domingo, março 12, 2006

EM MODO REPEAT1, NA GRAFONOLA CASEIRA: WHEN THE SUN GOES DOWN, ARTIC MONKEYS Eu confesso que desde há muito perdi a inocência em relação às next big things do circo pop. Mas continuo a achar que quando as canções são boas, é preciso esgotá-las. When The Sun Goes Down é um bom exemplo, uma crónica de costumes proletária, cantada com uma pint na mão e embrulhada em guitarras sujas. Os Artic Monkeys são aquilo que os Libertines tentaram ser, mas mais cultos e humorados. Muito bom, muito bom mesmo. Deixo a letra, que vale por si.

So who's that girl there?
I wonder what went wrong
So that she had to roam the streets
She don't do major credit cards
I doubt she does receipts
It's all not quite legitimate

And what a scummy manJ
ust give him half a chanceI bet he'll rob you if he can
Can see it in his eyes, yeah
That he's got a driving ban
Amongst some other offences

And I've seen him with girls of the night
And he told Roxanne to put on her red light
They're all infected but he'll be alright
Cause he's a scumbag, don't you know
I said he's a scumbag, don't you know!

Although you're trying not to listen
I bet your eyes are staring at the ground
She makes a subtle proposition
Sorry love I'll have to turn you down
And oh he must be up to something
Want half a chance to show he's more than likely
I've got a feeling in my stomach
I start to wonder what his story might be
What his story might be

They said it changes when the sun goes down
And they said it changes when the sun goes down
And they said it changes when the sun goes down
Around here
Around

And look here comes a Ford Mondeo
Isn't he Mister Inconspicuous
And he don't have to say 'owt
She understands she's here to get picked up
And she's delighted when she sees him
Pulling in and giving her the eye
Because she must be fucking freezing
Scantily clad beneath the clear night sky
She don't stop in the winter, no and...

They said it changes when the sun goes down
And they said it changes when the sun goes down
And they said it changes when the sun goes down
Around here
They said it changes when the sun goes down
Over the river, going out to town
And they said it changes when the sun goes down
Around here

What a scummy man
Just give him half a chanceI bet he'll rob you if he can
Can see it in his eyes that he's got a nasty plan
I hope you're not involved at all

quinta-feira, março 09, 2006

RAZÕES POR QUE NÃO SOU ATEU,Nº231 Brief Encounter, de David Lean/Noel Coward

Na foto, Celia Johnson e Trevor Howard

terça-feira, março 07, 2006

QUAL CLOONEY, QUAL CATORZE: CAMÕES IS THE MAN!

Se me vem tanta glória só de olhar-te

Se me vem tanta glória só de olhar-te,
É pena desigual deixar de ver-te;
Se presumo com obras merecer-te,
Grão paga de um engano é desejar-te.

Se aspiro por quem és a celebrar-te,
Sei certo por quem sou que hei-de ofender-te;
Se mal me quero a mim por bem querer-te,
Que prémio querer posso mais que amar-te?

Porque um tão raro amor não me socorre?
Ó humano tesouro! Ó doce glória!
Ditoso quem à morte por ti corre!

Sempre escrita estarás nesta memória;
E esta alma viverá, pois por ti morre,
Porque ao fim da batalha é a vitória.

Luiz Vaz de Camões

domingo, março 05, 2006

CITAÇÃO DU JOUR «It's unthinkable not to love - you'd have a severe nervous breakdown. Or you'd have to be Philip Larkin. »

Lawrence Durrell

quinta-feira, março 02, 2006

O JAZZ DEVIA ESTAR EM TODA A PARTE... mas pelo menos invadiu o Bairro Alto. A novel Nova Tertúlia, na R.Diário de Notícias, apresenta, semana sim, semana não, alguns exemplos do bom jazz que por aí se faz. Esta semana é a vez do trio de Paula Sousa. Ide ver. O pior que vos pode acontecer é eu lá estar.
AMORES:DEAD MAN WALKING De que serve a verdade - que se confunde com a inocência - quando já estamos colocados no corredor da morte? De nada; a não ser morrermos com um sorriso nos lábios e com a leve e doce sensação de que ficámos a ganhar.
«BEWARE OF THE IDES OF MARCH» Por vezes esqueço-me de ouvir os bons conselhos das pessoas mais velhas.

sexta-feira, fevereiro 24, 2006



Muito bom.
DISCLAIMER Este blogger, inchado de orgulho, vem comunicar que aceitou o convite para participar no excelente Pérolas da Tradução. Passai por lá.

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

DE REGRESSO, A PEDIDO DE VÁRIAS FAMÍLIAS!!! *


Instantâneo da última sessão dos 2DJ's do C******!

SEXTA FEIRA, 24, PELAS OO.00HORAS, NO NAPERON

2 DJ's DO C********! LIVE SET (Nuno Miguel Guedes e Zé Diogo Quintela)
(agora com a mesma idade)

Não perca aquilo a que alguém já chamou «o Brokeback Mountain heterossexual»!
Última oportunidade antes de entrarem em digressão (we shit you not)!

O dia a seguir é sábado! Todos ao Naperon, na R. da Barroca, ao Bairro Alto.

*as nossas.

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

PARABÉNS, SOFIA! E prepara os teus dancin' shoes, que lá pró final da semana encontramo-nos...
O MONSTRO PRECISA DE AMIGOS Já é altura de contrariar a tendência onanista (em termos blogosféricos, note-se) que este blogue apresenta. Ou seja: não tem barra de linques, que indique o que leio. Isto deve-se, fundamentalmente, a uma enorme inépcia que se transformou em desleixo para se condensar finalmente em «atitude». É demasiado tarde para mudar. As coisas que eu gosto, digo-as em texto e pronto.
Mas parece-me chegada a altura de saudar alguns novos (para mim) blogues que leio secretamente e que muito prazer me têm dado. É uma questão de educação, e eu nessas questões encontro atenuantes até num serial killer que tenha boas maneiras. Por outro lado, dá-me a oportunidade de provar que sou até um rapaz simpático e social, dentro do género sátiro-sociopata-snob intelectual. Dito isto, aí vai o obrigado a: o excelente Diário, do Tiago Galvão; os textos e as ilustrações da Caixa dos Fósforos;o já clássico Melancómico, do Nuno Costa Santos; o recente Desinfeliz do Juizo, do meu amigo e old boy da alma mater, José, o Alfredo; os incontornáveis Postais da Província, da Sílvia (não me esqueci das fotos, não me esqueci); o Nova Floresta, do meu companheiro de barra e correlegionário Luís Bonifácio (a quem agradeço o post dedicado; com a minha emenda: Too Happy é do primeiro disco da Tracey Thorn, A Distant Shore);o regresso em timing perfeito do Major Alverca; o The End Of The Affair, da Ana Clotilde Correia, porque, hum, sim; o Catalunyaatlarge, do meu deambulatório amigo Nuno Vargas; o divertidíssimo e auto-esxplicativo Pérolas da Tradução (personal favorite, retirado de Fight Club: «Is mr.Durden building an army?» - tradução:«O prédio do sr.Durden é um exército?»); o retórico Perguntar Não Ofende; o divertido e eterno girls night out do Mundo Pachanga; e, para acabar por aqui, o Improvisos Ao Sul, onde vou muitas vezes procurar informação sobre jazz nacional.
E aqui está. Parece um discurso de Óscar, mas é o que é. Para a próxima faço barra de linques, caraças.

sábado, fevereiro 18, 2006



Não me venham cá falar de Brokeback Mountains. E Torino, hã ? Torino!

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

EM MODO REPEAT ALL, NA GRAFONOLA CASEIRA...O excelente Day Is Done, de Brad Mehldau (com este blogger furioso por não ter podido ir ao concerto) e a não menos supina estreia do trio de Filipe Melo, convenientemente chamada de Debut. É por estas e por outras que o jazz é a melhor música do mundo.

terça-feira, fevereiro 07, 2006

ANGÚSTIA TEOLÓGICA (depois da apresentação do Dicionário do Diabo) O meu problema não é a omnisciência de Deus: é a omnisciência do Diabo.
RECEITA UM POUCO MENOS IMPROVÁVEL PARA ALGUMA PAZ DE ESPÍRITO Uma lareira, um cognac Frapin '82 e três-zero ao Paços de Ferreira.

sexta-feira, fevereiro 03, 2006

BOM, ENTÃO SENDO ASSIM... Convém dar alguns esclarecimentos a várias notícias, mails e telefonemas que recebi nestes dias.

1. Infelizmente para nós, os 2DJ's do C******! não estarão amanhã, dia 4, no excelso Clinic - ao contrário do que está anunciado no site oficial do clube. A generosidade do Nuno Gonçalves e do David Mariano e algumas trapalhadas nas comunicações foram os principais responsáveis por este equívoco. Alcobaça suspira de alívio, mas atenção - não perde pela demora! Tenham medo, muito medo.

2. Tenho lido em alguns blogues encómios à canção Polaroide, dos Cindy Kat. Acho muito bem. E depois atribuem a letra ao Pedro Oliveira (correcto) e ao Miguel Guedes dos Blind Zero (errado). O Nuno Miguel Guedes sou mesmo eu - para o bem e para o mal - e com isto espero descansar alguns mails curiosos que tenho recebido das mais inesperadas proveniências. Dia 27 sai o álbum, que é muito bom e surpreendente. Be there.

E pronto.

quinta-feira, fevereiro 02, 2006


RAZÕES POR QUE NÃO SOU ATEU, Nº45 :Evelyn Waugh
DOS ARQUIVOS DO «TRADUÇÃO SIMULTÂNEA»: Dias do meu deserto Ir para a frente.Avançar sem saber porquê, sem deixar o que ficou para trás.Progredir cego, unifacetado, irreversível.Convicto, como alguém que sabe o que quer, que sabe o que não quer. Não parar.Não olhar.Não lembrar.E para onde, sobretudo: não saber. (Maio de 2003; ainda válido)
DAS PARCAS CERTEZAS DESTA VIDA: Nenhuma memória é falsa.

segunda-feira, janeiro 30, 2006

GIVE THE PEOPLE WHAT THEY WANT Um Benfica-Sporting e um nevãozito invulgar parece chegar.

segunda-feira, janeiro 23, 2006



Deprimido ? Triste com as eleições ? Cansado da vida em geral ? Óptimo, porque assim é garantido que irá estar presente na segunda aparição dos

2 DJS DO C******!*
(agora com camisas iguais)

Os únicos DJ?s que conseguem colocar «Franz Ferdinand», «Madonna» e «Gemini» na mesma frase e mesmo assim safarem-se em grande estilo.

QUINTA-FEIRA, DIA 26, NO NAPRON (antigos 3 pastorinhos) na R. da Barroca, a partir das 00.00horas.


Dê bom nome à ressaca na sexta-feira!


* Os 2 Djs do C******** são Nuno Miguel Guedes e Zé Diogo Quintela (nomes registados)



MESMO ASSIM, DUAS NOTAS

1-O discurso de vitória de Cavaco Silva estava muito bem escrito e foi provavelmente o momento mais feliz da sua campanha. Revelou pose de estadista e serenidade. É claro que não faltou a falácia republicana do «esta maioria dissolve-se aqui e agora», mas isso são contas do meu rosário.

2- Parece-me extraordinário apresentar uma «derrota da esquerda», com 49 virgula tal por cento. Esta generalização é demagógica. Cavaco ganhou a cada um dos candidatos isoladamente. O eleitorado dos «candidatos de esquerda» não é necessariamente de esquerda, tal como o de Cavaco não foi de direita.

E assim acontece.
DEPOIS DAS ELEIÇÕES Uma coisa é ter razão em ser monárquico (coisa de que estou convencido); outra coisa é saber-me bem ser monárquico.

quarta-feira, janeiro 18, 2006

OS PRÉ-RAFAELITAS Houve um tempo da minha vida - chamam-lhe adolescência - em que acreditava que Dante Gabriel Rossetti, John Ruskin et al eram alguns dos maiores génios que a Humanidade viu nascer, e a melhor justificação da Ars gratia Artis, em que ainda acredito um bocadinho. Isso já me passou, mas a paixão continua, agora reavivada pela excelente antologia de Pré-Rafaelitas editada pela Assírio&Alvim e por este esplêndido lugar.


segunda-feira, janeiro 16, 2006

REVENDO O MESTRE, JOÃO CÉSAR MONTEIRO

«É crente ?»

«Não é uma questão de crença.É uma questão de confiança.»
RECEITA IMPROVÁVEL PARA ALGUMA PAZ DE ESPÍRITO: uma lareira, moscatel de Alijó e um filme do Van Damme.

terça-feira, janeiro 10, 2006

ACHO QUE É UMA BOA NOTÍCIA Esquecei a crise e as presidenciais e preparai os smokings e os vestidos: a civilização regressou. Cocktails e grandes canções no Ritz, outra vez. Para começar, Never Gonna Dance, de Kern/Fields.

sexta-feira, janeiro 06, 2006

UM POEMA PARA COMEÇAR O ANO DE 2006

IV - REVEILLE
Wake: the silver dusk returning
Up the beach of darkness brims,
And the ship of sunrise burning
Strands upon the eastern rims.

Wake: the vaulted shadow shatters,
Trampled to the floor it spanned,
And the tent of night in tatters
Straws the sky-pavilioned land.

Up, lad, up, 'tis late for lying:
Hear the drums of morning play;
Hark, the empty highways crying
`Who'll beyond the hills away?'

Towns and countries woo together,
Forelands beacon, belfries call;
Never lad that trod on leather
Lived to feast his heart with all.

Up, lad: thews that lie and cumber
Sunlit pallets never thrive;
Morns abed and daylight slumber
Were not meant for man alive.

Clay lies still, but blood's a rover;
Breath's a ware that will not keep.
Up, lad: when the journey's over
There'll be time enough to sleep.

AE Housman

quarta-feira, dezembro 28, 2005

A CAMINHO DE 2006!
BOM ANO PARA TODOS, E ATÉ JÁ.
24 HOUR PARTY PEOPLE Devido às intensidades festivas e as suas respectivas consequências, não tive oportunidade de agrader as notícias sobre o grande evento que foi a primeira aparição dos 2DJ's DO C******! (ZDQ e este vosso criado). Foi realmente um sucesso, como o provam as críticas que tomo a liberdade de citar:

«(...) a show within a show! 2DJ's DO C******! burnt down the house with their impetuous music and bold coreographies. Although you have to wonder when two grown men know all the WHAM! lyrics by heart.» - Daily Telegraph

«[they] make Ibiza nights look like Vatican mornings» - The Spectator

«Quem mais é capaz de por uma pequena multidão musicalmente esclarecida a cantar Marco Paulo a plenos pulmões ? Só 2DJ's DO C******!, graças a Deus.» - Expresso

«Não fui, mas ouvi dizer» - Gisele Bündchen

«Hã ?» - Kruder&Dorfmeister

A saga vai continuar em Janeiro, desta vez com divulgação atempada. E o nosso cachet subiu dramaticamente de duas para quatro cervejas.

quarta-feira, dezembro 21, 2005

PRENDA DE NATAL ANTECIPADA, COM DEDICATÓRIA

para A.


He Wishes For The Cloths Of Heaven

Had I the heavens' embroidered cloths,
Enwrought with golden and silver light,
The blue and the dim and the dark cloths
Of night and light and the half light,
I would spread the cloths under your feet:
But I, being poor, have only my dreams;
I have spread my dreams under your feet;
Tread softly because you tread on my dreams.
W.B. Yeats

sexta-feira, dezembro 16, 2005

DA SÉRIE «GUILTY PLEASURES», nº43 : Dançar freneticamente ao som de 'Fame'.
I COULD HAVE DANCED ALL NIGHT Junto-me oficialmente aos encómios generalizados pela extraordinária festa destes senhores. Há muito tempo que não via o Frágil assim - e acreditem: muito tempo é mesmo isso -, com uma overdose de entusiasmo e amor ao próximo que ficou muito bem nesta quadra. Foi bom rever velhos e novos amigos, apreciar a excelente selecção musical - de um reaccionarismo esclarecido - e sobretudo voltar a dançar (mas só confirmo isto com intimação legal ou provas fotográficas). A coisa estava tão boa que quando infelizmente acabou tive de continuar a fazer figuras tristes noutro lugar. Venha a próxima.

segunda-feira, dezembro 12, 2005

EXCERTO DE UM CADERNO ANTIGO Perdemos o que somos na fronteira da palavra. Existe a alma, existirá sempre a alma, mas qual de nós o pode dizer? (caderno Âmbar negro, 1987)


LAURA Ao contrário do que geralmente acontece na vida, em arte é bom regressarmos aos lugares onde fomos felizes: com a idade, e se o encanto é sincero, descobrimos sempre novos motivos para o deslumbre. Assim foi com Laura, filme pessoal de eleição, visto e revisto vezes sem conta mas a que voltei neste fim de semana com os mesmos olhos de espanto. É um filme formalmente quase perfeito, arquétipo do film noir mas com a actriz mais luminosa de todos os tempos - Gene Tierney. Preminger, o realizador, sabia-o.É por isso que o rosto de uma impossível beleza de Tierney é o contraste para as sombras que pairam no filme. Tudo para acentuar o terrível negrume subterrâneo que corre sob toda a história: Laura é, antes de tudo, a história de uma paixão necrófila. Mas é também, e isso não é menos importante, a história de um homem que se apaixona por vestígios, por ideias de um rosto, memórias que lhe são alheias - deixando impotentes todos os outros que a amaram e viveram essas memórias.

E depois há tudo o resto: a música fantasmagóricamente bela de David Raskin (oiça-se a versão com letra de Johnny Mercer cantada por Sinatra no superlativo Where Are You?); o casting perfeito; o ambiente alta burguesia corrupta vs polícia lumpen honesto; Gene Tierney; e sobretudo o personagem Waldo Lydecker, um dandy cínico e amoral, vagamente inspirado no crítico teatral Alexander Woolcott, amigo de Dorothy Parker e membro de pleno direito do famoso grupo da Algonquin Round Table. Lydecker tem as melhores deixas do filme e é supinamente interpretado por Clifton Webb, no papel da sua vida. Exemplos de frases Lydeckerianas:

(ao mostrar a casa luxuosa): It's lavish, but I call it home.

ou: I'm not kind. I'm vicious. That is my secret charm.

ou, quando lhe perguntam se ele nunca mostrou sentimentos por ninguém: Let's put it this way: I would be sincerely sorry to see my neighbours children devoured by wolves.

Laura, para sempre.

sexta-feira, dezembro 09, 2005

NA SEGUNDA SEMANA DO ADVENTO DO ANO DE 2005

O Criador fala do Homem, segundo Charles Peguy:

«On peut lui demander beaucoup de coeur, beaucoup de charité,
beacoup de sacrifice.
Il a beaucoup de foi et beaucoup de charité.
Mais ce qu'on ne peut pas lui demander, sacredié, c'est un peu d'ésperance»

segunda-feira, dezembro 05, 2005

DETESTO SURPRESAS.Mesmo as excelentes, como este regresso. Mas não perdoo a inclusão da versão patética e pateta dos Nouvelle Vague, cantada por uma ninfeta que não faz ideia do que canta. Dito isto, welcome back.


quarta-feira, novembro 30, 2005

SIMPLY THE BEST
«Em 1969 deixei o álcool e as mulheres. Foram os piores vinte minutos da minha vida». George Best. Thank you, sir.
E EU NEM SEQUER GOSTO DO LIVRO...


pilot.
You are the pilot.


Saint Exupery's 'The Little Prince' Quiz.
brought to you by Quizilla

(via O Mundo da Lua)

terça-feira, novembro 22, 2005

A PROPÓSITO DA CADA VEZ MENOS DISPICIENDA QUESTÃO COLOCADA EM BAIXO...quero agradecer o teu conselho, Carla, que de resto coincide com o de um velho amigo meu, feliz proprietário de um animal igual, e que me conta por mail:

«Claro que um homem, a bem da sua dignidade, deve começar logo por esclarecer que o cão é da filha e deve evitar passeá-lo de dia, deixando essa incumbência à proprietária e respectiva mãe. Nos dias que correm, invocar a realeza britânica pode não ser muito vantajoso. Mas o velho Reagan tinha um, que diabo. E estou em crer que o Toy, o dos Sete, também era desses (o que não chega ao nível de um Cão Vagabundo, longe disso, mas suplanta tranquilamente o Pantufa da Anita). Na realidade trata-se de um cocker que ocupa um terço do espaço, come muito menos (não por vontade dele, que nesse aspecto é um verdadeiro hobbit, mas por limitações de espaço intraestomacal) e consequentemente produz cocós de reduzida dimensão, que se recolhem com grande facilidade e - lá está - dignidade.»

Pronto. Níveis de dignidade repostos. Vou então meditar com mais serenidade.

sexta-feira, novembro 18, 2005

QUESTÃO NÃO TÃO FÚTIL COMO PARECE


Cavalier King Charles Spaniel

Poderá um homem ter um cão destes e não perder a dignidade ?

segunda-feira, novembro 07, 2005

AUX ARMES, CITOYENS! Sobre a França e os seus problemas, um excelente texto, aqui.

segunda-feira, outubro 31, 2005

!ARRIBA LEONOR! Posso finalmente dizer à minha filha mais velha, que é uma princesa, que há uma princesa com o seu nome.

domingo, outubro 30, 2005

INVENTÁRIO PICTÓRICO DAS EMOÇÕES EM TEMPO REAL


"Só Deus!", Francisco Metrass, 1856
É QUE SE ISTO FOR VERDADE, VENDO JÁ!

My blog is worth $44,598.66.
How much is your blog worth?

sexta-feira, outubro 28, 2005

O POWER PLAY DU JOUR Em rotação contínua, estrela de David em riste, ouve-se nesta casa - a propósito das extraordinárias declarações do presidente iraniano - o velho êxito dos Stray Cats, Storm The Embassy. A canção foi escrita aquando do rapto dos quinze americanos em Teerão, em 1980 ou 81, já não sei. Mas o refrão faz hoje mais sentido do que nunca:

It's a heartache and it's hard luck
Well that's tough shit
Man it's no fun
Storm the Iranian embassy!
Before they start shootin' at you and me!

Há um pequeno Rambo em cada um de nós.

quarta-feira, outubro 19, 2005



ORA AQUI ESTÁ UMA BOA NOTÍCIA A Doris Day-meets-Eminem-meets-Lorenz Hart está de volta, ao que parece mais feroz do que nunca. O disco novo chama-se Pretty Head (e qual de nós o pode desdizer? ) e está à venda no dia 27 de Dezembro. Contém duetos com Cindy Lauper e k.d.Lang e vinte-e-três-canções-vinte-e-três deste diabólico anjo. Para os mais distraídos, falo de Nellie McKay. (prepara os euros, meu caro amigo)
AOS MEUS AMIGOS SPORTINGUISTAS...que teimam em dizer que a única razão por que fui ver um jogo depois de não pôr os pés num estádio há quatro anos foi para «gozar com o Sporting», tenho a dizer que é mentira. Eu sou é da Académica, e não é por «simpatia». Sejam homenzinhos, caramba: em 1999 a Briosa levou cinco a zero em Alvalade, fui ver e não chorei.

segunda-feira, outubro 10, 2005

SE ESTOU CONTENTE COM O RESULTADO LISBOETA ? Ah pois estou. Ajudei a eleger uma vereadora; e sobretudo, exulto com a humilhação do professor (facto que entre outras consequências teve o condão de impedir que me mudasse raivoso de uma zona histórica de Lisboa para um prédio qualquer num bairro fora da capital).
De resto, sempre achei que o homem queria colocar o pronome reflexivo no slogan de campanha:«Lisboa merece-me».
COUNT ME IN, BATUKAS!

Contém a pior versão de sempre de Lucy In The Sky With Diamonds, uma coisa maléficamente genial.Culto, é o que é.

quarta-feira, outubro 05, 2005

HOJE É FERIADO ?

Nunca irei dar por isso.
BANDA SONORA DAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES Só pode ser esta: I Predict A Riot, dos Kaiser Chiefs. Adequada ao momento, embora infelizmente não passe de um desejo. Mas lá que é uma grande canção, lá isso é. E estou-me nas tintas se é uma designer band, se a canção já foi escrita há vinte anos e as histórias do costume. Que sim, também tenho o Entertainment dos Gang Of Four, e os discos dos Jam e o diabo a quatro, com a inegável vantagem de já ser crescidinho quando tudo isso aconteceu. Agora, que desde Going Underground (The Jam) não me dava tanto prazer a dançar uma combat song, lá isso...Ideal para eleições e casamentos, I tell ya.

Watching the people get lairy
Is not very pretty I tell thee
Walking through town is quite scary
And not very sensible

I predict a riot!
I predict a riot!

quarta-feira, setembro 21, 2005

«THE LAND OF LOST CONTENT» Há dias em que nem o azul do céu nos redime; dias em que sabemos os deuses estarem a conspirar contra nós, apenas nós. Hoje, sob a crueldade de uma luz lisboeta, foi um desses dias. E estranhamente, desde há muito tempo, sempre que me sinto assim recito para mim a famosíssima parte XL de A Shropshire Lad, de AE Housman. E é tão grande esse desejo que partilho aqui os versos, sem licença nem respeito por ninguém.

XL
Into my heart an air that kills
From yon far country blows:
What are those blue remembered hills,
What spires, what farms are those?

That is the land of lost content,
I see it shining plain,
The happy highways where I went
And cannot come again.

segunda-feira, setembro 19, 2005

ABAIXO O ÓSCAR, VIVA OS EMMYS
O excelso canal AXN, que melhora de dia para dia, apresentou finalmente a esta pobre nação a alternativa correcta para os Óscares: a gala de atribuição dos Emmys. Para nós, o privilégio de receber em directo esta pérola implica o mesmissimo esforço que dedicamos à estopada oscarizada - ou seja, ficar de palito no olho na madrugada de domingo para segunda. Mas, oh meus amigos!, que diferença! O ritmo é escorreito; as categorias são mais próximas e vibrantes (todos conhecemos uma série ou outra); os apresentadores têm mais graça; os textos têm mais graça.
Este ano, a excelência repetiu-se. Na parte musical, por exemplo: os rapazes criaram um Emmy Idols em que figuras televisivas cantavam a meias com intérpretes reconhecidos os temas musicais de séries clássicas. Um deleite: ver Donald Trump cantar, de jardineiras vestido, "Keep Manhattan, just give me the countryside" (de Green Acres/Viver No Campo) é pepita garantida; ver um dos moços do CSI Las Vegas (não me lembro do nome) cantar a meias com Macy Gray o tema de The Jeffersons também; e, icing on the cake (e esta vai especialmente para ti, cara batukada), ver o grande William Shatner dizer o preâmbulo de Star Trek ("Space.The final frontier.These are the voyages of the starship Enterprise..."), seguida por uma soprano que entoava o áááá-áááá-áááá faz a vigília dominical um piquenique.
Mais ? A apresentação e os sketches de bastidores de Ellen de Generes; a introdução de Conan O'Brien à categoria de Melhor Actriz de Comédia («Every little girl dreams of winning an Emmy.I know.I was one of them»); a felicidade de Felicity Huffman, a mais desesperada das Desperate Housewives ao ganhar (em cima, a divertir-se com a estonteante Marcia Cross e Eva Longoria); a homenagem a Johnny Carson; a intervenção de Jon Stewart...
Enfim, só visto.Os prémios e o resto estão no link acima. Aos que não viram, rezem pela repetição ou pela petição maciça ao AXN.

domingo, setembro 04, 2005

ONE NEW BEGINNING THAT WE DO HAVE Francisco José Viegas, regresso aqui. Bom, muito bom.
NADA MELHOR PARA DESCANSAR DAS FÉRIAS...do que passar noites inteiras acordado a assistir ao Open dos Estados Unidos.O ténis, como se sabe, é o jogo mais civilizado, desgastante e inteligente do planeta (mais um sinal da supremacia da Ilha, que o inventou. E se os ingleses não são bons em muitas coisas que inventam é porque não precisam, caro maradona.Os bárbaros que se divirtam). Assim sendo, assistir a jogos como o de James Blake com Nadal é simplesmente divino. Confesso que não sou grande apreciador do estilo super-atlético de Blake; mas o seu jogo com Nadal foi um prodígio de inteligência, com o americano a ser muito bom no que faz melhor e evitar o que faz pior. Nadal - de que não gosto particularmente mas que reconheço ser excelente tenista - perdeu porque não teve o que faz muita falta neste jogo: cabecinha. O ténis a este nível não admite criancinhas.

James Blake

segunda-feira, agosto 22, 2005

UMA BREVE INTERRUPÇÃO...

Final da Taça de Portugal de 1969. A Briosa perde 2-3 com o Benfica, no prolongamento.Foi o primeiro jogo a que assisti na minha vida, e uma das razões para ser da Académica (a outra é uma herança). Apesar de, depois disso, ter visto grandes e melhores jogos, nunca mais vi um jogo assim, com o olhar escandalosamente livre.

segunda-feira, agosto 15, 2005



Adormecer com a longinqua banda sonora de um grupo de baile numa esforçada versão de Chuva Dissolvente dos Xutos: eis uma aldeia portuguesa em Agosto. E é para lá que eu volto, alegremente. Em Setembro voltamos a conversar.

sexta-feira, agosto 12, 2005

PALAVRAS QUE SE AGARRAM À VIDA, 1



I see unspeakable vulgarity
institutionalised mediocrity
Infinite tragedy
rise up little souls- join the doomed army
Fight the good fight-wage the unwinnable war
Elegance against ignorance
Difference against indifference
Wit against shit

Middle-Class Heroes, Divine Comedy, do álbum Casanova (1996)

E ao terceiro álbum, os Divine Comedy - leia-se Neil Hannon - fazem o seu disco mais cínico e pessimista de todos. Um disco com uma elegância cosmopolita, blasé até, mas que as palavras de Hannon são como ferros em brasa. Nada é poupado, sobretudo as relações amorosas. Não há sentido para o amor, o máximo que se pode aspirar é ficar como Alfie (Becoming More Like Alfie), amoral e rotinado. Diz Hannon:

But not now - now I'm resigned
to the kind of life I had reserved
for the other guys less smart than I
Y'know, the kind who will always end up with the girls.

Mas depois há Songs Of Love, de uma tristeza e esperança que tudo redime...Um clássico.

sexta-feira, agosto 05, 2005

THOSE WERE THE DAYS



Marilyn Monroe, Frank Sinatra, Shirley Mclaine e Peter Lawford, fotografados circa 1960 por Bernie Abramson.

Abramson conheceu Sinatra e o resto do Rat Pack aquando da rodagem de Ocean's Eleven. Desde aí foi imediatamente adoptado pelo grupo e acompanhava-os para todo o lado, com autorização para fotografar mesmo em privado. Era um dos Pallies. Some guys have all the luck.
Desconhece-se o contexto desta foto. E agradeço muito, com um beijo especial, a quem se lembrou de ma oferecer.
UM HOMEM NÃO CHORA ? Chora. Pelo menos uma lágrimazita tímida, quando está a menos de um metro e meio dos senhores Ferry, McKay, Manzanera e Johnson, mais conhecidos por Roxy Music. Chora, quase envergonhado quando estes senhores, depois de oferecerem o Do The Strand e o Street Life atacam o Song For Europe, canção originalmente pastiche e paródia às cantigas festivaleiras mas que resultou numa grande grande canção que acompanhou de perto a vidinha deste que vos escreve. Chora quando o senhor Ferry, em muito boa forma, avança para o clímax da canção no seu imaculado mau francês

Tous ces moments perdus dans l'enchantement
ne reviendront jamais

Et aujourd'hui pour nous
Pour nous il n'y a rien
a partager
sauf le passé

e isto, meus amigos, não há coraçãozito que aguente. E volta a chorar, desta vez de alegria, quando os senhores tocam os acordes de Let's Stay Together, com o senhor Ferry a dançar e a menear a anca a la Jagger, acompanhado por duas meninas de plumas na cabeça, saidinhas de um casino de Las Vegas. E rola a lagrimita a lembrar, depois de tudo ter acabado, o Love Is The Drug, o Oh Yeah, o ... Enfim, eu que não me surpreendo facilmente reconheço que tive a sorte de ver um dos melhores concertos desde há algum tempo. Mais nada.

sexta-feira, julho 29, 2005

SÓ PORQUE NESSE DIA EU ESTAVA VIRADO PARA O BRANCO

«You are pure, moral, and adaptable.You tend to blend into your surroundings.Shy on the outside, you' re outspoken to friends.
You believe that you live a virtuous life...And you tend to judge others with a harsh eye.As a result, people tend to crave your approval. »

The World's Shortest Personality Test


(via Bomba)

terça-feira, julho 19, 2005

A CIVILIZAÇÃO EXISTE Christopher Hitchens fê-lo outra vez: no seu recente livro Love, Poverty And War, que reúne alguns dos seus ensaios, o homem escreve de uma forma impossivelmente fluida sobre ódios e amores. No capítulo de amores, a Nem-por-isso-Santíssima-Trindade:Graham Greene, Kingsley Amis (o Amis que realmente importa, e isto apesar do melhor amigo de Hitchens ser o Amis- filho) e o essencial Evelyn Waugh; no capítulo dos ódios, de Kissinger à Madre Teresa, tudo é prazer e deleite. Mais uma prova viva de que a civilização da Ilha continua superior. A crítica do Telegraph, aqui.

SUBSÍDIOS PARA A SILLY SEASON, CAP.I O novo álbum de José Malhoa chama-se «Eu Vou A Todas»
DIA 25, VAI AO FÓRUM LISBOA:FEIST BEM* A menina linda que aqui por baixo mora visita-nos na próxima segunda-feira. Pobre de quem não puder ir.

*Candidato oficial e isolado ao troféu «O Pior Trocadilho de Sempre»

quinta-feira, julho 07, 2005

HÁ UMA GUERRA A ACONTECER



Londres, 7 de Julho de 2005. 'They shall never, never win'.

quarta-feira, julho 06, 2005

DISCLAIMER Para que não me chateiem mais a cabecinha, declaro que a nomeação de Elsa Raposo para candidata do PPM à autarquia de Cascais não tem nada a ver com Monarquia, o ser monárquico ou ter mais de dois neurónios em razoável estado de funcionamento.
MOMENTO CONFESSIONAL MUITO RARO POR ESTAS BANDAS Muitas vezes - mais do que as desejáveis - o autor deste blogue é pateticamente snob, chegando mesmo a ignorar-se a si próprio em todas as ocasiões sociais. Mas depois a vidinha dá-lhe umas bofetadas bem merecidas. Como esta: conhecer em pessoa a Rita Barata Silvério, aka Rititi (e Mr.Pinheiro) numa ocasião criteriosamente improvável. E o que antes era inveja e admiração silenciosa pode finalmente passar a partir de hoje a veneração pública. Ao contrário do autor deste blogue, a Rita consegue ser ainda melhor do que o que escreve.
AINDA HÁ ESPERANÇA PARA A RAÇA HUMANA! Londres é a capital dos Jogos Olímpicos de 2012. E com a vantagem de ter vencido Paris. Waterloo, all over again!

sexta-feira, julho 01, 2005

E AINDA POR CIMA...confesso uma cada vez maior dependência desta menina.

E então aquela maravilhosa versão do Inside Out dos manos Gibb nem se fala.

Graham Greene
POR ACASO ATÉ JÁ ERA TEMPO DE ESCREVER AQUI QUALQUER COISINHA...e nem é tarde nem é cedo - é mesmo agora.

terça-feira, junho 14, 2005

DO AUTOR DESTE BLOGUE COMO UM SUPERFICIAL Gosto de ler palavras que mostram burilação, polimento sem o mostrarem. Gosto de ler quem sabe escrever o indizível, ou o que fica por dizer. Gosto enfim, de «depuração» na escrita. Mas quase sempre prefiro um vestido bem escolhido.
MICHAEL JACKSON É INOCENTE Sure he is. E Thriller é um péssimo disco.
DUAS ELEGIAS BREVES E INÚTEIS

1.Confesso que nunca me seduziu muito a poesia de Eugénio de Andrade. Com raríssimas excepções, acho-a muito enformada de uma espécie de adolescência tardia, de um mundo de aves, mães e corações a que não pertenço. Mas este era um homem que sabia de cor a música das palavras. E além disso, quando morre um poeta - qualquer poeta - fico sempre muito triste.

2. Álvaro Cunhal teve muita coisa.Infelizmente, a única que não teve era preciosa: razão. Mas essa persistência no erro que não admitia transformou-a Cunhal na sua vida. Na sua Causa. Nesta época patética e de valores lânguidos, só os invertebrados não reconhecem um Homem quando o vêem. Morreu o homem, a Causa continua errada, mas fica o que sempre esperaremos: um herói.

quinta-feira, junho 09, 2005

UMA GRANDE AMBIÇÃO PESSOAL Poder um dia cantar isto com toda a propriedade

I'm Glad I'm Not Young Anymore (do filme Gigi, cantado por Maurice Chevalier)
(Alan Jay Lerner/Frederick Loewe)

verse
Poor boy!
Poor boy!
Down hearted and depressed and in a spin
Poor boy! Poor boy!
Oh, youth can really do a fellow in!

chorus
How lovely to sit here in the shade
With none of the woes of man and maid
I'm glad I'm not young anymore.
The rivals that don't exist at all.
The feeling you're only two feet tall.
I'm glad that I'm not young anymore.
No more confusion
No morning-after surprise.
No more self delusion
That when you 're telling those lies
She isn't wise...
And even if love comes through the door
The kind that goes on forevermore,
Forever more is shorter than before.
Oh, I'm so glad that I'm not young anymore.

The tiny remark that tortures you
The fear that your friends won't like her too
I'm glad that I'm not young anymore
The longing to end the stale affair
Until you find out she doesn't care
I'm glad that I'm not young anymore.

No more frustration
No star-crossed lover am I
No aggravation
Just one reluctant reply :"Lady, goodbye!"

The fountain of youth Is --
Methuselah is my patron saint
I've never been so comfortable before
Oh, I'm so glad that I am not young anymore!


Maurice Chevalier

quinta-feira, junho 02, 2005

NOVO MARCO DO CORREIO Não resisti e fiz-me convidado para o endereço chique do momento. A partir de agora os habituais encómios e elegias sobre este blogue devem ser enviados sem medo para nuno.majorscobie@gmail.com. Pronto.

segunda-feira, maio 30, 2005

NÃO Pela primeira vez na sua história, os franceses não se renderam.

terça-feira, maio 24, 2005

ARQUELOGIA DO CORAÇÃO Num velho caderno negro da Ambar - vivia-se na era pré-Moleskine e não tinha dinheiro para o divino topo de gama, o correctíssimo Smythson, de Bond Street -, enfim, num caderno antigo encontro esta nota de personagem para um romancete que na altura estava convencido que escreveria:

«R. - A que precisa de ser amada.Morena, com lábios de boneca, olhos rasgados e longos cabelos negros, foi na verdade a úinca mulher bonita que teve a sorte de amar e ser amado. Foi o olhar desamparado e a oferta de amor que o cativou. Hoje tem a certeza que podia ter sido apenas mais um.Tinha verdadeiro prazer em ser amada e gostava de o partilhar com o maior número possível de pessoas»

E qual o modelo, que se perdeu ? Adoro estes enigmas que cuidadosamente nos colocamos a nós mesmos durante a vida, para um qualquer arqueólogo de afectos um dia decifrar.
«I SAW DEAD PEOPLE» Por razões de trabalho, fui a Dublin ver um concerto dos Queen.

quinta-feira, maio 12, 2005

RAZÕES POR QUE NÃO SOU ATEU, Nº84

Kirstin Scott Thomas


*O Miguel Marujo, admirável blogger católico que mantém o Cibertúlia, apresenta mais argumentos teológicos inabalábeis no excelente E Deus Criou a Mulher. Convertei-vos.

domingo, maio 08, 2005

POLÍTICAMENTE INCORRECTO (ou post não sobre a Lídia Jorge) «O público, maravilhado da minha esterilidade, dirá então que os meus romances eram dela; e um nome, hoje obscuro, será exumado do esquecimento para quinhoar da glória dos escritores-fêmeas desta nossa terra tão escassa - ainda bem- desse contrasenso»

Camilo Castelo Branco, A Filha do Arcediago
SIDEWAYS REVISITADO Tenho cada vez mais a profunda convicção de que o amor - para não dizer a vida - é apenas uma questão de linguagem.

domingo, maio 01, 2005

O MEU DIA DO TRABALHADOR

«Amor que prende facilmente as almas delicadas,
cativou este pelo belo corpo que me foi arrebatado;
e ainda me ofende o modo odioso.

Amor que obriga a amar todos os que são amados,
deste me prendeu com prazer tão forte ,
que como vês ainda não me abandona.»

Dante, A Divina Comédia;O Inferno, Canto V; edição original de 1955 da colecção de Clássicos Sá da Costa. Há ofertas que não mereço.

sexta-feira, abril 29, 2005

«EH PÁ, VÊ LÁ SE ACTUALIZAS LÁ ISSO!» Está bem.
1)Estou satisfeito com a eleição de Ratzinger para Papa.Mais tarde explico.
2)Gostei de ver a Académica jogar com o Sporting, apesar do estilo de jogo ser feio.
3) Estou grato ao 25 de Abril de 1974, por razões muito semelhantes às da minha gratidão pelo 25 de Novembro de 1975.
5)Votarei convictamente "NÃO" à Constituição Europeia, como aliás já o disse semi-publicamente numa petição enviada ao Presidente da República há muitos meses atrás.
6)Este calor está a pôr-me doido.

Pronto. Para já chega. Posso voltar à vidinha ?

segunda-feira, abril 18, 2005

PALAVRAS PARA UM DESEJADO JARDIM DE VIRTUDES

«o amor é uma noite a que se chega só»

José Tolentino Mendonça
EM CASA, DEPOIS DE MAIS UMA NOITE NOS "GLOBOS DE OURO"

«os insignificantes flutuam
ao vento contínuo de Deus»

in Os Insignificantes, A estrada Branca - José Tolentino Mendonça

quarta-feira, abril 13, 2005

SO, BIG DEAL E não é que esta chafarica faz hoje precisamente dois anos ? É só um bocadinho enquanto eu vou ali pensar o que é que isto diz da minha vida.

segunda-feira, abril 11, 2005

E QUANDO DECIDEM JOGAR À BOLA ... Real Madrid-4, FC Barcelona-2. Arriba Madrid.

sexta-feira, abril 01, 2005

OBRIGADO, SARA...Embora o ridículo esteja quase sempre no que fica por escrever.
E AQUI CHEGADOS...alguém ainda me pode dizer que o Scolari é bom treinador ?
CHAMEM-ME ROMÂNTICO...ou o que quiserem, mas a verdade é que sinto uma estranha alegria por 60 por cento dos visitantes deste blogue virem em busca da Maria Sharapova.

quarta-feira, março 30, 2005

E EIS-ME DE VOLTA ÀS TRINCHEIRAS Manuel Maria Carrilho confirmado como candidato do PS à câmara de Lisboa.
HERE WE GO AGAIN Só agora pude ler o texto do RRP; e caro, só o posso remeter para o que já foi abaixo escrito.A questão, repito, é apenas de escolha, e não de tomar partido. Assim, prefiro ler um texto do RRP que diga por exemplo que "a versão de 1952 de Stormy Weather, por Billie Holiday, é a melhor coisa que aconteceu à Humanidade desde a descoberta do fogo" do que pura e simplesmente ouvir o dito tema ali e agora. O que é que eu posso dizer ? Bizarrias subsidiárias de uma "conservadora irritação", seja lá isso o que fôr.Um abraço.
OUVIR OU NÃO OUVIR - WHO CARES? O meu amigo MacGuffin pegou no meu texto sobre a música dos blogues, honra que nem sequer mereço. De facto, Carlos, não se trata de um "caso". Nesse aspecto, o título do post tinha o segredo: o adjectivo "inútil". Ambos sabemos e estimamos a possibilidade de escolha. E nesse sentido, a minha possibilidade de mesmo com escolha - o botão "stop" - , escolher aborrecer-me. Se isso é blasé...bom, espero que sim.
De resto, suplico aos leitores que atentem nas bandas sonoras que andam por aí, algumas delas verdadeiras sessões de esclarecimento musical.E agradeço à Charlotte e ao Carlos as músicas que me dedicaram - e de que eu gosto muito; mas não me levarão a mal se as ouvir no meu leitor de cd's, coisa que estou a fazer as I write. Um abraço a ambos.
PESCADOR DE PÉROLAS Através do João Pedro cheguei aqui. E ali voltarei, com muito gosto. É um prazer.Bastou um post, uma frase, um humor:

«pois é
Ainda sou desse desprezível tempo em que as raparigas apreciavam a corte e o galanteio como manifestações de uma qualquer arte suprema, de um quase desígnio divino. »

terça-feira, março 29, 2005

OS DILEMAS QUOTIDIANOS DO CONSERVADOR Há dias, num restaurante que frequento habitualmente. O empregado aproxima-se, e, ao ver-me ler a ementa:«Então? Indeciso entre as coisas do costume?»
MANIFESTO INÚTIL CONTRA A MUSIQUINHA NOS BLOGUES Há uma nova epidemia que grassa na blogosfera: a da musiquinha no blogue. Eu, para não estar com coisas, odeio. Nessas matérias sou muito Livro de Eclesiastes (ou Byrds, se preferirem): há um lugar e um tempo para tudo. O computador sujeito à banda sonora alheia - por melhor que seja , e nos blogues que frequento, é -, mesmo com a opção do stop, não deixa de ser irritante. O bom gosto, quando se espalha, não deixa de ser epidémico; e não gosto de epidemias.
Não se leia nisto qualquer tentação totalitária - por mim, venham os comentários semióticos sobre peúgas a lavar ou a publicação detalhada do almoço ingerido por cada autor. Estou-me nas tintas, e este é o meio que tem a liberdade como definição.Mas francamente, partilha por partilha, prefiro o silêncio tonitruante das palavras de cada um. I blame it on you, Char!

segunda-feira, março 28, 2005

DEPOIS DE UMA INTERRUPÇÃO DEVIDO AO RECOLHIMENTO DA QUADRA PASCAL (ALIADO AO FACTO DE TER POUCO PARA PARTILHAR), ESTE BLOGUE REGRESSA ÀS BANALIDADES E DESPERDÍCIOS DE TEMPO DO COSTUME.ESTAIS PORTANTO AVISADOS.