sábado, setembro 02, 2006

Back in business, para não variar. O estabelecimento está oficialmente reaberto, ainda que o proprietário ainda não esteja refeito de umas férias decentes, com momentos de sublime elevação, quase todos devidos a American V, de Johnny Cash. Mas disso falaremos mais tarde, que agora ainda não me apetece.

sexta-feira, agosto 25, 2006

HERÓI PESSOAL DO MOMENTO: «What's it all about, Alfie?»
BREVÍSSIMA E ÚNICA INTERRUPÇÃO DAS FÉRIAS (ou: isto estava-me mesmo atravessado, o que é que querem?) Hoje somos todos de Plutão.

sexta-feira, agosto 11, 2006

Acordar com o riso dos meus filhos, andar devagar, ler a maravilhosa edição do Wuthering Heights da Oxford Classics, entardecer com um gin tónico correcto e uma balada de Miles Davis,rumar aos bailaricos das festarolas locais, rir, ganhar prémios bizarros nas quermesses, a alegria dos amigos que vêm de visita, comer muito e bem, praia, silêncio, adormecer ao som distante de um sino da igreja da aldeia vizinha e saber que no dia seguinte vai ser igual.Não preciso de mais agora. Por isso, até já.
The Divine Comedy - Becoming More Like Alfie

PREVISÃO AFECTIVA PESSOAL PARA OS PRÓXIMOS MESES

Once there was a time
when a kind word would be enough
And once there was a time
I could blindfold myself with love
But not now - now I'm resigned
to the kind of life I had reserved
for other guys
less smart than I
Y'know, the kind who will always end up with
the girls

And besides
everybody knows that 'No' means 'Yes'
just like glasses come free on the N.H.S.
Bu the more I look through them the more I see
I'm becoming more like Alfie

segunda-feira, agosto 07, 2006

EM DEFESA DE FLOYD LANDIS, VENCEDOR DO TOUR DE FRANCE E ACUSADO DE DOPING E desde quando é que ter «excesso de testostrona» é uma coisa má ?
Three Lions Football's Coming Home (1996 Edition)

Uma das melhores football songs - senão a melhor - e claro a apoiar os Três Leões.Com uma dedicatória muito especial aos meus cúmplices de anglofilia de há quase duas décadas.One day, lads, one day...

domingo, agosto 06, 2006

YOU GO TO MY HEAD E embora esteja um pouco maçado dos epifenómenos Zidane, não posso deixar passar ao lado esta canção, excelente para levar para o Algarve. Todos juntos, agora:«Zidane, il l'a frappé/Zidane il l'a frappé/ Coup de boule! Coup de boule!»...
Velvet Underground

Sunday Morning, a abertura de um dos discos mais revolucionários de sempre.Ah perversa inocência...O mundo tal como ele é, ao mesmo tempo que na costa ocidental se falava de paz e amor e se faziam filhos na lama. «watch out/ the world's behind you/there's always someone around you/ who will call/ It's nothing at all...». A seguir chegava Waiting for my man, Heroin, Venus In Furs, All tomorrow's parties.

sexta-feira, agosto 04, 2006

MELHOR PARÁFRASE MUSICAL DO ANO: «I bet you look good in a book store»*, da responsabilidade óbvia da sweet, sweet and sour I.

*d'aprés I bet you look good on the dancefloor, Artic Monkeys.Mas não era preciso eu escrever isto, pois não?

segunda-feira, julho 31, 2006

SÃO AS PRIORIDADES, ESTÚPIDO! Leio com agrado um excerto de uma carta que António Lobo Antunes escreveu ao advogado Miguel Veiga:«As três coisas mais importantes na vida são a amizade, as mulheres e os livros». Totalmente de acordo; mas a tragédia da minha vida é ainda não ter compreendido qual é a ordem correcta.


BANDA SONORA DE UM FIM DE SEMANA ALENTEJANO:«Eu passo a tarde na cantina/Vamos pr'á piscina, vamos pr'á piscina!», GNR, Dá Fundo,do álbum Psicopátria (1986)

terça-feira, julho 25, 2006

A SAÚDE ESTÁ PRIMEIRO, VÁ AO ROCK NO VIMEIRO Por opção, este estabelecimento não se inscreve no género «confessional». Nada contra, apenas feitio. Se não divulgo mais a minha vida «privada» é apenas porque ela é, na sua maioria, privada de interesse. Os gostos, os estados de espírito, alguns episódios são verdadeiros e coincidem mais ou menos comigo (geralmente são melhores). Mas evito o «ontem fui», «amanhã estarei», e «os meus amigos que...».
Este último assunto é-me particularmente sensível, já que prezo a amizade como estado superior de vida, uma espécie de amor livre do seu fascismo. Acontece que alguns amigos, por mérito próprio, destacam-se nas suas áreas profissionais e são conhecidos. Como tenho terror de name dropping, evito espalhar o orgulho que tenho deles aqui no blogue. Mas hoje não.
Toda esta conversa porque estive no Vimeiro com velhos amigos meus: os The Gift e os GNR, mais particularmente o Rui, companheiro de guerras e pazes antigas, e o único homem que eu invejo à face da Terra.
Os meus cúmplices de Alcobaça estão cada vez melhores, e atiram-se a cada concerto como se não houvesse amanhã. O arranjo de palco de Não É Fácil Entender, a hidden track de AM-FM, e a nova 645 mostraram bem do que o grupo é capaz; e então agora, que conta com um convidado de peso na bateria: nem menos do que o enorme Mário Barreiros, veterano destas andanças e um dos melhores produtores do burgo. Quanto à Sónia...bastava haver mais uma como ela no circo pop-rock e seríamos abençoados.
Enquanto os Strokes conquistavam Lisboa, eu vi um concerto que não via há quase dez anos: o dos GNR. E caso ainda haja dúvidas, aproveito para reiterar: RUI REININHO É O MELHOR FRONTMAN QUE ESTE DESGRAÇADO PAÍS TEM HÁ MAIS DE 20 ANOS. O homem está numa forma espantosa, com o wit ao máximo ( a forma como continua a refrasear as suas letras conforme o público que tem à frente é brilhante) e bem secundado pelos seus capangas (Jorge Romão parece sempre estar on seu primeiro concerto, Toli tem um visivel prazer em tocar à frente do palco). Mesmo a velocidade de cruzeiro - que o público era desgarrado e impróprio, entre convidados do concurso hípico e figuras da Quinta das Celebridades - os GNR continuam à frente. E com canções como Popless (especial para mim, que estive no making of...da letra) ou a velhinha Morte Ao Sol fazem mais pela música moderna do que a banda que naseu ontem. Quando o Rui deu por terminado o concerto, vestido com uma t-shirt que reproduzia a bandeira da Turquia (só quem não quis não percebeu o humor provocatório), corri para os camarins para dar os parabéns. E mostrar a vaidade da amizade.
EU SEI QUE A QUESTÃO É DELICADA, QUE HÁ MUITAS PERSPECTIVAS, QUE ...MAS JÁ QUE ME PERGUNTAM, EIS A RESPOSTA:

terça-feira, julho 18, 2006


MÚSICA DE SUPERMERCADO Se existe coisa em que acredito piamente são em estranhos serendipismos, que com uma frequência quase mal-sã me acontecem. Infelizmente não nos assuntos mais importantes da vida, mas não me posso queixar: Deus tinha de castigar a minha preguiça com qualquer coisinha.
But I digress: o objectivo deste post é só dizer o seguinte: gente civilizada que gostais de música civilizada - correi para os Carrefours da vossa área! Na zona junto às caixas registadoras (ou pensam que é tudo por acaso?) encontrareis baús abertos cheios de valiosíssimos tesouros ao preço risível de 5 e 7 euros. Ora, quando digo risível quero mesmo dizer «não merecemos tamanha dádiva». Quem como eu encontrou a discografia quase completa de John Coltrane sabe do que estou a falar: não há dinheiro que pague (mas não digam aos gerentes do supermercado, por favor). Do que ainda não tinha em CD, abarbatei de imediato um dos melhores discos de baladas feito entre aqui e Urano: o supiníssimo John Coltrane and Johnny Hartman. De Coltrane é mais fácil saber a história: saxofonista virtuoso, Blue Trane, hard-hard bop com ligações a África, blá blá blá. Mas um baladeiro de se lhe tirar o chapéu, como se prova neste disco de dois solistas. Coltrane sabe exactamente a dimensão das canções e faz ora solos brilhantes mas contidos ora obligatos que respondem e perguntam às frases de Hartman.
Hartman é talvez o cantor da era pós-bop mais subestimado. Ainda não encontrei em ninguém aquele timbre perfeito, quente nos graves mas capaz de um agudo a sério e um sentido de frase e paráfrase que só revejo em Sinatra. Ouvir My One And Only Love ou You Are Too Beautiful faz com que por uns breves momentos possamos acreditar na beleza inequívoca da natureza humana. E por 5 euros, repito. É muito.
Do raid ao supermercado trouxe mais. Cassandra Wilson Sings Standards, por exemplo, que contém uma versão de I'm Old Fashioned que devia ser dada nas escolas (e que se calhar é). Mas se mesmo assim voltasse para casa com esta pepita já era um homem feliz.

sexta-feira, julho 14, 2006

SHORTCUT TO HAPPINESS (ou elogio do hipertexto): Da Charlotte fui parar aqui. Daí fui parar aqui. Agora, sou um homem muito mais feliz e divertido. Thanks, Lucy and Zoe!
BIG AD. É por anúncios como este que eu de vez em quando tenho saudades do tempo em que era criativo numa agência. Leão de Ouro no Festival de Cannes. Enjoy, com o som bem alto.




RAZÕES POR QUE NÃO SOU ATEU, Nº138: ISABELLE ADJANI

segunda-feira, julho 10, 2006

LATE BAR PHILOSOPHERS, VERSÃO PESSOAL: Entramos então oficialmente na fase do «falhar melhor», sempre na esperança de ser a última vez. E há uma estranha alegria nisso, há uma estranha alegria.

quinta-feira, julho 06, 2006

LATE BAR PHILOSOPHERS, CROMO Nº6: Foi nessa altura que um inglês, chamado Durrell, interrompeu o que já se transformava em cacofonia filosófica e disse, fumando calmamente:« Loving is so much truer when sympathy and not desire makes the match; for it leaves no wounds». Mas toda a gente ficou com a sensação que havia mais para dizer.