sábado, outubro 21, 2006

DA ILHA Terão passado assim tantos anos para que o meu entusiasmo me tenha iludido tanto ? Terás estado na mesma ilha do que eu, Inês ? Não há nada a perdoar; tenho pena, é tudo. But we'll always have Belfast.

sexta-feira, outubro 20, 2006

ADICIONAR AOS FAVORITOS Provavelmente um dos mais correctos e civilizados blogues escritos em português. Mas com a injusta vantagem de estar sediado na capital da civilização.Mesmo assim, o homem consegue ultrapassar este hiper-handicap com puro talento. Lêde, que sabeis como os meus encómios são parcos.
O POVO UNIDO? JAMAIS! SERÁ VENCIDO!! Sorry guys. Não resisti, é demasiado bom. E já tenho saudades do próximo 25...
O VERDADEIRO 31 Nada como ser um gentleman farmer, com a vantagem de estar perto da cidade e não aturar os bichos. Depois, ou sobretudo, isto: conhecer cúmplices, conspirar sériamente, jantar informalmente, beber mais ou menos seja o que for, dizer mal do Diogo Infante e dos actores e dramaturgos nacionais a quem de direito e que se ri connosco, conspirar mais e voltar a casa para exigir a cabeça da ovelha que defecou em frente ao portão da garagem. Paradise Lost? 'tá bem, mas a gente entretém-se.

terça-feira, outubro 17, 2006

Ed Harcourt - Revolution In The Heart

Obsessão recente e como sempre efémera, esta musiquinha. Canção épica,«à antiga», para um bom cantor.

sexta-feira, outubro 13, 2006

PORQUE É QUE NÃO TEMOS APENAS UMA ORELHA NO MEIO DA CARA ? É cool ? A resposta adequada a estas e outras perguntas pode ser o seu passaporte para o lugar onde é feita a civilização. O melhor é ler aqui.


quarta-feira, outubro 11, 2006

Laura - Trailer

Um dos filmes mais correctos de sempre, com necrofilia, diálogos cintilantes, o tema musical encantatório e uma das mulheres mais bonitas de todos os tempos: Gene Tierney.

sexta-feira, outubro 06, 2006

«FOR BLACK IS WHAT I FEEL IN THE INSIDE»

Mais um poema de Philip Larkin, triste como o dia, este meu dia.

Next, Please

Always too eager for the future,
Pick up bad habits of expectancy.
Something is always approaching, every day
Till then we say,

Watching from a bluff the tiny, clear,
Sparkling armada of promises draw near.
How slow they are!
And how much time they waste,
Refusing to make haste!

Yet still they leave us holding wretched stalks
Of disappointment, for, though nothing balks
Each big approach, leaning with brasswork prinked,
Each rope distinct,

Flagged, and the figurehead with golden tits
Arching our way, it never anchors; it's
No sooner present than it turns to past.
Right to the last

We think each one will heave to and unload
All good into our lives, all we are owed
For waiting so devoutly and so long.
But we are wrong:

Only one ship is seeking us, a black-
Sailed unfamiliar, towing at her back
A huge and birdless silence. In her wake
No waters breed or break.
CONSTATAÇÃO 2006 Torna-se cada vez mais dificil não viver no mundo real.

quinta-feira, outubro 05, 2006

Biff's Question Song (Stand-up Comedy)

Tom Wilson, o actor que reepresentou o «bully» Biff nos Regresso Ao Futuro numa canção brilhante.
Elogio de Sinatra, por Bono

O melhor texto sobre Frank Sinatra alguma vez feito em todo o universo. Lágrimas, risos, verdade - tudo em doses justas.Exemplos: «band man and loner, troubleshooter and troublemaker, the chairman who would rather show you his scars than his medals(...), the living proof God's a Catholic».
Lindo e definitivo, dito durante a entrega do Emmy de Carreira ao Mestre, em 1995.
Monty Python - French Sketch

Um sketch histórico, um verdadeiro deleite para quem combatre os bloody frogs desde pequeno. Trinta anos depois, ainda concordo com um amigo que afirma que «não é um sketch, é um documentário». Maravilhosos pormenores: «Mon collegue, le poof célebre», e «oú sont les bagages?».

domingo, outubro 01, 2006

«OPRESSED BY THE FIGURES OF BEAUTY»


Rachel Weisz

quinta-feira, setembro 28, 2006

«HELL HATH NO FURY LIKE A WOMAN SCORNED»
LAMENTO DO ADEPTO RESIGNADO Já o disse: o meu clube é a Académica de Coimbra, para o bem e para o mal. Mais nenhum. Sofro e amo com paixão. Nas raras vezes em que vou ao estádio, fico sem voz. Mas há limites: a Mancha Negra, claque exemplar e divertida da Briosa, criou um novo cântico, com a melodia do refrão de Pobres dos Ricos, da Floribella. Só podem estar a brincar. Com que cara é que eu irei estar entre eles, a cantar «sou da Briosa e canto canto sempre/Em todo o lado eu estou sempre presente/O preto e branco apoio eternamente/Tu não consegues sair da minha mente!!» ? Felizmente posso levar os meus filhos.
TOO MUCH TIME ON MY HANDS

You Are a Mermaid
You are a total daydreamer, and people tend to think you're flakier than you actually are.While your head is often in the clouds, you'll always come back to earth to help someone in need.Beyond being a caring person, you are also very intelligent and rational.You understand the connections of the universe better than almost anyone else.
What Mythological Creature Are You?

quarta-feira, setembro 27, 2006

BREVÍSSIMA NOTA PESSOAL Há exactamente nove anos vagueava, nervoso e alimentado a bromazepam, pelos corredores da maternidade do Hospital de Santa Maria. Ao fim da tarde vim a conhecer o primeiro e mais belo pretexto para não desistir de ser alguém decente. Chamei-lhe Leonor.

sexta-feira, setembro 22, 2006

Não preciso de dizer mais nada.
PORQUE DETESTO MEDIUM Porque a base do plot line de cada episódio é a minha ideia de inferno: ser acordado a meio da noite por uma mulher que me quer contar os sonhos.


E AGORA, UMA PALAVRA DO MEU PATROCINADOR

Lembranças, que lembrais meu bem passado

Lembranças, que lembrais meu bem passado,
Pera que sinta mais o mal presente,
Deixai-me, se quereis, viver contente,
Não me deixeis morrer em tal estado.

Mas se também de tudo está ordenado
Viver, como se vê, tão descontente,
Venha, se vier, o bem por acidente,
E dê a morte fim a meu cuidado.

Que muito melhor é perder a vida,
Perdendo-se as lembranças da memória,
Pois fazem tanto dano ao pensamento.

Assim que nada perde quem perdida
A esperança traz de sua glória,
Se esta vida há-de ser sempre em tormento.

Luís Vaz de Camões