sexta-feira, abril 16, 2004

AH, SE EU PUDESSE... estar em casa a ouvir em modo repeat e de dry martini em riste, a versão de Nearness Of You deste senhor.

PODER Estive a reler o famoso poema de Vinicius, onde ele clama "eu quero a mulher que passa". E logo percebi a distância que nos separa, destino eterno de quem sempre foi escolhido:eu quero a mulher que posso.
A VIDA É DIFICIL, SEMPRE FOI Por vezes - muito poucas - tenho uma atitude saramaguiana perante as escolhas da minha vida: acho que devia votar em branco.
Este é um dos meus problemas:quando estou perdido, não escolho caminhos- reúno todos os que percorri.

quinta-feira, abril 15, 2004

SAUDAÇÕES DESPORTIVAS 1.Inês, não há nada que agradecer. Quem faz, faz. Agora, mais uma citação a referências (vou-me fustigar 10 vezes por ter usado esta palavra, mas I'm so sick and tired...) que me são preciosas - como o Some Came Running, que contém os melhores desempenhos dos Mestres Sinatra e Martin e um dos melhores de Shirley MacLaine - , onde é que eu ia ? Ah sim: mais uma e tenho a certeza que me conhece desde pequeno.

2. Olá, Paulo!

terça-feira, abril 13, 2004

I'M A STRANGER HERE MYSELFCom a epígrafe mais aplicável aos bloggers que até agora vi- a famosa fala de Blanche DuBois no Um Eléctrico Chamado Desejo - acabou de abrir um blogue correctíssimo e com um nome que muitos de nós partilham. My Moleskine. Monty Python, Ruy Belo e Tenessee Williams nos primeiros dias só pode ser bom. Dá-lhe, Blanche. E o caminho é por aqui.

segunda-feira, abril 12, 2004

QUANDO OS REFRÕES SÃO A NOSSA VIDA "It's been a bad day/please, don't take a picture". REM

quinta-feira, abril 01, 2004

NOTE TO SELF Parar de acreditar.
O MUNDO ESTÁ SALVO PORQUE AINDA HÁ BOAS LETRAS DE CANÇÕES Como por exemplo: "Aos vinte e três anos/já não faço planos/Para quê fazer?//Vivo da esperança da vaga mudança/que nunca irá acontecer"; ou "Ai, a graça do amor!/Já não vou trabalhar..."; ou "A vida é dificil./Sempre foi". Tudo isto está disponível no primeiro disco do Quinteto Tati, projecto de Sérgio Costa e JP (misteriosamente chamado de "gêpê") Simões, que chega lá para o fim do mês. Se não é um dos discos tugas do ano, não sei o que será.
AFORISMOS PARA BLOGGERS FANÁTICOS,#25 A vida é o que acontece entre dois posts.

segunda-feira, março 22, 2004

O QUE MORRISSEY NUNCA CONSEGUIRÁ ESCREVER (NEM NINGUÉM) Regresso ao que é certo e que nunca falha:Camões.

No mundo quis um tempo que se achasse

No mundo quis um tempo que se achasse 
o bem que por acerto ou sorte vinha; 
e, por experimentar que dita tinha, 
quis que a Fortuna em mim se experimentasse. 

Mas por que meu destino me mostrasse 
que nem ter esperanças me convinha, 
nunca nesta tão longa vida minha 
cousa me deixou ver que desejasse. 

Mudando andei costume, terra e estado, 
por ver se se mudava a sorte dura; 
a vida pus nas mãos de um leve lenho. 

Mas (segundo o que o Céu me tem mostrado) 
já sei que deste meu buscar ventura, 
achado tenho já, que não a tenho. 
THAT JOKE ISN'T FUNNY ANYMORE Convidaram-me há pouco para ouvir o novo disco de Morrissey, ídolo e cúmplice antigo. Vou, mas tremo.
FOI TÃO BOM, NÃO É ? O single destes rapazes, com quem, confesso, tenho algumas cumplicidades, é o melhor tributo que se fez aos New Order (sem o baixo de Peter Hook e com uns loops de teclas a la Happy Mondays). E isso não é mau. Além disso, tem, para já, o melhor refrão do ano:"Pills, sex and a hardbeat/and it's back to discos, back to discos".

sexta-feira, março 19, 2004

NEGRO Cheguei hoje de Madrid.Nunca pensei que uma cidade inteira pudesse ficar triste.

segunda-feira, março 15, 2004

OH, THOSE FROGS Tenho para mim que um povo se define colectivamente por aquilo de que se ri. Ora isto é assustador quando vejo que foi lançada a filmografia integral de Louis de Funés, o paradigma dos cómicos para os gauleses. Relembro com horror títulos como "O gendarme em férias" ou o sempieterno "O gendarme em St.Tropez", essa Torre Eiffel do cabotinismo e da piada fácil. E regresso às minhas teorias de jovem universitário, quando com o meu grupo de anti-francófonos proclamávamos que Paris deveria ser a "nova Atlântida" ou que Allo, Allo era uma série de não-ficção. O paroxismo desta atitude chegou nas meias-finais do Europeu de futebol ,em que perdemos ingloriamente com a França por 2-1. Houve um amigo que ligou para a RTP, mal o jogo acabou, exigindo que "por respeito ao serviço público" fosse passado, de 15 em 15 minutos, imagens do exército alemão a desfilar sob o Arco do Triunfo, perante o desalento dos parisienses. Ah, giovanezza, giovanezza...
ELECCIONES As eleições espanholas foram as primeiras em que uma tragédia interferiu no bom senso, o coração acima da razão. O pedido desesperado de respostas, que ninguém poderia dar , por motivos óbvios, fez falar a dor primeiro. Daí que se castigue, circunstancialmente, quem está no poder. Por acaso, o PP. Aznar não poderia ter feito mais do que fez.E é evidente que o governo está a esconder alguma coisa, como qualquer governo faria em questões de segurança nacional. A vitória da esquerda é por isso triste, e o Bambi deverá viver com isso para o resto do mandato (se bem que a escolha do sucessor de Aznar tenha deixado muito a desejar). A cidadania falhou:ao contrário do que apregoam eufóricos os jornais de esquerda - que são quase todos - a maior manifestação de cidadania seria unir fileiras em torno do governo que estava em funções - fosse de esquerda ou direita - e não fazer uma inoportuna alternância. Mas vá lá explicar-se isso a quem sentiu de perto a mortandade

sexta-feira, março 12, 2004

quinta-feira, março 11, 2004

LISTAS DE COISAS PARA NÃO DIZER NO SNOB (AFAMADO BAR LISBOETA DE JORNALISTAS )

1."O 24 hORAS" é o melhor jornal português".

2."Eu não escrevi isto".

3." A classe jornalística está muito sobrestimada".

4. "Nunca tinha pensado nisso".

5."Não sei quem é".
MADRID ME MATA Não me apetece sequer falar dos atentados madrilenos. Mas parece que o debate blogosférico sobre a pena de morte continua. Eis mais uma contribuição.
O REGRESSO DO FILHO DO TRADUÇÃO SIMULTÂNEA Em forma outra vez para escrever. Muitas coisas se passaram, umas boas e outras más, mas todas incompatíveis com a palavra. Há um pudor que tem de ser mantido, por motivos terapeuticos e de pura justiça. Agora, aí vamos nós outra vez.Para quem esteja interessado, favor enviar sugestões para a caixa de correio.

sexta-feira, fevereiro 06, 2004

LARKIN!

Love,we must part now:do not let it be
Calamitous and bitter.In the past
There has been too much moonlight and self-pity:
Let us have done with it:for now at last
Never has sun more boldly paced the sky,
Never were hearts more eager to be free,
To kick down worlds, lash forests;you and I
No longer hold them;we are husks, that see
The grain growing forward to a different use.

There is regret. Always, there is regret.
But it is better that our lives unloose,
As two tall ships, wind-mastered, wet with light,
Break from an estuary with their courses set,
And waving part, and waving drop from sight.