quarta-feira, novembro 01, 2006
sexta-feira, outubro 27, 2006
Max Raabe - Schieß den Ball ins Tor
Então, Max Raabe. O homem que quer reviver as orquestras de Berlim nas décadas de 20 e 30 e francamente consegue-o. Especialista em versões alto-barítono de êxitos pop (como o magnífico Oops...I did it again, de Britney Spears, que a Carla ofereceu generosamente ao povo) Raabe é mais criativo e genial na ponta de uma unha do que os Nouvelle Vague todos juntos. Como exemplo, escute-se esta football song, que em português quer dizer mais ou menos «Chuta a bola para o golo». Dá vontade de invadir a Polónia, mas é muito boa.
Então, Max Raabe. O homem que quer reviver as orquestras de Berlim nas décadas de 20 e 30 e francamente consegue-o. Especialista em versões alto-barítono de êxitos pop (como o magnífico Oops...I did it again, de Britney Spears, que a Carla ofereceu generosamente ao povo) Raabe é mais criativo e genial na ponta de uma unha do que os Nouvelle Vague todos juntos. Como exemplo, escute-se esta football song, que em português quer dizer mais ou menos «Chuta a bola para o golo». Dá vontade de invadir a Polónia, mas é muito boa.
quinta-feira, outubro 26, 2006
Richard Cheese and Lounge Against the Machine
Richard Cheese, um homem que dedicou a sua vida a transformar êxitos rock e hip hop em brilhantes canções lounge. Neste vídeo, Cheese ataca Baby's Got Back, de Sir Mix-A-Lot, e o mais reconhecível Personal Jesus, dos Depeche Mode. Brilhante.Dedicado à Charlotte, agradecendo o Max Raabe, de que falarei mais tarde.
Richard Cheese, um homem que dedicou a sua vida a transformar êxitos rock e hip hop em brilhantes canções lounge. Neste vídeo, Cheese ataca Baby's Got Back, de Sir Mix-A-Lot, e o mais reconhecível Personal Jesus, dos Depeche Mode. Brilhante.Dedicado à Charlotte, agradecendo o Max Raabe, de que falarei mais tarde.
segunda-feira, outubro 23, 2006
ALL FALL DOWN* O Pedro Mexia tem vindo, numa série de posts, a recordar a obra de Adrian Borland, que considera um autor subestimado do indie rock dos anos 80. Tem razão: Borland teve o azar de crescer musicalmente com os The Sound, que praticavam o que abusivamente à época se chamava de «música urbano-depressiva», e que era regido pela sombra tutelar dos Joy Division e Echo&The Bunnymen. Na verdade, o que Borland cantava era a tristeza, a pura tristeza, um assunto muito delicado para ser tratado pela música popular e pelo rock em particular. Só alguns génios mais ou menos atormentados o conseguiram fazer de forma perene, caso de Leonard Cohen ou de Ian Curtis - este último contemporâneo do vocalista dos The Sound e com um destino trágico semelhante.Os The Sound, com o seu som épico, a abrir, gozaram de precária glória, devida sobretudo ao disco From the lions mouth - que lhes deu direito, aliás, a uma exclente passagem pelo Rock Rendez Vous, em 1981 ou 82, já não me lembro. Mas lembro-me de os ver - prerrogativa da idade - e da espantosa energia que contrastava com o que Adrian cantava. «What holds your hope together/make sure it's strong enough»: os primeiros versos de Winning, o tema que abria o disco. Depois deste pico de carreira, a obra de Borland continuou, errática mas com pérolas que merecem ser redescobertas. Ao mesmo tempo, a sua sanidade mental deteriorava-se de diaq para dia. Morreu em 1999,com 41 anos, na estação de Wimbledon, depois de se ter lançado para frente de um comboio. Numa altura em que os epígonos musicais da época são pouco mais do que pífios («vinte anos piores», diria um amigo meu), aconselho a busca do original.
*título de um disco dos The Sound
sábado, outubro 21, 2006
DA ILHA Terão passado assim tantos anos para que o meu entusiasmo me tenha iludido tanto ? Terás estado na mesma ilha do que eu, Inês ? Não há nada a perdoar; tenho pena, é tudo. But we'll always have Belfast.
sexta-feira, outubro 20, 2006
ADICIONAR AOS FAVORITOS Provavelmente um dos mais correctos e civilizados blogues escritos em português. Mas com a injusta vantagem de estar sediado na capital da civilização.Mesmo assim, o homem consegue ultrapassar este hiper-handicap com puro talento. Lêde, que sabeis como os meus encómios são parcos.
O VERDADEIRO 31 Nada como ser um gentleman farmer, com a vantagem de estar perto da cidade e não aturar os bichos. Depois, ou sobretudo, isto: conhecer cúmplices, conspirar sériamente, jantar informalmente, beber mais ou menos seja o que for, dizer mal do Diogo Infante e dos actores e dramaturgos nacionais a quem de direito e que se ri connosco, conspirar mais e voltar a casa para exigir a cabeça da ovelha que defecou em frente ao portão da garagem. Paradise Lost? 'tá bem, mas a gente entretém-se.
terça-feira, outubro 17, 2006
sexta-feira, outubro 13, 2006
PORQUE É QUE NÃO TEMOS APENAS UMA ORELHA NO MEIO DA CARA ? É cool ? A resposta adequada a estas e outras perguntas pode ser o seu passaporte para o lugar onde é feita a civilização. O melhor é ler aqui.
quarta-feira, outubro 11, 2006
sexta-feira, outubro 06, 2006
«FOR BLACK IS WHAT I FEEL IN THE INSIDE»
Mais um poema de Philip Larkin, triste como o dia, este meu dia.
Next, Please
Always too eager for the future,
Pick up bad habits of expectancy.
Something is always approaching, every day
Till then we say,
Watching from a bluff the tiny, clear,
Sparkling armada of promises draw near.
How slow they are!
And how much time they waste,
Refusing to make haste!
Yet still they leave us holding wretched stalks
Of disappointment, for, though nothing balks
Each big approach, leaning with brasswork prinked,
Each rope distinct,
Flagged, and the figurehead with golden tits
Arching our way, it never anchors; it's
No sooner present than it turns to past.
Right to the last
We think each one will heave to and unload
All good into our lives, all we are owed
For waiting so devoutly and so long.
But we are wrong:
Only one ship is seeking us, a black-
Sailed unfamiliar, towing at her back
A huge and birdless silence. In her wake
No waters breed or break.
Mais um poema de Philip Larkin, triste como o dia, este meu dia.
Next, Please
Always too eager for the future,
Pick up bad habits of expectancy.
Something is always approaching, every day
Till then we say,
Watching from a bluff the tiny, clear,
Sparkling armada of promises draw near.
How slow they are!
And how much time they waste,
Refusing to make haste!
Yet still they leave us holding wretched stalks
Of disappointment, for, though nothing balks
Each big approach, leaning with brasswork prinked,
Each rope distinct,
Flagged, and the figurehead with golden tits
Arching our way, it never anchors; it's
No sooner present than it turns to past.
Right to the last
We think each one will heave to and unload
All good into our lives, all we are owed
For waiting so devoutly and so long.
But we are wrong:
Only one ship is seeking us, a black-
Sailed unfamiliar, towing at her back
A huge and birdless silence. In her wake
No waters breed or break.
quinta-feira, outubro 05, 2006
Elogio de Sinatra, por Bono
O melhor texto sobre Frank Sinatra alguma vez feito em todo o universo. Lágrimas, risos, verdade - tudo em doses justas.Exemplos: «band man and loner, troubleshooter and troublemaker, the chairman who would rather show you his scars than his medals(...), the living proof God's a Catholic».
Lindo e definitivo, dito durante a entrega do Emmy de Carreira ao Mestre, em 1995.
O melhor texto sobre Frank Sinatra alguma vez feito em todo o universo. Lágrimas, risos, verdade - tudo em doses justas.Exemplos: «band man and loner, troubleshooter and troublemaker, the chairman who would rather show you his scars than his medals(...), the living proof God's a Catholic».
Lindo e definitivo, dito durante a entrega do Emmy de Carreira ao Mestre, em 1995.
Monty Python - French Sketch
Um sketch histórico, um verdadeiro deleite para quem combatre os bloody frogs desde pequeno. Trinta anos depois, ainda concordo com um amigo que afirma que «não é um sketch, é um documentário». Maravilhosos pormenores: «Mon collegue, le poof célebre», e «oú sont les bagages?».
Um sketch histórico, um verdadeiro deleite para quem combatre os bloody frogs desde pequeno. Trinta anos depois, ainda concordo com um amigo que afirma que «não é um sketch, é um documentário». Maravilhosos pormenores: «Mon collegue, le poof célebre», e «oú sont les bagages?».



