o que foi feito em pedaços. Mas uma tempestade sopra do Paraíso e prende-se nas suas asas com tal força, que o anjo já não as pode fechar. A tempestade irresistivelmente o impele ao futuro, para o qual ele dá as costas, enquanto o monte de escombros cresce até o céu diante dele. O que chamamos de Progresso é esta tempestade.»
O Anjo, Walter Benjamin
segunda-feira, abril 09, 2007
AQUI VOS LEGO Para quem está cansado das repetições televisivas de Quo Vadis?, este extraordinário momento.
(via Terapia Metatísica)
(via Terapia Metatísica)
domingo, abril 08, 2007
Erroll Garner foi e é um dos grandes pianistas jazz. Autor de um dos mais conhecidos standards - Misty -, Garner foi um autodidacta, que não sabia ler uma pauta. Mas como músico foi dos mais criativos e com um estilo pessoal marcadíssimo: a mão esquerda que fazia os acordes da melodia como uma guitarra rítmica e a direita a fazer as frases com um ligeiro atraso no tempo. Esta versão do supino All The Things You Are, de Jerome Kern - uma melodia complexa e que contém a mais milagrosa transição do B para o A - é um excelente exemplo. Enlevo puro, digo eu.
UMA DESGRAÇA NUNCA VEM SÓ:VEM AOS PARES Agradeço a atenção para a programação de todo o mês e especialmente para a noite de 12 de Abril. Ah pois é.´
HOJE É DIA DE FESTA.MUDANÇA DRAMÁTICA DE AMBIENTE.
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O extraordinário Spike Jones e a sua delirante orquestra. Um maravilhoso sentido do absurdo, cartoonesco (um dia ponho aqui a sua colaboração com o grande Mel 'What's up Doc?' Blanc - e músicos virtuosos a destruirem alegremente todos os temas que tinham algum sucesso nesses dias. Divirtam-se.
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O extraordinário Spike Jones e a sua delirante orquestra. Um maravilhoso sentido do absurdo, cartoonesco (um dia ponho aqui a sua colaboração com o grande Mel 'What's up Doc?' Blanc - e músicos virtuosos a destruirem alegremente todos os temas que tinham algum sucesso nesses dias. Divirtam-se.
A DIGNIDADE DA ALMA E VAIDADE DA VIDA
Quem pudesse mostrar o que tem na alma
Pera desenganar em tudo a vida!
Mas não sinto ninguém que trate da alma
E todos a esperança põem na vida.
O Céu é o verdadeiro lugar da alma,
E à terra basta dar-lhe o corpo e a vida,
Pois não podem ter fim os males da alma,
E passam, como sombra, os bens da vida.
Se queremos saber o preço da alma,
Vejamos que pôs Deus por ela a vida,
E viveremos n'Ele, Ele em nossa alma.
O mundo é sonho vão que enlêa a vida.
Quem nele está melhor, tem pior alma,
E quem o desprezou tem alma e vida.
Sonetos, Frei Agostinho da Cruz
quarta-feira, abril 04, 2007
terça-feira, abril 03, 2007
segunda-feira, abril 02, 2007
E SE FOR PRECISO APONTAR CULPADOS PARA ESTAS COISAS QUE AQUI SE LÊEM...falem com esta senhora, que celebra hoje o seu 4º aniversário nestas vidas. Ela é que me meteu nisto. Put the blame on Mame.
*E um grande beijinho, pois claro!
*E um grande beijinho, pois claro!
A DECADÊNCIA DO SERVIÇO PÚBLICO Pedro Rolo Duarte (ANTENA 1) perde quarenta e tal preciosos minutos da sua vida a ouvir falar de dry martinis, o estranho nome deste blogue antes de ser Tradução Simultânea, a necessidade de paixão na escrita, antigos postos de trabalho, a sublime combinação de futebol e poesia, porque me aturam no 31 da Armada, o meu caso com Norah Jones e a verdade por trás da criação do Tradução (to meet girls). Pelo meio, talvez haja algumas verdades e uma ou outra coisa mais séria. A boa notícia é quando estou calado. A confirmar, aqui mesmo, na edição de 1 de Abril (what else?).
domingo, abril 01, 2007
DOS SKINS, RUDYS, MODS E OUTRAS TRIBOS
The Ruts, em 1980, numa das últimas - talvez mesmo a última - actuações do vocalista Malcolm Owen,que morreria pouco depois com uma overdose de heroína. Para quem não está familiarizado com o termo, «rude» ou «rudy» designa um membro de uma subcultura jamaicana ligada à musica ska e rocksteady, que passou para Inglaterra através dos seus emigrantes. A canção, Staring At The Rude Boys, descreve maravilhosamente o encontro nem sempre amigável entre as várias tribos (punks, rude boys, skins de esquerda e de direita). Mas para mais, consultem a wikipedia, que hoje estou preguiçoso.
*para o Francisco Mendes da Silva
The Ruts, em 1980, numa das últimas - talvez mesmo a última - actuações do vocalista Malcolm Owen,que morreria pouco depois com uma overdose de heroína. Para quem não está familiarizado com o termo, «rude» ou «rudy» designa um membro de uma subcultura jamaicana ligada à musica ska e rocksteady, que passou para Inglaterra através dos seus emigrantes. A canção, Staring At The Rude Boys, descreve maravilhosamente o encontro nem sempre amigável entre as várias tribos (punks, rude boys, skins de esquerda e de direita). Mas para mais, consultem a wikipedia, que hoje estou preguiçoso.
*para o Francisco Mendes da Silva
ESTAMOS ABERTOS Parece que muita gente que tem por aqui passado gostaria de ter comentado as inanidades que vou semeando. Acontece que ao fazê-lo bateram com o nariz Na porta, porque este blog estava formatado para 'members only' ou coisa que o valha. Ora embora eu seja parcial a esse conceito, se abri os comentários não faz sentido estar aqui a falar sózinho. A situação já foi remediada. Por isso, feel free. A casa é vossa.






