sábado, outubro 21, 2006

DA ILHA Terão passado assim tantos anos para que o meu entusiasmo me tenha iludido tanto ? Terás estado na mesma ilha do que eu, Inês ? Não há nada a perdoar; tenho pena, é tudo. But we'll always have Belfast.

sexta-feira, outubro 20, 2006

ADICIONAR AOS FAVORITOS Provavelmente um dos mais correctos e civilizados blogues escritos em português. Mas com a injusta vantagem de estar sediado na capital da civilização.Mesmo assim, o homem consegue ultrapassar este hiper-handicap com puro talento. Lêde, que sabeis como os meus encómios são parcos.
O POVO UNIDO? JAMAIS! SERÁ VENCIDO!! Sorry guys. Não resisti, é demasiado bom. E já tenho saudades do próximo 25...
O VERDADEIRO 31 Nada como ser um gentleman farmer, com a vantagem de estar perto da cidade e não aturar os bichos. Depois, ou sobretudo, isto: conhecer cúmplices, conspirar sériamente, jantar informalmente, beber mais ou menos seja o que for, dizer mal do Diogo Infante e dos actores e dramaturgos nacionais a quem de direito e que se ri connosco, conspirar mais e voltar a casa para exigir a cabeça da ovelha que defecou em frente ao portão da garagem. Paradise Lost? 'tá bem, mas a gente entretém-se.

terça-feira, outubro 17, 2006

Ed Harcourt - Revolution In The Heart

Obsessão recente e como sempre efémera, esta musiquinha. Canção épica,«à antiga», para um bom cantor.

sexta-feira, outubro 13, 2006

PORQUE É QUE NÃO TEMOS APENAS UMA ORELHA NO MEIO DA CARA ? É cool ? A resposta adequada a estas e outras perguntas pode ser o seu passaporte para o lugar onde é feita a civilização. O melhor é ler aqui.


quarta-feira, outubro 11, 2006

Laura - Trailer

Um dos filmes mais correctos de sempre, com necrofilia, diálogos cintilantes, o tema musical encantatório e uma das mulheres mais bonitas de todos os tempos: Gene Tierney.

sexta-feira, outubro 06, 2006

«FOR BLACK IS WHAT I FEEL IN THE INSIDE»

Mais um poema de Philip Larkin, triste como o dia, este meu dia.

Next, Please

Always too eager for the future,
Pick up bad habits of expectancy.
Something is always approaching, every day
Till then we say,

Watching from a bluff the tiny, clear,
Sparkling armada of promises draw near.
How slow they are!
And how much time they waste,
Refusing to make haste!

Yet still they leave us holding wretched stalks
Of disappointment, for, though nothing balks
Each big approach, leaning with brasswork prinked,
Each rope distinct,

Flagged, and the figurehead with golden tits
Arching our way, it never anchors; it's
No sooner present than it turns to past.
Right to the last

We think each one will heave to and unload
All good into our lives, all we are owed
For waiting so devoutly and so long.
But we are wrong:

Only one ship is seeking us, a black-
Sailed unfamiliar, towing at her back
A huge and birdless silence. In her wake
No waters breed or break.
CONSTATAÇÃO 2006 Torna-se cada vez mais dificil não viver no mundo real.

quinta-feira, outubro 05, 2006

Biff's Question Song (Stand-up Comedy)

Tom Wilson, o actor que reepresentou o «bully» Biff nos Regresso Ao Futuro numa canção brilhante.
Elogio de Sinatra, por Bono

O melhor texto sobre Frank Sinatra alguma vez feito em todo o universo. Lágrimas, risos, verdade - tudo em doses justas.Exemplos: «band man and loner, troubleshooter and troublemaker, the chairman who would rather show you his scars than his medals(...), the living proof God's a Catholic».
Lindo e definitivo, dito durante a entrega do Emmy de Carreira ao Mestre, em 1995.
Monty Python - French Sketch

Um sketch histórico, um verdadeiro deleite para quem combatre os bloody frogs desde pequeno. Trinta anos depois, ainda concordo com um amigo que afirma que «não é um sketch, é um documentário». Maravilhosos pormenores: «Mon collegue, le poof célebre», e «oú sont les bagages?».

domingo, outubro 01, 2006

«OPRESSED BY THE FIGURES OF BEAUTY»


Rachel Weisz

quinta-feira, setembro 28, 2006

«HELL HATH NO FURY LIKE A WOMAN SCORNED»
LAMENTO DO ADEPTO RESIGNADO Já o disse: o meu clube é a Académica de Coimbra, para o bem e para o mal. Mais nenhum. Sofro e amo com paixão. Nas raras vezes em que vou ao estádio, fico sem voz. Mas há limites: a Mancha Negra, claque exemplar e divertida da Briosa, criou um novo cântico, com a melodia do refrão de Pobres dos Ricos, da Floribella. Só podem estar a brincar. Com que cara é que eu irei estar entre eles, a cantar «sou da Briosa e canto canto sempre/Em todo o lado eu estou sempre presente/O preto e branco apoio eternamente/Tu não consegues sair da minha mente!!» ? Felizmente posso levar os meus filhos.
TOO MUCH TIME ON MY HANDS

You Are a Mermaid
You are a total daydreamer, and people tend to think you're flakier than you actually are.While your head is often in the clouds, you'll always come back to earth to help someone in need.Beyond being a caring person, you are also very intelligent and rational.You understand the connections of the universe better than almost anyone else.
What Mythological Creature Are You?

quarta-feira, setembro 27, 2006

BREVÍSSIMA NOTA PESSOAL Há exactamente nove anos vagueava, nervoso e alimentado a bromazepam, pelos corredores da maternidade do Hospital de Santa Maria. Ao fim da tarde vim a conhecer o primeiro e mais belo pretexto para não desistir de ser alguém decente. Chamei-lhe Leonor.

sexta-feira, setembro 22, 2006

Não preciso de dizer mais nada.
PORQUE DETESTO MEDIUM Porque a base do plot line de cada episódio é a minha ideia de inferno: ser acordado a meio da noite por uma mulher que me quer contar os sonhos.


E AGORA, UMA PALAVRA DO MEU PATROCINADOR

Lembranças, que lembrais meu bem passado

Lembranças, que lembrais meu bem passado,
Pera que sinta mais o mal presente,
Deixai-me, se quereis, viver contente,
Não me deixeis morrer em tal estado.

Mas se também de tudo está ordenado
Viver, como se vê, tão descontente,
Venha, se vier, o bem por acidente,
E dê a morte fim a meu cuidado.

Que muito melhor é perder a vida,
Perdendo-se as lembranças da memória,
Pois fazem tanto dano ao pensamento.

Assim que nada perde quem perdida
A esperança traz de sua glória,
Se esta vida há-de ser sempre em tormento.

Luís Vaz de Camões

quinta-feira, setembro 21, 2006

Francis Albert Sinatra & António Carlos Jobim

Alguém falou em perfeição ? Está tudo aqui - o génio de Jobim , Sinatra a cantar sentado, a fumar e duas oitavas abaixo do seu tom natural. Esta é a tradução simultânea para 'cool'.
The Summit: Birth Of The Blues

Those were the days...O caos alegre, o male bonding perfeito, Martin a fazer o seu «boneco» bêbedo e uma grande canção. Atenção a Johnny Carson...

segunda-feira, setembro 18, 2006

MÁ FÉ Nem sei o que dizer sobre a indignação de alguns grupos islâmicos sobre o discurso do Papa Bento XVI. Apenas que significa má leitura, má fé (em todos os sentidos da expressão) ou ambas. Para um católico como eu , cuja Fé é feita de dúvidas constantes - como a de Job - , e em que o combate entre a Razão e o Mistério é uma angústia maior, o texto teológico e brilhante que foi lido em Regensburg foi um consolo e apaziguamento. Não há dúvida nenhuma. Basta ler o texcto na íntegra, aqui. Posso não concordar com muitas das actuações de Ratzinger enquanto cardeal - a beatificação de Escrivá é o exemplo mais escandaloso - , mas é impossível negar a sua segurança teológica, que curiosamente é das mais liberais. Leia-se a este respeito as palestras feitas em 1968 reunidas em Introdução Ao Cristianismo.
Vivemos tempos dificeis, mas cada vez mais a minha fé é a minha vida.
BRINCAR AOS CLÁSSICOS Fiquei entre o curioso e o aterrado, caro Ricardo, quando li o teu post. Dos Junior Boys, conheço o Last Exit - de que gostei moderadamente - e li já encómios dispersos a este This Is Goodbye. Mas confesso que sou muito pouco liberal em relação a canções que me dizem muito, caso de No One Cares. Escrito de propósito por Cahn/Van Heusen para dar o ambiente do álbum (como se a capa não fosse já auto-explicativa), No One Cares é canção e disco para colocar fora do alcance das crianças. Pelo meu lado já foi banda sonora de alguns desgostos amorosos e ainda é dos discos - ao lado de Songs Of Love And Hate, de Cohen - que ainda hoje não oiço levianamente. Segundo opus da colaboração Jenkins/Sinatra (o primeiro nestes moldes voz/cordas foi o supino Where Are You?), No One Cares (1959) encontra o Mestre em plena forma de voz e de vida. O tema título, com a voz de fumo sinatriana potenciada pelas cordas, é arrepiante. E ainda há o Can't Get Started, e o Why Try To Change Me Now e até o quase inconsequente A Cottage For Sale leva uma pirueta para se transformar numa bomba-relógio afectiva. Portanto, vou ouvir os rapazes, Ricardo - mas não sei se irei aguentar.

sexta-feira, setembro 15, 2006

RIGHT ON THE MONEY Leio no blogue do Nuno que o grande Stephin Merritt prepara-se para regressar com mais um desdobramento musical, os The Gothic Archies. O novo disco chama-se The Tragic Treasury: Songs From A Series Of Unfortunate Events e segundo Merritt, a diferença entre a sua restante obra é que em The Tragic..., «qualquer réstea de esperança é absolutamente extinta». O álbum é editado a 10 de Outubro, um dia a seguir ao meu aniversário. Não poderia vir mais a propósito.

DA SÉRIE «ESQUISSOS PARA UM EPITÁFIO», Nº1 «Foi o Píndaro dos perdedores».

quarta-feira, setembro 13, 2006

SOMOS O QUE LEMOS

«But the last, the worst failure (I buried my lips in the dark living hair of Justine), the failure with people: it had been brought about by a gradually increasing detachment of spirit, which, while it freed me to sympathyze, forbade me possession. I was gradually, inexplicably, becoming more and more deficient in love, yet better and better at self-giving - the best part of loving»

Justine, Lawrence Durrell
ALL WRIGHT NOW! * Há dias atrás, espevitado pela resposta do maradona ao meu textículo sobre o Open dos USA, escrevi um post verdadeiramente antológico, com a imensa graça, erudição e bazófia que me caracterizam. Infelizmente, o próprio blogger foi abaixo, apercebendo-se alguém «lá deles» que eu merecia apenas compaixão. Fiquei amuado uma semana, primeiro por que não queria dar parte de fraco e estava divertido (também tenho muito tempo nas minhas mãos, mas enfim); depois, porque o meu subalimentado sitemeter, habituado a 60-70 visitas diárias (isto é um blogue de culto,ok?), lançou-se numa orgia anfetamínica de referrals de que já não pode prescindir.
O maradona - que nutre o mais elegante e inteligente amor-ódio ao futebol inglês - deu-me a abébia de falar em Ian Wright. E como já levou na cabeça, evitou os comentários homoeróticos do «homenzarrão» e coisas assim. Fez bem. Descobriu uma entrevista no excelente Top Of The Gear e, justamente, caiu de admiração. Como infelizmente ele não frequenta boas companhias (leia-se maluquinhos pela bola da Ilha), a descoberta foi tardia. Mas estou aqui para ajudar, e aqui vai o coup-de-grâce: eu vi o Wright jogar ao vivo duas vezes, no extinto Highbury Park. Mai'nada. Por razões que nunca consegui deslindar, desde sempre tive um fascínio pelo Arsenal, coisa que o livro de Nick Hornby, Fever Pitch (a melhor declaração de amor a um clube e ao jogo que conheço) veio tornar doentio. Mal pude, fui a Londres para vê-los jogar. Estava-se em 1995, Wright era já uma estrela fantástica (a contratação mais cara dos gunners, por 2,5m £ em 1991) e tinha ajudado a ganhar a extinta Taça dos Vencedores das Taças de 1994 (embora não tenha jogado na final).
Wright diferia de outros armários voadores ingleses - como Darius Vassell - pela inteligência com que jogava na área e uma rapidez impensável.Curiosamente, ele que fez parceria com Linneker e Shearer nos Três Leões, nunca conseguiu um desempenho à altura na selecção (mas isso é o fado do costume).
Só em Outubro de 2005 o príncipe Thierry Henry conseguiu bater o recorde de golos de Wright pelo Arsenal. Ver jogar o homem aos 33 anos ao lado de um dos melhores jogadores do mundo - Dennis Bergkamp - era de chorar por mais. E quando o povo cantava o seu nome, era de kleenex para cima...
Wright é comentador permanente no Match Of The Day, um programa de televisão da BBC que já faz parte da cultura pop inglesa (a música do genérico toca em muitos estádios antes do jogo); com Gary Linneker e Alan Shearer fez o melhor trio de comentadores de sempre deste último campeonato do mundo (é vir ao pub onde vou ver a bola, amigo maradona). Wright é ainda Member Of the British Empire e (segundo um amigo ainda mais fanático do que eu) assumiu recentemente a paternidade do seu enteado, Shaun Wright-Philips, também ele jogador da bola.
Venham de lá esses referrals.

*post revisto e corrigido, que eu sou humano.

quinta-feira, setembro 07, 2006

FINALMENTE UM ELOGIO DECENTE! De um amigo, apresentando-me à namorada inglesa: «He can be a bastard, but his manners are impeccable.»
ASSIM DE REPENTE NÃO VEJO OUTRO SENTIDO PARA A VIDA ...do que esperar pela noite para ver o jogo entre Federer e James Blake, nos quartos de final do US Open. A coisa tem duplo proveito: assiste-se, caso Blake se supere, a um jogo do catorze e, no dia seguinte, apanha-se com a análise do maradona, que mesmo em registo trólaró, como fez com a derrota de Nadal, vale muitíssimo a pena. Revi, a seu conselho, a esquerda de Gasquet, e tenho de dizer que o rapaz tem razão, embora não chegue às meias brancas de Sampras, em que a esquerda cruzada, em slice, em half-volley e na passada era o seu handicap - o que no caso daquele semi-deus quer dizer um «um bocadinho menos do que perfeito».
Por outro lado, ainda estou longe dos encómios que o rapaz dedica a Andy Murray, que apesar de alguma criatividade peca por falta de cabecinha. Falta-lhe crescer um bocadinho para poder ganhar respeito.
De resto, houve o «embate» entre Hewitt e Roddick, cuja única vantagem foi o de mandar um deles para casa (quem foi é irrelevante, ainda sobrou um) e a despedida de Davenport, cilindrada por uma super-heróica Henin-Hardenne. Para o chamado alívio cómico, atente-se aos comentários de um dos relatores de serviço, que são sempre hilariantes. Do género «a partida está praticamente ganha por Federer...ou se calhar não, nunca se sabe». É um bónus e ajuda a ficar acordado. Só para que saibam. Se estiver para aí virado, um destes dias conto o que fiz para ir ver a final de Roland Garros de 1984, entre o meu ídolo McEnroe e o Mr.Cool Ivan Lendl. Logo vejo.

quarta-feira, setembro 06, 2006

É TÃO BOM TER QUEM NOS COMPREENDA...(de uma entrevista a Roger Scrutton)

You witnessed the 1968 Paris riots. How did they affect your thinking?
They turned me against the left. I thought: "Whatever these people are against, I am for," because of the total irresponsibility and that the only important thing was to be novel, outrageous and transgressive.
A PROPÓSITO DO FIM D'O INDEPENDENTE Recebi um ou outro mail que me pedia para pronunciar sobre O Independente; li alguns (bons) textos em blogues sobre o assunto; pediram-me para prestar declarações para dois artigos.
Claro que fiquei triste, apesar daquele jornal não ser há muito tempo o que me fez acreditar em alguma coisa. Devo muito ao O Independente, desde 1988: escrita e pensamento mais escorreito, o prazer de trabalhar com o Miguel Esteves Cardoso, o prazer de trabalhar com amigos. Saí para criar a Kapa, mas mesmo assim voltei à alma mater sempre que precisaram de mim. Tenho saudades, no sentido em que a saudade é um filtro de perfeição para um objecto amado. Não tenho nostalgia.
E fico-me por aqui, até porque nestas alturas lembro-me sempre de uma frase de Nietzche, que aplico também à impossibilidade da linguagem, e que dizia (escrevo de cor) que tudo o que é dito já está morto algures no nosso coração.

segunda-feira, setembro 04, 2006


NOITES BRANCAS Não existe melhor pretexto para nos manter acordados (para além dos óbvios) do que assistir com firmeza às maratonas madrugadoras do Open dos USA. Ontem, um festim: a despedida emocionada de Agassi, o extraordinário jogo Moya-Blake, Federer a despachar com classe e algum desprezo Vincent Spadea (e mesmo assim a não fazer esquecer o melhor tenista que vi jogar na vida: Pete Sampras, cujo único defeito era ter a segunda melhor esquerda do circuito desde o neolítico); e nas senhoras, a linda Ana Ivanovic (vêde ao lado, I rest my case) a ser demolida pelo bulldozer paradoxalmente chamado Serena. Sharapova limpou a russa mais velha cujo nome se me escapa, só com o brilho da sua gola Audrey Hepburn. Hoje há mais.

sábado, setembro 02, 2006

Back in business, para não variar. O estabelecimento está oficialmente reaberto, ainda que o proprietário ainda não esteja refeito de umas férias decentes, com momentos de sublime elevação, quase todos devidos a American V, de Johnny Cash. Mas disso falaremos mais tarde, que agora ainda não me apetece.

sexta-feira, agosto 25, 2006

HERÓI PESSOAL DO MOMENTO: «What's it all about, Alfie?»
BREVÍSSIMA E ÚNICA INTERRUPÇÃO DAS FÉRIAS (ou: isto estava-me mesmo atravessado, o que é que querem?) Hoje somos todos de Plutão.

sexta-feira, agosto 11, 2006

Acordar com o riso dos meus filhos, andar devagar, ler a maravilhosa edição do Wuthering Heights da Oxford Classics, entardecer com um gin tónico correcto e uma balada de Miles Davis,rumar aos bailaricos das festarolas locais, rir, ganhar prémios bizarros nas quermesses, a alegria dos amigos que vêm de visita, comer muito e bem, praia, silêncio, adormecer ao som distante de um sino da igreja da aldeia vizinha e saber que no dia seguinte vai ser igual.Não preciso de mais agora. Por isso, até já.
The Divine Comedy - Becoming More Like Alfie

PREVISÃO AFECTIVA PESSOAL PARA OS PRÓXIMOS MESES

Once there was a time
when a kind word would be enough
And once there was a time
I could blindfold myself with love
But not now - now I'm resigned
to the kind of life I had reserved
for other guys
less smart than I
Y'know, the kind who will always end up with
the girls

And besides
everybody knows that 'No' means 'Yes'
just like glasses come free on the N.H.S.
Bu the more I look through them the more I see
I'm becoming more like Alfie

segunda-feira, agosto 07, 2006

EM DEFESA DE FLOYD LANDIS, VENCEDOR DO TOUR DE FRANCE E ACUSADO DE DOPING E desde quando é que ter «excesso de testostrona» é uma coisa má ?
Three Lions Football's Coming Home (1996 Edition)

Uma das melhores football songs - senão a melhor - e claro a apoiar os Três Leões.Com uma dedicatória muito especial aos meus cúmplices de anglofilia de há quase duas décadas.One day, lads, one day...

domingo, agosto 06, 2006

YOU GO TO MY HEAD E embora esteja um pouco maçado dos epifenómenos Zidane, não posso deixar passar ao lado esta canção, excelente para levar para o Algarve. Todos juntos, agora:«Zidane, il l'a frappé/Zidane il l'a frappé/ Coup de boule! Coup de boule!»...
Velvet Underground

Sunday Morning, a abertura de um dos discos mais revolucionários de sempre.Ah perversa inocência...O mundo tal como ele é, ao mesmo tempo que na costa ocidental se falava de paz e amor e se faziam filhos na lama. «watch out/ the world's behind you/there's always someone around you/ who will call/ It's nothing at all...». A seguir chegava Waiting for my man, Heroin, Venus In Furs, All tomorrow's parties.

sexta-feira, agosto 04, 2006

MELHOR PARÁFRASE MUSICAL DO ANO: «I bet you look good in a book store»*, da responsabilidade óbvia da sweet, sweet and sour I.

*d'aprés I bet you look good on the dancefloor, Artic Monkeys.Mas não era preciso eu escrever isto, pois não?

segunda-feira, julho 31, 2006

SÃO AS PRIORIDADES, ESTÚPIDO! Leio com agrado um excerto de uma carta que António Lobo Antunes escreveu ao advogado Miguel Veiga:«As três coisas mais importantes na vida são a amizade, as mulheres e os livros». Totalmente de acordo; mas a tragédia da minha vida é ainda não ter compreendido qual é a ordem correcta.


BANDA SONORA DE UM FIM DE SEMANA ALENTEJANO:«Eu passo a tarde na cantina/Vamos pr'á piscina, vamos pr'á piscina!», GNR, Dá Fundo,do álbum Psicopátria (1986)

terça-feira, julho 25, 2006

A SAÚDE ESTÁ PRIMEIRO, VÁ AO ROCK NO VIMEIRO Por opção, este estabelecimento não se inscreve no género «confessional». Nada contra, apenas feitio. Se não divulgo mais a minha vida «privada» é apenas porque ela é, na sua maioria, privada de interesse. Os gostos, os estados de espírito, alguns episódios são verdadeiros e coincidem mais ou menos comigo (geralmente são melhores). Mas evito o «ontem fui», «amanhã estarei», e «os meus amigos que...».
Este último assunto é-me particularmente sensível, já que prezo a amizade como estado superior de vida, uma espécie de amor livre do seu fascismo. Acontece que alguns amigos, por mérito próprio, destacam-se nas suas áreas profissionais e são conhecidos. Como tenho terror de name dropping, evito espalhar o orgulho que tenho deles aqui no blogue. Mas hoje não.
Toda esta conversa porque estive no Vimeiro com velhos amigos meus: os The Gift e os GNR, mais particularmente o Rui, companheiro de guerras e pazes antigas, e o único homem que eu invejo à face da Terra.
Os meus cúmplices de Alcobaça estão cada vez melhores, e atiram-se a cada concerto como se não houvesse amanhã. O arranjo de palco de Não É Fácil Entender, a hidden track de AM-FM, e a nova 645 mostraram bem do que o grupo é capaz; e então agora, que conta com um convidado de peso na bateria: nem menos do que o enorme Mário Barreiros, veterano destas andanças e um dos melhores produtores do burgo. Quanto à Sónia...bastava haver mais uma como ela no circo pop-rock e seríamos abençoados.
Enquanto os Strokes conquistavam Lisboa, eu vi um concerto que não via há quase dez anos: o dos GNR. E caso ainda haja dúvidas, aproveito para reiterar: RUI REININHO É O MELHOR FRONTMAN QUE ESTE DESGRAÇADO PAÍS TEM HÁ MAIS DE 20 ANOS. O homem está numa forma espantosa, com o wit ao máximo ( a forma como continua a refrasear as suas letras conforme o público que tem à frente é brilhante) e bem secundado pelos seus capangas (Jorge Romão parece sempre estar on seu primeiro concerto, Toli tem um visivel prazer em tocar à frente do palco). Mesmo a velocidade de cruzeiro - que o público era desgarrado e impróprio, entre convidados do concurso hípico e figuras da Quinta das Celebridades - os GNR continuam à frente. E com canções como Popless (especial para mim, que estive no making of...da letra) ou a velhinha Morte Ao Sol fazem mais pela música moderna do que a banda que naseu ontem. Quando o Rui deu por terminado o concerto, vestido com uma t-shirt que reproduzia a bandeira da Turquia (só quem não quis não percebeu o humor provocatório), corri para os camarins para dar os parabéns. E mostrar a vaidade da amizade.
EU SEI QUE A QUESTÃO É DELICADA, QUE HÁ MUITAS PERSPECTIVAS, QUE ...MAS JÁ QUE ME PERGUNTAM, EIS A RESPOSTA:

terça-feira, julho 18, 2006


MÚSICA DE SUPERMERCADO Se existe coisa em que acredito piamente são em estranhos serendipismos, que com uma frequência quase mal-sã me acontecem. Infelizmente não nos assuntos mais importantes da vida, mas não me posso queixar: Deus tinha de castigar a minha preguiça com qualquer coisinha.
But I digress: o objectivo deste post é só dizer o seguinte: gente civilizada que gostais de música civilizada - correi para os Carrefours da vossa área! Na zona junto às caixas registadoras (ou pensam que é tudo por acaso?) encontrareis baús abertos cheios de valiosíssimos tesouros ao preço risível de 5 e 7 euros. Ora, quando digo risível quero mesmo dizer «não merecemos tamanha dádiva». Quem como eu encontrou a discografia quase completa de John Coltrane sabe do que estou a falar: não há dinheiro que pague (mas não digam aos gerentes do supermercado, por favor). Do que ainda não tinha em CD, abarbatei de imediato um dos melhores discos de baladas feito entre aqui e Urano: o supiníssimo John Coltrane and Johnny Hartman. De Coltrane é mais fácil saber a história: saxofonista virtuoso, Blue Trane, hard-hard bop com ligações a África, blá blá blá. Mas um baladeiro de se lhe tirar o chapéu, como se prova neste disco de dois solistas. Coltrane sabe exactamente a dimensão das canções e faz ora solos brilhantes mas contidos ora obligatos que respondem e perguntam às frases de Hartman.
Hartman é talvez o cantor da era pós-bop mais subestimado. Ainda não encontrei em ninguém aquele timbre perfeito, quente nos graves mas capaz de um agudo a sério e um sentido de frase e paráfrase que só revejo em Sinatra. Ouvir My One And Only Love ou You Are Too Beautiful faz com que por uns breves momentos possamos acreditar na beleza inequívoca da natureza humana. E por 5 euros, repito. É muito.
Do raid ao supermercado trouxe mais. Cassandra Wilson Sings Standards, por exemplo, que contém uma versão de I'm Old Fashioned que devia ser dada nas escolas (e que se calhar é). Mas se mesmo assim voltasse para casa com esta pepita já era um homem feliz.

sexta-feira, julho 14, 2006

SHORTCUT TO HAPPINESS (ou elogio do hipertexto): Da Charlotte fui parar aqui. Daí fui parar aqui. Agora, sou um homem muito mais feliz e divertido. Thanks, Lucy and Zoe!
BIG AD. É por anúncios como este que eu de vez em quando tenho saudades do tempo em que era criativo numa agência. Leão de Ouro no Festival de Cannes. Enjoy, com o som bem alto.




RAZÕES POR QUE NÃO SOU ATEU, Nº138: ISABELLE ADJANI

segunda-feira, julho 10, 2006

LATE BAR PHILOSOPHERS, VERSÃO PESSOAL: Entramos então oficialmente na fase do «falhar melhor», sempre na esperança de ser a última vez. E há uma estranha alegria nisso, há uma estranha alegria.

quinta-feira, julho 06, 2006

LATE BAR PHILOSOPHERS, CROMO Nº6: Foi nessa altura que um inglês, chamado Durrell, interrompeu o que já se transformava em cacofonia filosófica e disse, fumando calmamente:« Loving is so much truer when sympathy and not desire makes the match; for it leaves no wounds». Mas toda a gente ficou com a sensação que havia mais para dizer.

quarta-feira, julho 05, 2006

UMA PALAVRINHA DE QUEM SABE PARA O JOGO DESTA NOITE (E SEGUINTE, ESPEREMOS NÓS)

segunda-feira, junho 26, 2006

WIMBLEDON! WIMBLEDON! E nestes dias de voragem televisiva, entre jogos de futebol e episódios do The L word (o que cria uma espécie de paraíso masculino heterossexual), convirá não esquecer que o torneio mais civilizado do mundo já começou. No departamento masculino, a técnica e a força perfeitas de Federer deverão dar-lhe a vitória - mais uma vontade insaciável de bater os recordes de Borg e Sampras. O meu coração gostaria, mesmo assim, que Tim Henman - o derradeiro dos tennis gentlemen - tivesse uma alegria este ano, retomando o caminho que Fred Perry abriu. Mas não me parece.
Nas senhoras, a minha fidelidade à melhor tenista dos últimos 10 anos - Martina Hingis - irá impedir-me de torcer por mais alguém. Hingis regressou após 3 anos de ausência com o mesmo ténis predador, feito de sorrisos, amuos e uma implacável e inteligentíssima caça às fraquezas das adversárias. Mas não será ainda o ano da suíça.
Entretanto, hors tennis...eis que chega a primeira designer player (ao que isto chegou): é bonita, russa, loira, ganhadora e vestida dos pés à cabeça por Stella McCartney.Senhoras e senhores: Maria Kirilenko.
HERE WE GO AGAIN. E não há remédio que valha a esta esquizofrenia futebolística. Marco Paulo é o meu profeta.

quinta-feira, junho 22, 2006

MELHOR SMS RECEBIDO DURANTE O MUNDIAL: « Ikea ganda golo!», depois do golaço de Joe Cole no Inglaterra-Suécia.
ENTRETANTO, NOUTRO CAMPEONATO... Resultado ao intervalo: EXPECTATIVAS -O, REALIDADE - 1 (Guedes, 8', própria baliza)

APENAS MAIS UMA PROVA DE COMO HAVER UMA FEDERAÇÃO INGLESA DE FUTEBOL SERIA TÃO REDUNDANTE COMO UMA ASSOCIAÇÃO DE FADO PORTUGUÊS: o minute-by-minute do Portugal-México visto pelo The Guardian (com a ilustração brilhante de «separados à nascença» Maniche- Lindsay Davenport) é dos textos mais hilariantes que tenho lido sobre um jogo e, ao mesmo tempo, consegue ser uma análise certeira.
Para aqueles que espumam já de raiva com o «lá-vem-este-com- a- mania-de-Inglaterra», aviso que o autor não é xenófobo e troça indistintamente do México, de Portugal, de Inglaterra e dele próprio. Memorável a descrição do falhanço do penalti mexicano: «But no worries:Bravo steps up and Beckhams it about 400 yards high and 20 yards right».


(com um agradecimento a este rapaz)
A OUVIR EM MODO REPEAT 1, NA GRAFONOLA CASEIRA: Dress up in you, de Belle And Sebastian. Convirá dizer que não sou nem nunca fui grande admirador do folk-pop introspectivo destes escoceses, com melodias etéreas e frases de trompete judiciosamente colocadas. No género, há mais e melhor, e sempre fiquei com a sensação que a música era, na sua simplicidade e beleza, bastante superior às letras - normalmente inconsequentes.
O anterior Dear Catastrophe Waitress (2003) levou com a mão pesada de Trevor Horn, mas que pelo menos serviu para disciplinar os rapazes (e a moça).
Em The Life Pursuit a impressão final é a de mais do mesmo, embora com canções aceitáveis. Mas existe esta pérola, Dress up in you: uma suave canção de rejeição, uma dor de corno resignada e linda, em que apesar da fanfarronice do amante ignorado («they are hypocrites/so fuck them too») se pressente um amor triste que se esvai, uma esperança que se vê partir devagarinho depois de tantos planos feitos. Uma pequena delícia que dificilmente ficará para a história, mas que se irá derreter lentamente nos nossos corações, como convém a uma boa canção pop.

Dress Up In You

I?m the singer, I?m the singer in the band
You?re the loser, I won?t dismiss you out of hand
Cos you?ve got a beautiful face
It will take you places

You kept running
You?ve got money, you?ve got fame
Every morning I see your picture from the train
Now you?re an actress!
So says your résumé
You?re made of card
You couldn?t act your way out of a paper bag

You got lucky, you ain?t talking to me now
Little Miss Plucky
Pluck your eyebrows for the crowd
Get on the airplane
You give me stomach pain
I wish that you were here
We would have had a lot to talk about

We had a deal there
We nearly signed it with our blood?
An understandingI thought that you would keep your word
I?m disappointed
I?m aggravated
It?s a fault I have, I know
When things don?t go my way I have to

Blow up in the face of my rivals
I swear and I rant, I make quite an arrival
The men are surprised by the language
They act so discreet, they are hypocrites so fuck them too!

I always loved you
You always had a lot of styleI
?d hate to see you on the pile
Of ?nearly-made-it? s
You?ve got the essence, dear
If I could have a second skin
I?d probably dress up in you

You?re a star now,
I am fixing people?s nails
I?m knitting jumpers, I?m working after hours
I?ve got a boyfriend, I?ve got a feeling that he?s seeing someone else
He always had thing for you as well

Blow in the face of my rivals
I swear and I rant, I make quite an arrival
The men are surprised by the language
They act so discreet, they are hypocrites forget them

So fuck them too!

quarta-feira, junho 14, 2006

DIÁLOGOS DURANTE O MUNDIAL

-A Alemanha venceu a Polónia.
-Já os vi começarem por menos.

sexta-feira, junho 09, 2006

ASSIM DE REPENTE, NÃO ME LEMBRO DE MAIS NADA.

terça-feira, junho 06, 2006

ESTE VOSSO CRIADO: Orgulhosamente a fazer parte dos «0,01 por cento de intelectuais» que arrasam Scolari, desde 2002. *

*ao contrário de, por exemplo, um António Pedro Vasconcelos, cavaleiro andante do brasileiro mal Portugal começou a ganhar no Euro 2004

segunda-feira, junho 05, 2006

Cada vez mais verdadeiro, meus amigos, cada vez mais verdadeiro.
NOW I SAW THEIR FACES, NOW I'M A BELIEVER

na foto: Michael Owen e Peter Crouch celebram um dos golos frente à selecção da Jamaica (6-0)

terça-feira, maio 30, 2006

E O PRÉMIO «MELHOR FRASE DO FIM DE SEMANA» VAI PARA: « O Schumacher é o Carrilho da Fórmula 1», autor devidamente identificado.

segunda-feira, maio 29, 2006

GRATIDÃO Um calor colonial, uma varanda com mesa no centro da cidade, uma árvore em frente, um gin -tónico home made, um Sinatra que canta Nice n' Easy (despedida oficial da minha fase One For My Baby (And One More For The Road), a terceira leitura de O Poder E A Glória, uma compilação de ensaios sobre Greene editados por Harold Bloom: a vida eterna em que me esforço diariamente por acreditar tem de passar por aqui.
I'M READY, LADS! Um dia de praia e pareço o sacana do Pimpinela Escarlate. Agora sim, estou pronto para apoiar a selecção inglesa.

sexta-feira, maio 26, 2006

A OUVIR EM MODO REPEAT ALL, NA GRAFONOLA CASEIRA: The Novelist, de Richard Swift. Cheers, Tomás!

CLARO QUE SIM. E JÁ AGORA, O SANTO GRAAL. Liga-me um colega desesperado:«Nuno, não me encontras um jornalista que diga bem do Rock In Rio»?

terça-feira, maio 23, 2006



2DJS DO CA*******! LIVE SET

The Bairro Alto Tour

Pior do que a gripe das aves, esta é a epidemia que devemos temer!!

dia 2 de Junho, a partir das 00.00h - NAPERON (R. da Barroca)

dia 9 de Junho, a partir das 00.30 - local a confirmar, mas é quase como se já estivesse...Depois falamos.

Mais do mesmo ? Claro, mas curiosamente sempre melhor.

Perguntas, pedidos, sugestões e fogosas declarações de amor para djsdocaralh@gmail.com

EXERCÍCIO ÚTIL PARA O MUNDIAL QUE SE APROXIMA (att: a não ler pelos fãs do selecionador nacional): Para quem, como eu, se anda a queixar desde 2002 do minuto infeliz em que Madaíl teve a epifania de contratar um dos mais burros treinadores de futebol do globo e, mesmo assim (leia-se: mesmo com a selecção inglesa em força) não quer deixar de apoiar os jogadores portugueses, proponho o seguinte exercício mental que é o que me está a ajudar e até agora me tem impedido de entregar o passaporte.

Fase 1: Imagine que Scolari não é um homem mas sim um pequeno país.

Fase 2: Imagine que esse país, por magia ou mistério, foi apurado para uma fase final de um torneio mundial.

Fase 3: Imagine que simpatiza com pequenos países, mesmo teimosos, arrogantes, que teimam em arvorar um curriculo patético (campeão pelo Grémio ? Who gives a flying fuck? Campeão mundial com o Brasil de 2002? A equipa nem precisava de treinador, só precisava de jogar. E mesmo assim foi carregada até à taça: lembrai-vos do Brasil-Turquia e do incómodo da FIFA em perder o Brasil numa fase final).

Fase 4: Ultrapssadas as fases anteriores, poderá dizer em público:«Eu apoio a selecção de Scolari», ou «Os jogadores de Scolari são todos portugueses», ou «Em Scolari, as celebrações devem estar ao rubro», ou «Na pequena capital de Scolari, Sonnof-Putinni, toda a gente tem bandeiras à janela».

É uma óptima maneira de salvar a face e não deixar de ser patriota.
RESULTADO FINAL APÓS RAID PROFISSIONAL A SEVILHA: Entrevista, 1- Barra de tapas,8.

quarta-feira, maio 17, 2006

ARSENAL-BARCELONA? AINDA BEM QUE ME FAZEM ESSA PERGUNTA.

segunda-feira, maio 15, 2006

LATE BAR PHILOSOPHERS, CROMO Nº4 «Tenho este perverso consolo: as mulheres que amei chegaram-me sempre tristes e partiram sempre felizes».
EM QUE O AUTOR DESTE BLOGUE PERMITE PELA PRIMEIRA VEZ ALGUMA LICENCIOSIDADE NOS VOCÁBULOS, À CONTA DA POESIA

O nosso amor parecia uma história de fadas
o encanto girava que nem em quatro rodas
depois as rodas deram umas guinadas
e descambou tudo num conto de fodas

Daniel Maia-Pinto Rodrigues, Apontamentos do Cônsul Von Troche
DOS ARQUIVOS DO TRADUÇÃO SIMULTÂNEA : «SÓ MAIS UMA COISA Não gosto de Scolari. Não gosto da forma como (não) preparou a equipa, não gosto do seu discurso arrogante, não gosto dos pedidos que faz ("cinco mil carros a acompanharem-nos de Alcochete até ao estádio")»*. Palavra de honra que odeio ter razão.


*publicado originalmente em 20 de Junho de 2004.

sexta-feira, maio 12, 2006

DAS TRISTES CONSTATAÇÕES O meu blogue é melhor do que eu.

quinta-feira, maio 11, 2006

LATE BAR PHILOSOPHERS, CROMO Nº3: Ele insistia na existência de uma cidade, para onde teriam ido todos os amores que perdeu.
HOPING AND WAITING: Regresso à Irlanda, logo que possa. Mais do que um país ou um sonho, várias vezes provou ser a minha salvação.

Na foto: lago na província de Connemara, a oeste da Ilha. A única zona do país onde o gaélico é a língua mais falada.

quarta-feira, maio 10, 2006

OK, OK TAMBÉM NÃO RESISTI (e respondi com sinceridade, ai ai...)

«Melancólico», «romântico», «pela-se pela doce amargura de um coração partido»...Sou tão fucking predictable que até o Cid me topa.

LATE BAR PHILOSOPHERS, CROMO Nº2
«Qual é o teu cantor preferido?»
« O Paul Simon, por causa do 50 Ways To Leave Your Lover.»
E AGORA, UM POUCO DE EXEGESE LITERÁRIA, QU'ISTO É UMA CASA SÉRIA Não conheço outra palavra ou expressão em português que se compare a 'serendipity', essa descoberta ao acaso que nos transmite felicidade. Pois foi mesmo assim que me deparei com o livro Malva 62, de Daniel Maia-Pinto Rodrigues. Ao que parece é o nono livro do autor, que entretanto já tem uma prateleira cheia de prémios e encómios. Mea culpa. Mas não deixo de estar menos contente por isso, por descobrir esta poética que roça a conversa de café, feita de uma displicência brilhante, à beira do abismo. Os poemas - às vezes meros aforismos de uma frase - são inevitavelmente irregulares, mas quando são bons, são bons. Como este:

Gosto daquela cigarra
que quando chega o inverno
e porque gosta
come as formigas.

Lembra Adília Lopes sem as referencias eruditas ? Lembra. Mas há mais: dos poemas brejeiros do capítulo Apontamentos Do Cônsul Von Troche, como

Aliás, entende uma coisa, Lilas
eu não sou nenhum Lagardére.
Primeiro comamos as lulas, Lilas
e se o teu namorado não vier
um gajo depois vê isso das pilas.

aos simples aforismos, do qual o meu favorito é

O meu avô acreditava em cinco coisas.
Eu só acredito em duas.

gosto muito disto, para citar uma complexa frase de critico literário. E para não chatear mais, deixo

Pertencera a um grupo de malta rebelde.
Desenvolveu alguns programas de rádio
e também, parece, algumas encenações teatrais.
Todavia o seu projecto principal era o de mudar o mundo.
Ao que eu lhe disse que o meu grande projecto
foi sempre o de que o mundo não me mudasse a mim.


Voltaremos ao assunto, como se diz na SIC-Notícias.

segunda-feira, maio 08, 2006



Lista de convocados: Guarda-redes: Paul Robinson (Tottenham); David James (Manchester City) e Robert Green (Norwich City);

Defesas: Gary Neville (Manchester United), Rio Ferdinand (Manchester United), John Terry (Chelsea); Ashley Cole (Arsenal), Sol Campbell (Arsenal), Jamie Carragher (Liverpool) e Wayne Bridge (Chelsea);

Médios: David Beckham (Real Madrid), Michael Carrick (Tottenham), Frank Lampard (Chelsea), Steven Gerrard (Liverpool), Owen Hargreaves (Bayern Munique), Jermaine Jenas (Tottenham), Stewart Downing (Middlesbrough), Joe Cole (Chelsea) e Aaron Lennon (Tottenham);

Avançados: Wayne Rooney (Manchester United), Michael Owen (Newcastle), Peter Crouch (Liverpool) e Theo Walcott (Arsenal).

Lista de jogadores convocados à condição: Scott Carson (Liverpool), Luke Young (Charlton Athletic), Nigel Reo-Coker (West Ham), Jermain Defoe (Tottenham) e Andrew Johnson (Crystal Palace).

MANIAS IMBECIS DE QUE NÃO ME CONSIGO LIVRAR: Traduzir automaticamente 'stabat mater' por 'apunhala a mãe'
GRANT MCLENNAN, in memoriam

Como se paga a alguém que fez a banda sonora dos nossos dias ? Talvez ouvindo Bachelor Kisses vezes sem conta, uma das mais bonitas canções dos últimos 30 anos.

domingo, maio 07, 2006


O ÚNICO POST POSSÍVEL (ainda com o coração aos saltos) : BRIOOOOOOSAAAAAA!

quinta-feira, maio 04, 2006

LATE BAR PHILOSOPHERS, CROMO Nº1: Quando lhe disseram que uma mulher que amou se ia enfim casar, não se espantou:«A minha história afectiva é feita de 'the ones that got away'»

terça-feira, maio 02, 2006

A PROPÓSITO DE MEMÓRIAS INEVITÁVEIS (para a.)

Da verdade do amor

Da verdade do amor
se meditam
relatos de viagens confissões
e sempre excede a vida
esse segredo que tanto desdém
guarda de ser dito

pouco importa em quantas derrotas
te lançou
as dores os naufrágios escondidos
com eles aprendeste a navegação
dos oceanos gelados

não se deve explicar demasiado cedo
atrás das coisas
o seu brilho cresce
sem rumor

José Tolentino de Mendonça
...MAS QUE AS HÁ, HÁ!
Your Life Path Number is 3
Your purpose in life is to express your unique self.

You are a creative and artistic person with an interesting view on life.
Witty and outgoing, you enjoy sharing your crazy ideas with anyone who will listen.
A total social butterfly, you're the life of any party.

In love, you inspire and enchant your partner. You are often an object of fantasy and desire.

While you are very talented, you sometimes lack the ambition to put your talents in play.
And while your wit carries you a long way, you occasionally use it to mask your true feelings.
Your natural abilities can bring you all the success in the world ... if you let them
What Is Your Life Path Number?
UMA DESGRAÇA NUNCA VEM SÓ Wayne Rooney não vai ao mundial.Causa: esse fino artista chamado Paulo Ferreira, um lateral que podia jogar na selecção da Amadeu Gaudêncio. Para mim, que divido o coração entre Portugal e os três leões, é meio caminho andado para cancelar a Sport TV. Depois da possibilidade de renovação de Scolari, foi o pior que me podiam fazer. Mas este meu amigo explica melhor, como de costume (enfim, se esquecerem o desbragamento anti-anglófilo, fruto de uma emoção quase compreensível)

quinta-feira, abril 27, 2006

NÃO HÁ AMOR COMO O PRIMEIRO (revisitando o cada vez mais extraordinário Look Homeward, Angel, de Thomas Wolfe)

«He was in agony because he was poverty-stricken in symbols: his mind was caught in a net because he had no words to work with. He had not even names for the objects around him: he probably defined them for himself by some jargon, reinforced by some mangling of the speech that roared about him, to which he listened intently day after day, realizing that his first escape must come through language. »
E TU AINDA NÃO VISTE NADA, EDUARDO ! Vamos passar a nossa famosa versão

Oakeshott the sheriff
but I didn't shoot the deputy...

A sério, ri-me muito com o Carl Schmitt.

quarta-feira, abril 26, 2006

MEU DEUS:ESTAMOS NAQUELA ALTURA DO MÊS...



2DJ'S DO C********! LIVE SET
(agora com ar condicionado)

SEXTA, DIA 28, A PARTIR DAS 00.00H, no Naperon, à R.da Barroca (mas podem passar também pelo Frágil, que nós não nos importamos porque vamos lá tocar para o mês que vem e já não somos quase famosos)

Mais uma extraordinária selecção vintage do Hotel Júpiter, da Praia da Rocha, entre 77 e 78!

Convidado especial: Vítor Espadinha (se aparecer)

Promessas, fotos, pedidos e marcações para djsdocaralh@gmail.com

Os 2Dj's são Nuno Miguel Guedes e Zé Diogo Quintela (nomes registados)

segunda-feira, abril 24, 2006

25 DE ABRIL, SEMPRE! «Singer Dan Gillespie Sells [The Feeling], who admits to having had an indie phase once, says:'There are no guilty pleasures anymore.You're allowed to like Andrew Gold, E.L.O., Supertramp or 10cc. It's really liberating'». Nem mais. É só um minuto enquanto ponho Love It When You Call ('but you never call at all...') pela 4ª vez nesta meia-hora.

sexta-feira, abril 21, 2006

AMOR OMNIA VINCIT. OU ENTÃO NÃO. Dois novos blogues que vivem do amor, com duas visões diferentes mas ambos bons: o contemporâneo Um Amor Atrevido e o romântico-dandy (com piscadelas ao Monte dos Vendavais) Posta Restante. Confirmai.

quinta-feira, abril 20, 2006

OBRIGADO E já que estamos numa rara vaga de auto-gratificação, aproveito para agradecer a todos os que me entupiram o coração e o sitemeter com os parabéns pelo «aniversário» do Tradução. Ficam os links invisiveis, mas os que realmente contam.
«WE SELL UNDERSTANDS» Desculpem lá, eu sei que lá colaboro: mas a verdade é que este blogue está cada vez melhor. A matéria-prima é infindável...

segunda-feira, abril 17, 2006



EM MODO DE REPEAT ALL, NA VITROLA CASEIRA, 29, DE RYAN ADAMS. E sim, disse Ryan. '29' devolve o rapaz no seu mais sombrio, com nove canções de ruas escuras, traseiras infectas, cidadezinhas sem esperança, drogas sortidas e amores condenados. Para um compositor tão exageradamente prolífico como o é Ryan (se não me engano 5 discos em 2005), é obra conseguir uma colecção de canções tão equilibradamente boa, oito baladas embrulhadas no seu estilo alt country, uma espécie de Neil Young em bom. Como os melhores discos de raiva e amor, 29 não deve ser colocado ao alcance das crianças. Do rockabilly sujo que abre as hostilidades e que dá nome ao disco, passando por Nightbirds ou Starlite Diner, este é um álbum para os dias chuvosos da alma. Atenção aos excelentes Elizabeth, You Were Born To Play That Part ("calculate the changes that in time/turn to nothing and then multiply/yourself by pain,/and you're not even close Elizabeth") e a supina The Sadness (a minha favorita), um pesadelo espanholado que podia ter sido sonhado por Nick Cave.
DA PÁSCOA Senti esta Páscoa como há muito não sentia: não no sentido meramente festivo, mas na certeza que é preciso saber lidar com a Cruz gloriosa, morrermos para nos encontrarmos numa Esperança de Ressurreição que, acredito, Alguém já provou. E tudo condensado em quatro dias. Quatro dias para uma vida, a partir de agora.