quinta-feira, agosto 12, 2004
«STUN HIM,COMMANDER!» E esta alegria irreprimível que se liberta quando vejo cada episódio da recém-comprada primeira série em DVD do Espaço 1999 ? É algo que vem do fundo da minha infância, que me devolve os Legos a fingirem de lasers e intercomunicadores, os kits das Eagles que construí, a única colecção de cromos (e foram muitas, desde a lendária Mundial 1974 até Homens, Raças e Costumes) que consegui completar.E agora mesmo, depois de assistir a mais um episódio da base lunar Alfa, apetece-me correr para a papelaria para mais uma carteirinha de cromos. Culto é isto ? Digam-me que não estou sózinho. O mail está em cima, à esquerda. Obrigado.
quarta-feira, agosto 11, 2004
EQUAÇÃO SIMPLIFICADA A propósito deste post, uma pequena verdade para a Inês:
«Tudo desde sempre.Nunca outra coisa.Nunca ter tentado.Nunca ter falhado.Não importa.Tentar outra vez. Falhar outra vez. Falhar melhor.»
Pioravante Marche (Worstward Ho), Samuel Beckett, tradução de Miguel Esteves Cardoso.
Aplicar estas palavras às relações afectivas. À essência da vida humana.
«Tudo desde sempre.Nunca outra coisa.Nunca ter tentado.Nunca ter falhado.Não importa.Tentar outra vez. Falhar outra vez. Falhar melhor.»
Pioravante Marche (Worstward Ho), Samuel Beckett, tradução de Miguel Esteves Cardoso.
Aplicar estas palavras às relações afectivas. À essência da vida humana.
domingo, agosto 08, 2004
terça-feira, agosto 03, 2004
SUBITAMENTE, NO MINUTO PASSADO...Um homem vai, lampeiro e já babando-se de antecipação, preparar-se para escrever um post. Sobra-lhe raiva, razão e algum humor. Antes decide dar um passeio pela blogosfera, para abrir ainda mais o apetite. E regressa a casa sabendo que alguém já disse tudo e bem sobre o que ia a dizer. É só ler o post I Am A Rock. É bom sabermos que não estamos sózinhos.
segunda-feira, agosto 02, 2004
sábado, julho 31, 2004
sexta-feira, julho 30, 2004
quinta-feira, julho 29, 2004
terça-feira, julho 27, 2004
PAUL DURCAN É um dos poetas irlandeses contemporâneos que mais gosto (logo a seguir a Seamus Heaney). A sua poesia é feita de ternura e amargura, memórias e histórias cintilantes do quotidiano. Foi cantor rock. É um mestre, que já aqui esteve várias vezes na Tradução. E volta a estar, com este poema.
The Difficulty That Is Marriage
We disagree to disagree, we divide, we differ;
Yet each night, as I lie in bed beside you
And you are far away curled up in sleep
I array the moonlit ceiling with a mosaic of question-marks;
How was it I was so lucky to have ever met you ?
I am no brave pagan proud of my mortality,
Yet gladly on this changeling earth I should live for ever
If it were with you, my sleeping friend.
I have my troubles and I shall always have them
but I should rather live with you for ever
Than exchange my troubles for a changeless kingdom.
But I do not put you on a pedestal or throne;
You must have your faults, but I do not see them.
If it were with you, I shall live for ever.
(post escrito ao som de Detail For Paul, de Durrutti Column)
The Difficulty That Is Marriage
We disagree to disagree, we divide, we differ;
Yet each night, as I lie in bed beside you
And you are far away curled up in sleep
I array the moonlit ceiling with a mosaic of question-marks;
How was it I was so lucky to have ever met you ?
I am no brave pagan proud of my mortality,
Yet gladly on this changeling earth I should live for ever
If it were with you, my sleeping friend.
I have my troubles and I shall always have them
but I should rather live with you for ever
Than exchange my troubles for a changeless kingdom.
But I do not put you on a pedestal or throne;
You must have your faults, but I do not see them.
If it were with you, I shall live for ever.
(post escrito ao som de Detail For Paul, de Durrutti Column)
BRILHANTE IMPOSSIBILIDADE Não conseguir deixar de estar com uma lágrima ao canto do olho enquanto assisto pela televisão à Last Night Of The Proms e canto embargado o Jerusalem, de Hubert Parry sobre poema de William Blake. Abençoada Ilha.
quarta-feira, julho 21, 2004
segunda-feira, julho 19, 2004
sábado, julho 17, 2004
PARA MIM É MAIS DIÓGENES Não consigo evitar o sorriso sempre que leio a forma como a imprensa decidiu adjectivar os militantes que apoiam a candidatura do sr.José Sócrates a secretário-geral do PS. Numa ânsia descabelada para evitar a perífrase chamam-nos de "socráticos"; imediatamente vejo a sede do Largo do Rato transformada na "Escola de Atenas". Teria a sua graça, se não fosse tão triste.
AVISO (ALGO TARDIO) À NAVEGAÇÃO Esta noite é a última oportunidade para ver Marta Hugon cantar no Hot Clube. A Marta é minha amiga de há décadas, para evitar especulações: mas a amizade tem pouco a ver com o prazer que se tem a ouvi-la cantar dois sets de standards como já é raro haver no jazz contemporâneo E na sua voz o Too Close To Confort ganha todo o sentido. Com ela vão estar o Filipe Melo (p), o Bernardo Moreira (b), o Bruno Santos (g) e o André Sousa Machado (bat). É ir e confirmar, mas aviso que o primeiro set começa às 23 horas.
sexta-feira, julho 16, 2004
EFEMÉRIDE Ontem ainda pensei em escrever qualquer coisa sobre o Dia da Bastilha. Mas optei pelo silêncio, porque nada do que eu diga me irá livrar da fama e proveito de reaccionário (o que não é totalmente verdade, mas isso agora não interessa). De qualquer modo, não posso ignorar;por isso, aqui fica a minha citação preferida sobre a Revolução Francesa, numa tradução descontraída que espero que me perdoem.
«Lady Bracknell: (...) Crescer, ou ser criado, numa mala de viagem, com alças ou não, demonstra um desprezo pelas mais elementares decências da vida familiar que lembra os piores excessos da Revolução Francesa. E suponho que sabe aquilo a que esse infeliz movimento levou ? »
The Importance Of Being Ernest, Oscar Wilde
«Lady Bracknell: (...) Crescer, ou ser criado, numa mala de viagem, com alças ou não, demonstra um desprezo pelas mais elementares decências da vida familiar que lembra os piores excessos da Revolução Francesa. E suponho que sabe aquilo a que esse infeliz movimento levou ? »
The Importance Of Being Ernest, Oscar Wilde

