sexta-feira, janeiro 19, 2007

NUNO MIGUEL GUEDES SOBRE NUNO MARIA GUEDES : «É um estóico. Entalado entre duas irmãs, uma mais velha e outra mais nova, resiste com firmeza às investidas das Barbies, Bratz e Polly Pockets, retaliando com a unidade de elite dos Power Rangers, secundados pelos temíveis Pokémon. Capaz de jogar em qualquer posição do campo, prefere sabiamente a solidão do guarda-redes. Revela uma preocupante inclinação para o Sporting Clube de Portugal, mas penso que se deve apenas ao grande felino que serve de emblema ao clube. Na mesma ordem de ideias, admira também o Marquês de Pombal.
- É então alguém que sinceramente admira ?
- Faz parte do trio maravilha a quem devo tudo o que irei ser de melhor e a compreensão do mau que fui antes de receber a bênção de os ter na minha vida. É meu filho, e faz sete anos amanhã.»

quinta-feira, janeiro 18, 2007

GOSTARIA APENAS DE LEMBRAR



ATLÂNTICO
Ano Novo, Atlântico Sempre

Sexta-feira, 26 de Janeiro
venha celebrar o Novo Ano com a revista Atlântico


Dijays: Eduardo Nogueira Pinto, Francisco Mendes da Silva, Nuno Costa Santos e Nuno Miguel Guedes (o gerente deste estabelecimento)

Uma festa tão chique, tão chique que até os DJays têm todos três nomes.

FRÁGIL - Rua da Atalaia, 126, Bairro Alto, Lisboa

quarta-feira, janeiro 17, 2007

«OPRESSED BY THE FIGURES OF BEAUTY», 2:MAUREEN O'HARA
The quiet man:o elogio do regresso

John Ford, no seu laconismo e falta de paciência, dizia de The quiet man que era apenas «a história de um homem que quer levar a mulher para a cama». Também, mas muito, muito mais: é a Irlanda, o passado que nos persegue, a irlandesa linda e de mau feitio, a pancadaria e a competição masculina, a amizade, o male-bonding, o confronto de tempo e cultura.E,sobretudo, é o elogio do regresso, das palavras e conceitos mais bonitos que se conhecem. Regressar a algo a que se pertence sem nunca o ter conhecido- o amor, uma terra, um país: eis a terna nostalgia de Ford a funcionar em pleno. Há também o amor como deveria ser, demonstrado aqui no mais belo beijo da história do cinema. É uma benção quando momentos destes se cruzam com a nossa vida, por fugazes que sejam.

terça-feira, janeiro 16, 2007



GOD SAVE THE QUEEN! Chegaram, viram e venceram: os cidadãos da Ilha deram mais uma alegria a quem os admira: Dame Helen Mirren (na foto), Jeremy Irons, o ex-remador por Cambridge Hugh Laurie, Emily Hunt, Bill Nighy e Sacha Baron Cohen (num discurso maravilhoso, feito com a própria voz, em que se nota um leve sotaque posh) arrasaram nos Globos de Ouro. É justo (mais pormenores e video aqui) e sobre a Inglaterra descanso, uma vez mais, o meu caso. Por outro lado, o prémio mais divertido foi para Clint Eastwood: Melhor Filme em língua estrangeira por Cartas de Iwo Jima, falado em japonês.


JUSTIÇA POÉTICA O poeta irlandês Seamus Heaney venceu o prémio TS Eliot, com o seu recente livro District And Circle. Depois do Nobel, este é o segundo sinal certeiro que indica Heaney como um dos enormes poetas contemporâneos. Fica uma pequena amostra, de District And Circle.
The Nod
Saturday evenings we would stand in line
In Loudan's butcher shop. Red beef, white string,
Brown paper ripped straight off for parcelling
Along the counter edge. Rib roast and shin
Plonked down, wrapped up, and bow-tied neat and clean
But seeping blood. Like dead weight in a sling,
Heavier far than I had been expecting
While my father shelled out for it, coin by coin.
Saturday evenings too the local B-Men,
Unbuttoned but on duty, thronged the town,
Neighbours with guns, parading up and down,
Some nodding at my father almost past him
As if deliberately they'd aimed and missed him
Or couldn't seem to place him, not just then.


segunda-feira, janeiro 15, 2007

Blue Rondo A La Turk - Dave Brubeck Quartet (1959)



Um dos mais justamente celebrados e conhecidos temas de jazz. Incluído no álbum Time Out (onde também aparecia o extraordinário Take Five, do saxofonista Paul Desmond), Blue Rondo... surpreende pela utilização de tempos invulgares (a frase principal é feita a 9/8) misturados com a utilização do mais convencional quaternário (4/4).Com inspirações na música tradicional turca (e grega),o tema alterna com frases bluesy. Depois há a técnica perfeita de Brubeck, com as duas mãos em frases diferentes e simultâneas. A mão esquerda de Brubeck é genial, dando a sensação de existirem dois pianos. Uma excelente introdução ao mundo do jazz, sem imagens em movimento, para que se possa fruir da música sem distracções.

domingo, janeiro 14, 2007

DA SÉRIE «MANDAMENTOS PARA A 'YOU GENERATION'»: Muitas vezes os fins não justificam os mails.
LATE BAR PHILOSOPHERS, CROMO Nº13 (THE FADO EDITION) «Os meus vizinhos de baixo são um casal muito apaixonado. Sei porque oiço o barulho que fazem durante a noite. Aquilo é qwue é amor. Deviam é avisar-me».

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Um post a la maradona*


Enquanto por cá a malta vai descansando, o melhor futebol do mundo tem de continuar. E no passado dia 9, um regalo. Para quem joga dia sim dia não, este jogo entre o Liverpool e o Arsenal, para a Carling Cup, foi absolutamente fantastico. Resultado: 3-6, para o Arsenal. Por cá o que se viu nos notíciários foi o chato empate do Chelsea «de Mourinho». Valha-nos a Sport TV. Eu sou um gunner supporter, mas este golo de Gerrard - que está em enorme forma - merece hossanas repetidas. É o 2-5, e depois disto o jogo continuou como se estivesse zero a zero. Prémio especial para quem descubra a lingua em que está relatado.

*mas sem o minimo de graça

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Haircut 100 - Fantastic Day



Os Haircut 100 foram o lado pop-mais-que-perfeito da Postcard Records, a célebre editora escocesa independente que albergava no ínicio de 80 nomes como os Orange Juice, os Fire Engines, os Joseph K ou os Aztec Camera iniciais (basicamente Roddy Frame).Longe das gabardinas e angústias sortidas dos seus parceiros e editora, o grupo de Nick Heyward praticava a busca do refrão perfeito: Pelican West (1982) é um dos melhores «feel good records» da década, e onde estava este Fantastic Day, ao lado de Love Plus One ou Favorite Shirts (Boy Meets Girl). Com um visual clean cut e inglesissimo, os Haircut 100 eram o reverso da depressão industrial, um sonho filmado em estúdio, numa terra em que só havia finais felizes. Ideal para começar os dias.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

E JÁ AGORA

O famoso Wuthering Heights, que lançou a felina Kate Bush. O prazer é redobrado se se tiver lido o livro (a que um dia regressarei com mais tempo). Para já, fiquem-se com a versão pop de Catherine.

«Heathcliff, it's me, your Cathy, I've come home. I'm so cold,
let me in-a-your window»...
SE ISTO NÃO É O AMOR ABSOLUTO, ROMÂNTICO, OCIDENTAL, INATINGÍVEL, IMORREDOURO, BELO; SE NÃO O É, NÃO SEI O QUE SEJA.

«so he shall never know how I love him: and that, not because he's handsome, Nelly, but because he's more myself than I am.»

«I cannot express it; but surely you and everybody have a notion that there is or should be an existence of yours beyond you. What were the use of my creation, if I were entirely contained here? My great miseries in this world have been Heathcliff's miseries, and I watched and felt each from the beginning: my great thought in living is himself. If all else perished, and he remained, I should still continue to be; and if all else remained, and he were annihilated, the universe would turn to a mighty stranger: I should not seem a part of it.»


Catherine, Wuthering Heights (Emily Brontë)

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Kurt Elling In Paris



Kurt Elling é provavelmente o melhor cantor jazz da actualidade. Pelo menos é o meu favorito: um timbre versátil mas quente, uma técnica irrepreensível e um repertório maravilhoso. Esta fantástica versão de Nature Boy (com o seu scat no máximo) compensa o amadorismo do vídeo e o psicadelismo da ausência de som síncrono.

terça-feira, janeiro 02, 2007

Madeleine Peyroux - I'm All Right


Um dos nomes que não citei na lista dos best of que não cheguei a fazer. Half A perfect World é um bom disco, e Peyroux uma boa cantora. Só não me macem é com as comparações com Billie Holiday.
PRIMEIRA PERGUNTA RETÓRICA DE 2007 É impressão minha ou os cães que estão à beira da estrada entre Aviz e Lisboa sofrem de um estranho death wish?
A VERDADE SOBRE OS INTELECTUAIS Na casa onde passei o fim de ano, havia muitos livros trazidos pelos convidados de fim de semana. Assim de repente, e só para impressionar: Londres, de Virginia Woolf, a nova e soberba edição (Assírio&Alvim) de O Processo, de Franz Kafka, Wuthering Heights (em paperback anotado da Oxford Classics) e até, Deus meu, um exemplar de Huis-Clos, de Jean-Paul Sartre (coisas a que a vida académica obriga...). No entanto, na hora da verdade, o que a malta queria era jogar Party&Co.

2007. REFRESH, RE-START.

quinta-feira, dezembro 28, 2006

ESTÁ NAQUELA ALTURA DO ANO. FECHAMOS AGORA PARA BALANÇO E QUEDA CONSEQUENTE, PARA VOLTAR JÁ PARA A SEMANA. UM EXCELENTE 2007 PARA TODOS.

quarta-feira, dezembro 27, 2006

DESEJOS PARA 2007 (PONTO ÚNICO)

Agora Senhor,
dá a teu servo
um coração
capaz dessa escuta.

Primeiro Livro dos Reis (tradução de José Tolentino Mendonça)