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Absolute countdown.
sexta-feira, novembro 17, 2006
domingo, novembro 12, 2006
NOTA NECESSÁRIA Fazendo o balanço (e o que eu gosto de «fazer balanços»!) dos últimos dez a quinze posts, verifico que os temas são predominantemente musicais. Ora isto pode dar a ideia errada ao leitor de que aqui escreve uma pessoa feliz, e nós não queremos isso. O pathos segue dentro de momentos.
terça-feira, novembro 07, 2006
Dandy Warhols - Not If You Were The Last Junkie On Earth
E depois de uns posts existenciais e semi-crípticos, um docinho. Os Dandy Warhols dificilmente entrarão para a história da música, mas ninguém os pode acusar de não fazerem belas canções de refrão certinho. Este Not if you were... tem toda a imagem de marca dos rapazes: tema simples e contagiante, com espaço para uma letra divertida e blasé (puro dandismo) que culmina no maravilhoso refrão "I never thought you'd be a junkie/'cause heroin is so passé"... O video é de David Lachapelle e a teclista é gira.
E depois de uns posts existenciais e semi-crípticos, um docinho. Os Dandy Warhols dificilmente entrarão para a história da música, mas ninguém os pode acusar de não fazerem belas canções de refrão certinho. Este Not if you were... tem toda a imagem de marca dos rapazes: tema simples e contagiante, com espaço para uma letra divertida e blasé (puro dandismo) que culmina no maravilhoso refrão "I never thought you'd be a junkie/'cause heroin is so passé"... O video é de David Lachapelle e a teclista é gira.
sábado, novembro 04, 2006
VÉNUS DIRÁ AGORA ALGUMAS PALAVRAS Devemos sempre desconfiar das canções. São meretrizes oportunistas, que esperam apenas uma fraquezazita para se insinuarem. E tanto faz que seja o Night and Day ou o Feelings: ambos têm o mesmo valor sentimental se disparados na altura certa. Por exemplo, agora estou a ouvir Glad To Be Unhappy,cantado por Sinatra no seu apogeu. Canção perfeita, hino pessoal, bóia desavergonhada a que me agarrei inúmeras vezes. Mas a minha verdade pessoal pede-me uma canção muito específica da Jovem Guarda, que o pudor e a minha integridade física me impedem de publicar. Valha-nos quem tenha escrito mais e melhor. Assobiemos para o ar e citemos:
One struggle more, and I am free
From pangs that rend my heart in twain;
One last long sigh to love and thee,
Then back to busy life again.
One struggle more and I am free, Lord Byron (excerto)
Quando chega, meus amigos, não há juizo nem idade que nos valha. Tentemos agora ficar por aqui. Mas nada de promessas: deveríamos já saber que quem promete, aposta.
One struggle more, and I am free
From pangs that rend my heart in twain;
One last long sigh to love and thee,
Then back to busy life again.
One struggle more and I am free, Lord Byron (excerto)
Quando chega, meus amigos, não há juizo nem idade que nos valha. Tentemos agora ficar por aqui. Mas nada de promessas: deveríamos já saber que quem promete, aposta.
sexta-feira, novembro 03, 2006
TODOS DIFERENTES, TODOS TAMBÉM Nem só de posts vive o homem (e a mulher). Sabendo disso muitíssimo bem, um grupo de pessoas talentosas que acumulam como característica serem Católicos ou Protestantes juntaram-se e fizeram o Trento Na Língua. Grande nome, grande blogue. Um ecumenismo que se espera não seja sempre pacífico.
quarta-feira, novembro 01, 2006
sexta-feira, outubro 27, 2006
Max Raabe - Schieß den Ball ins Tor
Então, Max Raabe. O homem que quer reviver as orquestras de Berlim nas décadas de 20 e 30 e francamente consegue-o. Especialista em versões alto-barítono de êxitos pop (como o magnífico Oops...I did it again, de Britney Spears, que a Carla ofereceu generosamente ao povo) Raabe é mais criativo e genial na ponta de uma unha do que os Nouvelle Vague todos juntos. Como exemplo, escute-se esta football song, que em português quer dizer mais ou menos «Chuta a bola para o golo». Dá vontade de invadir a Polónia, mas é muito boa.
Então, Max Raabe. O homem que quer reviver as orquestras de Berlim nas décadas de 20 e 30 e francamente consegue-o. Especialista em versões alto-barítono de êxitos pop (como o magnífico Oops...I did it again, de Britney Spears, que a Carla ofereceu generosamente ao povo) Raabe é mais criativo e genial na ponta de uma unha do que os Nouvelle Vague todos juntos. Como exemplo, escute-se esta football song, que em português quer dizer mais ou menos «Chuta a bola para o golo». Dá vontade de invadir a Polónia, mas é muito boa.
quinta-feira, outubro 26, 2006
Richard Cheese and Lounge Against the Machine
Richard Cheese, um homem que dedicou a sua vida a transformar êxitos rock e hip hop em brilhantes canções lounge. Neste vídeo, Cheese ataca Baby's Got Back, de Sir Mix-A-Lot, e o mais reconhecível Personal Jesus, dos Depeche Mode. Brilhante.Dedicado à Charlotte, agradecendo o Max Raabe, de que falarei mais tarde.
Richard Cheese, um homem que dedicou a sua vida a transformar êxitos rock e hip hop em brilhantes canções lounge. Neste vídeo, Cheese ataca Baby's Got Back, de Sir Mix-A-Lot, e o mais reconhecível Personal Jesus, dos Depeche Mode. Brilhante.Dedicado à Charlotte, agradecendo o Max Raabe, de que falarei mais tarde.
segunda-feira, outubro 23, 2006
ALL FALL DOWN* O Pedro Mexia tem vindo, numa série de posts, a recordar a obra de Adrian Borland, que considera um autor subestimado do indie rock dos anos 80. Tem razão: Borland teve o azar de crescer musicalmente com os The Sound, que praticavam o que abusivamente à época se chamava de «música urbano-depressiva», e que era regido pela sombra tutelar dos Joy Division e Echo&The Bunnymen. Na verdade, o que Borland cantava era a tristeza, a pura tristeza, um assunto muito delicado para ser tratado pela música popular e pelo rock em particular. Só alguns génios mais ou menos atormentados o conseguiram fazer de forma perene, caso de Leonard Cohen ou de Ian Curtis - este último contemporâneo do vocalista dos The Sound e com um destino trágico semelhante.Os The Sound, com o seu som épico, a abrir, gozaram de precária glória, devida sobretudo ao disco From the lions mouth - que lhes deu direito, aliás, a uma exclente passagem pelo Rock Rendez Vous, em 1981 ou 82, já não me lembro. Mas lembro-me de os ver - prerrogativa da idade - e da espantosa energia que contrastava com o que Adrian cantava. «What holds your hope together/make sure it's strong enough»: os primeiros versos de Winning, o tema que abria o disco. Depois deste pico de carreira, a obra de Borland continuou, errática mas com pérolas que merecem ser redescobertas. Ao mesmo tempo, a sua sanidade mental deteriorava-se de diaq para dia. Morreu em 1999,com 41 anos, na estação de Wimbledon, depois de se ter lançado para frente de um comboio. Numa altura em que os epígonos musicais da época são pouco mais do que pífios («vinte anos piores», diria um amigo meu), aconselho a busca do original.
*título de um disco dos The Sound



