DIA 25, VAI AO FÓRUM LISBOA:FEIST BEM* A menina linda que aqui por baixo mora visita-nos na próxima segunda-feira. Pobre de quem não puder ir.
*Candidato oficial e isolado ao troféu «O Pior Trocadilho de Sempre»
terça-feira, julho 19, 2005
quinta-feira, julho 07, 2005
quarta-feira, julho 06, 2005
MOMENTO CONFESSIONAL MUITO RARO POR ESTAS BANDAS Muitas vezes - mais do que as desejáveis - o autor deste blogue é pateticamente snob, chegando mesmo a ignorar-se a si próprio em todas as ocasiões sociais. Mas depois a vidinha dá-lhe umas bofetadas bem merecidas. Como esta: conhecer em pessoa a Rita Barata Silvério, aka Rititi (e Mr.Pinheiro) numa ocasião criteriosamente improvável. E o que antes era inveja e admiração silenciosa pode finalmente passar a partir de hoje a veneração pública. Ao contrário do autor deste blogue, a Rita consegue ser ainda melhor do que o que escreve.
sexta-feira, julho 01, 2005
E AINDA POR CIMA...confesso uma cada vez maior dependência desta menina.

E então aquela maravilhosa versão do Inside Out dos manos Gibb nem se fala.

E então aquela maravilhosa versão do Inside Out dos manos Gibb nem se fala.
terça-feira, junho 14, 2005
DUAS ELEGIAS BREVES E INÚTEIS
1.Confesso que nunca me seduziu muito a poesia de Eugénio de Andrade. Com raríssimas excepções, acho-a muito enformada de uma espécie de adolescência tardia, de um mundo de aves, mães e corações a que não pertenço. Mas este era um homem que sabia de cor a música das palavras. E além disso, quando morre um poeta - qualquer poeta - fico sempre muito triste.
2. Álvaro Cunhal teve muita coisa.Infelizmente, a única que não teve era preciosa: razão. Mas essa persistência no erro que não admitia transformou-a Cunhal na sua vida. Na sua Causa. Nesta época patética e de valores lânguidos, só os invertebrados não reconhecem um Homem quando o vêem. Morreu o homem, a Causa continua errada, mas fica o que sempre esperaremos: um herói.
1.Confesso que nunca me seduziu muito a poesia de Eugénio de Andrade. Com raríssimas excepções, acho-a muito enformada de uma espécie de adolescência tardia, de um mundo de aves, mães e corações a que não pertenço. Mas este era um homem que sabia de cor a música das palavras. E além disso, quando morre um poeta - qualquer poeta - fico sempre muito triste.
2. Álvaro Cunhal teve muita coisa.Infelizmente, a única que não teve era preciosa: razão. Mas essa persistência no erro que não admitia transformou-a Cunhal na sua vida. Na sua Causa. Nesta época patética e de valores lânguidos, só os invertebrados não reconhecem um Homem quando o vêem. Morreu o homem, a Causa continua errada, mas fica o que sempre esperaremos: um herói.
quinta-feira, junho 09, 2005
UMA GRANDE AMBIÇÃO PESSOAL Poder um dia cantar isto com toda a propriedade
I'm Glad I'm Not Young Anymore (do filme Gigi, cantado por Maurice Chevalier)
(Alan Jay Lerner/Frederick Loewe)
verse
Poor boy!
Poor boy!
Down hearted and depressed and in a spin
Poor boy! Poor boy!
Oh, youth can really do a fellow in!
chorus
How lovely to sit here in the shade
With none of the woes of man and maid
I'm glad I'm not young anymore.
The rivals that don't exist at all.
The feeling you're only two feet tall.
I'm glad that I'm not young anymore.
No more confusion
No morning-after surprise.
No more self delusion
That when you 're telling those lies
She isn't wise...
And even if love comes through the door
The kind that goes on forevermore,
Forever more is shorter than before.
Oh, I'm so glad that I'm not young anymore.
The tiny remark that tortures you
The fear that your friends won't like her too
I'm glad that I'm not young anymore
The longing to end the stale affair
Until you find out she doesn't care
I'm glad that I'm not young anymore.
No more frustration
No star-crossed lover am I
No aggravation
Just one reluctant reply :"Lady, goodbye!"
The fountain of youth Is --
Methuselah is my patron saint
I've never been so comfortable before
Oh, I'm so glad that I am not young anymore!

Maurice Chevalier
I'm Glad I'm Not Young Anymore (do filme Gigi, cantado por Maurice Chevalier)
(Alan Jay Lerner/Frederick Loewe)
verse
Poor boy!
Poor boy!
Down hearted and depressed and in a spin
Poor boy! Poor boy!
Oh, youth can really do a fellow in!
chorus
How lovely to sit here in the shade
With none of the woes of man and maid
I'm glad I'm not young anymore.
The rivals that don't exist at all.
The feeling you're only two feet tall.
I'm glad that I'm not young anymore.
No more confusion
No morning-after surprise.
No more self delusion
That when you 're telling those lies
She isn't wise...
And even if love comes through the door
The kind that goes on forevermore,
Forever more is shorter than before.
Oh, I'm so glad that I'm not young anymore.
The tiny remark that tortures you
The fear that your friends won't like her too
I'm glad that I'm not young anymore
The longing to end the stale affair
Until you find out she doesn't care
I'm glad that I'm not young anymore.
No more frustration
No star-crossed lover am I
No aggravation
Just one reluctant reply :"Lady, goodbye!"
The fountain of youth Is --
Methuselah is my patron saint
I've never been so comfortable before
Oh, I'm so glad that I am not young anymore!

Maurice Chevalier
quinta-feira, junho 02, 2005
NOVO MARCO DO CORREIO Não resisti e fiz-me convidado para o endereço chique do momento. A partir de agora os habituais encómios e elegias sobre este blogue devem ser enviados sem medo para nuno.majorscobie@gmail.com. Pronto.
terça-feira, maio 24, 2005
ARQUELOGIA DO CORAÇÃO Num velho caderno negro da Ambar - vivia-se na era pré-Moleskine e não tinha dinheiro para o divino topo de gama, o correctíssimo Smythson, de Bond Street -, enfim, num caderno antigo encontro esta nota de personagem para um romancete que na altura estava convencido que escreveria:
«R. - A que precisa de ser amada.Morena, com lábios de boneca, olhos rasgados e longos cabelos negros, foi na verdade a úinca mulher bonita que teve a sorte de amar e ser amado. Foi o olhar desamparado e a oferta de amor que o cativou. Hoje tem a certeza que podia ter sido apenas mais um.Tinha verdadeiro prazer em ser amada e gostava de o partilhar com o maior número possível de pessoas»
E qual o modelo, que se perdeu ? Adoro estes enigmas que cuidadosamente nos colocamos a nós mesmos durante a vida, para um qualquer arqueólogo de afectos um dia decifrar.
«R. - A que precisa de ser amada.Morena, com lábios de boneca, olhos rasgados e longos cabelos negros, foi na verdade a úinca mulher bonita que teve a sorte de amar e ser amado. Foi o olhar desamparado e a oferta de amor que o cativou. Hoje tem a certeza que podia ter sido apenas mais um.Tinha verdadeiro prazer em ser amada e gostava de o partilhar com o maior número possível de pessoas»
E qual o modelo, que se perdeu ? Adoro estes enigmas que cuidadosamente nos colocamos a nós mesmos durante a vida, para um qualquer arqueólogo de afectos um dia decifrar.
quinta-feira, maio 12, 2005
RAZÕES POR QUE NÃO SOU ATEU, Nº84

Kirstin Scott Thomas
*O Miguel Marujo, admirável blogger católico que mantém o Cibertúlia, apresenta mais argumentos teológicos inabalábeis no excelente E Deus Criou a Mulher. Convertei-vos.

Kirstin Scott Thomas
*O Miguel Marujo, admirável blogger católico que mantém o Cibertúlia, apresenta mais argumentos teológicos inabalábeis no excelente E Deus Criou a Mulher. Convertei-vos.
domingo, maio 08, 2005
POLÍTICAMENTE INCORRECTO (ou post não sobre a Lídia Jorge) «O público, maravilhado da minha esterilidade, dirá então que os meus romances eram dela; e um nome, hoje obscuro, será exumado do esquecimento para quinhoar da glória dos escritores-fêmeas desta nossa terra tão escassa - ainda bem- desse contrasenso»
Camilo Castelo Branco, A Filha do Arcediago
Camilo Castelo Branco, A Filha do Arcediago
domingo, maio 01, 2005
O MEU DIA DO TRABALHADOR
«Amor que prende facilmente as almas delicadas,
cativou este pelo belo corpo que me foi arrebatado;
e ainda me ofende o modo odioso.
Amor que obriga a amar todos os que são amados,
deste me prendeu com prazer tão forte ,
que como vês ainda não me abandona.»
Dante, A Divina Comédia;O Inferno, Canto V; edição original de 1955 da colecção de Clássicos Sá da Costa. Há ofertas que não mereço.
«Amor que prende facilmente as almas delicadas,
cativou este pelo belo corpo que me foi arrebatado;
e ainda me ofende o modo odioso.
Amor que obriga a amar todos os que são amados,
deste me prendeu com prazer tão forte ,
que como vês ainda não me abandona.»
Dante, A Divina Comédia;O Inferno, Canto V; edição original de 1955 da colecção de Clássicos Sá da Costa. Há ofertas que não mereço.
sexta-feira, abril 29, 2005
«EH PÁ, VÊ LÁ SE ACTUALIZAS LÁ ISSO!» Está bem.
1)Estou satisfeito com a eleição de Ratzinger para Papa.Mais tarde explico.
2)Gostei de ver a Académica jogar com o Sporting, apesar do estilo de jogo ser feio.
3) Estou grato ao 25 de Abril de 1974, por razões muito semelhantes às da minha gratidão pelo 25 de Novembro de 1975.
5)Votarei convictamente "NÃO" à Constituição Europeia, como aliás já o disse semi-publicamente numa petição enviada ao Presidente da República há muitos meses atrás.
6)Este calor está a pôr-me doido.
Pronto. Para já chega. Posso voltar à vidinha ?
1)Estou satisfeito com a eleição de Ratzinger para Papa.Mais tarde explico.
2)Gostei de ver a Académica jogar com o Sporting, apesar do estilo de jogo ser feio.
3) Estou grato ao 25 de Abril de 1974, por razões muito semelhantes às da minha gratidão pelo 25 de Novembro de 1975.
5)Votarei convictamente "NÃO" à Constituição Europeia, como aliás já o disse semi-publicamente numa petição enviada ao Presidente da República há muitos meses atrás.
6)Este calor está a pôr-me doido.
Pronto. Para já chega. Posso voltar à vidinha ?
segunda-feira, abril 18, 2005
quarta-feira, abril 13, 2005
segunda-feira, abril 11, 2005
sexta-feira, abril 01, 2005
quarta-feira, março 30, 2005
HERE WE GO AGAIN Só agora pude ler o texto do RRP; e caro, só o posso remeter para o que já foi abaixo escrito.A questão, repito, é apenas de escolha, e não de tomar partido. Assim, prefiro ler um texto do RRP que diga por exemplo que "a versão de 1952 de Stormy Weather, por Billie Holiday, é a melhor coisa que aconteceu à Humanidade desde a descoberta do fogo" do que pura e simplesmente ouvir o dito tema ali e agora. O que é que eu posso dizer ? Bizarrias subsidiárias de uma "conservadora irritação", seja lá isso o que fôr.Um abraço.
OUVIR OU NÃO OUVIR - WHO CARES? O meu amigo MacGuffin pegou no meu texto sobre a música dos blogues, honra que nem sequer mereço. De facto, Carlos, não se trata de um "caso". Nesse aspecto, o título do post tinha o segredo: o adjectivo "inútil". Ambos sabemos e estimamos a possibilidade de escolha. E nesse sentido, a minha possibilidade de mesmo com escolha - o botão "stop" - , escolher aborrecer-me. Se isso é blasé...bom, espero que sim.
De resto, suplico aos leitores que atentem nas bandas sonoras que andam por aí, algumas delas verdadeiras sessões de esclarecimento musical.E agradeço à Charlotte e ao Carlos as músicas que me dedicaram - e de que eu gosto muito; mas não me levarão a mal se as ouvir no meu leitor de cd's, coisa que estou a fazer as I write. Um abraço a ambos.
De resto, suplico aos leitores que atentem nas bandas sonoras que andam por aí, algumas delas verdadeiras sessões de esclarecimento musical.E agradeço à Charlotte e ao Carlos as músicas que me dedicaram - e de que eu gosto muito; mas não me levarão a mal se as ouvir no meu leitor de cd's, coisa que estou a fazer as I write. Um abraço a ambos.
PESCADOR DE PÉROLAS Através do João Pedro cheguei aqui. E ali voltarei, com muito gosto. É um prazer.Bastou um post, uma frase, um humor:
«pois é
Ainda sou desse desprezível tempo em que as raparigas apreciavam a corte e o galanteio como manifestações de uma qualquer arte suprema, de um quase desígnio divino. »
«pois é
Ainda sou desse desprezível tempo em que as raparigas apreciavam a corte e o galanteio como manifestações de uma qualquer arte suprema, de um quase desígnio divino. »
terça-feira, março 29, 2005
MANIFESTO INÚTIL CONTRA A MUSIQUINHA NOS BLOGUES Há uma nova epidemia que grassa na blogosfera: a da musiquinha no blogue. Eu, para não estar com coisas, odeio. Nessas matérias sou muito Livro de Eclesiastes (ou Byrds, se preferirem): há um lugar e um tempo para tudo. O computador sujeito à banda sonora alheia - por melhor que seja , e nos blogues que frequento, é -, mesmo com a opção do stop, não deixa de ser irritante. O bom gosto, quando se espalha, não deixa de ser epidémico; e não gosto de epidemias.
Não se leia nisto qualquer tentação totalitária - por mim, venham os comentários semióticos sobre peúgas a lavar ou a publicação detalhada do almoço ingerido por cada autor. Estou-me nas tintas, e este é o meio que tem a liberdade como definição.Mas francamente, partilha por partilha, prefiro o silêncio tonitruante das palavras de cada um. I blame it on you, Char!
Não se leia nisto qualquer tentação totalitária - por mim, venham os comentários semióticos sobre peúgas a lavar ou a publicação detalhada do almoço ingerido por cada autor. Estou-me nas tintas, e este é o meio que tem a liberdade como definição.Mas francamente, partilha por partilha, prefiro o silêncio tonitruante das palavras de cada um. I blame it on you, Char!
segunda-feira, março 28, 2005
sexta-feira, março 18, 2005
quinta-feira, março 17, 2005
NESTA CASA HOJE É UM DIA DE FESTA

...e não estou a brincar.Nunca se brinca com paixões como a que nutro pela Irlanda. Happy St.Paddys para todos - e vemo-nos logo no Hennessy's. Slaínte!
(um beijo especial à Helena, pela lembrança linda)

...e não estou a brincar.Nunca se brinca com paixões como a que nutro pela Irlanda. Happy St.Paddys para todos - e vemo-nos logo no Hennessy's. Slaínte!
(um beijo especial à Helena, pela lembrança linda)
domingo, março 13, 2005
AVISO MUITO, MUITO SÉRIO:DEPOIS DE UM RAID PROFISSIONAL À CAPITAL DA CIVILIZAÇÃO (LONDRES, SIM), O AUTOR DESTE BLOGUE ENCONTRA-SE ALEGREMENTE ABBANANADO.

Os Abba, num raro momento de discrição.
The gods may throw a dice
Their minds as cold as ice
And someone way down here
Loses someone dear
(todos agora!)
The winner takes it all
The loser has to fall
It's simple and it's plain
Why should I complain ?
(repete ad nauseam)
Adoro.

Os Abba, num raro momento de discrição.
The gods may throw a dice
Their minds as cold as ice
And someone way down here
Loses someone dear
(todos agora!)
The winner takes it all
The loser has to fall
It's simple and it's plain
Why should I complain ?
(repete ad nauseam)
Adoro.
quinta-feira, março 10, 2005
terça-feira, março 08, 2005
E O ELTON JOHN ESTÁ CHOCADO COM A QUANTIDADE DE GAYS QUE ANDAM PELA RUA Realmente, a idade e muitas drogas não perdoam.
quinta-feira, março 03, 2005
terça-feira, março 01, 2005
O EXPRESSO ERROU (É PENA...) Fui alertado com surpresa para uma notícia publicada na última edição do Expresso (não tenho link). Dizia assim:
"Nuno Miguel Guedes, ex-assessor de Paulo Portas no Ministério da Defesa, foi nomeado pelo Governo, com efeitos a partir de 1 de Fevereiro, para assessor de imprensa na Embaixada de Portugal em Paris."
Alguns amigos que comigo convivem diariamente ficaram surpreendidos com a minha extraordinária capacidade de ser assessor de um ministro, estar nesta altura em Paris e mesmo assim conseguir ir jantar no Bairro Alto com alguma regularidade. Eu já imaginava a rapaziada de Esquerda que me conhece de talheres e guardanapo, pronta a deglutir-me vivo.
Infelizmente para mim, o Expresso confundiu-me com o meu amigo Miguel Guedes, ex-jornalista da RTP e SIC (e não, não é o vocalista dos Blind Zero). Qualquer coisinha, é ele que trata. Eu continuo por cá. E sabendo como gosto dos franceses, ainda bem para Paris.
"Nuno Miguel Guedes, ex-assessor de Paulo Portas no Ministério da Defesa, foi nomeado pelo Governo, com efeitos a partir de 1 de Fevereiro, para assessor de imprensa na Embaixada de Portugal em Paris."
Alguns amigos que comigo convivem diariamente ficaram surpreendidos com a minha extraordinária capacidade de ser assessor de um ministro, estar nesta altura em Paris e mesmo assim conseguir ir jantar no Bairro Alto com alguma regularidade. Eu já imaginava a rapaziada de Esquerda que me conhece de talheres e guardanapo, pronta a deglutir-me vivo.
Infelizmente para mim, o Expresso confundiu-me com o meu amigo Miguel Guedes, ex-jornalista da RTP e SIC (e não, não é o vocalista dos Blind Zero). Qualquer coisinha, é ele que trata. Eu continuo por cá. E sabendo como gosto dos franceses, ainda bem para Paris.
sexta-feira, fevereiro 25, 2005
DECLARAÇÃO DE VOTO:

(exclua-se a filial de Miami)
Para os que partilham desta ideologia, este é o lugar. Via 7000 Nomes.

(exclua-se a filial de Miami)
Para os que partilham desta ideologia, este é o lugar. Via 7000 Nomes.
segunda-feira, fevereiro 21, 2005
sexta-feira, fevereiro 18, 2005
segunda-feira, fevereiro 14, 2005
O MASSACRE DE S.VALENTIM Devo confessar que nunca respeitei o dia 14 de Fevereiro, data marcada para ser romântico. É o equivalente em termos afectivos ao Carnaval, em que tudo acaba na quarta-feira; e com uma tradição em Portugal semelhante à do Dia De Acção de Graças. Mas mesmo assim, e subjugado pela pressão dos meus pares, cedo- mas não sem um compromisso. Leia-se até ao fim este magnífico poema atribuído a James Doherty, poeta irlandês. Está lá tudo: romantismo, ironia, ternura e humor. Mais romance do que isto e eu morro.
I?d Swear For Her
I'd swear for her,
I'd tear for her,
The Lord knows what I'd bear for her;
I'd lie for her,
I'd sigh for her,
I'd drink Lough Erne dry for her;
I'd 'cuss' for her,
Do 'muss' for her,
I'd kick up a thundering fuss for her;
I'd weep for her,
I'd leap for her,
I'd go without any sleep for her;
I'd fight for her,
I'd bite for her,
I'd walk the streets all night for her;
I'd plead for her,
I'd bleed for her,
I'd go without my 'feed' for her;
I'd shoot for her,
I'd 'boot' for her,
A rival who'd come to suit for her;
I'd kneel for her,
I'd steal for her,
Such is the love I feel for her;
I'd slide for her,
I'd ride for her,
I'd swim against wind and time for her;
I'd try for her,
I'd cry for her,
But - hang me if I'd die for her
Or any other woman !
I?d Swear For Her
I'd swear for her,
I'd tear for her,
The Lord knows what I'd bear for her;
I'd lie for her,
I'd sigh for her,
I'd drink Lough Erne dry for her;
I'd 'cuss' for her,
Do 'muss' for her,
I'd kick up a thundering fuss for her;
I'd weep for her,
I'd leap for her,
I'd go without any sleep for her;
I'd fight for her,
I'd bite for her,
I'd walk the streets all night for her;
I'd plead for her,
I'd bleed for her,
I'd go without my 'feed' for her;
I'd shoot for her,
I'd 'boot' for her,
A rival who'd come to suit for her;
I'd kneel for her,
I'd steal for her,
Such is the love I feel for her;
I'd slide for her,
I'd ride for her,
I'd swim against wind and time for her;
I'd try for her,
I'd cry for her,
But - hang me if I'd die for her
Or any other woman !
terça-feira, fevereiro 01, 2005
THE END OF THE AFFAIR Vejo com agrado que a gripe do meu excelente amigo MacGuffin proporcionou-lhe a descoberta do filme The End Of The Affair. Também eu acho o filme correctíssimo, de um classicismo sem mácula - nada no género de Jordan, mas nem por isso menor por conter essas características. Mesmo as adaptações ao romance - que é seguido com uma precisão minuciosa, ao nível da vírgula nos diálogos - são as que deveriam ser feitas, porque um livro não é - oh descoberta! - um filme. Para um velho Greeniano como eu - que conhece esse livro de cor e até assina este blogue com o nome de uma personagem de Greene - a constatação de que o Carlos gostou e analisou correctamente o filme só vem confirmar as afinidades que lhe conhecia. Mas permito-me discordar de uma sua afirmação: o triângulo amoroso não é entre marido-sarah-amante.É mais dificil, sublime e a razão de ser de todo o "diário de ódio" que é The End Of The affair. O triângulo é entre Sarah - o amante - e Deus. É essa impotência, esse ciume impossivel que carrega todo o livro.E todo o filme.
EU SEI: O TEMPO ERRADO NO LUGAR ERRADO Ou pelo menos é o que penso de mim quando leio episódios como este:
«[sobre F.H.Bradley, um dos grandes teóricos do "idealismo britânico" do príncipio do ´seculo XX, muito em voga em Oxford]And he did not think philosophy had anything to contribute to pratical life or political reform. He lived a fairly reclusive life in Oxford, never teaching, but occasionally coming out at night to shoot cats in college precincts».
Michael Oakeshott - An Introduction ,Paul Franco
«[sobre F.H.Bradley, um dos grandes teóricos do "idealismo britânico" do príncipio do ´seculo XX, muito em voga em Oxford]And he did not think philosophy had anything to contribute to pratical life or political reform. He lived a fairly reclusive life in Oxford, never teaching, but occasionally coming out at night to shoot cats in college precincts».
Michael Oakeshott - An Introduction ,Paul Franco
quinta-feira, janeiro 27, 2005
O QUE ME ANDA A TIRAR O SONO As eleições. Mentira: o Open de Austrália. Os horários são infames, mas nem por isso resisto a ver como é que um jogo pode ser elevado a obra de arte. O ténis é o desporto individual mais completo, bonito e civilizado, porque, no seu melhor, combina tudo: técnica, capacidade física, inteligência e uma espantosa blindagem psicológica. As meias-finais desta madrugada foram disso belo exemplo: o jogo Serena Williams - Maria Sharapova (que aos 17 anos está a jogar cada vez melhor e possui a resistência mental de uma veterana) decidiu-se no radiohead das jogadoras. A motivação e a força de Serena venceram justamente (embora eu torcesse pela russa) e o factor decisivo - como sempre acontece nas melhores partidas - não foi o que se viu mas o que se não viu. E para presenciar isso, que se lixem as noites em branco.
Maria Sharapova
Maria Sharapova
terça-feira, janeiro 18, 2005
sexta-feira, janeiro 14, 2005
'PERA AÍ QUE JÁ FALAMOS A fugir ? Os ingleses a fugir ? Na bola ou socialmente ? E num texto tão, tão bom... Amanhã conversamos, rapaz. E dou-te 24 horas para te preparares.
MAIS UMA PALAVRA DO NOSSO PATROCINADOR É impressão minha, ou da hora, ou do estado, mas já me resignei ao meu destino ? Há dias voltei a excitar-me; mas a céptica utopia que mantinha está cada vez mais distante, e felizmente não só por minha culpa. O meu problema, partilho-o com o país: falta de alternativas.
quinta-feira, janeiro 13, 2005
quarta-feira, janeiro 12, 2005
BOA NOVA Enquanto não arranjo nada substancial para escrever aqui vou lendo os outros, o que muito prazer me tem dado. Um dos blogues com que tenho ganho mais tempo é o soberbo Terra da Alegria. É um blogue católico e colectivo, interessante para quem (como eu) partilhe da mesma confissão ou não. Existem discussões brilhantes - Deus e o tsunami é uma delas - e os textos dão sempre a possibilidade de questionar, sinal de quem sabe que a fé é feita de dúvidas e não de certezas. A esse respeito, veja-se os textos de Miguel Marujo sobre o divórcio (De como ninguém deve ser obrigado a viver no inferno) e de Fernando Macedo sobre a confissão (Mais de confissão). Blogues como este- ou este - dão razão a Oakeshott quando defendia que a religião é o que há de mais prático para a vida quotidiana.
terça-feira, janeiro 11, 2005
sexta-feira, dezembro 24, 2004
segunda-feira, dezembro 20, 2004
SHAKESPEARE, VERSÃO REALITY SHOW Última representação de uma peça a partir de textos de Shakespeare. No intervalo, este diálogo verídico:
- Olá. Há quanto tempo. Quem é que conheces para estar aqui ?
- Bom, a senhora Capuleto é minha namorada.E tu ?
- Sou amiga da Ofélia.
- Estás sózinha ?
- Não. Vim com o namorado do Rei Lear.
- Olá. Há quanto tempo. Quem é que conheces para estar aqui ?
- Bom, a senhora Capuleto é minha namorada.E tu ?
- Sou amiga da Ofélia.
- Estás sózinha ?
- Não. Vim com o namorado do Rei Lear.
AGORA, NO RITZ: A canção de Natal mais famosa do mundo será sobre o Natal ? Irving Berlin e White Christmas.
sexta-feira, dezembro 17, 2004
quarta-feira, dezembro 15, 2004
THE POLAR EXPRESS (post longo, fora d'horas, a despropósito mas, como dizer, sincero) Por mais que nos habituemos, por mais que sobrevivamos desta maneira, no nosso dia-a-dia, por mais que tentemos escapar, como eu: há uma altura, um segundo revelador em que somos confrontados com as palavras.
Por favor, isto, por uma vez, não é leviano. Nietzche dizia dos amigos antigos- de quem se perde contacto mas que permanecem com uma imagem de nós ? que nos perseguem como fantasmas. Fantasmas daquilo que fomos para eles, daquilo que os assombra e em que acreditam ? mesmo que não seja verdade.
O mesmo com as palavras.O que dizemos, o que escrevemos agarra-se a nós pela única e injusta razão de que não temos alternativa. Em certa medida (ia dizer em todas, mas não quero ofender ninguém) somos o que dizemos e escrevemos. Pouco mais nos é permitido. E é tão pouco, e é tão bom.
Confesso que vivo obcecado com esta limitação.A história de "uma imagem vale mil palavras" é para mim uma falácia, porque simplesmente para ser válida tem de pelo menos valer uma. De que me vale uma brilhante fotografia de Walker Evans ou um quadro de Vermeer se eu não consigo traduzir o que me fazem ? A bem dizer, e aqui entre nós: nada. O pior é o que se segue: conseguimos traduzir o que nos faz ? A resposta honesta e desassombrada é - não. O que temos à disposição é pouco e nunca chegará. A boa notícia é que o prazer estético ? literário, visual, quotidiano ? é um prazer inútil e solitário e não tem que ser partilhado. A partir do momento que o é, deixa de o ser; ou seja, nunca corresponde ao que foi sentido. A história de " o poeta é um fingidor" aplica-se a todas as artes, sem excepção.
Em termos de palavra ? que pessoalmente é o que me interessa ? esta fractura foi notada primeiro pelo movimento anti-romântico. Quando Pound se quer livrar do "emotional slithe" (o lixo emocional), pede uma distanciação total da farsa do poeta confundido com os seus sentimentos. A poesia cerebral de Eliot ?com o Wasteland não por acaso editado por Pound ? é o apogeu dessa maneira de pensar. As palavras estão no seu lugar: certas, musicais, distantes ? mas reveladoras de quem as escreveu.
2.Tristan Tzara, Hans Arper, Marcel Duchamp e outros comparsas perceberam isso. Dada, mais do que uma reacção anti-arte (e das poucas verdadeiras rupturas radicais no século XX) é um jogo com o valor do que dizemos. A poesia fonética ? em que a palavra é reduzida a um som sem outro valor do que esse ? é uma tentativa desesperada e de salão de arranjar uma maneira de dizer o que se sente. A aldrabice oportunista dos surrealistas ? que, a partir de André Breton, deram método e institucionazaram o que já existia sem dar crédito a ninguém ? é a mesma tentativa mas com fundamentos filosóficos e marketing que Dada não tinha nem queria ter. Os dogmas surrealistas mataram o diletantismo do Cabaret Voltaire. E com isso o movimento que não o era, mas que provavelmente esteve mais perto da verdadeira intenção do criador em relação ao que cdriava desde as grutas de Altamira.
3. De regresso ao que interessa. Não foi por acaso que Magritte pintou a mais maquiavélica das armadilhas ? o quadro a que se chama "Ceci n?est pas ume pipe". Apesar de vermos um cachimbo inequivocamente à nossa frente, é para as palavras que nos dirigimos. Pior: é nelas que confiamos e sem hesitar nos pomos ao lado delas. Sabemos que o que vemos é um cachimbo; mas se está escrito que não é?
É esta extraordinária limitação e possibilidade simultânea que me faz estar deste lado. Ou seja: respeito e preciso de todos os modos de expressão que me possam oferecer.Gosto de cinema, pintura, teatro, o que quiserem. Mas sei que, mais tarde ou mais cedo, tudo cairá neste sucedâneo da Torre de Babel. Seja a reacção a uma obra-prima ou apenas a triste possibilidade de se dizer "amo-te".
É por isso que gosto e admiro quem supere este duríssimo desafio: dizer ou escrever, com o que todos conhecem, de maneira diferente e convincente. As palavras são o único território em que tudo foi explorado. Não há ambições a nada de novo, a não ser rearranjar o que há muito foi feito de modo a parecer sempre novidade. E isso é possível, e isso é que é lindo.
Por favor, isto, por uma vez, não é leviano. Nietzche dizia dos amigos antigos- de quem se perde contacto mas que permanecem com uma imagem de nós ? que nos perseguem como fantasmas. Fantasmas daquilo que fomos para eles, daquilo que os assombra e em que acreditam ? mesmo que não seja verdade.
O mesmo com as palavras.O que dizemos, o que escrevemos agarra-se a nós pela única e injusta razão de que não temos alternativa. Em certa medida (ia dizer em todas, mas não quero ofender ninguém) somos o que dizemos e escrevemos. Pouco mais nos é permitido. E é tão pouco, e é tão bom.
Confesso que vivo obcecado com esta limitação.A história de "uma imagem vale mil palavras" é para mim uma falácia, porque simplesmente para ser válida tem de pelo menos valer uma. De que me vale uma brilhante fotografia de Walker Evans ou um quadro de Vermeer se eu não consigo traduzir o que me fazem ? A bem dizer, e aqui entre nós: nada. O pior é o que se segue: conseguimos traduzir o que nos faz ? A resposta honesta e desassombrada é - não. O que temos à disposição é pouco e nunca chegará. A boa notícia é que o prazer estético ? literário, visual, quotidiano ? é um prazer inútil e solitário e não tem que ser partilhado. A partir do momento que o é, deixa de o ser; ou seja, nunca corresponde ao que foi sentido. A história de " o poeta é um fingidor" aplica-se a todas as artes, sem excepção.
Em termos de palavra ? que pessoalmente é o que me interessa ? esta fractura foi notada primeiro pelo movimento anti-romântico. Quando Pound se quer livrar do "emotional slithe" (o lixo emocional), pede uma distanciação total da farsa do poeta confundido com os seus sentimentos. A poesia cerebral de Eliot ?com o Wasteland não por acaso editado por Pound ? é o apogeu dessa maneira de pensar. As palavras estão no seu lugar: certas, musicais, distantes ? mas reveladoras de quem as escreveu.
2.Tristan Tzara, Hans Arper, Marcel Duchamp e outros comparsas perceberam isso. Dada, mais do que uma reacção anti-arte (e das poucas verdadeiras rupturas radicais no século XX) é um jogo com o valor do que dizemos. A poesia fonética ? em que a palavra é reduzida a um som sem outro valor do que esse ? é uma tentativa desesperada e de salão de arranjar uma maneira de dizer o que se sente. A aldrabice oportunista dos surrealistas ? que, a partir de André Breton, deram método e institucionazaram o que já existia sem dar crédito a ninguém ? é a mesma tentativa mas com fundamentos filosóficos e marketing que Dada não tinha nem queria ter. Os dogmas surrealistas mataram o diletantismo do Cabaret Voltaire. E com isso o movimento que não o era, mas que provavelmente esteve mais perto da verdadeira intenção do criador em relação ao que cdriava desde as grutas de Altamira.
3. De regresso ao que interessa. Não foi por acaso que Magritte pintou a mais maquiavélica das armadilhas ? o quadro a que se chama "Ceci n?est pas ume pipe". Apesar de vermos um cachimbo inequivocamente à nossa frente, é para as palavras que nos dirigimos. Pior: é nelas que confiamos e sem hesitar nos pomos ao lado delas. Sabemos que o que vemos é um cachimbo; mas se está escrito que não é?
É esta extraordinária limitação e possibilidade simultânea que me faz estar deste lado. Ou seja: respeito e preciso de todos os modos de expressão que me possam oferecer.Gosto de cinema, pintura, teatro, o que quiserem. Mas sei que, mais tarde ou mais cedo, tudo cairá neste sucedâneo da Torre de Babel. Seja a reacção a uma obra-prima ou apenas a triste possibilidade de se dizer "amo-te".
É por isso que gosto e admiro quem supere este duríssimo desafio: dizer ou escrever, com o que todos conhecem, de maneira diferente e convincente. As palavras são o único território em que tudo foi explorado. Não há ambições a nada de novo, a não ser rearranjar o que há muito foi feito de modo a parecer sempre novidade. E isso é possível, e isso é que é lindo.
quarta-feira, dezembro 01, 2004
CHEGA A queda do governo de Santana, potenciada por um ministro amuado.Um país cuja alternativa de governo mais provável é liderada por José Sócrates. Uma Direita que, infelizmente, teima em ser autista, e dividida intelectualmente entre o novo-riquismo ideológico e o "toma-que-já-levaste" caceteiro.
Chega.
Hoje é 1 de Dezembro. Falemos de coisas sérias.
Chega.
Hoje é 1 de Dezembro. Falemos de coisas sérias.
terça-feira, novembro 30, 2004
AGORA, EM CASA O que fica das viagens? Normalmente o que não se pode dizer, o que não se pode traduzir. E quanto maior o prazer, mais cresce alegremente esse indizível, essas impressões egoístas que se fecham em nós para nunca mais de lá sairem, por impossibilidade e escolha. Depois de nove dias atravessando três diferentes fusos horários, muito é o que me fica. O que posso dizer, di-lo-ei no local apropriado, que é para isso que me pagam. Aqui, apenas postais rápidos, esquissos de uma jornada com amigos:a constatação em Londres que a generosidade sem juros existe, os espectáculos dos The Gift em que a Sónia se transformava e ficava maior do que a vida, independentemente do publico ou da sua ausencia, as saudades terríveis de tudo o que deixei do outro lado do mar, o partilhar o Dia de Acção de Graças numa casa luxuosa em Beverly Hills, das que só aparecem no cinema, o Miguel a cantar electroclash, a expressão operativa "cói-cói", um resto de pronúncia alcobacense que ainda me domina, a certeza de que Nova Iorque é uma cidade onde gostaria de passar um período da minha vida, as minhas quase-lágrimas cada vez que era tocada a canção An Answer, que dói de bonita, o circo maravilhoso de Hollywood, as personagens que conheci, os horários infra-humanos, a alegria cansada das madrugadas na carrinha, com tudo a rir sem ter dorimido, a expressão "espetacolher!!", a versão intransmissivel do Nuno para a música Ruínas, do Rodrigo, a vontade de repetir, o abraço do regresso.
quinta-feira, novembro 25, 2004
domingo, novembro 21, 2004
OH WHAT A BEAUTIFUL MORNING!... cantava o Howard Keel no Oklahoma!. E e isso que apetece cantar aqui na capital do mundo civilizado:Londres amanheceu fria, cinzento e chuvosa- ou seja, como deve ser e nao com esses arremedos tropicais que sao agora prodigos no Portugal de Inverno. Os The Gift teclam ao meu lado furiosamente, organizando a sua vidinha antes de irem tovar ao Cargo, por volta das 8. E eu estou feliz, no coracao de Finsbury Park, territorio dos gunners do Arsenal, meu clube ingles de eleicao.Ontem, no pub, estavam "tristes" pelo empate, e confundiam ja os portugueses com Mourinho. Mas a evocacao de uns chants antigos convenceram-nos que era amigo:"Overmars, Superstar/how many goals havbe you scored so far"...
sábado, novembro 20, 2004
INTERVALO PARA PUBLICIDADE Caros amigos, o vosso humilde tradutor encontra-se a partir de hoje em digressão pelo berço do mundo civilizado - Inglaterra - e os States. Na verdade, razões profissionais fazem-me acompanhar os The Gift como cronista oficial dos seus espectáculos no eixo Londres-Nova Iorque-Los Angeles. Quem é que precisa de ser correspondente da RTP em Madrid quando se tem um emprego como este ?
Sempre que possível, tentarei dar notícias (como se alguém se importasse...).O regresso fica marcado para o próximo dia 29, mas entretanto uma recomendação interesseira:
-vão ver o concerto de Rodrigo Leão em Lisboa ou no Porto;
-vão (mas vão mesmo) ver o concerto de solidariedade em que participam, entre outros, os Gaiteiros de Lisboa, Rodrigo Leão e um grupo de amigos a que chamam de Sétima Legião.No Fórum Lisboa, dia 26
O e-mail, entretanto, continua aberto.Too old for rock n' roll ? É o que veremos...
Sempre que possível, tentarei dar notícias (como se alguém se importasse...).O regresso fica marcado para o próximo dia 29, mas entretanto uma recomendação interesseira:
-vão ver o concerto de Rodrigo Leão em Lisboa ou no Porto;
-vão (mas vão mesmo) ver o concerto de solidariedade em que participam, entre outros, os Gaiteiros de Lisboa, Rodrigo Leão e um grupo de amigos a que chamam de Sétima Legião.No Fórum Lisboa, dia 26
O e-mail, entretanto, continua aberto.Too old for rock n' roll ? É o que veremos...
sexta-feira, novembro 19, 2004
sexta-feira, novembro 12, 2004
SOBRE ARAFAT,PREFIRO NADA Sobre Arafat, é melhor nada. Já não tenho forças para soltar os impropérios que me invadiram quando vi o coro elegíaco internacional, Santana e Sampaio incluídos. Já não tenho forças para falar do que é óbvio, dos duplos discursos do homem, um virado para a comunidade internacional, outro para os fanatismos internos e que obviamente se contradiziam.Já não tenho tempo de voltar a insultar a Academia Sueca, como o fiz aquando da atribuição do Nobel da Paz ao líder palestino.Já não tenho, não quero. O Francisco esreveu mais e melhor, numa lucidez assombrosa de que eu não seria capaz. O melhor que consigo fazer é repetir esta definição, dada por um dos seus apoiantes, e que é um brilhante eufemismo:era um homem «que nunca perdeu uma oportunidade de perder uma oportunidade».
terça-feira, novembro 09, 2004
segunda-feira, novembro 08, 2004
O GATO, DE FACTO Recém-chegado do último dos três dias de espectáculo dos Gatos no Tivoli.Enfim, não serei o repórter imparcial (tenho lá um grande amigo, posso dizer mal à-vontade). Mas a verdade é esta: público em delírio, com o texto mais bem sabido do que os próprios intervenientes. Culto absoluto. Confiem em mim: eu estive lá na estreia, no último dia e no Gambrinus (ops, já falei demais). Mas em verdade, em verdade vos digo: poucas coisas no mundo sabem tão bem como sentir um orgulho absurdo e justificado nos nossos amigos.
OBRIGADO. E de repente, atentai: "11.33"."Wake Up"."An answer". Três títulos mágicos que dão entrada num pouco do que vai ser um dos discos portugueses do ano, ouvido em deslumbre absoluto em concílio exigente.AM/FM, The Gift. Não digam que não avisei.
quarta-feira, novembro 03, 2004
VOX POPULI, VOX QUÊ ? Esta manhã, no Fórum TSF. Assunto: a (então) previsivel vitória de Bush nas eleições americanas.Depois de inúmeros testemunhos anti-George W., um "artista plástico" afirma, dedo espetado no ar:«É preciso que nós, europeus - toda a Europa! - se oponha aos americanos!»
É por causa de atoardas como esta, que pululam por aí nas cabeças mais improváveis que - eu, que me distancio dos neo-cons da Admnistração, que muita trapalhada fizeram - acho que o resultado de hoje tem uma leve aura de justiça poética.
É por causa de atoardas como esta, que pululam por aí nas cabeças mais improváveis que - eu, que me distancio dos neo-cons da Admnistração, que muita trapalhada fizeram - acho que o resultado de hoje tem uma leve aura de justiça poética.
terça-feira, outubro 26, 2004
O HOMEM QUE OUVIA A ESPERANÇA Ele estava no princípio de tudo. Era a ele que recorriam todos os que queriam mudar o mundo ou a alma através de canções.E a todos ele ouvia, a todos estava atento.Durante muito tempo, foi o mensageiro de pequenas e grandes revoluções. Ficam os discos com o seu nome, a preservar o legado e a dar o exemplo.Morreu John Peel.
segunda-feira, outubro 25, 2004
JÁ CÁ FALTAVA O POEMUCHO E de Paul Durcan, outra vez. Um belíssimo poema de amor, com a Irlanda ao fundo e por dentro.
NESSA
I met her on the first of August
In the Shangri-La Hotel,
She took me by the index finger
And dropped me in her well.
And that was a whirlpool,that was a whirlpool,
And I very nealy drowned.
Take off your pants, she said to me,
And I very nearly didn't;
Would you care to swim, she said to me,
And I hopped into the Irish sea.
And that was a whirlpool,that was a whirlpool,
And I very nealy drowned.
On the way back I fell in the field
And she fell down beside me.
I'd have lain in the grass with her all my life
With Nessa:
She was a whirlpool, she was a whirlpool,
And I very nearly drowned.
Oh Nessa my dear, Nessa my dear,
Will you stay with me on the rocks ?
Will you come for me into the Irish sea
And for me let your red hair down ?
And then we will ride into Dublin city
In a taxi-cab wrapped-up in dust.
Oh you are a whirlpool, you are a whirlpool,
And I am very nearly drowned.
NESSA
I met her on the first of August
In the Shangri-La Hotel,
She took me by the index finger
And dropped me in her well.
And that was a whirlpool,that was a whirlpool,
And I very nealy drowned.
Take off your pants, she said to me,
And I very nearly didn't;
Would you care to swim, she said to me,
And I hopped into the Irish sea.
And that was a whirlpool,that was a whirlpool,
And I very nealy drowned.
On the way back I fell in the field
And she fell down beside me.
I'd have lain in the grass with her all my life
With Nessa:
She was a whirlpool, she was a whirlpool,
And I very nearly drowned.
Oh Nessa my dear, Nessa my dear,
Will you stay with me on the rocks ?
Will you come for me into the Irish sea
And for me let your red hair down ?
And then we will ride into Dublin city
In a taxi-cab wrapped-up in dust.
Oh you are a whirlpool, you are a whirlpool,
And I am very nearly drowned.
RELENDO O QUARTETO DE ALEXANDRIA
«'There are only three things to be done with a woman',said Clea once.'You can love her,suffer for her, or turn her into literature'.I was experiencing a failure in all these domains of feeling» Justine, Lawrence Durrell.
Poder ler isto sem me rever nestes dias é uma bênção e um milagre que só tenho que agradecer a alguém.
«'There are only three things to be done with a woman',said Clea once.'You can love her,suffer for her, or turn her into literature'.I was experiencing a failure in all these domains of feeling» Justine, Lawrence Durrell.
Poder ler isto sem me rever nestes dias é uma bênção e um milagre que só tenho que agradecer a alguém.
segunda-feira, outubro 18, 2004
A MENINA É DE OURO! É oficial: o duplo disco estreia de Nellie McKay, Get Away From Me, é o melhor de 2004 e do primeiro trimestre de 2005.E mesmo que mude ideia até lá, não o irei dizer. Há muito tempo que não havia uma letrista tão brilhante na música popular. Como se diz na Zona J, check it out!
quarta-feira, outubro 13, 2004
O HOMEM HOJE ESTÁ IMPARÁVEL (E UM CHATO DO CAROÇO)No fundo o que todos desejamos é paz. Talvez seja verdade, a filosofia estóica e oriental que diz que a abolição de todos os desejos é o mais perto da perfeição. Talvez. Mas depois, para que vale a pena viver ? A inquietação, seja em que forma vier, é das poucas armas para combater a injustiça de morrer, acredite-se ou não numa vida depois da morte. Ninguém pode estar sossegado se vive, pela simples razão de que se o estiver, não vive. Vinicius dizia: ?O tempo de paz/não faz nem desfaz?. E isto é só uma verdade simples que atravessa toda a condição humana. Na verdade, a Humanidade é um tubarão, que se parar, morre.
"NÃO PRECISO DE MENOS QUE TODOS OS MEUS AMIGOS" E há alturas em que as palavras chegam, sem surpresas, sem avisos. Como se fossem velhos conhecidos que regressam de um país que não queremos saber mas que sempre conhecemos.Assim com os poemas de um grande amigo, da noite e do vento. Não tenho direito a não o partilhar:
Agora,
as arcas do tesouro estão vazias.
Vazia está a nossa vida.
O tempo é apenas isso:
grãos de ouro,
uma espécie de música que não perdura.
Agora,
as arcas do tesouro estão vazias.
Vazia está a nossa vida.
O tempo é apenas isso:
grãos de ouro,
uma espécie de música que não perdura.
in Esta Voz É Quase O Vento, José Agostinho Baptista
Zé,sempre conversaremos em directo do lugar nocturno da amizade.
STILL CRAZY AFTER ALL THESE YEARS Começo a perceber que é bom ser um velho guerreiro da "noite". O primeiro sinal compensatório é que já não compreendo as alegrias dos meus amigos mais novos. Exemplo: vêm-me dizer que há um novo bar em Lisboa, chamado Buda, onde é imprescíndivel estar e que "um gajo como tu ia gostar",etc...Pergunto porquê, e ninguém me sabe responder. Mas dizem-me que a famosa taróloga com nome de abelha é a relações públicas. Mais uma dúvida que não é do meu tempo:qual é o critério de escolha da senhora à porta ? " Olá, boa noite. O seu ascendente é...Capricórnio? Desculpe, mas estamos cheios.Boa noite. Ah, esta noite saiu-lhe a Papisa? Faça favor..." . O mundo ainda é um lugar cheio de mistérios.
segunda-feira, outubro 11, 2004
MAS A FESTA CONTINUA...e por isso mesmo, sugiro que os estimados leitores coloquem uma roupinha lavada e compareçam na inauguração do novo blogue com a mesma gerência: bem vindos ao Ritz.Os cocktails são por conta da casa.





«What's so great about the truth ? Try lying for a change - it's the currency of the world.»

