quinta-feira, fevereiro 02, 2006
segunda-feira, janeiro 30, 2006
segunda-feira, janeiro 23, 2006

Deprimido ? Triste com as eleições ? Cansado da vida em geral ? Óptimo, porque assim é garantido que irá estar presente na segunda aparição dos
2 DJS DO C******!*
(agora com camisas iguais)
Os únicos DJ?s que conseguem colocar «Franz Ferdinand», «Madonna» e «Gemini» na mesma frase e mesmo assim safarem-se em grande estilo.
QUINTA-FEIRA, DIA 26, NO NAPRON (antigos 3 pastorinhos) na R. da Barroca, a partir das 00.00horas.
Dê bom nome à ressaca na sexta-feira!
* Os 2 Djs do C******** são Nuno Miguel Guedes e Zé Diogo Quintela (nomes registados)
1-O discurso de vitória de Cavaco Silva estava muito bem escrito e foi provavelmente o momento mais feliz da sua campanha. Revelou pose de estadista e serenidade. É claro que não faltou a falácia republicana do «esta maioria dissolve-se aqui e agora», mas isso são contas do meu rosário.
2- Parece-me extraordinário apresentar uma «derrota da esquerda», com 49 virgula tal por cento. Esta generalização é demagógica. Cavaco ganhou a cada um dos candidatos isoladamente. O eleitorado dos «candidatos de esquerda» não é necessariamente de esquerda, tal como o de Cavaco não foi de direita.
E assim acontece.
quarta-feira, janeiro 18, 2006
segunda-feira, janeiro 16, 2006
terça-feira, janeiro 10, 2006
sexta-feira, janeiro 06, 2006
IV - REVEILLE
Wake: the silver dusk returning
Up the beach of darkness brims,
And the ship of sunrise burning
Strands upon the eastern rims.
Wake: the vaulted shadow shatters,
Trampled to the floor it spanned,
And the tent of night in tatters
Straws the sky-pavilioned land.
Up, lad, up, 'tis late for lying:
Hear the drums of morning play;
Hark, the empty highways crying
`Who'll beyond the hills away?'
Towns and countries woo together,
Forelands beacon, belfries call;
Never lad that trod on leather
Lived to feast his heart with all.
Up, lad: thews that lie and cumber
Sunlit pallets never thrive;
Morns abed and daylight slumber
Were not meant for man alive.
Clay lies still, but blood's a rover;
Breath's a ware that will not keep.
Up, lad: when the journey's over
There'll be time enough to sleep.
AE Housman
quarta-feira, dezembro 28, 2005
«(...) a show within a show! 2DJ's DO C******! burnt down the house with their impetuous music and bold coreographies. Although you have to wonder when two grown men know all the WHAM! lyrics by heart.» - Daily Telegraph
«[they] make Ibiza nights look like Vatican mornings» - The Spectator
«Quem mais é capaz de por uma pequena multidão musicalmente esclarecida a cantar Marco Paulo a plenos pulmões ? Só 2DJ's DO C******!, graças a Deus.» - Expresso
«Não fui, mas ouvi dizer» - Gisele Bündchen
«Hã ?» - Kruder&Dorfmeister
A saga vai continuar em Janeiro, desta vez com divulgação atempada. E o nosso cachet subiu dramaticamente de duas para quatro cervejas.
quarta-feira, dezembro 21, 2005
para A.
Had I the heavens' embroidered cloths,
sexta-feira, dezembro 16, 2005
segunda-feira, dezembro 12, 2005

LAURA Ao contrário do que geralmente acontece na vida, em arte é bom regressarmos aos lugares onde fomos felizes: com a idade, e se o encanto é sincero, descobrimos sempre novos motivos para o deslumbre. Assim foi com Laura, filme pessoal de eleição, visto e revisto vezes sem conta mas a que voltei neste fim de semana com os mesmos olhos de espanto. É um filme formalmente quase perfeito, arquétipo do film noir mas com a actriz mais luminosa de todos os tempos - Gene Tierney. Preminger, o realizador, sabia-o.É por isso que o rosto de uma impossível beleza de Tierney é o contraste para as sombras que pairam no filme. Tudo para acentuar o terrível negrume subterrâneo que corre sob toda a história: Laura é, antes de tudo, a história de uma paixão necrófila. Mas é também, e isso não é menos importante, a história de um homem que se apaixona por vestígios, por ideias de um rosto, memórias que lhe são alheias - deixando impotentes todos os outros que a amaram e viveram essas memórias.
E depois há tudo o resto: a música fantasmagóricamente bela de David Raskin (oiça-se a versão com letra de Johnny Mercer cantada por Sinatra no superlativo Where Are You?); o casting perfeito; o ambiente alta burguesia corrupta vs polícia lumpen honesto; Gene Tierney; e sobretudo o personagem Waldo Lydecker, um dandy cínico e amoral, vagamente inspirado no crítico teatral Alexander Woolcott, amigo de Dorothy Parker e membro de pleno direito do famoso grupo da Algonquin Round Table. Lydecker tem as melhores deixas do filme e é supinamente interpretado por Clifton Webb, no papel da sua vida. Exemplos de frases Lydeckerianas:
(ao mostrar a casa luxuosa): It's lavish, but I call it home.
ou: I'm not kind. I'm vicious. That is my secret charm.
ou, quando lhe perguntam se ele nunca mostrou sentimentos por ninguém: Let's put it this way: I would be sincerely sorry to see my neighbours children devoured by wolves.
Laura, para sempre.
sexta-feira, dezembro 09, 2005
O Criador fala do Homem, segundo Charles Peguy:
«On peut lui demander beaucoup de coeur, beaucoup de charité,
beacoup de sacrifice.
Il a beaucoup de foi et beaucoup de charité.
Mais ce qu'on ne peut pas lui demander, sacredié, c'est un peu d'ésperance»


