AGORA ISTO É CAPAZ DE APARECER AMANHÃ...
Até porque já tinha saudades dos dias em que quis ser dandy...
I'm the dandy highwayman who you're too scared to mention
I spend my cash on looking flash and grabbing your attention
The devil take your stereo and your record collection!
The way you look you'll qualify for next year's old age pension!
Stand and deliver!The money or your life!
Try and use a mirror no bullet or a knife!
quinta-feira, janeiro 25, 2007
quarta-feira, janeiro 24, 2007
MINHAS QUERIDAS AMIGAS, deveriam saber melhor: por muito lamentável que esteja um sashimi, nunca mas nunca se pede discos aos djays, sob pena de sair o tiro pela culatra. Posso dizer-vos isto: se bem conheço os meus camaradas de pratos, vai haver brit coisa a dar com um pau - e acho muito bem. Da vossa lista de no-no's concordo com muitos pontos e há coisas que há muito deixei de passar - da Ciccone, por exemplo, acabou-se o Confessions ...o disco mais chato do mundo. Outras, é o meu habitual parceiro dos 2DJ's que gosta - como o Nowhere Fast (o do "Godspeed, speed us away...". Eu sou mais pop e demagogo (como eles me chamam), mas não trago a minha discoteca para o Frágil, senão era só jazz e injecções de Sinatra.
Pela minha parte, tentarei que passem mais tempo na pista do que a retocarem a maquilhagem. Até porque sinceramente não precisam. See you there!
Pela minha parte, tentarei que passem mais tempo na pista do que a retocarem a maquilhagem. Até porque sinceramente não precisam. See you there!
terça-feira, janeiro 23, 2007
segunda-feira, janeiro 22, 2007
SUN TZU, SOBRE A VIDA AFECTIVA DO AUTOR: «Mais uma vez entre manter a cidadela e o desejo de acenar a bandeira branca».
BREVE CONSOLO PARA A RAPAZIADA DE LETRAS
Maravilhosos exemplos de respostas a exercícios de matemática. Gosto sobretudo do "find x" - "here it is!"
(via Tecnotretas)

Maravilhosos exemplos de respostas a exercícios de matemática. Gosto sobretudo do "find x" - "here it is!"
(via Tecnotretas)
Pequeno intervalo para a lamechice musical do blogger
Estava-se em 1979. O punk, se não já defunto, sentia-se muito muito mal. Os Clash davam cartas. A new wave lançava alguns dos seus nomes maiores. Os Joy Division já tinham editado o excelso Unknown Pleasures. Qualquer adolescente de 15 anos com a sorte de estar informado sabia isso. Mas se numa festa de garagem persistisse nesse name dropping, espantaria toda e qualquer remota possibilidade de namorada.
Por isso, sabiamente, recorria-se à Electric Light Orchestra, do algo azeiteiro Jeff Lynne. O álbum Discovery foi lançado também em 1979, e trazia uma furiosa mistura de Beatles, Beach Boys e disco sound, com o seu apogeu em temas como Last Train To London ou Shine A Little Love. Soft-rock certinho e certeiro, melodias de levar para casa,como uma doença, como as que actualmente praticam e copiam os The Feeling. E sobretudo - sobretudo, meus amigos - grandes slows, como se dizia à época. Canções downtempo, para dançar agarradinho e tentar a nossa sorte. Este Need Her Love é um exemplo. Aos 15 anos, fui lá muito feliz e infeliz e feliz outra vez, como devem ser as púberes paixões.
Estava-se em 1979. O punk, se não já defunto, sentia-se muito muito mal. Os Clash davam cartas. A new wave lançava alguns dos seus nomes maiores. Os Joy Division já tinham editado o excelso Unknown Pleasures. Qualquer adolescente de 15 anos com a sorte de estar informado sabia isso. Mas se numa festa de garagem persistisse nesse name dropping, espantaria toda e qualquer remota possibilidade de namorada.
Por isso, sabiamente, recorria-se à Electric Light Orchestra, do algo azeiteiro Jeff Lynne. O álbum Discovery foi lançado também em 1979, e trazia uma furiosa mistura de Beatles, Beach Boys e disco sound, com o seu apogeu em temas como Last Train To London ou Shine A Little Love. Soft-rock certinho e certeiro, melodias de levar para casa,como uma doença, como as que actualmente praticam e copiam os The Feeling. E sobretudo - sobretudo, meus amigos - grandes slows, como se dizia à época. Canções downtempo, para dançar agarradinho e tentar a nossa sorte. Este Need Her Love é um exemplo. Aos 15 anos, fui lá muito feliz e infeliz e feliz outra vez, como devem ser as púberes paixões.
domingo, janeiro 21, 2007
sexta-feira, janeiro 19, 2007
NUNO MIGUEL GUEDES SOBRE NUNO MARIA GUEDES : «É um estóico. Entalado entre duas irmãs, uma mais velha e outra mais nova, resiste com firmeza às investidas das Barbies, Bratz e Polly Pockets, retaliando com a unidade de elite dos Power Rangers, secundados pelos temíveis Pokémon. Capaz de jogar em qualquer posição do campo, prefere sabiamente a solidão do guarda-redes. Revela uma preocupante inclinação para o Sporting Clube de Portugal, mas penso que se deve apenas ao grande felino que serve de emblema ao clube. Na mesma ordem de ideias, admira também o Marquês de Pombal.
- É então alguém que sinceramente admira ?
- Faz parte do trio maravilha a quem devo tudo o que irei ser de melhor e a compreensão do mau que fui antes de receber a bênção de os ter na minha vida. É meu filho, e faz sete anos amanhã.»
- É então alguém que sinceramente admira ?
- Faz parte do trio maravilha a quem devo tudo o que irei ser de melhor e a compreensão do mau que fui antes de receber a bênção de os ter na minha vida. É meu filho, e faz sete anos amanhã.»
quinta-feira, janeiro 18, 2007
GOSTARIA APENAS DE LEMBRAR

ATLÂNTICO
Ano Novo, Atlântico Sempre
Sexta-feira, 26 de Janeiro
venha celebrar o Novo Ano com a revista Atlântico
Dijays: Eduardo Nogueira Pinto, Francisco Mendes da Silva, Nuno Costa Santos e Nuno Miguel Guedes (o gerente deste estabelecimento)
Uma festa tão chique, tão chique que até os DJays têm todos três nomes.
FRÁGIL - Rua da Atalaia, 126, Bairro Alto, Lisboa

ATLÂNTICO
Ano Novo, Atlântico Sempre
Sexta-feira, 26 de Janeiro
venha celebrar o Novo Ano com a revista Atlântico
Dijays: Eduardo Nogueira Pinto, Francisco Mendes da Silva, Nuno Costa Santos e Nuno Miguel Guedes (o gerente deste estabelecimento)
Uma festa tão chique, tão chique que até os DJays têm todos três nomes.
FRÁGIL - Rua da Atalaia, 126, Bairro Alto, Lisboa
quarta-feira, janeiro 17, 2007
The quiet man:o elogio do regresso
John Ford, no seu laconismo e falta de paciência, dizia de The quiet man que era apenas «a história de um homem que quer levar a mulher para a cama». Também, mas muito, muito mais: é a Irlanda, o passado que nos persegue, a irlandesa linda e de mau feitio, a pancadaria e a competição masculina, a amizade, o male-bonding, o confronto de tempo e cultura.E,sobretudo, é o elogio do regresso, das palavras e conceitos mais bonitos que se conhecem. Regressar a algo a que se pertence sem nunca o ter conhecido- o amor, uma terra, um país: eis a terna nostalgia de Ford a funcionar em pleno. Há também o amor como deveria ser, demonstrado aqui no mais belo beijo da história do cinema. É uma benção quando momentos destes se cruzam com a nossa vida, por fugazes que sejam.
John Ford, no seu laconismo e falta de paciência, dizia de The quiet man que era apenas «a história de um homem que quer levar a mulher para a cama». Também, mas muito, muito mais: é a Irlanda, o passado que nos persegue, a irlandesa linda e de mau feitio, a pancadaria e a competição masculina, a amizade, o male-bonding, o confronto de tempo e cultura.E,sobretudo, é o elogio do regresso, das palavras e conceitos mais bonitos que se conhecem. Regressar a algo a que se pertence sem nunca o ter conhecido- o amor, uma terra, um país: eis a terna nostalgia de Ford a funcionar em pleno. Há também o amor como deveria ser, demonstrado aqui no mais belo beijo da história do cinema. É uma benção quando momentos destes se cruzam com a nossa vida, por fugazes que sejam.
terça-feira, janeiro 16, 2007

GOD SAVE THE QUEEN! Chegaram, viram e venceram: os cidadãos da Ilha deram mais uma alegria a quem os admira: Dame Helen Mirren (na foto), Jeremy Irons, o ex-remador por Cambridge Hugh Laurie, Emily Hunt, Bill Nighy e Sacha Baron Cohen (num discurso maravilhoso, feito com a própria voz, em que se nota um leve sotaque posh) arrasaram nos Globos de Ouro. É justo (mais pormenores e video aqui) e sobre a Inglaterra descanso, uma vez mais, o meu caso. Por outro lado, o prémio mais divertido foi para Clint Eastwood: Melhor Filme em língua estrangeira por Cartas de Iwo Jima, falado em japonês.

JUSTIÇA POÉTICA O poeta irlandês Seamus Heaney venceu o prémio TS Eliot, com o seu recente livro District And Circle. Depois do Nobel, este é o segundo sinal certeiro que indica Heaney como um dos enormes poetas contemporâneos. Fica uma pequena amostra, de District And Circle.
The Nod
Saturday evenings we would stand in line
Saturday evenings we would stand in line
In Loudan's butcher shop. Red beef, white string,
Brown paper ripped straight off for parcelling
Along the counter edge. Rib roast and shin
Plonked down, wrapped up, and bow-tied neat and clean
But seeping blood. Like dead weight in a sling,
Heavier far than I had been expecting
While my father shelled out for it, coin by coin.
Saturday evenings too the local B-Men,
Unbuttoned but on duty, thronged the town,
Neighbours with guns, parading up and down,
Some nodding at my father almost past him
As if deliberately they'd aimed and missed him
Or couldn't seem to place him, not just then.
segunda-feira, janeiro 15, 2007
Blue Rondo A La Turk - Dave Brubeck Quartet (1959)
Um dos mais justamente celebrados e conhecidos temas de jazz. Incluído no álbum Time Out (onde também aparecia o extraordinário Take Five, do saxofonista Paul Desmond), Blue Rondo... surpreende pela utilização de tempos invulgares (a frase principal é feita a 9/8) misturados com a utilização do mais convencional quaternário (4/4).Com inspirações na música tradicional turca (e grega),o tema alterna com frases bluesy. Depois há a técnica perfeita de Brubeck, com as duas mãos em frases diferentes e simultâneas. A mão esquerda de Brubeck é genial, dando a sensação de existirem dois pianos. Uma excelente introdução ao mundo do jazz, sem imagens em movimento, para que se possa fruir da música sem distracções.
Um dos mais justamente celebrados e conhecidos temas de jazz. Incluído no álbum Time Out (onde também aparecia o extraordinário Take Five, do saxofonista Paul Desmond), Blue Rondo... surpreende pela utilização de tempos invulgares (a frase principal é feita a 9/8) misturados com a utilização do mais convencional quaternário (4/4).Com inspirações na música tradicional turca (e grega),o tema alterna com frases bluesy. Depois há a técnica perfeita de Brubeck, com as duas mãos em frases diferentes e simultâneas. A mão esquerda de Brubeck é genial, dando a sensação de existirem dois pianos. Uma excelente introdução ao mundo do jazz, sem imagens em movimento, para que se possa fruir da música sem distracções.
domingo, janeiro 14, 2007
sexta-feira, janeiro 12, 2007
Um post a la maradona*
Enquanto por cá a malta vai descansando, o melhor futebol do mundo tem de continuar. E no passado dia 9, um regalo. Para quem joga dia sim dia não, este jogo entre o Liverpool e o Arsenal, para a Carling Cup, foi absolutamente fantastico. Resultado: 3-6, para o Arsenal. Por cá o que se viu nos notíciários foi o chato empate do Chelsea «de Mourinho». Valha-nos a Sport TV. Eu sou um gunner supporter, mas este golo de Gerrard - que está em enorme forma - merece hossanas repetidas. É o 2-5, e depois disto o jogo continuou como se estivesse zero a zero. Prémio especial para quem descubra a lingua em que está relatado.
*mas sem o minimo de graça
Enquanto por cá a malta vai descansando, o melhor futebol do mundo tem de continuar. E no passado dia 9, um regalo. Para quem joga dia sim dia não, este jogo entre o Liverpool e o Arsenal, para a Carling Cup, foi absolutamente fantastico. Resultado: 3-6, para o Arsenal. Por cá o que se viu nos notíciários foi o chato empate do Chelsea «de Mourinho». Valha-nos a Sport TV. Eu sou um gunner supporter, mas este golo de Gerrard - que está em enorme forma - merece hossanas repetidas. É o 2-5, e depois disto o jogo continuou como se estivesse zero a zero. Prémio especial para quem descubra a lingua em que está relatado.
*mas sem o minimo de graça
quarta-feira, janeiro 10, 2007
Haircut 100 - Fantastic Day
Os Haircut 100 foram o lado pop-mais-que-perfeito da Postcard Records, a célebre editora escocesa independente que albergava no ínicio de 80 nomes como os Orange Juice, os Fire Engines, os Joseph K ou os Aztec Camera iniciais (basicamente Roddy Frame).Longe das gabardinas e angústias sortidas dos seus parceiros e editora, o grupo de Nick Heyward praticava a busca do refrão perfeito: Pelican West (1982) é um dos melhores «feel good records» da década, e onde estava este Fantastic Day, ao lado de Love Plus One ou Favorite Shirts (Boy Meets Girl). Com um visual clean cut e inglesissimo, os Haircut 100 eram o reverso da depressão industrial, um sonho filmado em estúdio, numa terra em que só havia finais felizes. Ideal para começar os dias.
Os Haircut 100 foram o lado pop-mais-que-perfeito da Postcard Records, a célebre editora escocesa independente que albergava no ínicio de 80 nomes como os Orange Juice, os Fire Engines, os Joseph K ou os Aztec Camera iniciais (basicamente Roddy Frame).Longe das gabardinas e angústias sortidas dos seus parceiros e editora, o grupo de Nick Heyward praticava a busca do refrão perfeito: Pelican West (1982) é um dos melhores «feel good records» da década, e onde estava este Fantastic Day, ao lado de Love Plus One ou Favorite Shirts (Boy Meets Girl). Com um visual clean cut e inglesissimo, os Haircut 100 eram o reverso da depressão industrial, um sonho filmado em estúdio, numa terra em que só havia finais felizes. Ideal para começar os dias.
segunda-feira, janeiro 08, 2007
SE ISTO NÃO É O AMOR ABSOLUTO, ROMÂNTICO, OCIDENTAL, INATINGÍVEL, IMORREDOURO, BELO; SE NÃO O É, NÃO SEI O QUE SEJA.
«so he shall never know how I love him: and that, not because he's handsome, Nelly, but because he's more myself than I am.»
«I cannot express it; but surely you and everybody have a notion that there is or should be an existence of yours beyond you. What were the use of my creation, if I were entirely contained here? My great miseries in this world have been Heathcliff's miseries, and I watched and felt each from the beginning: my great thought in living is himself. If all else perished, and he remained, I should still continue to be; and if all else remained, and he were annihilated, the universe would turn to a mighty stranger: I should not seem a part of it.»
Catherine, Wuthering Heights (Emily Brontë)
«so he shall never know how I love him: and that, not because he's handsome, Nelly, but because he's more myself than I am.»
«I cannot express it; but surely you and everybody have a notion that there is or should be an existence of yours beyond you. What were the use of my creation, if I were entirely contained here? My great miseries in this world have been Heathcliff's miseries, and I watched and felt each from the beginning: my great thought in living is himself. If all else perished, and he remained, I should still continue to be; and if all else remained, and he were annihilated, the universe would turn to a mighty stranger: I should not seem a part of it.»
Catherine, Wuthering Heights (Emily Brontë)
sexta-feira, janeiro 05, 2007
Kurt Elling In Paris
Kurt Elling é provavelmente o melhor cantor jazz da actualidade. Pelo menos é o meu favorito: um timbre versátil mas quente, uma técnica irrepreensível e um repertório maravilhoso. Esta fantástica versão de Nature Boy (com o seu scat no máximo) compensa o amadorismo do vídeo e o psicadelismo da ausência de som síncrono.
Kurt Elling é provavelmente o melhor cantor jazz da actualidade. Pelo menos é o meu favorito: um timbre versátil mas quente, uma técnica irrepreensível e um repertório maravilhoso. Esta fantástica versão de Nature Boy (com o seu scat no máximo) compensa o amadorismo do vídeo e o psicadelismo da ausência de som síncrono.
terça-feira, janeiro 02, 2007
A VERDADE SOBRE OS INTELECTUAIS Na casa onde passei o fim de ano, havia muitos livros trazidos pelos convidados de fim de semana. Assim de repente, e só para impressionar: Londres, de Virginia Woolf, a nova e soberba edição (Assírio&Alvim) de O Processo, de Franz Kafka, Wuthering Heights (em paperback anotado da Oxford Classics) e até, Deus meu, um exemplar de Huis-Clos, de Jean-Paul Sartre (coisas a que a vida académica obriga...). No entanto, na hora da verdade, o que a malta queria era jogar Party&Co.
quinta-feira, dezembro 28, 2006
quarta-feira, dezembro 27, 2006
sexta-feira, dezembro 22, 2006
SEASON'S GREETINGS Eu sei que nesta altura começa a haver uma espécie de top anual dos blogues e bloggers preferidos. Não farei o mesmo, por várias razões: por que os meus blogues favoritos são os suspeitos do costume; eles sabem quem são, a minha escolha não seria original e, sobretudo, nenhum necessita de um único encómio meu.
No entanto, outras coisas bizarras sucedem, a que não posso ficar indiferente: trata-se das pessoas que por excesso de generosidade ou equívoco mencionam este estabelecimento como um dos melhores. A essas eu agradeço, até por que são poucas e eu não gosto de fazer links: obrigado à Ana, que não deixa mal a sua família de excelentes bloggers; obrigado ao Luís Serpa, que mantém um blogue civilizado e culto graças à mão firme do seu skipper ( e me mata de inveja com as fotos das suas navegações); e obrigado à Carla, blogger in excelsis mas sobretudo alguém que pratica a amizade sábia e generosamente. Se de alguém me esqueci, aqui me penitencio.
Apenas irei referir um blogue neófito mas que de imediato me conquistou: o Pastoral Portuguesa, do Rogério Casanova, pela mistura maravilhosa de erudição, humor e estar-se nas tintas para o que acabei de escrever. E claro, um abraço special para os meus companheiros de trincheira, uma equipa de all-stars-but-one, o 31 da Armada. Posto isto, um Santo Natal para todos.
No entanto, outras coisas bizarras sucedem, a que não posso ficar indiferente: trata-se das pessoas que por excesso de generosidade ou equívoco mencionam este estabelecimento como um dos melhores. A essas eu agradeço, até por que são poucas e eu não gosto de fazer links: obrigado à Ana, que não deixa mal a sua família de excelentes bloggers; obrigado ao Luís Serpa, que mantém um blogue civilizado e culto graças à mão firme do seu skipper ( e me mata de inveja com as fotos das suas navegações); e obrigado à Carla, blogger in excelsis mas sobretudo alguém que pratica a amizade sábia e generosamente. Se de alguém me esqueci, aqui me penitencio.
Apenas irei referir um blogue neófito mas que de imediato me conquistou: o Pastoral Portuguesa, do Rogério Casanova, pela mistura maravilhosa de erudição, humor e estar-se nas tintas para o que acabei de escrever. E claro, um abraço special para os meus companheiros de trincheira, uma equipa de all-stars-but-one, o 31 da Armada. Posto isto, um Santo Natal para todos.
quarta-feira, dezembro 20, 2006

COISAS PARA DIZER A EVA GREEN
James Bond: Dry Martini.
Bartender: Oui, monsieur
James Bond: Wait... Three measures of Gordons; one of Vodka, half a measure of Kina Lillet. Shake it over ice, add a thin slice of lemon peel.
James Bond: I think I'll call it a Vesper.
Vesper Lynd: Why? Because it leaves a bitter aftertaste in your mouth?
James Bond: No, because once you've tasted it, you won't want anything else
terça-feira, dezembro 19, 2006
1001 UTILIZAÇÕES PARA A TLEBS (baseado numa história verdadeira) Numa conversa tardia e séria «sobre mulheres» um amigo cintila com uma citação (ou no mínimo paráfrase) de Camilo:«As reticências foram inventadas para as mulheres». Eu, pobre desculpa para Oscar Wilde de trazer por casa, só agora riposto em diferido:«E os pontos de interrogação, meu amigo ? E os de exclamação? E, oh espelho meu, os finais ?»
segunda-feira, dezembro 18, 2006
F**** CHRISTMAS, I'VE GOT THE BLUES, 2
Fine And Mellow
O ano é 1957. Billie Holiday está com a voz carregada de vida, de excesso de vida de que de resto iria morrer no ano seguinte. Por isso mesmo, este blues simples ganha uma força extraordinária, ainda por cima servido por várias gerações de astros do jazz: Ben Webster, Lester 'The Prez' Young, Coleman Hawkins ou Gerry 'Cool' Mulligan representam escolas e tempos diferentes de saxofonistas. Particularmente comovente é o olhar que Holiday faz aquando do solo do seu amigo [o segundo solista], ex-amante e cúmplice musical Lester Young. Um dos momentos mais bonitos na história da música popular.
*com um obrigado ao Gonçalo Rosas, pela ajuda a um ignorante informático.
Fine And Mellow
O ano é 1957. Billie Holiday está com a voz carregada de vida, de excesso de vida de que de resto iria morrer no ano seguinte. Por isso mesmo, este blues simples ganha uma força extraordinária, ainda por cima servido por várias gerações de astros do jazz: Ben Webster, Lester 'The Prez' Young, Coleman Hawkins ou Gerry 'Cool' Mulligan representam escolas e tempos diferentes de saxofonistas. Particularmente comovente é o olhar que Holiday faz aquando do solo do seu amigo [o segundo solista], ex-amante e cúmplice musical Lester Young. Um dos momentos mais bonitos na história da música popular.
*com um obrigado ao Gonçalo Rosas, pela ajuda a um ignorante informático.
DO BLOGGER ENQUANTO BÍGAMO Na minha outra casa, Francisco José Viegas e Pedro Mexia discutem a TLEBS. Um vídeo da 31tv.

NO PROMISES, DISSE ELA. E fez muito bem em dizê-lo. O disco é formalmente igual ao anterior, desta vez com a voz de Bruni a inquietar-nos em inglês. Mas o que canta a moça? Yeats, Auden, Emily Dickson, Christina Rossetti, Walter De La Mare e muito adequadamente, Dorothy Parker. Que se lixem as promessas: esta mulher merece-me uma estátua, um lugar vitalício nos meus sonhos. Até 15 de Janeiro, dia em que o disco será editado, fique-se com o video e alguns temas aqui.
quinta-feira, dezembro 14, 2006
THE GIST E LOVE AT FIRST SIGHT Em disposição particularmente nostálgica, acordei com a inofensiva obsessão de encontrar registo de uma das mais bonitas canções dos anos 80: chama-se Love At First Sight, e era cantada pelos The Gist, de Stuart e Philip Moxham, ideológos dos anteriores e excelsos Young Marble Giants. Estiveram por cá em 1982, em Vilar de Mouros, num concerto que tive o privilégio de ver. Foram maltratados por uns punks de provincia, sobretudo quando Stuart colocou no palco o seu gravador de fita, onde estavam gravadas as drum lines de cada canção. Na altura terá dito qualquer coisa como 'don't you know rock n' roll is dead?' e tinha toda a razão.
Love At First sight é o romantismo minimal, guitarrras sussurradas, onde tudo fica por dizer e nada fica para dizer. Brilhantíssimo. Neste processo, descobri um excelente blog:este, e o mp3 de Love At First Sight aqui mesmo.
Love At First sight é o romantismo minimal, guitarrras sussurradas, onde tudo fica por dizer e nada fica para dizer. Brilhantíssimo. Neste processo, descobri um excelente blog:este, e o mp3 de Love At First Sight aqui mesmo.
segunda-feira, dezembro 11, 2006
sexta-feira, dezembro 08, 2006
AUTOBIOGRAFIA, ESCRITA POR OUTRÉM
THE ONLY POEM
This is the only poem
I can read
I am the only one
can write it
I didn't kill myself
when things went wrong
I didn't turn
to drugs or teaching
I tried to sleep
but when I couldn't sleep
I learned to write
I learned to write
what might be read
on nights like this
by one like me
Leonard Cohen
THE ONLY POEM
This is the only poem
I can read
I am the only one
can write it
I didn't kill myself
when things went wrong
I didn't turn
to drugs or teaching
I tried to sleep
but when I couldn't sleep
I learned to write
I learned to write
what might be read
on nights like this
by one like me
Leonard Cohen
quarta-feira, dezembro 06, 2006
segunda-feira, dezembro 04, 2006
Tears, idle tears
Tears, idle tears, I know not what they mean,
Tears from the depth of some divine despair
Rise in the heart, and gather to the eyes,
In looking on the happy autumn-fields,
And thinking of the days that are no more.
Fresh as the first beam glittering on a sail,
That brings our friends up from the underworld,
Sad as the last which reddens over one
That sinks with all we love below the verge;
So sad, so fresh, the days that are no more.
Ah, sad and strange as in dark summer dawns
The earliest pipe of half-awakened birds
To dying ears, when unto dying eyes
The casement slowly grows a glimmering square;
So sad, so strange, the days that are no more.
Dear as remembered kisses after death,
And sweet as those by hopeless fancy feigned
On lips that are for others; deep as love,
Deep as first love, and wild with all regret;
O Death in Life, the days that are no more!
Alfred Lord Tennyson
Tears, idle tears, I know not what they mean,
Tears from the depth of some divine despair
Rise in the heart, and gather to the eyes,
In looking on the happy autumn-fields,
And thinking of the days that are no more.
Fresh as the first beam glittering on a sail,
That brings our friends up from the underworld,
Sad as the last which reddens over one
That sinks with all we love below the verge;
So sad, so fresh, the days that are no more.
Ah, sad and strange as in dark summer dawns
The earliest pipe of half-awakened birds
To dying ears, when unto dying eyes
The casement slowly grows a glimmering square;
So sad, so strange, the days that are no more.
Dear as remembered kisses after death,
And sweet as those by hopeless fancy feigned
On lips that are for others; deep as love,
Deep as first love, and wild with all regret;
O Death in Life, the days that are no more!
Alfred Lord Tennyson
O AUTOR DESTE BLOG, NUM RARÍSSIMO MOMENTO NARCÍSICO O excelente Luís Carmelo cometeu a imprudência de pedir a minha colaboração na sua extensíssima série de entrevistas, um clássico da blogosfera. Sem dispensar a visita ao Miniscente, aqui fica a transcrição:
O que é que lhe diz a palavra ?blogosfera??
Pedaços de idiossincracias, bitaites geniais, comentários sérios, deslumbres, ensaios, seduções, insultos, baixezas e vilanias, liberdade, paciência, irritações, amores e ódios. A vida sem ser a vida.
Qual foi o acontecimento (nacional ou internacional) que mais intensamente seguiu apenas através de blogues?
Apenas por blogues, nenhum, até por questões profissionais. Mas quer-me parecer que se isso acontecesse faria de mim um homem muito triste e solitário.
Qual foi o maior impacto que os blogues tiveram na sua vida pessoal?
Desde logo, a redescoberta da paixão, que andava escondida nos media tradicionais. Paixão ideológica, amorosa, bibliófila, filosófica. Depois permitiu-me chegar a pessoas que seria difícil de conhecer de outra maneira; dessas fiquei amigo de algumas e correlegionário de outras. De um ponto de vista ainda mais pessoal, os blogues também tiveram o seu papel. Mas disso não falo.
Acredita que a blogosfera é uma forma de expressão editorialmente livre?
É pelo menos a mais livre, com tudo o que isso implica. Não há polícia nem porteiro nem consumo mínimo: tudo está dependente do bom-senso e da boa educação. E, milagrosamente, a coisa funciona.
O que é que lhe diz a palavra ?blogosfera??
Pedaços de idiossincracias, bitaites geniais, comentários sérios, deslumbres, ensaios, seduções, insultos, baixezas e vilanias, liberdade, paciência, irritações, amores e ódios. A vida sem ser a vida.
Qual foi o acontecimento (nacional ou internacional) que mais intensamente seguiu apenas através de blogues?
Apenas por blogues, nenhum, até por questões profissionais. Mas quer-me parecer que se isso acontecesse faria de mim um homem muito triste e solitário.
Qual foi o maior impacto que os blogues tiveram na sua vida pessoal?
Desde logo, a redescoberta da paixão, que andava escondida nos media tradicionais. Paixão ideológica, amorosa, bibliófila, filosófica. Depois permitiu-me chegar a pessoas que seria difícil de conhecer de outra maneira; dessas fiquei amigo de algumas e correlegionário de outras. De um ponto de vista ainda mais pessoal, os blogues também tiveram o seu papel. Mas disso não falo.
Acredita que a blogosfera é uma forma de expressão editorialmente livre?
É pelo menos a mais livre, com tudo o que isso implica. Não há polícia nem porteiro nem consumo mínimo: tudo está dependente do bom-senso e da boa educação. E, milagrosamente, a coisa funciona.
segunda-feira, novembro 27, 2006
Ricky Gervais em Extras
Já não bastava o homem ser genial em The Office. Agora, em Extras - que a nossa excelsa televisão fez o favor de anunciar muito discretamente e acho muito bem - , Gervais continua a ser castigado. No episódio de domingo passado foi Ben Stiller. Aqui é Bowie que o humilha, num vintage Gervais confrangedor. Ver até ao fim.
Já não bastava o homem ser genial em The Office. Agora, em Extras - que a nossa excelsa televisão fez o favor de anunciar muito discretamente e acho muito bem - , Gervais continua a ser castigado. No episódio de domingo passado foi Ben Stiller. Aqui é Bowie que o humilha, num vintage Gervais confrangedor. Ver até ao fim.
domingo, novembro 26, 2006
MÁRIO CESARINY DE VASCONCELOS
PASTELARIA
Afinal o que importa não é a literatura
nem a crítica de arte
nem a câmara escura
Afinal o que importa não é bem o
negócio
nem o ter dinheiro ao lado de ter
horas de ócio
Afinal o que importa não é ser novo e galante
- ele há tanta maneira de compor uma estante
Afinal o que importa é não ter medo: fechar os olhos frente ao precipício
e cair verticalmente no vício
Não é verdade rapaz? E amanhã há bola
antes de haver cinema
madame blanche e parola
Que afinal o que importa não é haver gente com fome
porque assim como assim ainda há muita gente que come
Que afinal o que importa é não ter medo
de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:
Gerente! Este leite está azedo!
Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludo
à saída da pastelaria, e lá fora ? ah, lá fora! ? rir de tudo
No riso admirável de quem sabe e gosta
ter lavados e muitos dentes brancos à mostra
Nobilíssima Visão (1945-1946), in burlescas, teóricas e sentimentais (1972)
PASTELARIA
Afinal o que importa não é a literatura
nem a crítica de arte
nem a câmara escura
Afinal o que importa não é bem o
negócio
nem o ter dinheiro ao lado de ter
horas de ócio
Afinal o que importa não é ser novo e galante
- ele há tanta maneira de compor uma estante
Afinal o que importa é não ter medo: fechar os olhos frente ao precipício
e cair verticalmente no vício
Não é verdade rapaz? E amanhã há bola
antes de haver cinema
madame blanche e parola
Que afinal o que importa não é haver gente com fome
porque assim como assim ainda há muita gente que come
Que afinal o que importa é não ter medo
de chamar o gerente e dizer muito alto ao pé de muita gente:
Gerente! Este leite está azedo!
Que afinal o que importa é pôr ao alto a gola do peludo
à saída da pastelaria, e lá fora ? ah, lá fora! ? rir de tudo
No riso admirável de quem sabe e gosta
ter lavados e muitos dentes brancos à mostra
Nobilíssima Visão (1945-1946), in burlescas, teóricas e sentimentais (1972)
A OUVIR, EM MODO REPEAT 1 - Smile! No One Cares How You Feel, de The Tragic Treasury: songs from A Series Of Unfortunate Events, dos The Gothic Archies.Contém este grande verso:«Always the best disguise/a license to defile/ everyone you despise will die, so smile».
Adenda essencial, retirada do site já citado: « What makes this band different from The Magnetic Fields is that any glimmer of hope is absolutely extinguished. »
Adenda essencial, retirada do site já citado: « What makes this band different from The Magnetic Fields is that any glimmer of hope is absolutely extinguished. »
terça-feira, novembro 21, 2006
DRESS REHEARSAL RAG: A RAIVA TRISTE Hoje de manhã liguei o rádio do carro, e como um soco ouvi Dress Rehearsal Rag, de Leonard Cohen. É das canções que mais gosto e mais evito, um poema/letra suicida que só se pode ouvir com muita felicidade ou na miséria total. Todo o estado intermédio pode causar lesões irreversíveis, ou uma dor aguda a entrar pela alma dentro. Foi o que me aconteceu, e o colocar aqui a letra na íntegra é disso prova. Dress Rehearsal Rag pertence a um dos melhores - o melhor? - disco de todos os tempos, onde a tristeza e a raiva se confundem, e só o passado oferece consolo para logo a seguir destruir o presente. Songs Of Love And Hate (1970)contém ainda Avalanche e Famous Blue Raincoat, por exemplo. É uma obra-prima do maior escritor de canções desde os meados do século XX. Ler com cuidado.
Four o'clock in the afternoon
and I didn't feel like very much.
I said to myself, "Where are you golden boy,
where is your famous golden touch?"
I thought you knew where
all of the elephants lie down,
I thought you were the crown prince
of all the wheels in Ivory Town.
Just take a look at your body now,
there's nothing much to save
and a bitter voice in the mirror cries,
"Hey, Prince, you need a shave."
Now if you can manage to get
your trembling fingers to behave,
why don't you try unwrapping
a stainless steel razor blade?
That's right, it's come to this,
yes it's come to this,
and wasn't it a long way down,
wasn't it a strange way down?
There's no hot water
and the cold is running thin.
Well, what do you expect from
the kind of places you've been living in?
Don't drink from that cup,
it's all caked and cracked along the rim.
That's not the electric light, my friend,
that is your vision growing dim.
Cover up your face with soap, there,
now you're Santa Claus.
And you've got a gift for anyone
who will give you his applause.
I thought you were a racing man,
ah, but you couldn't take the pace.
That's a funeral in the mirror
and it's stopping at your face.
That's right, it's come to this,
yes it's come to this,
and wasn't it a long way down,
ah wasn't it a strange way down?
Once there was a path
and a girl with chestnut hair,
and you passed the summers
picking all of the berries that grew there;
there were times she was a woman,
oh, there were times she was just a child,
and you held her in the shadows
where the raspberries grow wild.
And you climbed the twilight mountains
and you sang about the view,
and everywhere that you wandered
love seemed to go along with you.
That's a hard one to remember,
yes it makes you clench your fist.
And then the veins stand out like highways,
all along your wrist.
And yes it's come to this,
it's come to this,
and wasn't it a long way down,
wasn't it a strange way down?
You can still find a job,
go out and talk to a friend.
On the back of every magazine
there are those coupons you can send.
Why don't you join the Rosicrucians,
they can give you back your hope,
you can find your love with diagrams
on a plain brown envelope.
But you've used up all your coupons
except the one that seems
to be written on your wrist
along with several thousand dreams.
Now Santa Claus comes forward,
that's a razor in his mit;
and he puts on his dark glasses
and he shows you where to hit;
and then the cameras pan,
the stand in stunt man,
dress rehearsal rag,
it's just the dress rehearsal rag,
you know this dress rehearsal rag,
it's just a dress rehearsal rag.
Four o'clock in the afternoon
and I didn't feel like very much.
I said to myself, "Where are you golden boy,
where is your famous golden touch?"
I thought you knew where
all of the elephants lie down,
I thought you were the crown prince
of all the wheels in Ivory Town.
Just take a look at your body now,
there's nothing much to save
and a bitter voice in the mirror cries,
"Hey, Prince, you need a shave."
Now if you can manage to get
your trembling fingers to behave,
why don't you try unwrapping
a stainless steel razor blade?
That's right, it's come to this,
yes it's come to this,
and wasn't it a long way down,
wasn't it a strange way down?
There's no hot water
and the cold is running thin.
Well, what do you expect from
the kind of places you've been living in?
Don't drink from that cup,
it's all caked and cracked along the rim.
That's not the electric light, my friend,
that is your vision growing dim.
Cover up your face with soap, there,
now you're Santa Claus.
And you've got a gift for anyone
who will give you his applause.
I thought you were a racing man,
ah, but you couldn't take the pace.
That's a funeral in the mirror
and it's stopping at your face.
That's right, it's come to this,
yes it's come to this,
and wasn't it a long way down,
ah wasn't it a strange way down?
Once there was a path
and a girl with chestnut hair,
and you passed the summers
picking all of the berries that grew there;
there were times she was a woman,
oh, there were times she was just a child,
and you held her in the shadows
where the raspberries grow wild.
And you climbed the twilight mountains
and you sang about the view,
and everywhere that you wandered
love seemed to go along with you.
That's a hard one to remember,
yes it makes you clench your fist.
And then the veins stand out like highways,
all along your wrist.
And yes it's come to this,
it's come to this,
and wasn't it a long way down,
wasn't it a strange way down?
You can still find a job,
go out and talk to a friend.
On the back of every magazine
there are those coupons you can send.
Why don't you join the Rosicrucians,
they can give you back your hope,
you can find your love with diagrams
on a plain brown envelope.
But you've used up all your coupons
except the one that seems
to be written on your wrist
along with several thousand dreams.
Now Santa Claus comes forward,
that's a razor in his mit;
and he puts on his dark glasses
and he shows you where to hit;
and then the cameras pan,
the stand in stunt man,
dress rehearsal rag,
it's just the dress rehearsal rag,
you know this dress rehearsal rag,
it's just a dress rehearsal rag.
segunda-feira, novembro 20, 2006
ONDE É QUE ESTAVA NO 25 DE NOVEMBRO? Francamente não me lembro. Mas sei onde irei estar a partir deste 25: aqui mesmo. E já falta pouco.
sexta-feira, novembro 17, 2006
OK, DO YOU WANT SOMETHING SIMPLE ? Intimado pela Carla, e porque estas correntes blogosféricas me assustam mais do que as enviadas por e-mail, capitulo e falo de manias próprias. É território pantanoso, já que por vezes se podem confundir com traços de personalidade. Até por que assim de repente não me lembro de nenhum comportamento obsessivo ou psicopatológico (but then again, would I?).
Assim sendo , aqui fica o que consegui encontrar, sem ordem de irritação para terceiros ou importância:
1.É-me dificil completar mais de quatro frases sem lá meter uma expressão idiomática anglo-saxónica, ou uma mera palavrinha que seja. Como tenho amigos que fazem o mesmo, não dou por isso; os outros aguentam ou maçam-se.
2.Tenho a mania de que sei gramática e escrever. Mas passa sempre.
3.Tenho uma obsessão de classe média pelas boas maneiras. «Manners before morals» não é para mim um aforismo giro: é a Verdade.
4.Sou excessivamente educado com empregados de mesa em particular e funcionários públicos em geral.
5.Pior ainda, justifico literariamente a alínea anterior mal tenha oportunidade («Estás a ver o Anthony Beavis do Eyeless In Gaza, do Huxley ? Aquela parte em que ele é super-educado com uma florista porque assim se protege das« classes baixas»...). Deus me perdoe.
6.Aplico uma canção a qualquer episódio da minha vida, transformando-a assim num ciclópico musical.
7.Tenho a mania de que sou o português que mais sabe sobre Frank Sinatra e tudo à volta. E desculpem lá, provavelmente é verdade.
8.Quando vou conhecer alguém, gosto de ir carregado de preconceitos, para confirmar ou deslumbrar-me.
9.Fico contente por ficar triste (cá está: Glad To Be Unhappy, Richard Rodgers/Lorenz Hart)
10.Tenho a mania de me apaixonar.
Já chega. Agora é convosco, Margot, Tiago, Tiago e maradona. Se tiverem pachorra, claro.
Assim sendo , aqui fica o que consegui encontrar, sem ordem de irritação para terceiros ou importância:
1.É-me dificil completar mais de quatro frases sem lá meter uma expressão idiomática anglo-saxónica, ou uma mera palavrinha que seja. Como tenho amigos que fazem o mesmo, não dou por isso; os outros aguentam ou maçam-se.
2.Tenho a mania de que sei gramática e escrever. Mas passa sempre.
3.Tenho uma obsessão de classe média pelas boas maneiras. «Manners before morals» não é para mim um aforismo giro: é a Verdade.
4.Sou excessivamente educado com empregados de mesa em particular e funcionários públicos em geral.
5.Pior ainda, justifico literariamente a alínea anterior mal tenha oportunidade («Estás a ver o Anthony Beavis do Eyeless In Gaza, do Huxley ? Aquela parte em que ele é super-educado com uma florista porque assim se protege das« classes baixas»...). Deus me perdoe.
6.Aplico uma canção a qualquer episódio da minha vida, transformando-a assim num ciclópico musical.
7.Tenho a mania de que sou o português que mais sabe sobre Frank Sinatra e tudo à volta. E desculpem lá, provavelmente é verdade.
8.Quando vou conhecer alguém, gosto de ir carregado de preconceitos, para confirmar ou deslumbrar-me.
9.Fico contente por ficar triste (cá está: Glad To Be Unhappy, Richard Rodgers/Lorenz Hart)
10.Tenho a mania de me apaixonar.
Já chega. Agora é convosco, Margot, Tiago, Tiago e maradona. Se tiverem pachorra, claro.
domingo, novembro 12, 2006
NOTA NECESSÁRIA Fazendo o balanço (e o que eu gosto de «fazer balanços»!) dos últimos dez a quinze posts, verifico que os temas são predominantemente musicais. Ora isto pode dar a ideia errada ao leitor de que aqui escreve uma pessoa feliz, e nós não queremos isso. O pathos segue dentro de momentos.
terça-feira, novembro 07, 2006
Dandy Warhols - Not If You Were The Last Junkie On Earth
E depois de uns posts existenciais e semi-crípticos, um docinho. Os Dandy Warhols dificilmente entrarão para a história da música, mas ninguém os pode acusar de não fazerem belas canções de refrão certinho. Este Not if you were... tem toda a imagem de marca dos rapazes: tema simples e contagiante, com espaço para uma letra divertida e blasé (puro dandismo) que culmina no maravilhoso refrão "I never thought you'd be a junkie/'cause heroin is so passé"... O video é de David Lachapelle e a teclista é gira.
E depois de uns posts existenciais e semi-crípticos, um docinho. Os Dandy Warhols dificilmente entrarão para a história da música, mas ninguém os pode acusar de não fazerem belas canções de refrão certinho. Este Not if you were... tem toda a imagem de marca dos rapazes: tema simples e contagiante, com espaço para uma letra divertida e blasé (puro dandismo) que culmina no maravilhoso refrão "I never thought you'd be a junkie/'cause heroin is so passé"... O video é de David Lachapelle e a teclista é gira.
sábado, novembro 04, 2006
VÉNUS DIRÁ AGORA ALGUMAS PALAVRAS Devemos sempre desconfiar das canções. São meretrizes oportunistas, que esperam apenas uma fraquezazita para se insinuarem. E tanto faz que seja o Night and Day ou o Feelings: ambos têm o mesmo valor sentimental se disparados na altura certa. Por exemplo, agora estou a ouvir Glad To Be Unhappy,cantado por Sinatra no seu apogeu. Canção perfeita, hino pessoal, bóia desavergonhada a que me agarrei inúmeras vezes. Mas a minha verdade pessoal pede-me uma canção muito específica da Jovem Guarda, que o pudor e a minha integridade física me impedem de publicar. Valha-nos quem tenha escrito mais e melhor. Assobiemos para o ar e citemos:
One struggle more, and I am free
From pangs that rend my heart in twain;
One last long sigh to love and thee,
Then back to busy life again.
One struggle more and I am free, Lord Byron (excerto)
Quando chega, meus amigos, não há juizo nem idade que nos valha. Tentemos agora ficar por aqui. Mas nada de promessas: deveríamos já saber que quem promete, aposta.
One struggle more, and I am free
From pangs that rend my heart in twain;
One last long sigh to love and thee,
Then back to busy life again.
One struggle more and I am free, Lord Byron (excerto)
Quando chega, meus amigos, não há juizo nem idade que nos valha. Tentemos agora ficar por aqui. Mas nada de promessas: deveríamos já saber que quem promete, aposta.
sexta-feira, novembro 03, 2006
TODOS DIFERENTES, TODOS TAMBÉM Nem só de posts vive o homem (e a mulher). Sabendo disso muitíssimo bem, um grupo de pessoas talentosas que acumulam como característica serem Católicos ou Protestantes juntaram-se e fizeram o Trento Na Língua. Grande nome, grande blogue. Um ecumenismo que se espera não seja sempre pacífico.
quarta-feira, novembro 01, 2006
sexta-feira, outubro 27, 2006
Max Raabe - Schieß den Ball ins Tor
Então, Max Raabe. O homem que quer reviver as orquestras de Berlim nas décadas de 20 e 30 e francamente consegue-o. Especialista em versões alto-barítono de êxitos pop (como o magnífico Oops...I did it again, de Britney Spears, que a Carla ofereceu generosamente ao povo) Raabe é mais criativo e genial na ponta de uma unha do que os Nouvelle Vague todos juntos. Como exemplo, escute-se esta football song, que em português quer dizer mais ou menos «Chuta a bola para o golo». Dá vontade de invadir a Polónia, mas é muito boa.
Então, Max Raabe. O homem que quer reviver as orquestras de Berlim nas décadas de 20 e 30 e francamente consegue-o. Especialista em versões alto-barítono de êxitos pop (como o magnífico Oops...I did it again, de Britney Spears, que a Carla ofereceu generosamente ao povo) Raabe é mais criativo e genial na ponta de uma unha do que os Nouvelle Vague todos juntos. Como exemplo, escute-se esta football song, que em português quer dizer mais ou menos «Chuta a bola para o golo». Dá vontade de invadir a Polónia, mas é muito boa.
quinta-feira, outubro 26, 2006
Richard Cheese and Lounge Against the Machine
Richard Cheese, um homem que dedicou a sua vida a transformar êxitos rock e hip hop em brilhantes canções lounge. Neste vídeo, Cheese ataca Baby's Got Back, de Sir Mix-A-Lot, e o mais reconhecível Personal Jesus, dos Depeche Mode. Brilhante.Dedicado à Charlotte, agradecendo o Max Raabe, de que falarei mais tarde.
Richard Cheese, um homem que dedicou a sua vida a transformar êxitos rock e hip hop em brilhantes canções lounge. Neste vídeo, Cheese ataca Baby's Got Back, de Sir Mix-A-Lot, e o mais reconhecível Personal Jesus, dos Depeche Mode. Brilhante.Dedicado à Charlotte, agradecendo o Max Raabe, de que falarei mais tarde.
segunda-feira, outubro 23, 2006
ALL FALL DOWN* O Pedro Mexia tem vindo, numa série de posts, a recordar a obra de Adrian Borland, que considera um autor subestimado do indie rock dos anos 80. Tem razão: Borland teve o azar de crescer musicalmente com os The Sound, que praticavam o que abusivamente à época se chamava de «música urbano-depressiva», e que era regido pela sombra tutelar dos Joy Division e Echo&The Bunnymen. Na verdade, o que Borland cantava era a tristeza, a pura tristeza, um assunto muito delicado para ser tratado pela música popular e pelo rock em particular. Só alguns génios mais ou menos atormentados o conseguiram fazer de forma perene, caso de Leonard Cohen ou de Ian Curtis - este último contemporâneo do vocalista dos The Sound e com um destino trágico semelhante.Os The Sound, com o seu som épico, a abrir, gozaram de precária glória, devida sobretudo ao disco From the lions mouth - que lhes deu direito, aliás, a uma exclente passagem pelo Rock Rendez Vous, em 1981 ou 82, já não me lembro. Mas lembro-me de os ver - prerrogativa da idade - e da espantosa energia que contrastava com o que Adrian cantava. «What holds your hope together/make sure it's strong enough»: os primeiros versos de Winning, o tema que abria o disco. Depois deste pico de carreira, a obra de Borland continuou, errática mas com pérolas que merecem ser redescobertas. Ao mesmo tempo, a sua sanidade mental deteriorava-se de diaq para dia. Morreu em 1999,com 41 anos, na estação de Wimbledon, depois de se ter lançado para frente de um comboio. Numa altura em que os epígonos musicais da época são pouco mais do que pífios («vinte anos piores», diria um amigo meu), aconselho a busca do original.
*título de um disco dos The Sound
sábado, outubro 21, 2006
DA ILHA Terão passado assim tantos anos para que o meu entusiasmo me tenha iludido tanto ? Terás estado na mesma ilha do que eu, Inês ? Não há nada a perdoar; tenho pena, é tudo. But we'll always have Belfast.
sexta-feira, outubro 20, 2006
ADICIONAR AOS FAVORITOS Provavelmente um dos mais correctos e civilizados blogues escritos em português. Mas com a injusta vantagem de estar sediado na capital da civilização.Mesmo assim, o homem consegue ultrapassar este hiper-handicap com puro talento. Lêde, que sabeis como os meus encómios são parcos.
O VERDADEIRO 31 Nada como ser um gentleman farmer, com a vantagem de estar perto da cidade e não aturar os bichos. Depois, ou sobretudo, isto: conhecer cúmplices, conspirar sériamente, jantar informalmente, beber mais ou menos seja o que for, dizer mal do Diogo Infante e dos actores e dramaturgos nacionais a quem de direito e que se ri connosco, conspirar mais e voltar a casa para exigir a cabeça da ovelha que defecou em frente ao portão da garagem. Paradise Lost? 'tá bem, mas a gente entretém-se.
terça-feira, outubro 17, 2006
sexta-feira, outubro 13, 2006
PORQUE É QUE NÃO TEMOS APENAS UMA ORELHA NO MEIO DA CARA ? É cool ? A resposta adequada a estas e outras perguntas pode ser o seu passaporte para o lugar onde é feita a civilização. O melhor é ler aqui.
quarta-feira, outubro 11, 2006
sexta-feira, outubro 06, 2006
«FOR BLACK IS WHAT I FEEL IN THE INSIDE»
Mais um poema de Philip Larkin, triste como o dia, este meu dia.
Next, Please
Always too eager for the future,
Pick up bad habits of expectancy.
Something is always approaching, every day
Till then we say,
Watching from a bluff the tiny, clear,
Sparkling armada of promises draw near.
How slow they are!
And how much time they waste,
Refusing to make haste!
Yet still they leave us holding wretched stalks
Of disappointment, for, though nothing balks
Each big approach, leaning with brasswork prinked,
Each rope distinct,
Flagged, and the figurehead with golden tits
Arching our way, it never anchors; it's
No sooner present than it turns to past.
Right to the last
We think each one will heave to and unload
All good into our lives, all we are owed
For waiting so devoutly and so long.
But we are wrong:
Only one ship is seeking us, a black-
Sailed unfamiliar, towing at her back
A huge and birdless silence. In her wake
No waters breed or break.
Mais um poema de Philip Larkin, triste como o dia, este meu dia.
Next, Please
Always too eager for the future,
Pick up bad habits of expectancy.
Something is always approaching, every day
Till then we say,
Watching from a bluff the tiny, clear,
Sparkling armada of promises draw near.
How slow they are!
And how much time they waste,
Refusing to make haste!
Yet still they leave us holding wretched stalks
Of disappointment, for, though nothing balks
Each big approach, leaning with brasswork prinked,
Each rope distinct,
Flagged, and the figurehead with golden tits
Arching our way, it never anchors; it's
No sooner present than it turns to past.
Right to the last
We think each one will heave to and unload
All good into our lives, all we are owed
For waiting so devoutly and so long.
But we are wrong:
Only one ship is seeking us, a black-
Sailed unfamiliar, towing at her back
A huge and birdless silence. In her wake
No waters breed or break.
quinta-feira, outubro 05, 2006
Elogio de Sinatra, por Bono
O melhor texto sobre Frank Sinatra alguma vez feito em todo o universo. Lágrimas, risos, verdade - tudo em doses justas.Exemplos: «band man and loner, troubleshooter and troublemaker, the chairman who would rather show you his scars than his medals(...), the living proof God's a Catholic».
Lindo e definitivo, dito durante a entrega do Emmy de Carreira ao Mestre, em 1995.
O melhor texto sobre Frank Sinatra alguma vez feito em todo o universo. Lágrimas, risos, verdade - tudo em doses justas.Exemplos: «band man and loner, troubleshooter and troublemaker, the chairman who would rather show you his scars than his medals(...), the living proof God's a Catholic».
Lindo e definitivo, dito durante a entrega do Emmy de Carreira ao Mestre, em 1995.
Monty Python - French Sketch
Um sketch histórico, um verdadeiro deleite para quem combatre os bloody frogs desde pequeno. Trinta anos depois, ainda concordo com um amigo que afirma que «não é um sketch, é um documentário». Maravilhosos pormenores: «Mon collegue, le poof célebre», e «oú sont les bagages?».
Um sketch histórico, um verdadeiro deleite para quem combatre os bloody frogs desde pequeno. Trinta anos depois, ainda concordo com um amigo que afirma que «não é um sketch, é um documentário». Maravilhosos pormenores: «Mon collegue, le poof célebre», e «oú sont les bagages?».
quinta-feira, setembro 28, 2006
LAMENTO DO ADEPTO RESIGNADO Já o disse: o meu clube é a Académica de Coimbra, para o bem e para o mal. Mais nenhum. Sofro e amo com paixão. Nas raras vezes em que vou ao estádio, fico sem voz. Mas há limites: a Mancha Negra, claque exemplar e divertida da Briosa, criou um novo cântico, com a melodia do refrão de Pobres dos Ricos, da Floribella. Só podem estar a brincar. Com que cara é que eu irei estar entre eles, a cantar «sou da Briosa e canto canto sempre/Em todo o lado eu estou sempre presente/O preto e branco apoio eternamente/Tu não consegues sair da minha mente!!» ? Felizmente posso levar os meus filhos.
TOO MUCH TIME ON MY HANDS
| You Are a Mermaid |
![]() |
What Mythological Creature Are You?














