E PARA HOJE TEMOS...
Home is so sad
Home is so sad. It stays as it was left,
Shaped in the comfort of the last to go
As if to win them back. Instead, bereft
Of anyone to please, it withers so,
Having no heart to put aside the theft.
And turn again to what it started as,
A joyous shot at how things ought to be,
Long fallen wide. You can see how it was:
Look at the pictures and the cutlery.
The music in the piano stool. That vase.
Philip Larkin
quinta-feira, abril 22, 2004
quarta-feira, abril 21, 2004
MY FEELINGS, EXACTLY «Dizem que Deus quando fecha uma porta abre uma janela:dizem, com um sorriso, que fica no nono piso.» A Flor da Vida, a Arte do Encontro, Etc Etc - Quinteto Tati
segunda-feira, abril 19, 2004
sexta-feira, abril 16, 2004
AH, SE EU PUDESSE... estar em casa a ouvir em modo repeat e de dry martini em riste, a versão de Nearness Of You deste senhor.
quinta-feira, abril 15, 2004
SAUDAÇÕES DESPORTIVAS 1.Inês, não há nada que agradecer. Quem faz, faz. Agora, mais uma citação a referências (vou-me fustigar 10 vezes por ter usado esta palavra, mas I'm so sick and tired...) que me são preciosas - como o Some Came Running, que contém os melhores desempenhos dos Mestres Sinatra e Martin e um dos melhores de Shirley MacLaine - , onde é que eu ia ? Ah sim: mais uma e tenho a certeza que me conhece desde pequeno.
2. Olá, Paulo!
2. Olá, Paulo!
terça-feira, abril 13, 2004
I'M A STRANGER HERE MYSELFCom a epígrafe mais aplicável aos bloggers que até agora vi- a famosa fala de Blanche DuBois no Um Eléctrico Chamado Desejo - acabou de abrir um blogue correctíssimo e com um nome que muitos de nós partilham. My Moleskine. Monty Python, Ruy Belo e Tenessee Williams nos primeiros dias só pode ser bom. Dá-lhe, Blanche. E o caminho é por aqui.
segunda-feira, abril 12, 2004
quinta-feira, abril 01, 2004
O MUNDO ESTÁ SALVO PORQUE AINDA HÁ BOAS LETRAS DE CANÇÕES Como por exemplo: "Aos vinte e três anos/já não faço planos/Para quê fazer?//Vivo da esperança da vaga mudança/que nunca irá acontecer"; ou "Ai, a graça do amor!/Já não vou trabalhar..."; ou "A vida é dificil./Sempre foi". Tudo isto está disponível no primeiro disco do Quinteto Tati, projecto de Sérgio Costa e JP (misteriosamente chamado de "gêpê") Simões, que chega lá para o fim do mês. Se não é um dos discos tugas do ano, não sei o que será.
segunda-feira, março 22, 2004
O QUE MORRISSEY NUNCA CONSEGUIRÁ ESCREVER (NEM NINGUÉM) Regresso ao que é certo e que nunca falha:Camões.
No mundo quis um tempo que se achasse
No mundo quis um tempo que se achasse
o bem que por acerto ou sorte vinha;
e, por experimentar que dita tinha,
quis que a Fortuna em mim se experimentasse.
Mas por que meu destino me mostrasse
que nem ter esperanças me convinha,
nunca nesta tão longa vida minha
cousa me deixou ver que desejasse.
Mudando andei costume, terra e estado,
por ver se se mudava a sorte dura;
a vida pus nas mãos de um leve lenho.
Mas (segundo o que o Céu me tem mostrado)
já sei que deste meu buscar ventura,
achado tenho já, que não a tenho.
No mundo quis um tempo que se achasse
No mundo quis um tempo que se achasse
o bem que por acerto ou sorte vinha;
e, por experimentar que dita tinha,
quis que a Fortuna em mim se experimentasse.
Mas por que meu destino me mostrasse
que nem ter esperanças me convinha,
nunca nesta tão longa vida minha
cousa me deixou ver que desejasse.
Mudando andei costume, terra e estado,
por ver se se mudava a sorte dura;
a vida pus nas mãos de um leve lenho.
Mas (segundo o que o Céu me tem mostrado)
já sei que deste meu buscar ventura,
achado tenho já, que não a tenho.
FOI TÃO BOM, NÃO É ? O single destes rapazes, com quem, confesso, tenho algumas cumplicidades, é o melhor tributo que se fez aos New Order (sem o baixo de Peter Hook e com uns loops de teclas a la Happy Mondays). E isso não é mau. Além disso, tem, para já, o melhor refrão do ano:"Pills, sex and a hardbeat/and it's back to discos, back to discos".
sexta-feira, março 19, 2004
segunda-feira, março 15, 2004
OH, THOSE FROGS Tenho para mim que um povo se define colectivamente por aquilo de que se ri. Ora isto é assustador quando vejo que foi lançada a filmografia integral de Louis de Funés, o paradigma dos cómicos para os gauleses. Relembro com horror títulos como "O gendarme em férias" ou o sempieterno "O gendarme em St.Tropez", essa Torre Eiffel do cabotinismo e da piada fácil. E regresso às minhas teorias de jovem universitário, quando com o meu grupo de anti-francófonos proclamávamos que Paris deveria ser a "nova Atlântida" ou que Allo, Allo era uma série de não-ficção. O paroxismo desta atitude chegou nas meias-finais do Europeu de futebol ,em que perdemos ingloriamente com a França por 2-1. Houve um amigo que ligou para a RTP, mal o jogo acabou, exigindo que "por respeito ao serviço público" fosse passado, de 15 em 15 minutos, imagens do exército alemão a desfilar sob o Arco do Triunfo, perante o desalento dos parisienses. Ah, giovanezza, giovanezza...
ELECCIONES As eleições espanholas foram as primeiras em que uma tragédia interferiu no bom senso, o coração acima da razão. O pedido desesperado de respostas, que ninguém poderia dar , por motivos óbvios, fez falar a dor primeiro. Daí que se castigue, circunstancialmente, quem está no poder. Por acaso, o PP. Aznar não poderia ter feito mais do que fez.E é evidente que o governo está a esconder alguma coisa, como qualquer governo faria em questões de segurança nacional. A vitória da esquerda é por isso triste, e o Bambi deverá viver com isso para o resto do mandato (se bem que a escolha do sucessor de Aznar tenha deixado muito a desejar). A cidadania falhou:ao contrário do que apregoam eufóricos os jornais de esquerda - que são quase todos - a maior manifestação de cidadania seria unir fileiras em torno do governo que estava em funções - fosse de esquerda ou direita - e não fazer uma inoportuna alternância. Mas vá lá explicar-se isso a quem sentiu de perto a mortandade

