sexta-feira, março 09, 2007


Diz a lenda que foi esta a canção que Sinatra dedicou a Ava Gardner pouco depois da sua separação. Seja como for, I'm A Fool To Want You continua a ser uma das mais belas e desesperadas canções de amor - curiosamente uma das poucas que Sinatra fez questão de assinar. Aqui, numa espantosa versão/medley que inclui You don't know what love is: Elvis Costello e Chet Baker.
STEVEN GERRARD, Member Of The British Empire*
Ou o «tosco futebol inglês»


*Agraciado por SMR Isabel II no final de 2006.

quarta-feira, março 07, 2007


O único Marx que seguiria para os amanhãs que cantam dita uma carta. «Gentlemen, question mark...».
'A SENSE OF EVIL RELIGIOUS IN ITS INTENSITY'

«In all writers there occurs a moment of crystallization when the dominant theme is plainly expressed,when the private universe becomes visible even to the least sensitive reader. (...)
It is less easy to find such a crystallization in the works of James, whose chief aim was always to dramatize, who was more than usually careful to exclude the personal statement, but I think we make take the sentence in the scenario of The Ivory Tower, in which James speaks of v'the black and merciless things that are behind great possessions', as an expression of the vruling fantasy which drove him to write: a sense of evil religious in its intensity.»

Graham Greene, num ensaio sobre o seu mestre Henry James

(à natural atenção do Rogério Casanova)

Rita Hayworth e Fred Astaire mostram como a vida deveria ser. So Near, So Far, de You'll Never Get Rich (1941)

domingo, março 04, 2007

Planos criteriosamente escolhidos, diálogos ambíguos e descontextualizados, uma banda sonora a la Bernard Hermann, breve apoio de texto em legendas, edição video e audio imaculada: os ingredientes necessários para fazer um trailer para outro filme, onde Sally não vai querer mesmo que Harry a conheça. Mais do que um brilhante exercício de humor e criatividade, é um mini-ensaio sobre o cinema.


(via joaonunes.com)
DOS ARQUIVOS DO TRADUÇÃO SIMULTÂNEA,3 : 'Ah, escrever assim estas verdades! «Não era muito que Tadeu de Albuquerque fosse enganado em coisas de amor e coração de mulher, cujas variantes são tantas e tão caprichosas que eu não sei se alguma máxima pode ser-nos guia a não ser esta: "Em cada mulher, quatro mulheres incompreensíveis, pensando alternadamente como se hão-de desmentir umas às outras". Isto é o mais seguro; mas não é infalível » Camilo Castelo Branco, Amor de Perdição', Julho de 2004

sexta-feira, março 02, 2007

EM TANTAS PÁGINAS, A HISTÓRIA DA MINHA VIDA
...e um dos 30 melhores livros de todos os tempos (já contando com Old Devils, do mesmo Amis, the one that really matters.
MOMENTO TERTÚLIA COR DE ROSA E NO ENTANTO EXTREMAMENTE HETEROSSEXUAL
Desculpem-me as senhoras que na blogosfera analisaram as fatiotas dos óscares: mas é que nem Balenciagas, nem Vera Wang, nem La Renta, nem Fátima Lopes. O vencedor incontestado é Armani Privé. E sobretudo quem o veste.
LATE NIGHT BAR PHILOSOPHERS, CROMO Nº13 (the Padre António Vieira edition): «O mesmo amar é causa de não amar, e o amar muito de amar menos».

quinta-feira, março 01, 2007

ELOGIO DO ENNUI, PARTE 2

As The Pierces são agora a coqueluche cá de casa. Com um vídeo maravilhoso, uma canção quase modal - não fosse o refrão - e uns versos blasés («love of my life/bare your child/everything I ever wanted/boring!»)as The Pierces merecem alguma atenção,uma espécie de versão da Paris Hilton gone wrong (e portanto right). E sim, são lindas.

quarta-feira, fevereiro 28, 2007


Grande versão para uma canção de uma das poucas pessoas que me levaria a ir ver um concerto e não me maçar.
BACK TO CASABLANCA


E mal nenhum nisso. E a Cate Blanchett, senhores. A Cate Blanchett.

segunda-feira, fevereiro 26, 2007



Abençoada new wave, que nos trouxe tão boas canções. Esta é uma delas: Tempted, dos Squeeze. Bem cantada, correcta e com uma grande letra sobre os dilemas do forbidden fruit, esse tema eterno. Um doce a quem reconhecer a voz de Elvis Costello (não é obviamente nenhum dos vocalistas), que produziu o disco East Side Story.
FOR HE'S A JOLLY GOOD FELLOW...OU ENTÃO NÃO.

Imperdível a série «Pérolas Vermelhas» sobre o «Paizinho dos Povos», publicadas no clássico Desinfeliz de Juízo. Atrocidades várias e rapaziada fina, cortesia do tio Zé Estaline.
SOBRE OS OSCARS



O'Toole ou nada:«Since I'm still in the game and might win the lovely bugger outright, would the Academy please defer the honour until I am 80?»

quinta-feira, fevereiro 22, 2007



É que nem 200.000 Little Britains chegam aos pés. Harry Enfield, num sketch clássico e maravilhoso.

via Tímida Intimidade


A melhor canção de amor opiáceo que conheço, e uma das mais bonitas dos últimos 40 anos. Contém um verso que me assombrou a adolescência e a que ainda hoje recorro:«Enclose me in your gentle rain».
NODDY E RUCA: O MISTÉRIO A não perder, a magnífica exegese do Tiago aos populares Noddy e Ruca. Quem tem petizes, como eu, sabe bem o que isso significa. Para os outros, fica desvendado o mistério que levou a que milhares de criancinhas andassem pelas ruas com gorros vermelhos com guizos no topo.
Eu, que estou a ficar velho («I shall wear the bottom of my trousers rolled», Prufrock de trazer por casa) ainda me lembro das primeiras animações do Noddy, assim uma espécie de sofisticada e móvel plasticina. Mas compreendo que os meus filhos delirem com as CGI do boneco, embora não compreenda o raio da tradução da canção original: "Abram alas para o Noddy" como versão para «Make way for Noddy» («Aí vem o Noddy», ou «Lá vem o Noddy», por aí) é uma solução métrica maléfica, saída da mente perversa de um Tiago Bettencourt dos Toranja ou de um letrista ex-punk. Mas isso nem sequer é o mais assustador: o Ruca é que é. O Ruca. Porque é que a criança é careca, meu Deus? Quimoterapia ? Opção estética dos pais ? Deixo a pergunta. Os meus filhos precisam de uma resposta, e eu também.
CEM ANOS E UM DIA


WH Auden, nascido em 21 de Fevereiro de 1907


II
You were silly like us; your gift survived it all:
The parish of rich women, physical decay,
Yourself. Mad Ireland hurt you into poetry.
Now Ireland has her madness and her weather still,
For poetry makes nothing happen: it survives
In the valley of its making where executives
Would never want to tamper, flows on south
From ranches of isolation and the busy griefs,
Raw towns that we believe and die in; it survives,
A way of happening, a mouth.

In memory of WB Yeats, excerto