PORQUE É QUE NÃO TEMOS APENAS UMA ORELHA NO MEIO DA CARA ? É cool ? A resposta adequada a estas e outras perguntas pode ser o seu passaporte para o lugar onde é feita a civilização. O melhor é ler aqui.
sexta-feira, outubro 13, 2006
quarta-feira, outubro 11, 2006
sexta-feira, outubro 06, 2006
«FOR BLACK IS WHAT I FEEL IN THE INSIDE»
Mais um poema de Philip Larkin, triste como o dia, este meu dia.
Next, Please
Always too eager for the future,
Pick up bad habits of expectancy.
Something is always approaching, every day
Till then we say,
Watching from a bluff the tiny, clear,
Sparkling armada of promises draw near.
How slow they are!
And how much time they waste,
Refusing to make haste!
Yet still they leave us holding wretched stalks
Of disappointment, for, though nothing balks
Each big approach, leaning with brasswork prinked,
Each rope distinct,
Flagged, and the figurehead with golden tits
Arching our way, it never anchors; it's
No sooner present than it turns to past.
Right to the last
We think each one will heave to and unload
All good into our lives, all we are owed
For waiting so devoutly and so long.
But we are wrong:
Only one ship is seeking us, a black-
Sailed unfamiliar, towing at her back
A huge and birdless silence. In her wake
No waters breed or break.
Mais um poema de Philip Larkin, triste como o dia, este meu dia.
Next, Please
Always too eager for the future,
Pick up bad habits of expectancy.
Something is always approaching, every day
Till then we say,
Watching from a bluff the tiny, clear,
Sparkling armada of promises draw near.
How slow they are!
And how much time they waste,
Refusing to make haste!
Yet still they leave us holding wretched stalks
Of disappointment, for, though nothing balks
Each big approach, leaning with brasswork prinked,
Each rope distinct,
Flagged, and the figurehead with golden tits
Arching our way, it never anchors; it's
No sooner present than it turns to past.
Right to the last
We think each one will heave to and unload
All good into our lives, all we are owed
For waiting so devoutly and so long.
But we are wrong:
Only one ship is seeking us, a black-
Sailed unfamiliar, towing at her back
A huge and birdless silence. In her wake
No waters breed or break.
quinta-feira, outubro 05, 2006
Elogio de Sinatra, por Bono
O melhor texto sobre Frank Sinatra alguma vez feito em todo o universo. Lágrimas, risos, verdade - tudo em doses justas.Exemplos: «band man and loner, troubleshooter and troublemaker, the chairman who would rather show you his scars than his medals(...), the living proof God's a Catholic».
Lindo e definitivo, dito durante a entrega do Emmy de Carreira ao Mestre, em 1995.
O melhor texto sobre Frank Sinatra alguma vez feito em todo o universo. Lágrimas, risos, verdade - tudo em doses justas.Exemplos: «band man and loner, troubleshooter and troublemaker, the chairman who would rather show you his scars than his medals(...), the living proof God's a Catholic».
Lindo e definitivo, dito durante a entrega do Emmy de Carreira ao Mestre, em 1995.
Monty Python - French Sketch
Um sketch histórico, um verdadeiro deleite para quem combatre os bloody frogs desde pequeno. Trinta anos depois, ainda concordo com um amigo que afirma que «não é um sketch, é um documentário». Maravilhosos pormenores: «Mon collegue, le poof célebre», e «oú sont les bagages?».
Um sketch histórico, um verdadeiro deleite para quem combatre os bloody frogs desde pequeno. Trinta anos depois, ainda concordo com um amigo que afirma que «não é um sketch, é um documentário». Maravilhosos pormenores: «Mon collegue, le poof célebre», e «oú sont les bagages?».
quinta-feira, setembro 28, 2006
LAMENTO DO ADEPTO RESIGNADO Já o disse: o meu clube é a Académica de Coimbra, para o bem e para o mal. Mais nenhum. Sofro e amo com paixão. Nas raras vezes em que vou ao estádio, fico sem voz. Mas há limites: a Mancha Negra, claque exemplar e divertida da Briosa, criou um novo cântico, com a melodia do refrão de Pobres dos Ricos, da Floribella. Só podem estar a brincar. Com que cara é que eu irei estar entre eles, a cantar «sou da Briosa e canto canto sempre/Em todo o lado eu estou sempre presente/O preto e branco apoio eternamente/Tu não consegues sair da minha mente!!» ? Felizmente posso levar os meus filhos.
TOO MUCH TIME ON MY HANDS
| You Are a Mermaid |
![]() |
What Mythological Creature Are You?
quarta-feira, setembro 27, 2006
sexta-feira, setembro 22, 2006
PORQUE DETESTO MEDIUM Porque a base do plot line de cada episódio é a minha ideia de inferno: ser acordado a meio da noite por uma mulher que me quer contar os sonhos.
E AGORA, UMA PALAVRA DO MEU PATROCINADOR
Lembranças, que lembrais meu bem passado
Lembranças, que lembrais meu bem passado,
Pera que sinta mais o mal presente,
Deixai-me, se quereis, viver contente,
Não me deixeis morrer em tal estado.
Mas se também de tudo está ordenado
Viver, como se vê, tão descontente,
Venha, se vier, o bem por acidente,
E dê a morte fim a meu cuidado.
Que muito melhor é perder a vida,
Perdendo-se as lembranças da memória,
Pois fazem tanto dano ao pensamento.
Assim que nada perde quem perdida
A esperança traz de sua glória,
Se esta vida há-de ser sempre em tormento.
Luís Vaz de Camões
Lembranças, que lembrais meu bem passado
Lembranças, que lembrais meu bem passado,
Pera que sinta mais o mal presente,
Deixai-me, se quereis, viver contente,
Não me deixeis morrer em tal estado.
Mas se também de tudo está ordenado
Viver, como se vê, tão descontente,
Venha, se vier, o bem por acidente,
E dê a morte fim a meu cuidado.
Que muito melhor é perder a vida,
Perdendo-se as lembranças da memória,
Pois fazem tanto dano ao pensamento.
Assim que nada perde quem perdida
A esperança traz de sua glória,
Se esta vida há-de ser sempre em tormento.
Luís Vaz de Camões
quinta-feira, setembro 21, 2006
segunda-feira, setembro 18, 2006
MÁ FÉ Nem sei o que dizer sobre a indignação de alguns grupos islâmicos sobre o discurso do Papa Bento XVI. Apenas que significa má leitura, má fé (em todos os sentidos da expressão) ou ambas. Para um católico como eu , cuja Fé é feita de dúvidas constantes - como a de Job - , e em que o combate entre a Razão e o Mistério é uma angústia maior, o texto teológico e brilhante que foi lido em Regensburg foi um consolo e apaziguamento. Não há dúvida nenhuma. Basta ler o texcto na íntegra, aqui. Posso não concordar com muitas das actuações de Ratzinger enquanto cardeal - a beatificação de Escrivá é o exemplo mais escandaloso - , mas é impossível negar a sua segurança teológica, que curiosamente é das mais liberais. Leia-se a este respeito as palestras feitas em 1968 reunidas em Introdução Ao Cristianismo.
Vivemos tempos dificeis, mas cada vez mais a minha fé é a minha vida.
Vivemos tempos dificeis, mas cada vez mais a minha fé é a minha vida.
BRINCAR AOS CLÁSSICOS Fiquei entre o curioso e o aterrado, caro Ricardo, quando li o teu post. Dos Junior Boys, conheço o Last Exit - de que gostei moderadamente - e li já encómios dispersos a este This Is Goodbye. Mas confesso que sou muito pouco liberal em relação a canções que me dizem muito, caso de No One Cares. Escrito de propósito por Cahn/Van Heusen para dar o ambiente do álbum (como se a capa não fosse já auto-explicativa), No One Cares é canção e disco para colocar fora do alcance das crianças. Pelo meu lado já foi banda sonora de alguns desgostos amorosos e ainda é dos discos - ao lado de Songs Of Love And Hate, de Cohen - que ainda hoje não oiço levianamente. Segundo opus da colaboração Jenkins/Sinatra (o primeiro nestes moldes voz/cordas foi o supino Where Are You?), No One Cares (1959) encontra o Mestre em plena forma de voz e de vida. O tema título, com a voz de fumo sinatriana potenciada pelas cordas, é arrepiante. E ainda há o Can't Get Started, e o Why Try To Change Me Now e até o quase inconsequente A Cottage For Sale leva uma pirueta para se transformar numa bomba-relógio afectiva. Portanto, vou ouvir os rapazes, Ricardo - mas não sei se irei aguentar.
sexta-feira, setembro 15, 2006
RIGHT ON THE MONEY Leio no blogue do Nuno que o grande Stephin Merritt prepara-se para regressar com mais um desdobramento musical, os The Gothic Archies. O novo disco chama-se The Tragic Treasury: Songs From A Series Of Unfortunate Events e segundo Merritt, a diferença entre a sua restante obra é que em The Tragic..., «qualquer réstea de esperança é absolutamente extinta». O álbum é editado a 10 de Outubro, um dia a seguir ao meu aniversário. Não poderia vir mais a propósito.





