sexta-feira, fevereiro 18, 2005

«CLOSER» Quando se ama, a verdade é melhor do que a sinceridade ? Uma boa mentira é superior a uma pobre verdade ? É melhor fazer o que está certo ou o que fará bem ? Feliz pergunta retórica.


«What's so great about the truth ? Try lying for a change - it's the currency of the world

segunda-feira, fevereiro 14, 2005

TENTAÇÃO Eu sou um pecador como todos os outros e esforço-me, na vidinha, por ser um cristão sofrível.Mas são pessoas como o sr.Louçã, com o seu tom holier than thou, que dão bom nome ao pecado da Ira.
O MASSACRE DE S.VALENTIM Devo confessar que nunca respeitei o dia 14 de Fevereiro, data marcada para ser romântico. É o equivalente em termos afectivos ao Carnaval, em que tudo acaba na quarta-feira; e com uma tradição em Portugal semelhante à do Dia De Acção de Graças. Mas mesmo assim, e subjugado pela pressão dos meus pares, cedo- mas não sem um compromisso. Leia-se até ao fim este magnífico poema atribuído a James Doherty, poeta irlandês. Está lá tudo: romantismo, ironia, ternura e humor. Mais romance do que isto e eu morro.

I?d Swear For Her

I'd swear for her,
I'd tear for her,
The Lord knows what I'd bear for her;
I'd lie for her,
I'd sigh for her,
I'd drink Lough Erne dry for her;
I'd 'cuss' for her,
Do 'muss' for her,
I'd kick up a thundering fuss for her;
I'd weep for her,
I'd leap for her,
I'd go without any sleep for her;
I'd fight for her,
I'd bite for her,
I'd walk the streets all night for her;
I'd plead for her,
I'd bleed for her,
I'd go without my 'feed' for her;
I'd shoot for her,
I'd 'boot' for her,
A rival who'd come to suit for her;
I'd kneel for her,
I'd steal for her,
Such is the love I feel for her;
I'd slide for her,
I'd ride for her,
I'd swim against wind and time for her;
I'd try for her,
I'd cry for her,
But - hang me if I'd die for her
Or any other woman !

quarta-feira, fevereiro 02, 2005

SÓ PODEM ESTAR A BRINCAR

O problema é sério.O cartaz não. Confessem:qual dos quatro fez a campanha?

terça-feira, fevereiro 01, 2005

UM DOS DIAS EM QUE ME ENCONTRAM COM AS ARMAS DE PORTUGAL AO PEITO

1 de Fevereiro de 1908.1 de Fevereiro de 2005. Viva a Monarquia.
THE END OF THE AFFAIR Vejo com agrado que a gripe do meu excelente amigo MacGuffin proporcionou-lhe a descoberta do filme The End Of The Affair. Também eu acho o filme correctíssimo, de um classicismo sem mácula - nada no género de Jordan, mas nem por isso menor por conter essas características. Mesmo as adaptações ao romance - que é seguido com uma precisão minuciosa, ao nível da vírgula nos diálogos - são as que deveriam ser feitas, porque um livro não é - oh descoberta! - um filme. Para um velho Greeniano como eu - que conhece esse livro de cor e até assina este blogue com o nome de uma personagem de Greene - a constatação de que o Carlos gostou e analisou correctamente o filme só vem confirmar as afinidades que lhe conhecia. Mas permito-me discordar de uma sua afirmação: o triângulo amoroso não é entre marido-sarah-amante.É mais dificil, sublime e a razão de ser de todo o "diário de ódio" que é The End Of The affair. O triângulo é entre Sarah - o amante - e Deus. É essa impotência, esse ciume impossivel que carrega todo o livro.E todo o filme.



MAS NEM TUDO SÃO MÁS NOTÍCIAS Por exemplo: a melhor tenista dos últimos 10 anos,Martina Hingis,vai voltar a jogar.

EU SEI: O TEMPO ERRADO NO LUGAR ERRADO Ou pelo menos é o que penso de mim quando leio episódios como este:

«[sobre F.H.Bradley, um dos grandes teóricos do "idealismo britânico" do príncipio do ´seculo XX, muito em voga em Oxford]And he did not think philosophy had anything to contribute to pratical life or political reform. He lived a fairly reclusive life in Oxford, never teaching, but occasionally coming out at night to shoot cats in college precincts».

Michael Oakeshott - An Introduction ,Paul Franco
FELIZMENTE AINDA HÁ QUEM NÃO NOS DEIXE INDIFERENTE Como por exemplo o deleuziano à tabela José Gil: vou na página 23 do seu Portugal, Hoje - O Medo De Existir e já me irritei 23 vezes.

quinta-feira, janeiro 27, 2005

O QUE ME ANDA A TIRAR O SONO As eleições. Mentira: o Open de Austrália. Os horários são infames, mas nem por isso resisto a ver como é que um jogo pode ser elevado a obra de arte. O ténis é o desporto individual mais completo, bonito e civilizado, porque, no seu melhor, combina tudo: técnica, capacidade física, inteligência e uma espantosa blindagem psicológica. As meias-finais desta madrugada foram disso belo exemplo: o jogo Serena Williams - Maria Sharapova (que aos 17 anos está a jogar cada vez melhor e possui a resistência mental de uma veterana) decidiu-se no radiohead das jogadoras. A motivação e a força de Serena venceram justamente (embora eu torcesse pela russa) e o factor decisivo - como sempre acontece nas melhores partidas - não foi o que se viu mas o que se não viu. E para presenciar isso, que se lixem as noites em branco.



Maria Sharapova

quinta-feira, janeiro 20, 2005

TRISTEcoisas a que preferia não assistir.


terça-feira, janeiro 18, 2005

«SURTO DE GRIPE INVADE PORTUGAL» E de repente uma pessoa acorda e enquanto coloca o termómetro vê a sua vida privada nas notícias.

sexta-feira, janeiro 14, 2005

«I'M GLAD I'M NOT YOUNG ANYMORE» A felicidade indizível de conseguir ler aos 40 o livro que queria ler aos 20 mas não consegui: Reasons and Persons, de Derek Parfitt (e mesmo assim devagarinho, e mesmo assim devagarinho...)
'PERA AÍ QUE JÁ FALAMOS A fugir ? Os ingleses a fugir ? Na bola ou socialmente ? E num texto tão, tão bom... Amanhã conversamos, rapaz. E dou-te 24 horas para te preparares.
COISAS QUE NOS FICAM (é o que dá estar a trabalhar sobre canções dos anos 80...)


Existence, well what does it matter?
I exist in the best terms I can.
The past is now part of my future,
The present is well out of hand.


Ian Curtis/Joy Division
BREVE RESPOSTA CRÍPTICA MAS COM DESTINATÁRIO EXPLÍCITO Quem me dera poder aceitá-lo.Quem me dera.
MAIS UMA PALAVRA DO NOSSO PATROCINADOR É impressão minha, ou da hora, ou do estado, mas já me resignei ao meu destino ? Há dias voltei a excitar-me; mas a céptica utopia que mantinha está cada vez mais distante, e felizmente não só por minha culpa. O meu problema, partilho-o com o país: falta de alternativas.

quinta-feira, janeiro 13, 2005

LAMENTO RESIGNADO DO QUOTIDIANO E poder viver num tempo em que o roubo de um telemóvel não equivalesse a uma amputação de personalidade, uma angústia essencial.

quarta-feira, janeiro 12, 2005

BOA NOVA Enquanto não arranjo nada substancial para escrever aqui vou lendo os outros, o que muito prazer me tem dado. Um dos blogues com que tenho ganho mais tempo é o soberbo Terra da Alegria. É um blogue católico e colectivo, interessante para quem (como eu) partilhe da mesma confissão ou não. Existem discussões brilhantes - Deus e o tsunami é uma delas - e os textos dão sempre a possibilidade de questionar, sinal de quem sabe que a fé é feita de dúvidas e não de certezas. A esse respeito, veja-se os textos de Miguel Marujo sobre o divórcio (De como ninguém deve ser obrigado a viver no inferno) e de Fernando Macedo sobre a confissão (Mais de confissão). Blogues como este- ou este - dão razão a Oakeshott quando defendia que a religião é o que há de mais prático para a vida quotidiana.

terça-feira, janeiro 11, 2005

FIRST THINGS FIRST. E por isso quero agradecer ao Francisco e ao Nuno a atenção generosa que me deram ao colocarem o Tradução na sua lista de preferências de 2004. O atraso não limita a gratidão.