sábado, maio 05, 2007

sexta-feira, maio 04, 2007

O MELHOR POST DO ANO da blogosfera nacional é escrito quase todo em inglês não-técnico. E o pior é que daqui a umas horas, ainda aparece outro melhor, da mesma proveniência Não acreditem neste encómio, leitores: a inveja é uma coisa muito feia.
Não sei se já aqui referi que estes rapazes formam a melhor banda deste momento?

Phantom Limb, The Shins

quinta-feira, maio 03, 2007

A ver se esta casa anima.

Bonde do Role, Solta o Frango. Olha, animou.



*e vão estar por Lisboa para a semana. Ui.
Ícaro,
com a diferença de saber que o sol me irá queimar.
This is a video letter.

Returned to sender.

quarta-feira, maio 02, 2007

This is a video response.

Someday you will be loved, Death Cab For Cutie

terça-feira, maio 01, 2007

Perfeição, em pouco mais de dois minutos
UMA QUESTÃO DE PRIORIDADES.HÃO DE DESCULPAR.
Um intervalo, agora. Deixai que vos fale de uma dimensão distante, tão desejada como dificil. Um lugar livre e irresponsável, viciante e trauteante, cúmplice e longinquo, sem assiduidade, sem subserviência, sem nada a não ser quem se respeita e tortura e provoca e ri e se zanga - tudo exactamente pela mesma razão. É um estado superior, mais perene e válido do que o amor ou a paixão, porque tendo dos dois, dos dois a nada obriga nem anula seja o que for. Chama-se, distraído leitor, amizade. E não existe nada que eu conheça, riqueza que chegue, palavra que console, gesto que seduza que possa superar a recompensa de uma piada partilhada a dois ou um silêncio cúmplice que diz mais do que todas as palavras do mundo. Tendes isto? Eu tenho. Sentis a necessidade de agradecer? Eu sinto, agora e porque sim. Obrigado. E sobretudo tudo o que nunca será dito. Para si, então.

segunda-feira, abril 30, 2007

MANUAL PRÁTICO PARA RELAÇÕES AFECTIVAS, 2
Como usar os clássicos para atrair a atenção das senhoras. Escrito e musicado por Cole Porter num dos melhores musicais de sempre - Kiss Me Kate. «Brush up your Shakeapeare»


Brush up your Shakespeare,
Start quoting him now.
Brush up your Shakespeare
And the women you will wow.
Just declaim a few lines from "Othella"
And they think you're a heckuva fella.
If your blonde won't respond when you flatter 'er
Tell her what Tony told Cleopaterer,
And if still, to be shocked, she pretends well,
Just remind her that "All's Well That Ends Well."
Brush up your Shakespeare
And they'll all kowtow.
«De tudo o que em mim há vos fiz senhora»

Sempre, cruel Senhora, receei,

Sempre, cruel Senhora, receei,
medindo vossa grã desconfiança,
que desse em desamor vossa tardança,
e que me perdesse eu, pois vos amei.

Perca-se, enfim, já tudo o que esperei,
pois noutro amor já tendes esperança.
Tão patente será vossa mudança
quanto eu encobri sempre o que vos dei.

Dei-vos a alma, a vida e o sentido;
de tudo o que em mim há vos fiz senhora.
Prometeis e negais o mesmo Amor.

Agora tal estou que, de perdido,
não sei por onde vou; mas algü' hora
vos dará tal lembrança grande dor.

Luís Vaz de Camões, santo padroeiro desta casa.

domingo, abril 29, 2007

DO POVO QUE INVENTOU O JOGO...

Futebol inglês no seu melhor:o Arsenal dos anos 30 contra a equipa do Liverpool de 1991, que joga «pela primeira vez a preto e branco». A vossa atenção para a segunda parte arsenalista e o seu tecnicista extremo-direito, «the right-wing demon». Ou mais um extraordinário sketch de Harry Enfield.

sábado, abril 28, 2007

O JAZZ, CONTADO ÀS CRIANÇAS E AO POVO

Hoje: o jazz assimilado e domesticado para gáudio das plateias brancas. Red Nichols e a sua banda. Próxima lição: Benny Goodman explica a força da improvisação a partir de How High The Moon - transformada pelo grande Charlie Parker em Ornithology.
MANUAL PRÁTICO PARA RELAÇÕES AFECTIVAS

Os Madness foram responsáveis por grandes letras, sobretudo crónicas de costumes, amores e humores. My Girl é mais do que uma canção: é um tratado, um manual prático para as senhoras compreenderem como somos. E para mim, um hino.

«Why can't she see/she's lovely to me/ but I like to stay in and watch tv/on my own every now and then».

sexta-feira, abril 27, 2007

Ui.Uiui.
«Feitlebaum...»

O extraordinário Spike Jones convida Doodles Weaver - um comediante famoso nos anos 40 e 50 - para comentar uma corrida de cavalinhos e as imagens aberrantes que por lá aparecem. Tudo em directo e ad lib. A vossa especial atenção para os nomes dos cavalos («Assault passing Battery») e a outras partes favoritas:«A lady driver parks her car» e «Senator McCarthy late for work».

Dedicado, obviamente, ao «Rogério Casanova».
DO PESSIMISMO OU ENTÃO NÃO Lembro-me de ouvir dizer a alguém que muito estimo esta desculpa para ser o que sou:«um pessimista é apenas um optimista com experiência». E, provavelmente é verdade. Mas o problema é que, à medida que os anos passam e a Humanidade se torna cada vez mais familiar, a experiência desaparece por falta de vontade. E mais do que certo, por excesso de experiência. Nesta asserção que me fez as delícias de adolescente faltou só a qualificação da experiência: de que vale ser um optimista com experiência se ela for sempre má ? Mais vale o cepticismo e a reserva. Deixemos os iluminados onde eles pertencem: na literatura e na arte, com a única função de nos tentarem convencer que existe outra realidade.
E o mais extraordinário de tudo isto é que quando a terna armadilha chega, caímos todos. Estar apaixonado significa a renúncia temporária do pessimista, um intervalo entre um jogo decisivo. É por isso que o pessimista não resiste a apaixonar-se tantas vezes quantas lhe são possíveis. Sobretudo pela ideia de paixão, tão certa, tão segura e tão privada. Ninguém se chateia e o mundo continua a sua triste rota.

quinta-feira, abril 26, 2007

MAS DE ONDE É QUE ESTA GENTE ME CONHECE?
Alan:I demand only one thing in a relationship: that I remain totally alone.
No episódio de hoje do excelente Boston Legal (canal Fox)
JÁ NADA É SAGRADO (I)

(música: No love lost, Joy Division)



*quer dizer, tem graça mas custa-me a engolir.
A pretexto dos eventos descritos em post abaixo

Os Associates, de Billy Mackenzie e Alan Rankine, foram um dos mais extraordinários fenómenos musicais do inicio da década de 80. Oriundos de uma Escócia fervilhante de talentos - lembremo-nos da Postcard Records, que tinha nomes como Aztec Camera. Joseph K. ou Orange Juice - os Associates reuniam uma atmosfera entre o cabaret e a tristeza pop, servidos magnificamente pela voz dramática de Mackenzie e os gloriosos riffs de teclas de Rankine, que abandonou a banda em 1982. 'O álbum Sulk continua a ser um dos mais importantes da década de oitenta, com uma produção perfeccionista e pouco ortodoxa (conta a lenda que algumas captações de voz de Mckenzie foram feitas na casa de banho).
Com um grave historial de depressão, Mackenzie suicidou-se em 1997, aos 39 anos. Aqui fica o fantástico Party Fears Two. Awake me!