sexta-feira, novembro 18, 2005

QUESTÃO NÃO TÃO FÚTIL COMO PARECE


Cavalier King Charles Spaniel

Poderá um homem ter um cão destes e não perder a dignidade ?

segunda-feira, novembro 07, 2005

AUX ARMES, CITOYENS! Sobre a França e os seus problemas, um excelente texto, aqui.

segunda-feira, outubro 31, 2005

!ARRIBA LEONOR! Posso finalmente dizer à minha filha mais velha, que é uma princesa, que há uma princesa com o seu nome.

domingo, outubro 30, 2005

INVENTÁRIO PICTÓRICO DAS EMOÇÕES EM TEMPO REAL


"Só Deus!", Francisco Metrass, 1856
É QUE SE ISTO FOR VERDADE, VENDO JÁ!

My blog is worth $44,598.66.
How much is your blog worth?

sexta-feira, outubro 28, 2005

O POWER PLAY DU JOUR Em rotação contínua, estrela de David em riste, ouve-se nesta casa - a propósito das extraordinárias declarações do presidente iraniano - o velho êxito dos Stray Cats, Storm The Embassy. A canção foi escrita aquando do rapto dos quinze americanos em Teerão, em 1980 ou 81, já não sei. Mas o refrão faz hoje mais sentido do que nunca:

It's a heartache and it's hard luck
Well that's tough shit
Man it's no fun
Storm the Iranian embassy!
Before they start shootin' at you and me!

Há um pequeno Rambo em cada um de nós.

quarta-feira, outubro 19, 2005



ORA AQUI ESTÁ UMA BOA NOTÍCIA A Doris Day-meets-Eminem-meets-Lorenz Hart está de volta, ao que parece mais feroz do que nunca. O disco novo chama-se Pretty Head (e qual de nós o pode desdizer? ) e está à venda no dia 27 de Dezembro. Contém duetos com Cindy Lauper e k.d.Lang e vinte-e-três-canções-vinte-e-três deste diabólico anjo. Para os mais distraídos, falo de Nellie McKay. (prepara os euros, meu caro amigo)
AOS MEUS AMIGOS SPORTINGUISTAS...que teimam em dizer que a única razão por que fui ver um jogo depois de não pôr os pés num estádio há quatro anos foi para «gozar com o Sporting», tenho a dizer que é mentira. Eu sou é da Académica, e não é por «simpatia». Sejam homenzinhos, caramba: em 1999 a Briosa levou cinco a zero em Alvalade, fui ver e não chorei.

segunda-feira, outubro 10, 2005

SE ESTOU CONTENTE COM O RESULTADO LISBOETA ? Ah pois estou. Ajudei a eleger uma vereadora; e sobretudo, exulto com a humilhação do professor (facto que entre outras consequências teve o condão de impedir que me mudasse raivoso de uma zona histórica de Lisboa para um prédio qualquer num bairro fora da capital).
De resto, sempre achei que o homem queria colocar o pronome reflexivo no slogan de campanha:«Lisboa merece-me».
COUNT ME IN, BATUKAS!

Contém a pior versão de sempre de Lucy In The Sky With Diamonds, uma coisa maléficamente genial.Culto, é o que é.

quarta-feira, outubro 05, 2005

HOJE É FERIADO ?

Nunca irei dar por isso.
BANDA SONORA DAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES Só pode ser esta: I Predict A Riot, dos Kaiser Chiefs. Adequada ao momento, embora infelizmente não passe de um desejo. Mas lá que é uma grande canção, lá isso é. E estou-me nas tintas se é uma designer band, se a canção já foi escrita há vinte anos e as histórias do costume. Que sim, também tenho o Entertainment dos Gang Of Four, e os discos dos Jam e o diabo a quatro, com a inegável vantagem de já ser crescidinho quando tudo isso aconteceu. Agora, que desde Going Underground (The Jam) não me dava tanto prazer a dançar uma combat song, lá isso...Ideal para eleições e casamentos, I tell ya.

Watching the people get lairy
Is not very pretty I tell thee
Walking through town is quite scary
And not very sensible

I predict a riot!
I predict a riot!

quarta-feira, setembro 21, 2005

«THE LAND OF LOST CONTENT» Há dias em que nem o azul do céu nos redime; dias em que sabemos os deuses estarem a conspirar contra nós, apenas nós. Hoje, sob a crueldade de uma luz lisboeta, foi um desses dias. E estranhamente, desde há muito tempo, sempre que me sinto assim recito para mim a famosíssima parte XL de A Shropshire Lad, de AE Housman. E é tão grande esse desejo que partilho aqui os versos, sem licença nem respeito por ninguém.

XL
Into my heart an air that kills
From yon far country blows:
What are those blue remembered hills,
What spires, what farms are those?

That is the land of lost content,
I see it shining plain,
The happy highways where I went
And cannot come again.

segunda-feira, setembro 19, 2005

ABAIXO O ÓSCAR, VIVA OS EMMYS
O excelso canal AXN, que melhora de dia para dia, apresentou finalmente a esta pobre nação a alternativa correcta para os Óscares: a gala de atribuição dos Emmys. Para nós, o privilégio de receber em directo esta pérola implica o mesmissimo esforço que dedicamos à estopada oscarizada - ou seja, ficar de palito no olho na madrugada de domingo para segunda. Mas, oh meus amigos!, que diferença! O ritmo é escorreito; as categorias são mais próximas e vibrantes (todos conhecemos uma série ou outra); os apresentadores têm mais graça; os textos têm mais graça.
Este ano, a excelência repetiu-se. Na parte musical, por exemplo: os rapazes criaram um Emmy Idols em que figuras televisivas cantavam a meias com intérpretes reconhecidos os temas musicais de séries clássicas. Um deleite: ver Donald Trump cantar, de jardineiras vestido, "Keep Manhattan, just give me the countryside" (de Green Acres/Viver No Campo) é pepita garantida; ver um dos moços do CSI Las Vegas (não me lembro do nome) cantar a meias com Macy Gray o tema de The Jeffersons também; e, icing on the cake (e esta vai especialmente para ti, cara batukada), ver o grande William Shatner dizer o preâmbulo de Star Trek ("Space.The final frontier.These are the voyages of the starship Enterprise..."), seguida por uma soprano que entoava o áááá-áááá-áááá faz a vigília dominical um piquenique.
Mais ? A apresentação e os sketches de bastidores de Ellen de Generes; a introdução de Conan O'Brien à categoria de Melhor Actriz de Comédia («Every little girl dreams of winning an Emmy.I know.I was one of them»); a felicidade de Felicity Huffman, a mais desesperada das Desperate Housewives ao ganhar (em cima, a divertir-se com a estonteante Marcia Cross e Eva Longoria); a homenagem a Johnny Carson; a intervenção de Jon Stewart...
Enfim, só visto.Os prémios e o resto estão no link acima. Aos que não viram, rezem pela repetição ou pela petição maciça ao AXN.

domingo, setembro 04, 2005

ONE NEW BEGINNING THAT WE DO HAVE Francisco José Viegas, regresso aqui. Bom, muito bom.
NADA MELHOR PARA DESCANSAR DAS FÉRIAS...do que passar noites inteiras acordado a assistir ao Open dos Estados Unidos.O ténis, como se sabe, é o jogo mais civilizado, desgastante e inteligente do planeta (mais um sinal da supremacia da Ilha, que o inventou. E se os ingleses não são bons em muitas coisas que inventam é porque não precisam, caro maradona.Os bárbaros que se divirtam). Assim sendo, assistir a jogos como o de James Blake com Nadal é simplesmente divino. Confesso que não sou grande apreciador do estilo super-atlético de Blake; mas o seu jogo com Nadal foi um prodígio de inteligência, com o americano a ser muito bom no que faz melhor e evitar o que faz pior. Nadal - de que não gosto particularmente mas que reconheço ser excelente tenista - perdeu porque não teve o que faz muita falta neste jogo: cabecinha. O ténis a este nível não admite criancinhas.

James Blake

segunda-feira, agosto 22, 2005

UMA BREVE INTERRUPÇÃO...

Final da Taça de Portugal de 1969. A Briosa perde 2-3 com o Benfica, no prolongamento.Foi o primeiro jogo a que assisti na minha vida, e uma das razões para ser da Académica (a outra é uma herança). Apesar de, depois disso, ter visto grandes e melhores jogos, nunca mais vi um jogo assim, com o olhar escandalosamente livre.

segunda-feira, agosto 15, 2005



Adormecer com a longinqua banda sonora de um grupo de baile numa esforçada versão de Chuva Dissolvente dos Xutos: eis uma aldeia portuguesa em Agosto. E é para lá que eu volto, alegremente. Em Setembro voltamos a conversar.

sexta-feira, agosto 12, 2005

PALAVRAS QUE SE AGARRAM À VIDA, 1



I see unspeakable vulgarity
institutionalised mediocrity
Infinite tragedy
rise up little souls- join the doomed army
Fight the good fight-wage the unwinnable war
Elegance against ignorance
Difference against indifference
Wit against shit

Middle-Class Heroes, Divine Comedy, do álbum Casanova (1996)

E ao terceiro álbum, os Divine Comedy - leia-se Neil Hannon - fazem o seu disco mais cínico e pessimista de todos. Um disco com uma elegância cosmopolita, blasé até, mas que as palavras de Hannon são como ferros em brasa. Nada é poupado, sobretudo as relações amorosas. Não há sentido para o amor, o máximo que se pode aspirar é ficar como Alfie (Becoming More Like Alfie), amoral e rotinado. Diz Hannon:

But not now - now I'm resigned
to the kind of life I had reserved
for the other guys less smart than I
Y'know, the kind who will always end up with the girls.

Mas depois há Songs Of Love, de uma tristeza e esperança que tudo redime...Um clássico.