segunda-feira, junho 26, 2006

WIMBLEDON! WIMBLEDON! E nestes dias de voragem televisiva, entre jogos de futebol e episódios do The L word (o que cria uma espécie de paraíso masculino heterossexual), convirá não esquecer que o torneio mais civilizado do mundo já começou. No departamento masculino, a técnica e a força perfeitas de Federer deverão dar-lhe a vitória - mais uma vontade insaciável de bater os recordes de Borg e Sampras. O meu coração gostaria, mesmo assim, que Tim Henman - o derradeiro dos tennis gentlemen - tivesse uma alegria este ano, retomando o caminho que Fred Perry abriu. Mas não me parece.
Nas senhoras, a minha fidelidade à melhor tenista dos últimos 10 anos - Martina Hingis - irá impedir-me de torcer por mais alguém. Hingis regressou após 3 anos de ausência com o mesmo ténis predador, feito de sorrisos, amuos e uma implacável e inteligentíssima caça às fraquezas das adversárias. Mas não será ainda o ano da suíça.
Entretanto, hors tennis...eis que chega a primeira designer player (ao que isto chegou): é bonita, russa, loira, ganhadora e vestida dos pés à cabeça por Stella McCartney.Senhoras e senhores: Maria Kirilenko.
HERE WE GO AGAIN. E não há remédio que valha a esta esquizofrenia futebolística. Marco Paulo é o meu profeta.

quinta-feira, junho 22, 2006

MELHOR SMS RECEBIDO DURANTE O MUNDIAL: « Ikea ganda golo!», depois do golaço de Joe Cole no Inglaterra-Suécia.
ENTRETANTO, NOUTRO CAMPEONATO... Resultado ao intervalo: EXPECTATIVAS -O, REALIDADE - 1 (Guedes, 8', própria baliza)

APENAS MAIS UMA PROVA DE COMO HAVER UMA FEDERAÇÃO INGLESA DE FUTEBOL SERIA TÃO REDUNDANTE COMO UMA ASSOCIAÇÃO DE FADO PORTUGUÊS: o minute-by-minute do Portugal-México visto pelo The Guardian (com a ilustração brilhante de «separados à nascença» Maniche- Lindsay Davenport) é dos textos mais hilariantes que tenho lido sobre um jogo e, ao mesmo tempo, consegue ser uma análise certeira.
Para aqueles que espumam já de raiva com o «lá-vem-este-com- a- mania-de-Inglaterra», aviso que o autor não é xenófobo e troça indistintamente do México, de Portugal, de Inglaterra e dele próprio. Memorável a descrição do falhanço do penalti mexicano: «But no worries:Bravo steps up and Beckhams it about 400 yards high and 20 yards right».


(com um agradecimento a este rapaz)
A OUVIR EM MODO REPEAT 1, NA GRAFONOLA CASEIRA: Dress up in you, de Belle And Sebastian. Convirá dizer que não sou nem nunca fui grande admirador do folk-pop introspectivo destes escoceses, com melodias etéreas e frases de trompete judiciosamente colocadas. No género, há mais e melhor, e sempre fiquei com a sensação que a música era, na sua simplicidade e beleza, bastante superior às letras - normalmente inconsequentes.
O anterior Dear Catastrophe Waitress (2003) levou com a mão pesada de Trevor Horn, mas que pelo menos serviu para disciplinar os rapazes (e a moça).
Em The Life Pursuit a impressão final é a de mais do mesmo, embora com canções aceitáveis. Mas existe esta pérola, Dress up in you: uma suave canção de rejeição, uma dor de corno resignada e linda, em que apesar da fanfarronice do amante ignorado («they are hypocrites/so fuck them too») se pressente um amor triste que se esvai, uma esperança que se vê partir devagarinho depois de tantos planos feitos. Uma pequena delícia que dificilmente ficará para a história, mas que se irá derreter lentamente nos nossos corações, como convém a uma boa canção pop.

Dress Up In You

I?m the singer, I?m the singer in the band
You?re the loser, I won?t dismiss you out of hand
Cos you?ve got a beautiful face
It will take you places

You kept running
You?ve got money, you?ve got fame
Every morning I see your picture from the train
Now you?re an actress!
So says your résumé
You?re made of card
You couldn?t act your way out of a paper bag

You got lucky, you ain?t talking to me now
Little Miss Plucky
Pluck your eyebrows for the crowd
Get on the airplane
You give me stomach pain
I wish that you were here
We would have had a lot to talk about

We had a deal there
We nearly signed it with our blood?
An understandingI thought that you would keep your word
I?m disappointed
I?m aggravated
It?s a fault I have, I know
When things don?t go my way I have to

Blow up in the face of my rivals
I swear and I rant, I make quite an arrival
The men are surprised by the language
They act so discreet, they are hypocrites so fuck them too!

I always loved you
You always had a lot of styleI
?d hate to see you on the pile
Of ?nearly-made-it? s
You?ve got the essence, dear
If I could have a second skin
I?d probably dress up in you

You?re a star now,
I am fixing people?s nails
I?m knitting jumpers, I?m working after hours
I?ve got a boyfriend, I?ve got a feeling that he?s seeing someone else
He always had thing for you as well

Blow in the face of my rivals
I swear and I rant, I make quite an arrival
The men are surprised by the language
They act so discreet, they are hypocrites forget them

So fuck them too!

quarta-feira, junho 14, 2006

DIÁLOGOS DURANTE O MUNDIAL

-A Alemanha venceu a Polónia.
-Já os vi começarem por menos.

sexta-feira, junho 09, 2006

ASSIM DE REPENTE, NÃO ME LEMBRO DE MAIS NADA.

terça-feira, junho 06, 2006

ESTE VOSSO CRIADO: Orgulhosamente a fazer parte dos «0,01 por cento de intelectuais» que arrasam Scolari, desde 2002. *

*ao contrário de, por exemplo, um António Pedro Vasconcelos, cavaleiro andante do brasileiro mal Portugal começou a ganhar no Euro 2004

segunda-feira, junho 05, 2006

Cada vez mais verdadeiro, meus amigos, cada vez mais verdadeiro.
NOW I SAW THEIR FACES, NOW I'M A BELIEVER

na foto: Michael Owen e Peter Crouch celebram um dos golos frente à selecção da Jamaica (6-0)

terça-feira, maio 30, 2006

E O PRÉMIO «MELHOR FRASE DO FIM DE SEMANA» VAI PARA: « O Schumacher é o Carrilho da Fórmula 1», autor devidamente identificado.

segunda-feira, maio 29, 2006

GRATIDÃO Um calor colonial, uma varanda com mesa no centro da cidade, uma árvore em frente, um gin -tónico home made, um Sinatra que canta Nice n' Easy (despedida oficial da minha fase One For My Baby (And One More For The Road), a terceira leitura de O Poder E A Glória, uma compilação de ensaios sobre Greene editados por Harold Bloom: a vida eterna em que me esforço diariamente por acreditar tem de passar por aqui.
I'M READY, LADS! Um dia de praia e pareço o sacana do Pimpinela Escarlate. Agora sim, estou pronto para apoiar a selecção inglesa.

sexta-feira, maio 26, 2006

A OUVIR EM MODO REPEAT ALL, NA GRAFONOLA CASEIRA: The Novelist, de Richard Swift. Cheers, Tomás!

CLARO QUE SIM. E JÁ AGORA, O SANTO GRAAL. Liga-me um colega desesperado:«Nuno, não me encontras um jornalista que diga bem do Rock In Rio»?

terça-feira, maio 23, 2006



2DJS DO CA*******! LIVE SET

The Bairro Alto Tour

Pior do que a gripe das aves, esta é a epidemia que devemos temer!!

dia 2 de Junho, a partir das 00.00h - NAPERON (R. da Barroca)

dia 9 de Junho, a partir das 00.30 - local a confirmar, mas é quase como se já estivesse...Depois falamos.

Mais do mesmo ? Claro, mas curiosamente sempre melhor.

Perguntas, pedidos, sugestões e fogosas declarações de amor para djsdocaralh@gmail.com

EXERCÍCIO ÚTIL PARA O MUNDIAL QUE SE APROXIMA (att: a não ler pelos fãs do selecionador nacional): Para quem, como eu, se anda a queixar desde 2002 do minuto infeliz em que Madaíl teve a epifania de contratar um dos mais burros treinadores de futebol do globo e, mesmo assim (leia-se: mesmo com a selecção inglesa em força) não quer deixar de apoiar os jogadores portugueses, proponho o seguinte exercício mental que é o que me está a ajudar e até agora me tem impedido de entregar o passaporte.

Fase 1: Imagine que Scolari não é um homem mas sim um pequeno país.

Fase 2: Imagine que esse país, por magia ou mistério, foi apurado para uma fase final de um torneio mundial.

Fase 3: Imagine que simpatiza com pequenos países, mesmo teimosos, arrogantes, que teimam em arvorar um curriculo patético (campeão pelo Grémio ? Who gives a flying fuck? Campeão mundial com o Brasil de 2002? A equipa nem precisava de treinador, só precisava de jogar. E mesmo assim foi carregada até à taça: lembrai-vos do Brasil-Turquia e do incómodo da FIFA em perder o Brasil numa fase final).

Fase 4: Ultrapssadas as fases anteriores, poderá dizer em público:«Eu apoio a selecção de Scolari», ou «Os jogadores de Scolari são todos portugueses», ou «Em Scolari, as celebrações devem estar ao rubro», ou «Na pequena capital de Scolari, Sonnof-Putinni, toda a gente tem bandeiras à janela».

É uma óptima maneira de salvar a face e não deixar de ser patriota.
RESULTADO FINAL APÓS RAID PROFISSIONAL A SEVILHA: Entrevista, 1- Barra de tapas,8.

quarta-feira, maio 17, 2006

ARSENAL-BARCELONA? AINDA BEM QUE ME FAZEM ESSA PERGUNTA.