SE ESTOU CONTENTE COM O RESULTADO LISBOETA ? Ah pois estou. Ajudei a eleger uma vereadora; e sobretudo, exulto com a humilhação do professor (facto que entre outras consequências teve o condão de impedir que me mudasse raivoso de uma zona histórica de Lisboa para um prédio qualquer num bairro fora da capital).
De resto, sempre achei que o homem queria colocar o pronome reflexivo no slogan de campanha:«Lisboa merece-me».
segunda-feira, outubro 10, 2005
COUNT ME IN, BATUKAS!

Contém a pior versão de sempre de Lucy In The Sky With Diamonds, uma coisa maléficamente genial.Culto, é o que é.

Contém a pior versão de sempre de Lucy In The Sky With Diamonds, uma coisa maléficamente genial.Culto, é o que é.
quarta-feira, outubro 05, 2005
BANDA SONORA DAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES Só pode ser esta: I Predict A Riot, dos Kaiser Chiefs. Adequada ao momento, embora infelizmente não passe de um desejo. Mas lá que é uma grande canção, lá isso é. E estou-me nas tintas se é uma designer band, se a canção já foi escrita há vinte anos e as histórias do costume. Que sim, também tenho o Entertainment dos Gang Of Four, e os discos dos Jam e o diabo a quatro, com a inegável vantagem de já ser crescidinho quando tudo isso aconteceu. Agora, que desde Going Underground (The Jam) não me dava tanto prazer a dançar uma combat song, lá isso...Ideal para eleições e casamentos, I tell ya.
Watching the people get lairy
Is not very pretty I tell thee
Walking through town is quite scary
And not very sensible
I predict a riot!
I predict a riot!
Watching the people get lairy
Is not very pretty I tell thee
Walking through town is quite scary
And not very sensible
I predict a riot!
I predict a riot!
quarta-feira, setembro 21, 2005
«THE LAND OF LOST CONTENT» Há dias em que nem o azul do céu nos redime; dias em que sabemos os deuses estarem a conspirar contra nós, apenas nós. Hoje, sob a crueldade de uma luz lisboeta, foi um desses dias. E estranhamente, desde há muito tempo, sempre que me sinto assim recito para mim a famosíssima parte XL de A Shropshire Lad, de AE Housman. E é tão grande esse desejo que partilho aqui os versos, sem licença nem respeito por ninguém.
XL
Into my heart an air that kills
From yon far country blows:
What are those blue remembered hills,
What spires, what farms are those?
That is the land of lost content,
I see it shining plain,
The happy highways where I went
And cannot come again.
XL
Into my heart an air that kills
From yon far country blows:
What are those blue remembered hills,
What spires, what farms are those?
That is the land of lost content,
I see it shining plain,
The happy highways where I went
And cannot come again.
segunda-feira, setembro 19, 2005
ABAIXO O ÓSCAR, VIVA OS EMMYS
O excelso canal AXN, que melhora de dia para dia, apresentou finalmente a esta pobre nação a alternativa correcta para os Óscares: a gala de atribuição dos Emmys. Para nós, o privilégio de receber em directo esta pérola implica o mesmissimo esforço que dedicamos à estopada oscarizada - ou seja, ficar de palito no olho na madrugada de domingo para segunda. Mas, oh meus amigos!, que diferença! O ritmo é escorreito; as categorias são mais próximas e vibrantes (todos conhecemos uma série ou outra); os apresentadores têm mais graça; os textos têm mais graça.
Este ano, a excelência repetiu-se. Na parte musical, por exemplo: os rapazes criaram um Emmy Idols em que figuras televisivas cantavam a meias com intérpretes reconhecidos os temas musicais de séries clássicas. Um deleite: ver Donald Trump cantar, de jardineiras vestido, "Keep Manhattan, just give me the countryside" (de Green Acres/Viver No Campo) é pepita garantida; ver um dos moços do CSI Las Vegas (não me lembro do nome) cantar a meias com Macy Gray o tema de The Jeffersons também; e, icing on the cake (e esta vai especialmente para ti, cara batukada), ver o grande William Shatner dizer o preâmbulo de Star Trek ("Space.The final frontier.These are the voyages of the starship Enterprise..."), seguida por uma soprano que entoava o áááá-áááá-áááá faz a vigília dominical um piquenique.
Mais ? A apresentação e os sketches de bastidores de Ellen de Generes; a introdução de Conan O'Brien à categoria de Melhor Actriz de Comédia («Every little girl dreams of winning an Emmy.I know.I was one of them»); a felicidade de Felicity Huffman, a mais desesperada das Desperate Housewives ao ganhar (em cima, a divertir-se com a estonteante Marcia Cross e Eva Longoria); a homenagem a Johnny Carson; a intervenção de Jon Stewart...
Enfim, só visto.Os prémios e o resto estão no link acima. Aos que não viram, rezem pela repetição ou pela petição maciça ao AXN.

O excelso canal AXN, que melhora de dia para dia, apresentou finalmente a esta pobre nação a alternativa correcta para os Óscares: a gala de atribuição dos Emmys. Para nós, o privilégio de receber em directo esta pérola implica o mesmissimo esforço que dedicamos à estopada oscarizada - ou seja, ficar de palito no olho na madrugada de domingo para segunda. Mas, oh meus amigos!, que diferença! O ritmo é escorreito; as categorias são mais próximas e vibrantes (todos conhecemos uma série ou outra); os apresentadores têm mais graça; os textos têm mais graça.
Este ano, a excelência repetiu-se. Na parte musical, por exemplo: os rapazes criaram um Emmy Idols em que figuras televisivas cantavam a meias com intérpretes reconhecidos os temas musicais de séries clássicas. Um deleite: ver Donald Trump cantar, de jardineiras vestido, "Keep Manhattan, just give me the countryside" (de Green Acres/Viver No Campo) é pepita garantida; ver um dos moços do CSI Las Vegas (não me lembro do nome) cantar a meias com Macy Gray o tema de The Jeffersons também; e, icing on the cake (e esta vai especialmente para ti, cara batukada), ver o grande William Shatner dizer o preâmbulo de Star Trek ("Space.The final frontier.These are the voyages of the starship Enterprise..."), seguida por uma soprano que entoava o áááá-áááá-áááá faz a vigília dominical um piquenique.
Mais ? A apresentação e os sketches de bastidores de Ellen de Generes; a introdução de Conan O'Brien à categoria de Melhor Actriz de Comédia («Every little girl dreams of winning an Emmy.I know.I was one of them»); a felicidade de Felicity Huffman, a mais desesperada das Desperate Housewives ao ganhar (em cima, a divertir-se com a estonteante Marcia Cross e Eva Longoria); a homenagem a Johnny Carson; a intervenção de Jon Stewart...
Enfim, só visto.Os prémios e o resto estão no link acima. Aos que não viram, rezem pela repetição ou pela petição maciça ao AXN.
domingo, setembro 04, 2005
NADA MELHOR PARA DESCANSAR DAS FÉRIAS...do que passar noites inteiras acordado a assistir ao Open dos Estados Unidos.O ténis, como se sabe, é o jogo mais civilizado, desgastante e inteligente do planeta (mais um sinal da supremacia da Ilha, que o inventou. E se os ingleses não são bons em muitas coisas que inventam é porque não precisam, caro maradona.Os bárbaros que se divirtam). Assim sendo, assistir a jogos como o de James Blake com Nadal é simplesmente divino. Confesso que não sou grande apreciador do estilo super-atlético de Blake; mas o seu jogo com Nadal foi um prodígio de inteligência, com o americano a ser muito bom no que faz melhor e evitar o que faz pior. Nadal - de que não gosto particularmente mas que reconheço ser excelente tenista - perdeu porque não teve o que faz muita falta neste jogo: cabecinha. O ténis a este nível não admite criancinhas.

James Blake
James Blake
segunda-feira, agosto 22, 2005
UMA BREVE INTERRUPÇÃO...

Final da Taça de Portugal de 1969. A Briosa perde 2-3 com o Benfica, no prolongamento.Foi o primeiro jogo a que assisti na minha vida, e uma das razões para ser da Académica (a outra é uma herança). Apesar de, depois disso, ter visto grandes e melhores jogos, nunca mais vi um jogo assim, com o olhar escandalosamente livre.
Final da Taça de Portugal de 1969. A Briosa perde 2-3 com o Benfica, no prolongamento.Foi o primeiro jogo a que assisti na minha vida, e uma das razões para ser da Académica (a outra é uma herança). Apesar de, depois disso, ter visto grandes e melhores jogos, nunca mais vi um jogo assim, com o olhar escandalosamente livre.
segunda-feira, agosto 15, 2005
sexta-feira, agosto 12, 2005
PALAVRAS QUE SE AGARRAM À VIDA, 1

I see unspeakable vulgarity
institutionalised mediocrity
Infinite tragedy
rise up little souls- join the doomed army
Fight the good fight-wage the unwinnable war
Elegance against ignorance
Difference against indifference
Wit against shit
Middle-Class Heroes, Divine Comedy, do álbum Casanova (1996)
E ao terceiro álbum, os Divine Comedy - leia-se Neil Hannon - fazem o seu disco mais cínico e pessimista de todos. Um disco com uma elegância cosmopolita, blasé até, mas que as palavras de Hannon são como ferros em brasa. Nada é poupado, sobretudo as relações amorosas. Não há sentido para o amor, o máximo que se pode aspirar é ficar como Alfie (Becoming More Like Alfie), amoral e rotinado. Diz Hannon:
But not now - now I'm resigned
to the kind of life I had reserved
for the other guys less smart than I
Y'know, the kind who will always end up with the girls.
Mas depois há Songs Of Love, de uma tristeza e esperança que tudo redime...Um clássico.

I see unspeakable vulgarity
institutionalised mediocrity
Infinite tragedy
rise up little souls- join the doomed army
Fight the good fight-wage the unwinnable war
Elegance against ignorance
Difference against indifference
Wit against shit
Middle-Class Heroes, Divine Comedy, do álbum Casanova (1996)
E ao terceiro álbum, os Divine Comedy - leia-se Neil Hannon - fazem o seu disco mais cínico e pessimista de todos. Um disco com uma elegância cosmopolita, blasé até, mas que as palavras de Hannon são como ferros em brasa. Nada é poupado, sobretudo as relações amorosas. Não há sentido para o amor, o máximo que se pode aspirar é ficar como Alfie (Becoming More Like Alfie), amoral e rotinado. Diz Hannon:
But not now - now I'm resigned
to the kind of life I had reserved
for the other guys less smart than I
Y'know, the kind who will always end up with the girls.
Mas depois há Songs Of Love, de uma tristeza e esperança que tudo redime...Um clássico.
sexta-feira, agosto 05, 2005
THOSE WERE THE DAYS

Marilyn Monroe, Frank Sinatra, Shirley Mclaine e Peter Lawford, fotografados circa 1960 por Bernie Abramson.
Abramson conheceu Sinatra e o resto do Rat Pack aquando da rodagem de Ocean's Eleven. Desde aí foi imediatamente adoptado pelo grupo e acompanhava-os para todo o lado, com autorização para fotografar mesmo em privado. Era um dos Pallies. Some guys have all the luck.
Desconhece-se o contexto desta foto. E agradeço muito, com um beijo especial, a quem se lembrou de ma oferecer.

Marilyn Monroe, Frank Sinatra, Shirley Mclaine e Peter Lawford, fotografados circa 1960 por Bernie Abramson.
Abramson conheceu Sinatra e o resto do Rat Pack aquando da rodagem de Ocean's Eleven. Desde aí foi imediatamente adoptado pelo grupo e acompanhava-os para todo o lado, com autorização para fotografar mesmo em privado. Era um dos Pallies. Some guys have all the luck.
Desconhece-se o contexto desta foto. E agradeço muito, com um beijo especial, a quem se lembrou de ma oferecer.
UM HOMEM NÃO CHORA ? Chora. Pelo menos uma lágrimazita tímida, quando está a menos de um metro e meio dos senhores Ferry, McKay, Manzanera e Johnson, mais conhecidos por Roxy Music. Chora, quase envergonhado quando estes senhores, depois de oferecerem o Do The Strand e o Street Life atacam o Song For Europe, canção originalmente pastiche e paródia às cantigas festivaleiras mas que resultou numa grande grande canção que acompanhou de perto a vidinha deste que vos escreve. Chora quando o senhor Ferry, em muito boa forma, avança para o clímax da canção no seu imaculado mau francês
Tous ces moments perdus dans l'enchantement
ne reviendront jamais
Et aujourd'hui pour nous
Pour nous il n'y a rien
a partager
sauf le passé
e isto, meus amigos, não há coraçãozito que aguente. E volta a chorar, desta vez de alegria, quando os senhores tocam os acordes de Let's Stay Together, com o senhor Ferry a dançar e a menear a anca a la Jagger, acompanhado por duas meninas de plumas na cabeça, saidinhas de um casino de Las Vegas. E rola a lagrimita a lembrar, depois de tudo ter acabado, o Love Is The Drug, o Oh Yeah, o ... Enfim, eu que não me surpreendo facilmente reconheço que tive a sorte de ver um dos melhores concertos desde há algum tempo. Mais nada.
Tous ces moments perdus dans l'enchantement
ne reviendront jamais
Et aujourd'hui pour nous
Pour nous il n'y a rien
a partager
sauf le passé
e isto, meus amigos, não há coraçãozito que aguente. E volta a chorar, desta vez de alegria, quando os senhores tocam os acordes de Let's Stay Together, com o senhor Ferry a dançar e a menear a anca a la Jagger, acompanhado por duas meninas de plumas na cabeça, saidinhas de um casino de Las Vegas. E rola a lagrimita a lembrar, depois de tudo ter acabado, o Love Is The Drug, o Oh Yeah, o ... Enfim, eu que não me surpreendo facilmente reconheço que tive a sorte de ver um dos melhores concertos desde há algum tempo. Mais nada.
sexta-feira, julho 29, 2005
SÓ PORQUE NESSE DIA EU ESTAVA VIRADO PARA O BRANCO
«You are pure, moral, and adaptable.You tend to blend into your surroundings.Shy on the outside, you' re outspoken to friends.
You believe that you live a virtuous life...And you tend to judge others with a harsh eye.As a result, people tend to crave your approval. »
The World's Shortest Personality Test
(via Bomba)
«You are pure, moral, and adaptable.You tend to blend into your surroundings.Shy on the outside, you' re outspoken to friends.
You believe that you live a virtuous life...And you tend to judge others with a harsh eye.As a result, people tend to crave your approval. »
The World's Shortest Personality Test
(via Bomba)
terça-feira, julho 19, 2005
A CIVILIZAÇÃO EXISTE Christopher Hitchens fê-lo outra vez: no seu recente livro Love, Poverty And War, que reúne alguns dos seus ensaios, o homem escreve de uma forma impossivelmente fluida sobre ódios e amores. No capítulo de amores, a Nem-por-isso-Santíssima-Trindade:Graham Greene, Kingsley Amis (o Amis que realmente importa, e isto apesar do melhor amigo de Hitchens ser o Amis- filho) e o essencial Evelyn Waugh; no capítulo dos ódios, de Kissinger à Madre Teresa, tudo é prazer e deleite. Mais uma prova viva de que a civilização da Ilha continua superior. A crítica do Telegraph, aqui.
quinta-feira, julho 07, 2005
quarta-feira, julho 06, 2005
MOMENTO CONFESSIONAL MUITO RARO POR ESTAS BANDAS Muitas vezes - mais do que as desejáveis - o autor deste blogue é pateticamente snob, chegando mesmo a ignorar-se a si próprio em todas as ocasiões sociais. Mas depois a vidinha dá-lhe umas bofetadas bem merecidas. Como esta: conhecer em pessoa a Rita Barata Silvério, aka Rititi (e Mr.Pinheiro) numa ocasião criteriosamente improvável. E o que antes era inveja e admiração silenciosa pode finalmente passar a partir de hoje a veneração pública. Ao contrário do autor deste blogue, a Rita consegue ser ainda melhor do que o que escreve.
sexta-feira, julho 01, 2005
E AINDA POR CIMA...confesso uma cada vez maior dependência desta menina.

E então aquela maravilhosa versão do Inside Out dos manos Gibb nem se fala.

E então aquela maravilhosa versão do Inside Out dos manos Gibb nem se fala.
terça-feira, junho 14, 2005
DUAS ELEGIAS BREVES E INÚTEIS
1.Confesso que nunca me seduziu muito a poesia de Eugénio de Andrade. Com raríssimas excepções, acho-a muito enformada de uma espécie de adolescência tardia, de um mundo de aves, mães e corações a que não pertenço. Mas este era um homem que sabia de cor a música das palavras. E além disso, quando morre um poeta - qualquer poeta - fico sempre muito triste.
2. Álvaro Cunhal teve muita coisa.Infelizmente, a única que não teve era preciosa: razão. Mas essa persistência no erro que não admitia transformou-a Cunhal na sua vida. Na sua Causa. Nesta época patética e de valores lânguidos, só os invertebrados não reconhecem um Homem quando o vêem. Morreu o homem, a Causa continua errada, mas fica o que sempre esperaremos: um herói.
1.Confesso que nunca me seduziu muito a poesia de Eugénio de Andrade. Com raríssimas excepções, acho-a muito enformada de uma espécie de adolescência tardia, de um mundo de aves, mães e corações a que não pertenço. Mas este era um homem que sabia de cor a música das palavras. E além disso, quando morre um poeta - qualquer poeta - fico sempre muito triste.
2. Álvaro Cunhal teve muita coisa.Infelizmente, a única que não teve era preciosa: razão. Mas essa persistência no erro que não admitia transformou-a Cunhal na sua vida. Na sua Causa. Nesta época patética e de valores lânguidos, só os invertebrados não reconhecem um Homem quando o vêem. Morreu o homem, a Causa continua errada, mas fica o que sempre esperaremos: um herói.
quinta-feira, junho 09, 2005
UMA GRANDE AMBIÇÃO PESSOAL Poder um dia cantar isto com toda a propriedade
I'm Glad I'm Not Young Anymore (do filme Gigi, cantado por Maurice Chevalier)
(Alan Jay Lerner/Frederick Loewe)
verse
Poor boy!
Poor boy!
Down hearted and depressed and in a spin
Poor boy! Poor boy!
Oh, youth can really do a fellow in!
chorus
How lovely to sit here in the shade
With none of the woes of man and maid
I'm glad I'm not young anymore.
The rivals that don't exist at all.
The feeling you're only two feet tall.
I'm glad that I'm not young anymore.
No more confusion
No morning-after surprise.
No more self delusion
That when you 're telling those lies
She isn't wise...
And even if love comes through the door
The kind that goes on forevermore,
Forever more is shorter than before.
Oh, I'm so glad that I'm not young anymore.
The tiny remark that tortures you
The fear that your friends won't like her too
I'm glad that I'm not young anymore
The longing to end the stale affair
Until you find out she doesn't care
I'm glad that I'm not young anymore.
No more frustration
No star-crossed lover am I
No aggravation
Just one reluctant reply :"Lady, goodbye!"
The fountain of youth Is --
Methuselah is my patron saint
I've never been so comfortable before
Oh, I'm so glad that I am not young anymore!

Maurice Chevalier
I'm Glad I'm Not Young Anymore (do filme Gigi, cantado por Maurice Chevalier)
(Alan Jay Lerner/Frederick Loewe)
verse
Poor boy!
Poor boy!
Down hearted and depressed and in a spin
Poor boy! Poor boy!
Oh, youth can really do a fellow in!
chorus
How lovely to sit here in the shade
With none of the woes of man and maid
I'm glad I'm not young anymore.
The rivals that don't exist at all.
The feeling you're only two feet tall.
I'm glad that I'm not young anymore.
No more confusion
No morning-after surprise.
No more self delusion
That when you 're telling those lies
She isn't wise...
And even if love comes through the door
The kind that goes on forevermore,
Forever more is shorter than before.
Oh, I'm so glad that I'm not young anymore.
The tiny remark that tortures you
The fear that your friends won't like her too
I'm glad that I'm not young anymore
The longing to end the stale affair
Until you find out she doesn't care
I'm glad that I'm not young anymore.
No more frustration
No star-crossed lover am I
No aggravation
Just one reluctant reply :"Lady, goodbye!"
The fountain of youth Is --
Methuselah is my patron saint
I've never been so comfortable before
Oh, I'm so glad that I am not young anymore!

Maurice Chevalier
quinta-feira, junho 02, 2005
NOVO MARCO DO CORREIO Não resisti e fiz-me convidado para o endereço chique do momento. A partir de agora os habituais encómios e elegias sobre este blogue devem ser enviados sem medo para nuno.majorscobie@gmail.com. Pronto.
terça-feira, maio 24, 2005
ARQUELOGIA DO CORAÇÃO Num velho caderno negro da Ambar - vivia-se na era pré-Moleskine e não tinha dinheiro para o divino topo de gama, o correctíssimo Smythson, de Bond Street -, enfim, num caderno antigo encontro esta nota de personagem para um romancete que na altura estava convencido que escreveria:
«R. - A que precisa de ser amada.Morena, com lábios de boneca, olhos rasgados e longos cabelos negros, foi na verdade a úinca mulher bonita que teve a sorte de amar e ser amado. Foi o olhar desamparado e a oferta de amor que o cativou. Hoje tem a certeza que podia ter sido apenas mais um.Tinha verdadeiro prazer em ser amada e gostava de o partilhar com o maior número possível de pessoas»
E qual o modelo, que se perdeu ? Adoro estes enigmas que cuidadosamente nos colocamos a nós mesmos durante a vida, para um qualquer arqueólogo de afectos um dia decifrar.
«R. - A que precisa de ser amada.Morena, com lábios de boneca, olhos rasgados e longos cabelos negros, foi na verdade a úinca mulher bonita que teve a sorte de amar e ser amado. Foi o olhar desamparado e a oferta de amor que o cativou. Hoje tem a certeza que podia ter sido apenas mais um.Tinha verdadeiro prazer em ser amada e gostava de o partilhar com o maior número possível de pessoas»
E qual o modelo, que se perdeu ? Adoro estes enigmas que cuidadosamente nos colocamos a nós mesmos durante a vida, para um qualquer arqueólogo de afectos um dia decifrar.
quinta-feira, maio 12, 2005
RAZÕES POR QUE NÃO SOU ATEU, Nº84

Kirstin Scott Thomas
*O Miguel Marujo, admirável blogger católico que mantém o Cibertúlia, apresenta mais argumentos teológicos inabalábeis no excelente E Deus Criou a Mulher. Convertei-vos.

Kirstin Scott Thomas
*O Miguel Marujo, admirável blogger católico que mantém o Cibertúlia, apresenta mais argumentos teológicos inabalábeis no excelente E Deus Criou a Mulher. Convertei-vos.
domingo, maio 08, 2005
POLÍTICAMENTE INCORRECTO (ou post não sobre a Lídia Jorge) «O público, maravilhado da minha esterilidade, dirá então que os meus romances eram dela; e um nome, hoje obscuro, será exumado do esquecimento para quinhoar da glória dos escritores-fêmeas desta nossa terra tão escassa - ainda bem- desse contrasenso»
Camilo Castelo Branco, A Filha do Arcediago
Camilo Castelo Branco, A Filha do Arcediago
domingo, maio 01, 2005
O MEU DIA DO TRABALHADOR
«Amor que prende facilmente as almas delicadas,
cativou este pelo belo corpo que me foi arrebatado;
e ainda me ofende o modo odioso.
Amor que obriga a amar todos os que são amados,
deste me prendeu com prazer tão forte ,
que como vês ainda não me abandona.»
Dante, A Divina Comédia;O Inferno, Canto V; edição original de 1955 da colecção de Clássicos Sá da Costa. Há ofertas que não mereço.
«Amor que prende facilmente as almas delicadas,
cativou este pelo belo corpo que me foi arrebatado;
e ainda me ofende o modo odioso.
Amor que obriga a amar todos os que são amados,
deste me prendeu com prazer tão forte ,
que como vês ainda não me abandona.»
Dante, A Divina Comédia;O Inferno, Canto V; edição original de 1955 da colecção de Clássicos Sá da Costa. Há ofertas que não mereço.
sexta-feira, abril 29, 2005
«EH PÁ, VÊ LÁ SE ACTUALIZAS LÁ ISSO!» Está bem.
1)Estou satisfeito com a eleição de Ratzinger para Papa.Mais tarde explico.
2)Gostei de ver a Académica jogar com o Sporting, apesar do estilo de jogo ser feio.
3) Estou grato ao 25 de Abril de 1974, por razões muito semelhantes às da minha gratidão pelo 25 de Novembro de 1975.
5)Votarei convictamente "NÃO" à Constituição Europeia, como aliás já o disse semi-publicamente numa petição enviada ao Presidente da República há muitos meses atrás.
6)Este calor está a pôr-me doido.
Pronto. Para já chega. Posso voltar à vidinha ?
1)Estou satisfeito com a eleição de Ratzinger para Papa.Mais tarde explico.
2)Gostei de ver a Académica jogar com o Sporting, apesar do estilo de jogo ser feio.
3) Estou grato ao 25 de Abril de 1974, por razões muito semelhantes às da minha gratidão pelo 25 de Novembro de 1975.
5)Votarei convictamente "NÃO" à Constituição Europeia, como aliás já o disse semi-publicamente numa petição enviada ao Presidente da República há muitos meses atrás.
6)Este calor está a pôr-me doido.
Pronto. Para já chega. Posso voltar à vidinha ?
segunda-feira, abril 18, 2005
quarta-feira, abril 13, 2005
segunda-feira, abril 11, 2005
sexta-feira, abril 01, 2005
quarta-feira, março 30, 2005
HERE WE GO AGAIN Só agora pude ler o texto do RRP; e caro, só o posso remeter para o que já foi abaixo escrito.A questão, repito, é apenas de escolha, e não de tomar partido. Assim, prefiro ler um texto do RRP que diga por exemplo que "a versão de 1952 de Stormy Weather, por Billie Holiday, é a melhor coisa que aconteceu à Humanidade desde a descoberta do fogo" do que pura e simplesmente ouvir o dito tema ali e agora. O que é que eu posso dizer ? Bizarrias subsidiárias de uma "conservadora irritação", seja lá isso o que fôr.Um abraço.
OUVIR OU NÃO OUVIR - WHO CARES? O meu amigo MacGuffin pegou no meu texto sobre a música dos blogues, honra que nem sequer mereço. De facto, Carlos, não se trata de um "caso". Nesse aspecto, o título do post tinha o segredo: o adjectivo "inútil". Ambos sabemos e estimamos a possibilidade de escolha. E nesse sentido, a minha possibilidade de mesmo com escolha - o botão "stop" - , escolher aborrecer-me. Se isso é blasé...bom, espero que sim.
De resto, suplico aos leitores que atentem nas bandas sonoras que andam por aí, algumas delas verdadeiras sessões de esclarecimento musical.E agradeço à Charlotte e ao Carlos as músicas que me dedicaram - e de que eu gosto muito; mas não me levarão a mal se as ouvir no meu leitor de cd's, coisa que estou a fazer as I write. Um abraço a ambos.
De resto, suplico aos leitores que atentem nas bandas sonoras que andam por aí, algumas delas verdadeiras sessões de esclarecimento musical.E agradeço à Charlotte e ao Carlos as músicas que me dedicaram - e de que eu gosto muito; mas não me levarão a mal se as ouvir no meu leitor de cd's, coisa que estou a fazer as I write. Um abraço a ambos.
PESCADOR DE PÉROLAS Através do João Pedro cheguei aqui. E ali voltarei, com muito gosto. É um prazer.Bastou um post, uma frase, um humor:
«pois é
Ainda sou desse desprezível tempo em que as raparigas apreciavam a corte e o galanteio como manifestações de uma qualquer arte suprema, de um quase desígnio divino. »
«pois é
Ainda sou desse desprezível tempo em que as raparigas apreciavam a corte e o galanteio como manifestações de uma qualquer arte suprema, de um quase desígnio divino. »
terça-feira, março 29, 2005
MANIFESTO INÚTIL CONTRA A MUSIQUINHA NOS BLOGUES Há uma nova epidemia que grassa na blogosfera: a da musiquinha no blogue. Eu, para não estar com coisas, odeio. Nessas matérias sou muito Livro de Eclesiastes (ou Byrds, se preferirem): há um lugar e um tempo para tudo. O computador sujeito à banda sonora alheia - por melhor que seja , e nos blogues que frequento, é -, mesmo com a opção do stop, não deixa de ser irritante. O bom gosto, quando se espalha, não deixa de ser epidémico; e não gosto de epidemias.
Não se leia nisto qualquer tentação totalitária - por mim, venham os comentários semióticos sobre peúgas a lavar ou a publicação detalhada do almoço ingerido por cada autor. Estou-me nas tintas, e este é o meio que tem a liberdade como definição.Mas francamente, partilha por partilha, prefiro o silêncio tonitruante das palavras de cada um. I blame it on you, Char!
Não se leia nisto qualquer tentação totalitária - por mim, venham os comentários semióticos sobre peúgas a lavar ou a publicação detalhada do almoço ingerido por cada autor. Estou-me nas tintas, e este é o meio que tem a liberdade como definição.Mas francamente, partilha por partilha, prefiro o silêncio tonitruante das palavras de cada um. I blame it on you, Char!
segunda-feira, março 28, 2005
sexta-feira, março 18, 2005
quinta-feira, março 17, 2005
NESTA CASA HOJE É UM DIA DE FESTA

...e não estou a brincar.Nunca se brinca com paixões como a que nutro pela Irlanda. Happy St.Paddys para todos - e vemo-nos logo no Hennessy's. Slaínte!
(um beijo especial à Helena, pela lembrança linda)

...e não estou a brincar.Nunca se brinca com paixões como a que nutro pela Irlanda. Happy St.Paddys para todos - e vemo-nos logo no Hennessy's. Slaínte!
(um beijo especial à Helena, pela lembrança linda)
domingo, março 13, 2005
AVISO MUITO, MUITO SÉRIO:DEPOIS DE UM RAID PROFISSIONAL À CAPITAL DA CIVILIZAÇÃO (LONDRES, SIM), O AUTOR DESTE BLOGUE ENCONTRA-SE ALEGREMENTE ABBANANADO.

Os Abba, num raro momento de discrição.
The gods may throw a dice
Their minds as cold as ice
And someone way down here
Loses someone dear
(todos agora!)
The winner takes it all
The loser has to fall
It's simple and it's plain
Why should I complain ?
(repete ad nauseam)
Adoro.

Os Abba, num raro momento de discrição.
The gods may throw a dice
Their minds as cold as ice
And someone way down here
Loses someone dear
(todos agora!)
The winner takes it all
The loser has to fall
It's simple and it's plain
Why should I complain ?
(repete ad nauseam)
Adoro.
quinta-feira, março 10, 2005
terça-feira, março 08, 2005
E O ELTON JOHN ESTÁ CHOCADO COM A QUANTIDADE DE GAYS QUE ANDAM PELA RUA Realmente, a idade e muitas drogas não perdoam.
quinta-feira, março 03, 2005
terça-feira, março 01, 2005
O EXPRESSO ERROU (É PENA...) Fui alertado com surpresa para uma notícia publicada na última edição do Expresso (não tenho link). Dizia assim:
"Nuno Miguel Guedes, ex-assessor de Paulo Portas no Ministério da Defesa, foi nomeado pelo Governo, com efeitos a partir de 1 de Fevereiro, para assessor de imprensa na Embaixada de Portugal em Paris."
Alguns amigos que comigo convivem diariamente ficaram surpreendidos com a minha extraordinária capacidade de ser assessor de um ministro, estar nesta altura em Paris e mesmo assim conseguir ir jantar no Bairro Alto com alguma regularidade. Eu já imaginava a rapaziada de Esquerda que me conhece de talheres e guardanapo, pronta a deglutir-me vivo.
Infelizmente para mim, o Expresso confundiu-me com o meu amigo Miguel Guedes, ex-jornalista da RTP e SIC (e não, não é o vocalista dos Blind Zero). Qualquer coisinha, é ele que trata. Eu continuo por cá. E sabendo como gosto dos franceses, ainda bem para Paris.
"Nuno Miguel Guedes, ex-assessor de Paulo Portas no Ministério da Defesa, foi nomeado pelo Governo, com efeitos a partir de 1 de Fevereiro, para assessor de imprensa na Embaixada de Portugal em Paris."
Alguns amigos que comigo convivem diariamente ficaram surpreendidos com a minha extraordinária capacidade de ser assessor de um ministro, estar nesta altura em Paris e mesmo assim conseguir ir jantar no Bairro Alto com alguma regularidade. Eu já imaginava a rapaziada de Esquerda que me conhece de talheres e guardanapo, pronta a deglutir-me vivo.
Infelizmente para mim, o Expresso confundiu-me com o meu amigo Miguel Guedes, ex-jornalista da RTP e SIC (e não, não é o vocalista dos Blind Zero). Qualquer coisinha, é ele que trata. Eu continuo por cá. E sabendo como gosto dos franceses, ainda bem para Paris.
sexta-feira, fevereiro 25, 2005
DECLARAÇÃO DE VOTO:

(exclua-se a filial de Miami)
Para os que partilham desta ideologia, este é o lugar. Via 7000 Nomes.

(exclua-se a filial de Miami)
Para os que partilham desta ideologia, este é o lugar. Via 7000 Nomes.
segunda-feira, fevereiro 21, 2005
sexta-feira, fevereiro 18, 2005
segunda-feira, fevereiro 14, 2005
O MASSACRE DE S.VALENTIM Devo confessar que nunca respeitei o dia 14 de Fevereiro, data marcada para ser romântico. É o equivalente em termos afectivos ao Carnaval, em que tudo acaba na quarta-feira; e com uma tradição em Portugal semelhante à do Dia De Acção de Graças. Mas mesmo assim, e subjugado pela pressão dos meus pares, cedo- mas não sem um compromisso. Leia-se até ao fim este magnífico poema atribuído a James Doherty, poeta irlandês. Está lá tudo: romantismo, ironia, ternura e humor. Mais romance do que isto e eu morro.
I?d Swear For Her
I'd swear for her,
I'd tear for her,
The Lord knows what I'd bear for her;
I'd lie for her,
I'd sigh for her,
I'd drink Lough Erne dry for her;
I'd 'cuss' for her,
Do 'muss' for her,
I'd kick up a thundering fuss for her;
I'd weep for her,
I'd leap for her,
I'd go without any sleep for her;
I'd fight for her,
I'd bite for her,
I'd walk the streets all night for her;
I'd plead for her,
I'd bleed for her,
I'd go without my 'feed' for her;
I'd shoot for her,
I'd 'boot' for her,
A rival who'd come to suit for her;
I'd kneel for her,
I'd steal for her,
Such is the love I feel for her;
I'd slide for her,
I'd ride for her,
I'd swim against wind and time for her;
I'd try for her,
I'd cry for her,
But - hang me if I'd die for her
Or any other woman !
I?d Swear For Her
I'd swear for her,
I'd tear for her,
The Lord knows what I'd bear for her;
I'd lie for her,
I'd sigh for her,
I'd drink Lough Erne dry for her;
I'd 'cuss' for her,
Do 'muss' for her,
I'd kick up a thundering fuss for her;
I'd weep for her,
I'd leap for her,
I'd go without any sleep for her;
I'd fight for her,
I'd bite for her,
I'd walk the streets all night for her;
I'd plead for her,
I'd bleed for her,
I'd go without my 'feed' for her;
I'd shoot for her,
I'd 'boot' for her,
A rival who'd come to suit for her;
I'd kneel for her,
I'd steal for her,
Such is the love I feel for her;
I'd slide for her,
I'd ride for her,
I'd swim against wind and time for her;
I'd try for her,
I'd cry for her,
But - hang me if I'd die for her
Or any other woman !
terça-feira, fevereiro 01, 2005
THE END OF THE AFFAIR Vejo com agrado que a gripe do meu excelente amigo MacGuffin proporcionou-lhe a descoberta do filme The End Of The Affair. Também eu acho o filme correctíssimo, de um classicismo sem mácula - nada no género de Jordan, mas nem por isso menor por conter essas características. Mesmo as adaptações ao romance - que é seguido com uma precisão minuciosa, ao nível da vírgula nos diálogos - são as que deveriam ser feitas, porque um livro não é - oh descoberta! - um filme. Para um velho Greeniano como eu - que conhece esse livro de cor e até assina este blogue com o nome de uma personagem de Greene - a constatação de que o Carlos gostou e analisou correctamente o filme só vem confirmar as afinidades que lhe conhecia. Mas permito-me discordar de uma sua afirmação: o triângulo amoroso não é entre marido-sarah-amante.É mais dificil, sublime e a razão de ser de todo o "diário de ódio" que é The End Of The affair. O triângulo é entre Sarah - o amante - e Deus. É essa impotência, esse ciume impossivel que carrega todo o livro.E todo o filme.
EU SEI: O TEMPO ERRADO NO LUGAR ERRADO Ou pelo menos é o que penso de mim quando leio episódios como este:
«[sobre F.H.Bradley, um dos grandes teóricos do "idealismo britânico" do príncipio do ´seculo XX, muito em voga em Oxford]And he did not think philosophy had anything to contribute to pratical life or political reform. He lived a fairly reclusive life in Oxford, never teaching, but occasionally coming out at night to shoot cats in college precincts».
Michael Oakeshott - An Introduction ,Paul Franco
«[sobre F.H.Bradley, um dos grandes teóricos do "idealismo britânico" do príncipio do ´seculo XX, muito em voga em Oxford]And he did not think philosophy had anything to contribute to pratical life or political reform. He lived a fairly reclusive life in Oxford, never teaching, but occasionally coming out at night to shoot cats in college precincts».
Michael Oakeshott - An Introduction ,Paul Franco
quinta-feira, janeiro 27, 2005
O QUE ME ANDA A TIRAR O SONO As eleições. Mentira: o Open de Austrália. Os horários são infames, mas nem por isso resisto a ver como é que um jogo pode ser elevado a obra de arte. O ténis é o desporto individual mais completo, bonito e civilizado, porque, no seu melhor, combina tudo: técnica, capacidade física, inteligência e uma espantosa blindagem psicológica. As meias-finais desta madrugada foram disso belo exemplo: o jogo Serena Williams - Maria Sharapova (que aos 17 anos está a jogar cada vez melhor e possui a resistência mental de uma veterana) decidiu-se no radiohead das jogadoras. A motivação e a força de Serena venceram justamente (embora eu torcesse pela russa) e o factor decisivo - como sempre acontece nas melhores partidas - não foi o que se viu mas o que se não viu. E para presenciar isso, que se lixem as noites em branco.
Maria Sharapova
Maria Sharapova
terça-feira, janeiro 18, 2005
sexta-feira, janeiro 14, 2005
'PERA AÍ QUE JÁ FALAMOS A fugir ? Os ingleses a fugir ? Na bola ou socialmente ? E num texto tão, tão bom... Amanhã conversamos, rapaz. E dou-te 24 horas para te preparares.
MAIS UMA PALAVRA DO NOSSO PATROCINADOR É impressão minha, ou da hora, ou do estado, mas já me resignei ao meu destino ? Há dias voltei a excitar-me; mas a céptica utopia que mantinha está cada vez mais distante, e felizmente não só por minha culpa. O meu problema, partilho-o com o país: falta de alternativas.
quinta-feira, janeiro 13, 2005
quarta-feira, janeiro 12, 2005
BOA NOVA Enquanto não arranjo nada substancial para escrever aqui vou lendo os outros, o que muito prazer me tem dado. Um dos blogues com que tenho ganho mais tempo é o soberbo Terra da Alegria. É um blogue católico e colectivo, interessante para quem (como eu) partilhe da mesma confissão ou não. Existem discussões brilhantes - Deus e o tsunami é uma delas - e os textos dão sempre a possibilidade de questionar, sinal de quem sabe que a fé é feita de dúvidas e não de certezas. A esse respeito, veja-se os textos de Miguel Marujo sobre o divórcio (De como ninguém deve ser obrigado a viver no inferno) e de Fernando Macedo sobre a confissão (Mais de confissão). Blogues como este- ou este - dão razão a Oakeshott quando defendia que a religião é o que há de mais prático para a vida quotidiana.
terça-feira, janeiro 11, 2005
sexta-feira, dezembro 24, 2004
segunda-feira, dezembro 20, 2004
SHAKESPEARE, VERSÃO REALITY SHOW Última representação de uma peça a partir de textos de Shakespeare. No intervalo, este diálogo verídico:
- Olá. Há quanto tempo. Quem é que conheces para estar aqui ?
- Bom, a senhora Capuleto é minha namorada.E tu ?
- Sou amiga da Ofélia.
- Estás sózinha ?
- Não. Vim com o namorado do Rei Lear.
- Olá. Há quanto tempo. Quem é que conheces para estar aqui ?
- Bom, a senhora Capuleto é minha namorada.E tu ?
- Sou amiga da Ofélia.
- Estás sózinha ?
- Não. Vim com o namorado do Rei Lear.
AGORA, NO RITZ: A canção de Natal mais famosa do mundo será sobre o Natal ? Irving Berlin e White Christmas.
sexta-feira, dezembro 17, 2004
quarta-feira, dezembro 15, 2004
THE POLAR EXPRESS (post longo, fora d'horas, a despropósito mas, como dizer, sincero) Por mais que nos habituemos, por mais que sobrevivamos desta maneira, no nosso dia-a-dia, por mais que tentemos escapar, como eu: há uma altura, um segundo revelador em que somos confrontados com as palavras.
Por favor, isto, por uma vez, não é leviano. Nietzche dizia dos amigos antigos- de quem se perde contacto mas que permanecem com uma imagem de nós ? que nos perseguem como fantasmas. Fantasmas daquilo que fomos para eles, daquilo que os assombra e em que acreditam ? mesmo que não seja verdade.
O mesmo com as palavras.O que dizemos, o que escrevemos agarra-se a nós pela única e injusta razão de que não temos alternativa. Em certa medida (ia dizer em todas, mas não quero ofender ninguém) somos o que dizemos e escrevemos. Pouco mais nos é permitido. E é tão pouco, e é tão bom.
Confesso que vivo obcecado com esta limitação.A história de "uma imagem vale mil palavras" é para mim uma falácia, porque simplesmente para ser válida tem de pelo menos valer uma. De que me vale uma brilhante fotografia de Walker Evans ou um quadro de Vermeer se eu não consigo traduzir o que me fazem ? A bem dizer, e aqui entre nós: nada. O pior é o que se segue: conseguimos traduzir o que nos faz ? A resposta honesta e desassombrada é - não. O que temos à disposição é pouco e nunca chegará. A boa notícia é que o prazer estético ? literário, visual, quotidiano ? é um prazer inútil e solitário e não tem que ser partilhado. A partir do momento que o é, deixa de o ser; ou seja, nunca corresponde ao que foi sentido. A história de " o poeta é um fingidor" aplica-se a todas as artes, sem excepção.
Em termos de palavra ? que pessoalmente é o que me interessa ? esta fractura foi notada primeiro pelo movimento anti-romântico. Quando Pound se quer livrar do "emotional slithe" (o lixo emocional), pede uma distanciação total da farsa do poeta confundido com os seus sentimentos. A poesia cerebral de Eliot ?com o Wasteland não por acaso editado por Pound ? é o apogeu dessa maneira de pensar. As palavras estão no seu lugar: certas, musicais, distantes ? mas reveladoras de quem as escreveu.
2.Tristan Tzara, Hans Arper, Marcel Duchamp e outros comparsas perceberam isso. Dada, mais do que uma reacção anti-arte (e das poucas verdadeiras rupturas radicais no século XX) é um jogo com o valor do que dizemos. A poesia fonética ? em que a palavra é reduzida a um som sem outro valor do que esse ? é uma tentativa desesperada e de salão de arranjar uma maneira de dizer o que se sente. A aldrabice oportunista dos surrealistas ? que, a partir de André Breton, deram método e institucionazaram o que já existia sem dar crédito a ninguém ? é a mesma tentativa mas com fundamentos filosóficos e marketing que Dada não tinha nem queria ter. Os dogmas surrealistas mataram o diletantismo do Cabaret Voltaire. E com isso o movimento que não o era, mas que provavelmente esteve mais perto da verdadeira intenção do criador em relação ao que cdriava desde as grutas de Altamira.
3. De regresso ao que interessa. Não foi por acaso que Magritte pintou a mais maquiavélica das armadilhas ? o quadro a que se chama "Ceci n?est pas ume pipe". Apesar de vermos um cachimbo inequivocamente à nossa frente, é para as palavras que nos dirigimos. Pior: é nelas que confiamos e sem hesitar nos pomos ao lado delas. Sabemos que o que vemos é um cachimbo; mas se está escrito que não é?
É esta extraordinária limitação e possibilidade simultânea que me faz estar deste lado. Ou seja: respeito e preciso de todos os modos de expressão que me possam oferecer.Gosto de cinema, pintura, teatro, o que quiserem. Mas sei que, mais tarde ou mais cedo, tudo cairá neste sucedâneo da Torre de Babel. Seja a reacção a uma obra-prima ou apenas a triste possibilidade de se dizer "amo-te".
É por isso que gosto e admiro quem supere este duríssimo desafio: dizer ou escrever, com o que todos conhecem, de maneira diferente e convincente. As palavras são o único território em que tudo foi explorado. Não há ambições a nada de novo, a não ser rearranjar o que há muito foi feito de modo a parecer sempre novidade. E isso é possível, e isso é que é lindo.
Por favor, isto, por uma vez, não é leviano. Nietzche dizia dos amigos antigos- de quem se perde contacto mas que permanecem com uma imagem de nós ? que nos perseguem como fantasmas. Fantasmas daquilo que fomos para eles, daquilo que os assombra e em que acreditam ? mesmo que não seja verdade.
O mesmo com as palavras.O que dizemos, o que escrevemos agarra-se a nós pela única e injusta razão de que não temos alternativa. Em certa medida (ia dizer em todas, mas não quero ofender ninguém) somos o que dizemos e escrevemos. Pouco mais nos é permitido. E é tão pouco, e é tão bom.
Confesso que vivo obcecado com esta limitação.A história de "uma imagem vale mil palavras" é para mim uma falácia, porque simplesmente para ser válida tem de pelo menos valer uma. De que me vale uma brilhante fotografia de Walker Evans ou um quadro de Vermeer se eu não consigo traduzir o que me fazem ? A bem dizer, e aqui entre nós: nada. O pior é o que se segue: conseguimos traduzir o que nos faz ? A resposta honesta e desassombrada é - não. O que temos à disposição é pouco e nunca chegará. A boa notícia é que o prazer estético ? literário, visual, quotidiano ? é um prazer inútil e solitário e não tem que ser partilhado. A partir do momento que o é, deixa de o ser; ou seja, nunca corresponde ao que foi sentido. A história de " o poeta é um fingidor" aplica-se a todas as artes, sem excepção.
Em termos de palavra ? que pessoalmente é o que me interessa ? esta fractura foi notada primeiro pelo movimento anti-romântico. Quando Pound se quer livrar do "emotional slithe" (o lixo emocional), pede uma distanciação total da farsa do poeta confundido com os seus sentimentos. A poesia cerebral de Eliot ?com o Wasteland não por acaso editado por Pound ? é o apogeu dessa maneira de pensar. As palavras estão no seu lugar: certas, musicais, distantes ? mas reveladoras de quem as escreveu.
2.Tristan Tzara, Hans Arper, Marcel Duchamp e outros comparsas perceberam isso. Dada, mais do que uma reacção anti-arte (e das poucas verdadeiras rupturas radicais no século XX) é um jogo com o valor do que dizemos. A poesia fonética ? em que a palavra é reduzida a um som sem outro valor do que esse ? é uma tentativa desesperada e de salão de arranjar uma maneira de dizer o que se sente. A aldrabice oportunista dos surrealistas ? que, a partir de André Breton, deram método e institucionazaram o que já existia sem dar crédito a ninguém ? é a mesma tentativa mas com fundamentos filosóficos e marketing que Dada não tinha nem queria ter. Os dogmas surrealistas mataram o diletantismo do Cabaret Voltaire. E com isso o movimento que não o era, mas que provavelmente esteve mais perto da verdadeira intenção do criador em relação ao que cdriava desde as grutas de Altamira.
3. De regresso ao que interessa. Não foi por acaso que Magritte pintou a mais maquiavélica das armadilhas ? o quadro a que se chama "Ceci n?est pas ume pipe". Apesar de vermos um cachimbo inequivocamente à nossa frente, é para as palavras que nos dirigimos. Pior: é nelas que confiamos e sem hesitar nos pomos ao lado delas. Sabemos que o que vemos é um cachimbo; mas se está escrito que não é?
É esta extraordinária limitação e possibilidade simultânea que me faz estar deste lado. Ou seja: respeito e preciso de todos os modos de expressão que me possam oferecer.Gosto de cinema, pintura, teatro, o que quiserem. Mas sei que, mais tarde ou mais cedo, tudo cairá neste sucedâneo da Torre de Babel. Seja a reacção a uma obra-prima ou apenas a triste possibilidade de se dizer "amo-te".
É por isso que gosto e admiro quem supere este duríssimo desafio: dizer ou escrever, com o que todos conhecem, de maneira diferente e convincente. As palavras são o único território em que tudo foi explorado. Não há ambições a nada de novo, a não ser rearranjar o que há muito foi feito de modo a parecer sempre novidade. E isso é possível, e isso é que é lindo.
quarta-feira, dezembro 01, 2004
CHEGA A queda do governo de Santana, potenciada por um ministro amuado.Um país cuja alternativa de governo mais provável é liderada por José Sócrates. Uma Direita que, infelizmente, teima em ser autista, e dividida intelectualmente entre o novo-riquismo ideológico e o "toma-que-já-levaste" caceteiro.
Chega.
Hoje é 1 de Dezembro. Falemos de coisas sérias.
Chega.
Hoje é 1 de Dezembro. Falemos de coisas sérias.
terça-feira, novembro 30, 2004
AGORA, EM CASA O que fica das viagens? Normalmente o que não se pode dizer, o que não se pode traduzir. E quanto maior o prazer, mais cresce alegremente esse indizível, essas impressões egoístas que se fecham em nós para nunca mais de lá sairem, por impossibilidade e escolha. Depois de nove dias atravessando três diferentes fusos horários, muito é o que me fica. O que posso dizer, di-lo-ei no local apropriado, que é para isso que me pagam. Aqui, apenas postais rápidos, esquissos de uma jornada com amigos:a constatação em Londres que a generosidade sem juros existe, os espectáculos dos The Gift em que a Sónia se transformava e ficava maior do que a vida, independentemente do publico ou da sua ausencia, as saudades terríveis de tudo o que deixei do outro lado do mar, o partilhar o Dia de Acção de Graças numa casa luxuosa em Beverly Hills, das que só aparecem no cinema, o Miguel a cantar electroclash, a expressão operativa "cói-cói", um resto de pronúncia alcobacense que ainda me domina, a certeza de que Nova Iorque é uma cidade onde gostaria de passar um período da minha vida, as minhas quase-lágrimas cada vez que era tocada a canção An Answer, que dói de bonita, o circo maravilhoso de Hollywood, as personagens que conheci, os horários infra-humanos, a alegria cansada das madrugadas na carrinha, com tudo a rir sem ter dorimido, a expressão "espetacolher!!", a versão intransmissivel do Nuno para a música Ruínas, do Rodrigo, a vontade de repetir, o abraço do regresso.
quinta-feira, novembro 25, 2004
domingo, novembro 21, 2004
OH WHAT A BEAUTIFUL MORNING!... cantava o Howard Keel no Oklahoma!. E e isso que apetece cantar aqui na capital do mundo civilizado:Londres amanheceu fria, cinzento e chuvosa- ou seja, como deve ser e nao com esses arremedos tropicais que sao agora prodigos no Portugal de Inverno. Os The Gift teclam ao meu lado furiosamente, organizando a sua vidinha antes de irem tovar ao Cargo, por volta das 8. E eu estou feliz, no coracao de Finsbury Park, territorio dos gunners do Arsenal, meu clube ingles de eleicao.Ontem, no pub, estavam "tristes" pelo empate, e confundiam ja os portugueses com Mourinho. Mas a evocacao de uns chants antigos convenceram-nos que era amigo:"Overmars, Superstar/how many goals havbe you scored so far"...







«What's so great about the truth ? Try lying for a change - it's the currency of the world.»

