segunda-feira, dezembro 29, 2003
sexta-feira, dezembro 05, 2003
E SAI MAIS UM POEMA PARA O BLOG DO CANTO (OU O AUTOR EM CRISE DE INSPIRAÇÃO)
A sério, a sério, deste gosto muitíssimo. É de Nuno Júdice, e chama-se Princípios.
Podíamos saber um pouco mais
da morte.Mas não seria isso que nos faria
ter vontade de morrer mais
depressa.
Podíamos saber um pouco mais
da vida.Talvez não precisássemos de viver
tanto, quando só o que é preciso é saber
que temos de viver.
Podíamos saber um pouco mais
do amor.Mas não seria isso que nos faria deixar
de amar ao saber exactamente o que é o amor,ou
amar mais ainda ao descobrir que, mesmo assim, nada
sabemos do amor.
A sério, a sério, deste gosto muitíssimo. É de Nuno Júdice, e chama-se Princípios.
Podíamos saber um pouco mais
da morte.Mas não seria isso que nos faria
ter vontade de morrer mais
depressa.
Podíamos saber um pouco mais
da vida.Talvez não precisássemos de viver
tanto, quando só o que é preciso é saber
que temos de viver.
Podíamos saber um pouco mais
do amor.Mas não seria isso que nos faria deixar
de amar ao saber exactamente o que é o amor,ou
amar mais ainda ao descobrir que, mesmo assim, nada
sabemos do amor.
OBRIGADO Gosto de mimos, mesmo virtuais. Foi por isso que me liquefiz quando li as palavras da Filipa, preocupada com o meu silêncio e a minha "tristeza".Eu não a conheço, mas já é um princípio de uma bela amizade.
quarta-feira, dezembro 03, 2003
SETE Li com apreensão sobre o atentado que vitimou sete agentes secretos espanhóis no Iraque. Coisa terrível. Mas pensem comigo: se eram agentes secretos, porque é que andavam em grupos de sete ? Sete! Como os anões: "eu sou/eu sou/ agente secreto eu sou...". Pelo amor de Deus, não tornemos as coisas ainda mais fáceis.
PORTUGALZINHO Sala de espera das consultas do Hospital da CUF. Pela primeira vez na minha vida, oiço as pessoas serem chamadas pelos seus títulos académicos. Aparece uma funcionária e diz:"O senhor engenheiro fulano de tal, o arquitecto sicrano da silva". Há muito tempo que não fazia uma visita ao país do Alexandre O'Neill.
MAKIN' WHOPEE O mais bonito e extraordinário que acontece quando dois grandes amigos nossos se casam entre eles é podermos assistir, com uma radiante impotência, à continuação da nossa família. Parabéns e obrigado, C&C.
segunda-feira, novembro 24, 2003
AVISO À NAVEGAÇÃO Caros, caras: por excesso ou defeito de vida própria não tenho tido oportunidade de actualizar o Tradução. What else is new ?, perguntarão os mais perspicazes. Oh, go away, respondo eu. Adiante.
Poderia sempre postar poemas, ou citações díspares, mas isso é demasiado fácil e deve consumir-se com moderação. Também não me apetece manter um inventário de "Estados De Espírito Do Autor", primeiro porque isso não interessa a ninguém, depois porque isso só tem a ver comigo e depois porque nunca se escreve a verdadeira tristeza ou alegria. Só o estado intermédio.
Em resultado desta ausência não foi sem prazer que vi um decréscimo substancial nas visitas (os crentes não desarmam, fico lisongeado), com gente a vir ter a esta casa por uma improvável pesquisa googlesca sobre "mamas grandes" (isto é verdade). Quero garantir a todos, entretanto, que o meu Moleskine quotidiano pulula de boutades fabulosas, aforismos cintilantes, textos sem mácula, ideias relevantes e as restantes banalidades do costume. Assim que puder - e eu estimo que muito em breve - tudo voltará à relativa normalidade. Até já, portanto.
N.M.G.
Poderia sempre postar poemas, ou citações díspares, mas isso é demasiado fácil e deve consumir-se com moderação. Também não me apetece manter um inventário de "Estados De Espírito Do Autor", primeiro porque isso não interessa a ninguém, depois porque isso só tem a ver comigo e depois porque nunca se escreve a verdadeira tristeza ou alegria. Só o estado intermédio.
Em resultado desta ausência não foi sem prazer que vi um decréscimo substancial nas visitas (os crentes não desarmam, fico lisongeado), com gente a vir ter a esta casa por uma improvável pesquisa googlesca sobre "mamas grandes" (isto é verdade). Quero garantir a todos, entretanto, que o meu Moleskine quotidiano pulula de boutades fabulosas, aforismos cintilantes, textos sem mácula, ideias relevantes e as restantes banalidades do costume. Assim que puder - e eu estimo que muito em breve - tudo voltará à relativa normalidade. Até já, portanto.
N.M.G.
quarta-feira, novembro 19, 2003
EM AUDIÇÃO ININTERRUPTA NUM CD PERTO DE MIM Com a luz apagada, o Jameson com uma gota de água. Sinatra, sempre ele, de In the wee small hours of the morning, a saber da minha vida toda quanto canta uma das melhores canções de todos os tempos: Glad To Be Unhappy, de Lorenz Hart e Richard Rodgers. Afinal, há coisas sagradas.
A MELHOR COISA DESDE WATERLOO Eu considero-me um tipo civilizado. Abomino a violência,e acho que se deve evitá-la até ao limite. isso não quer dizer que a ignore, ou que não a compreenda. A propósito do balneário de Clermont-Ferrand, «destruído» pela selecção de sub-21, tenho que dizer que é «lamentável». Mas depois de todas as provocações dos franceses aqui e lá - antes, durante e depois do jogo, com o presidente da câmara local a exigir um controlo anti-doping! - não deve haver um português que não esteja secetamente contente. Corrijo - há um: o meu contentamento é público. Those bloody frogs had it coming, the bastards!
segunda-feira, novembro 17, 2003
MESTRE, FALA POR MIM !
VI
Kick up the fire, and let the flames break lose
To drive the shadows back;
Prolong the talk on this or that excuse,
'Till the night comes to rest
While some high bell is beating two o'clock.
Yet when the guest
Has stepped into the windy street and gone,
Who can confront
The instantaneous grief of being alone?
Or watch the sad increase
Across the mind of this prolific plant,
Dumb idleness ?
de North Ship, Philip Larkin
VI
Kick up the fire, and let the flames break lose
To drive the shadows back;
Prolong the talk on this or that excuse,
'Till the night comes to rest
While some high bell is beating two o'clock.
Yet when the guest
Has stepped into the windy street and gone,
Who can confront
The instantaneous grief of being alone?
Or watch the sad increase
Across the mind of this prolific plant,
Dumb idleness ?
de North Ship, Philip Larkin
sexta-feira, novembro 14, 2003
segunda-feira, novembro 10, 2003
THE WORST KEPT SECRET Ok, OK, eu confesso: traio-me todos os dias com outro blogue. É o ideal para quem gosta do género epistolar, porque se tratam de cartas entre um português que vive em Portugal (eu) e uma portuguesa que vive no Rio de Janeiro e adora (a minha amiga Mónica). A coisa só podia dar contrastes, dado a minha noção de vida ser bastante menos feérica do que a do outro lado do Atlântico. Para quem quiser espreitar (e acha que pode ter algum interesse, e comentar), basta seguir por aqui

