quinta-feira, julho 17, 2003
VOLTO JÁ Farei aqui um interregno. Vou ali a Vigo e já venho, para ver um concerto do Rodrigo Leão que, cumulativamente, assume a grande dificuldade de ser um dos meus melhores amigos. Domingo voltarei às lides, depois de um fim de tarde a perorar live na FNAC Cascais sobre...o Rodrigo Leão. (I'm a self-promoting bastard, aren't I ?)
HÁ PALAVRAS QUE NOS FALTAM E não beijam, como dizia O'Neill. Mas são melhores porque nos dizem o que não conseguimos escrever, só sentir. Estas são do Pedro, mas ao lê-las, são minhas também.
"LUGARES MARCADOS Devíamos mudar de nome e de nacionalidade quando os amores terminam. Os amores deixam pegadas nos sítios por onde passam; território proibido que não se apaga."
"LUGARES MARCADOS Devíamos mudar de nome e de nacionalidade quando os amores terminam. Os amores deixam pegadas nos sítios por onde passam; território proibido que não se apaga."
quarta-feira, julho 16, 2003
RECADOS EM ATRASO E UMA SUGESTÃO Há coisas que uma pessoa tem como certas e que mais tarde se apercebe que ainda não as fez. foi o que me aconteceu ao não dar as boas vindas, a tempo e horas, ao Manuel Falcão, que costumo ler diariamente. Olá Manel ! Espero encontrar-te logo no São Luiz (às 22 horas) , onde irá cantar o único cantor de jazz nacional: o Kiko, que entretanto lançou um muito interessante primeiro disco: Raw. Vão ver, que não se arrependem.
HÁ ESPERANÇA ! Sei pela regressada Charlotte (pede ao teu marido que cante e dance o Make'em laugh, do Singin' in the rain: não há tristeza que resista) da existência de outro blogue de inspiração santoantonina: o Procuro Marido. É divertido, mas de facto perigoso: é que, querida Amélia, ao dizer que gosta do Júlio Isidro (e juntar uma foto do rapaz), está a dar esperança a milhões de homens, eu incluído.
KINDRED SOULS Fiquei especialmente satisfeito por ler que o Pedro Mexia não só nutre simpatias monárquicas (de que eu nunca suspeitaria ) como também partilha a minha desoladora visão da maioria dos folclóricos monárquicos portugueses. O Barrilaro dizia: "O que nos vale é que somos mais do que eles (republicanos convictos)", e essa verdade ainda se mantém. Agora, Pedro: vê lá se me linkas, homem, que até na tua crónica do jantar da UBL fui o único orfão de link! Eu quero ver este contador dar mais voltas do que uma slot machine de Las Vegas em noite de Frank Sinatra!
terça-feira, julho 15, 2003
HENRIQUE BARRILARO RUAS, IN MEMORIAM Fui hoje surpreendido com a notícia da morte do Professor Henrique Barrilaro Ruas. Ainda há pouco tempo eu rejubilava com os seus escritos, aqui na blogosfera. O Professor Barrilaro Ruas foi dos homens mais sábios, cultos, íntegros e Portugueses que tive o privilégio de conhecer e conviver. Com um imenso conhecimento de História, da Língua Portuguesa e da obra de Camões - é notável a edição anotada que fez aos Lusíadas -, o Professor Barrilaro Ruas era também um homem político que vivia um principio já anacrónico e reservado para os livros de cavalaria: a Honra.
Se hoje digo que sou monárquico, a ele muito o devo. Foi ele que me abriu os olhos para as vantagens do regime para Portugal e a falácia que era comparar a Monarquia com a ausência de Democracia (falácia, de resto, cultivada por todos os presidentes da República Portuguesa, com destaque para Mário Soares). Barrilaro Ruas foi um lutador, que ficou ao lado da oposição democrática ao regime de Salazar e Marcelo Caetano. Foi perseguido. Católico devoto, juntou a fé ao pensamento e à acção.
Quando fez parte do Directório do Partido Popular Monárquico (juntamente com Luís Coimbra e Gonçalo Ribeiro Telles) foi a única vez que terei sido tentado a filiar-me num partido político.
A sua acção politica e cívica nunca parou, quer em artigos (escrevia maravilhosamente - recordo um texto que lhe pedi sobre as tradições Santoantoninas lisboetas para a revista das Festas de Lisboa, que eu editava e era dirigida por Miguel Portas!), quer em associações como o Movimento Alfacinha. Lembro-me ainda da sua voz pontuada, de dicção límpida e quase teatral, que fascinava todos os que tiveram a sorte de o ter como docente. Não vou cair na frase fácil do "o país está mais pobre". Gostava que se lhe reconhecesse o mérito. Por mim, vou sentir a sua falta.
Nuno Miguel Guedes
Se hoje digo que sou monárquico, a ele muito o devo. Foi ele que me abriu os olhos para as vantagens do regime para Portugal e a falácia que era comparar a Monarquia com a ausência de Democracia (falácia, de resto, cultivada por todos os presidentes da República Portuguesa, com destaque para Mário Soares). Barrilaro Ruas foi um lutador, que ficou ao lado da oposição democrática ao regime de Salazar e Marcelo Caetano. Foi perseguido. Católico devoto, juntou a fé ao pensamento e à acção.
Quando fez parte do Directório do Partido Popular Monárquico (juntamente com Luís Coimbra e Gonçalo Ribeiro Telles) foi a única vez que terei sido tentado a filiar-me num partido político.
A sua acção politica e cívica nunca parou, quer em artigos (escrevia maravilhosamente - recordo um texto que lhe pedi sobre as tradições Santoantoninas lisboetas para a revista das Festas de Lisboa, que eu editava e era dirigida por Miguel Portas!), quer em associações como o Movimento Alfacinha. Lembro-me ainda da sua voz pontuada, de dicção límpida e quase teatral, que fascinava todos os que tiveram a sorte de o ter como docente. Não vou cair na frase fácil do "o país está mais pobre". Gostava que se lhe reconhecesse o mérito. Por mim, vou sentir a sua falta.
Nuno Miguel Guedes
A BOA ACÇÃO DO ANO Recebi um simpático mail d'O Cozinheiro, reconhecendo-me como padrinho involuntário do seu excelente blogue. Parece que tudo começou com uma conversa que tive com um amigo e colega de redacção, e onde ele me manifestou o desejo de iniciar um blogue gastronómico. Ora eu, que não sou insensível a esta matéria, adorei a ideia. O resultado lá está, mérito exclusivo do Francisco e da sua brilhante prosa e banda sonora culinária. Mas lá que estou um bocadinho orgulhoso, ai isso estou.
segunda-feira, julho 14, 2003
A PROPÓSITO DE CAMUS Não compreendo bem as leis que regem as «redescobertas» ou as «releituras» que subitamente atacam muita gente. Sei é que me submeto a elas, primeiro pensando ser original e depois descobrindo que meio mundo anda a fazer o mesmo. Foi o que aconteceu com Camus: acabei de reler O Homem Revoltado, voltei ao O Estrangeiro e reparo pela blogosfera que são vários os que discutem o mesmo. Até um cantor de jazz que entrevistei na passada semana me falava d'A Peste.
Bom: eu não sou suspeito de modismo . O Estrangeiro sempre foi um dos meus livros favoritos - embora tenha passado de um existencialismo do absurdo para uma perspectiva mais Greeneana das coisas -, e um paper que fiz no meu primeiro ano de faculdade, para a cadeira de Inglês (!) está em casa para o provar. O que me levou a procurar a banda sonora do tempo, onde claro, estão os The Cure, com Killing An Arab. O que não vem na letra é o sussurro de Robert Smith, quando diz "I'm Mersault". Nesses anos, todos o éramos.
Bom: eu não sou suspeito de modismo . O Estrangeiro sempre foi um dos meus livros favoritos - embora tenha passado de um existencialismo do absurdo para uma perspectiva mais Greeneana das coisas -, e um paper que fiz no meu primeiro ano de faculdade, para a cadeira de Inglês (!) está em casa para o provar. O que me levou a procurar a banda sonora do tempo, onde claro, estão os The Cure, com Killing An Arab. O que não vem na letra é o sussurro de Robert Smith, quando diz "I'm Mersault". Nesses anos, todos o éramos.
PRIMEIRO POEMA, COM DEDICATÓRIA DEVIDAMENTE IDENTIFICADA
Voltas a mote seu
Enforquei a minha Esperança;
Mas Amor foi tão madraço,
Que lhe cortou o baraço.
Foi a Esperança julgada
Por sentença da Ventura
Que, pois me teve à pendura,
Que fosse dependurada.
Um Cupido coa espada,
Corta-lhe cerce o baraço.
Cupido, foste madraço.
Luís Vaz de Camões
Voltas a mote seu
Enforquei a minha Esperança;
Mas Amor foi tão madraço,
Que lhe cortou o baraço.
Foi a Esperança julgada
Por sentença da Ventura
Que, pois me teve à pendura,
Que fosse dependurada.
Um Cupido coa espada,
Corta-lhe cerce o baraço.
Cupido, foste madraço.
Luís Vaz de Camões
A MINHA PÁTRIA É O QUE EU FALO Agora que regressei de terras algarvias - ainda sem a enchente que se espera a partir do dia 15 -, posso contribuir sem qualquer hesitação para a destruição de mais um preconceito: a de que o turista nacional tem de saber falar línguas estrangeiras para ser bem atendido pela restauração algarvia. Esses tempos acabaram. Podemos falar português sem medo - os empregados são todos brasileiros.
sábado, julho 12, 2003
ADMIRAVEL MUNDO NOVO Escrevo estas palavras numa dessas extraordinarias maquinetas ue garantem o acesso a internet (sem acentos) mediante colocacao (e sem cedilhas) periodica de moedas.Atras de mim estao duas criancas de 10 ou 11 anos, que esperam com impaciencia. Ja fui assim: ficava junto aos flippers perto do liceu, ä espera de ouvir um "game over" redentor. Os tempos mudam, e daqui nem consigo sequer tirar um bonus com "especial aceso".
ESTADIO DE VERAO Podiam formar-se varias equipas de futebol com as camisolas que os veraneantes envergam por estes lados.Ja vi equipamentos do Newcastle, Manchester City,Celtic, Liverpool e ate um pobre diabo com a camisola do Benfica. As seleccoes tambem estao bem representadas, com predominancia para os lindos tres leöes ingleses. Por isso e facil descortinar os craques da bola: säao os que usam t-shirts lisas.
quinta-feira, julho 10, 2003
ATÉ JÁ, AMIGOS Espero voltar com vida e com assunto para blogar das terras do Sul. Foi para isso que comprei três Moleskine Volant, ideais para as terras tropicais. Entretanto, queiram fazer o favor de encher a minha caixa de correio com sugestões de destinos de inferno, elogios, invectivas e cheques pré-datados. major_scobie@hotmail.com, se fizerem a fineza.
STIFF UPPER LIP Claro que exagero. Eu posso não gostar muito do Algarve nesta época do ano (não me lembro qual é a outra quando gosto), podia até preferir ir para os lados de Tavira, onde ainda há civilização e não para Vilamoura, onde há o Paulo China. Podia lembrar-me que há bons restaurantes (e há), boas praias (deve haver). Mas não. Até domingo lá estarei, na missão mais perigosa da minha carreira jornalística. Mas há um consolo: Vilamoura e arredores, nesta altura do ano, não deve ter assim tanta gente como outros destinos. Por exemplo, Bombaim.
JUST DOING MY JOB Os meus colegas de redacção emudeceram. Alguns, veteranos correspondentes de guerra, tremeram. Uma repórter, que atravessou clandestinamente o Afeganistão sob uma burkha e sempre visada pelas armas talibãs, ganhou-me um novo respeito. A partir de hoje, ninguém fala do Hemingway, do Peter Arnett. A partir de hoje, fala-se do Guedes: o homem a quem a revista mandou para o Algarve, a meados de Julho.
quarta-feira, julho 09, 2003
APELO À UBL Rapaziada amiga, o estimável Abrupto tem toda a razão quando discorre sobre a carloscastrização do nosso jantar. Quem é que se esqueceu de o convidar ?
FORA DO ARMÁRIO ! O meu amigo Chalabi recebeu um mail assertivo sobre a sua sexualidade, onde o identificam claramente como sendo «lésbica». Eu confirmo sem problemas a sua orientação sexual, que sempre o guiou e em que sempre viveu confortável, não ligando a pormenores redundantes como o facto de ser um homem.
segunda-feira, julho 07, 2003
JANTAR UBL Sobre o já afamado jantar, muitos escreveram mais e melhor do que eu, que só agora chego à blogosfera. Só tenho a dizer que, apesar do tamanho da mesa que nos foi dada no Espaço Lisboa (cuja superficie do tampo poderia sustentar tranquilamente um número duplo do Holiday On Ice), a distância ficou muito mais curta. A Organização está mais forte, e honro-me em poder conviver com uma nova geração inteligente, culta, educada e, mais do que isso, com um óptimo sentido de humor. E estamos a crescer!
Quanto a ti, Pedro, e às tuas generosas palavras, resta-me apenas confirmar que avultado cheque já está no correio (há quem prefira malas, eu sei...).
Quanto a ti, Pedro, e às tuas generosas palavras, resta-me apenas confirmar que avultado cheque já está no correio (há quem prefira malas, eu sei...).
Ó GLÓRIA ! Ó FAMA ! O magnífico Vate 69 revela nesta entrevista que, entre duas oferendas a Onan, passa sempre por esta modesta casa. É dos melhores elogios que me fizeram ultimamente.
sábado, julho 05, 2003
VERDADE DU JOUR, VERSÃO SPORTSWEAR Leio no Hipatia algo parecido a: "Abro o baú", encontro números da "defunta mas não esquecida revista Kapa", as "conversas de ir ao Bip"...Como antigo editor, membro fundador e afundador da dita revista, ainda me faz confusão que alguém vá ao "baú" buscá-la, nostalgicamente. Mas de repente, enquanto tomava o pequeno-almoço, um adolescente entra no café com uma T-Shirt que grita "The older I get the better I was". Não concordo, mas apeteceu-me executar o imberbe, sumariamente.
quinta-feira, julho 03, 2003
NIGHTHAWKS Esta recente revisitação da pintura de Hopper que chegou a vários blogues (o Critico e o Aviz) deu-me muito prazer. E voltei a redescobrir a poesia que , literalmente, me deu a conhecer Hopper. O livro chama-se «Uma Exposição», foi editado em 1980 e conta com poemas de João Miguel Fernandes Jorge (um dos meus poetas portugueses favoritos), Joaquim Manuel Magalhães e fotografias de Jorge Molder. O tema comum são as imagens de Hopper, e o que elas nos devolvem. Deixo aqui um dos poemas, de JMFJ. Leiam-no e, se quiserem, vejam.
Sentado à mesa do café
esmaga a casaca do limão
tribulação dos dedos
no frio outubro.
Que tempo mal prestado.
Ao lado,
bebem café com canela.
Perto,
viu a sua tristeza.
Sentado à mesa do café
esmaga a casaca do limão
tribulação dos dedos
no frio outubro.
Que tempo mal prestado.
Ao lado,
bebem café com canela.
Perto,
viu a sua tristeza.
quarta-feira, julho 02, 2003
A CANTIGA É UMA ARMA O Ricardo Pinto, do Hipatia complementa gentilmente o meu post anterior sobre a "mini-revoloução" dos Good Charlotte com o "Common People", dos Pulp. Tem razão, mas na história da pop, os antepassados perdem-se no tempo. A pop e o rock são por definição músicas juvenis e portanto proto-revolucionárias. A sua beleza está na sua efemeridade e na variedade dessas revoluções - contra o sistema, como o punk; contra a alma , como os Joy Division;contra o próprio rock, como os The Fall; contra o feio, como os Durrutti Column; contra Thatcher, como o Ghost Town, dos Specials; contra a vulgaridade das letras, como os Smiths; contra...As canções são o instrumento mais eficaz para um golpe de Estado ou de teatro.
Aproveito também para convidar-vos a visitar o blog: bonito, literato e com um culto desmedido - e justíssimo - a um dos filmes mais bonitos dos últimos dez anos: "In The Mood For Love", de Wong-Kar Wai. E Ricardo, o Brideshead não é decadência bela - é o apogeu da civilização, tal como ela deveria ser para sempre. A partir daí, correu tudo mal. Mas eu sou um conservador e anglófilo, como a SBL te poderá esclarecer...
Aproveito também para convidar-vos a visitar o blog: bonito, literato e com um culto desmedido - e justíssimo - a um dos filmes mais bonitos dos últimos dez anos: "In The Mood For Love", de Wong-Kar Wai. E Ricardo, o Brideshead não é decadência bela - é o apogeu da civilização, tal como ela deveria ser para sempre. A partir daí, correu tudo mal. Mas eu sou um conservador e anglófilo, como a SBL te poderá esclarecer...
SER CONSERVADOR O Miguel fez outra vez o favor de explicar limpidamente o que muita gente me pergunta (e a outros, e a outros...): o que é isso de ser conservador. Sem entrar em remissões literárias, aconselho a quem esteja interessado nesta questão que leia o seu texto; verá que está muito preso à vida. É por estas e por outras que para mim não é insulto nenhum quando me chamam "acólito do MEC". I wish...
terça-feira, julho 01, 2003
segunda-feira, junho 30, 2003
REVOLUÇÃO ! De vez em quando aparecem estes pequenos revolucionários rock, que me encantam com a sua ingenuidade e sinceridade. Como os Good Charlotte, que, cada vez que os oiço, não consigo resistir a trautear com eles o refrão de Lifestyles of The Rich And Famous:
Lifestyles
of the rich and the famous
always complainin', always complainin'
If money is such a problem
Well they got mansions
Think we should rob'em
O tempo devolverá a verdade a esta revolução, efémera como um single. As únicas em que acredito, em que me comprazo, de que tenho saudades.
Lifestyles
of the rich and the famous
always complainin', always complainin'
If money is such a problem
Well they got mansions
Think we should rob'em
O tempo devolverá a verdade a esta revolução, efémera como um single. As únicas em que acredito, em que me comprazo, de que tenho saudades.
FALHAR Gostei muitíssimo do elogio ao fracasso que o Pedro Lomba escreveu no seu blogue. A vida é, por definição, um fracasso. É o "try again.Fail again.Fail better" do Beckett. Para alguns, como eu, há uma mínima esperança de Redenção maior, que não faço nada por merecer. Acredito que a mais sublime e verdadeira das capacidades humanas é a da sua Danação, mas luto contra isso. E apesar de cristão e mau Católico, gosto de lembrar a frase de Sénancour:«Se vimos do pó e para o pó vamos voltar, façamos entretanto que isso seja uma injustiça».
A SÉRIO ? Alguém aqui ao meu lado diz que não consegue dar a notícia de que Nelo Vingada vai para o Real Madrid, porque parece uma piada. E tem razão: «Carlos Queiroz e Nelo Vingada no Real Madrid »; «Manuel José e Professor Neca no Manchester United ». Há coisas que uma pessoa devia ser dispensado de fazer.
WHAT'S IN A NAME Como toda a gente, vi-me obrigado a comprar o Expresso para ler a entrevista de Paulo Querido ao excelente pipi. Claro que se queria mais, muito mais, mas o competente jornalista nada pôde fazer contra o desejo de anonimato do vate 69. Ainda bem.
O que me leva a outra questão (ou talvez não). O apelido do Paulo veio confirmar «na vida real» o que eu pensava que só acontecia nas séries de humor inglesas. Na quarta e última série de Blackadder, passada durante a I Guerra Mundial, havia um personagem que se chamava Capitão Darling. O efeito cómico era irresistivel: bastava Rowan Atkinson cumprimentá-lo com um "Hello, Darling" para a coisa funcionar. Imaginemos agora a redacção do Expresso: «Precisava de uma artigalhada sobre os blogues para amanhã, Querido". Ou o director: "Aqui o Querido ofereceu-se para fazer uma reportagem infiltrada no Hamas. Não foi, Querido ? Boa sorte, Querido!". Adoro quando a vida imita a arte.
O que me leva a outra questão (ou talvez não). O apelido do Paulo veio confirmar «na vida real» o que eu pensava que só acontecia nas séries de humor inglesas. Na quarta e última série de Blackadder, passada durante a I Guerra Mundial, havia um personagem que se chamava Capitão Darling. O efeito cómico era irresistivel: bastava Rowan Atkinson cumprimentá-lo com um "Hello, Darling" para a coisa funcionar. Imaginemos agora a redacção do Expresso: «Precisava de uma artigalhada sobre os blogues para amanhã, Querido". Ou o director: "Aqui o Querido ofereceu-se para fazer uma reportagem infiltrada no Hamas. Não foi, Querido ? Boa sorte, Querido!". Adoro quando a vida imita a arte.
SHE'S BAACK...É com muita alegria que voltei a ler aquela que é provavelmente a única lacaniana que admiro, respeito e invejo. Estou a falar da psicossomática Susana, que regressou a estas lides. Os dias já estão melhores. Qu'est-ce que la femme veut ? Elle veut ça.
sexta-feira, junho 27, 2003
O PROMETIDO ETC, ETC Tinha prometido um poema de Philip Larkin, outro dos meus heróis literários e de atitude. Mas depois vi o excelente texto do MacGuffin, a propósito do poeta, e acobardei-me. Leiam-no, que está lá tudo, in a nutshell. Entretanto, aqui fica um dos menos amargos textos de Larkin, mas nem por isso menos belo.
DAYS
What are days for ?
Days are where we live.
They come, they wake us
Time and time over.
They are to be happy in:
Where can we live but days ?
Ah, solving that question
Brings the priest and the doctor
In their long coats
Running over the fields.
DAYS
What are days for ?
Days are where we live.
They come, they wake us
Time and time over.
They are to be happy in:
Where can we live but days ?
Ah, solving that question
Brings the priest and the doctor
In their long coats
Running over the fields.
QUEM PASSA POR ALCOBAÇA...arrisca-se a ver o espectáculo de stand up comedy dos notórios Ricardo Araújo Pereira e Zé Diogo Quintela. É já amanhã, sábado 28, no bar Clinic, a partir das 23 horas. O bar é fácil de encontrar, mesmo no centro. Os simpáticos comediantes convidaram-me para fazer de Mestre de Cerimónias, e eu, vaidoso, aceitei. Só mais tarde percebi que se tratava de mais uma piada do seu fabuloso repertório. Os rapazes, muito bem educados, não tiveram coragem de retirar o convite. Todos a Alcobaça!
FRAGMENTOS DE UMA NOITE DE VERÃO Uma discreta presença no soundcheck dos The Gift. A garrida exposição da Hilda Portela. Um concerto mágico da Mafalda Arnauth, nas ruínas do convento do Carmo. O longo abraço que ela me deu depois do espectáculo. Conversas com Adriana Calcanhotto: a beleza de Mértola, o brilhantismo da Adília Lopes, que foi aos espectáculos mas não a quis conhecer. As minhas diatribes contra um nefasto cocktail de champagne e Pernod. Adriana a rir, feliz. Adriana no Lux, feliz. Eu também, e também. Há dias que me reconciliam com a humanidade. Mas depois passa.
quarta-feira, junho 25, 2003
ELES VIVEM ! É já amanhã que a VISÃO publica um artigo sobre os blogues e bloguistas nacionais. Pelo que me foi dado ver (isto é, tudo), podem contar com uma coisa bem feita, a la newsmagazine, e que até agora é a mais correcta descrição da blogosfera nacional. Depoimentos de alguns protagonistas ajudam a por a coisa em contexto. E mais: há fotos !
terça-feira, junho 24, 2003
PRONTO, SÓ MAIS ESTA ...mas com muita admiração à mistura: é que o sacana d' O Meu Pipi está cada vez melhor. E agora que lhe deu para a poesia, a coisa é brilhante. A partir de agora, chamar-te-ei de Vate 69!
RIR, RIR, RIR Isto hoje é só piadolas. Parece que estou a fazer concorrência aos meus amigos felinos, mas não. Amanhã levam com Philip Larkin que é para aprenderem.
MADRID ME MATA O Real Madrid, o meu clube espanhol preferido desde sempre (não me comove o sentimento "catalão" do Barcelona) ganhou o campeonato espanhol. Bravo! De passagem, contratou o Beckham: re-bravo! Espero agora tranquilamente a confirmação de Michael Schumacher para guiar o autocarro da equipa.
POSTUS INTERRUPTUS (com uma vénia à Charlotte) Um estranho bicharoco intrometeu-se no post anterior, cortando-o cerce e assim interrompendo as importantes revelações que me preparava para fazer (yeah, right). Assim, aqui vai de novo: A blogosfera agitou-se com o editorial do Pedro Rolo Duarte. Com razão: como tive já a oportunidade de dizer ao Pedro - que é meu amigo há anos -, ele falhou o essencial desta coisa - a liberdade - e colocou o seu ataque em linguagem quase corporativa. O mais engraçado é que isto foi dito numa festa onde pontificavam vários bloguistas (assim de repente: eu, o 7000 Nomes, a Charlotte e a Clara. Não se registaram incidentes, e mesmo o Mário Zambujal, numa atitude sem precedentes, sorriu. Para mais pormenores da ocasião, passem pela Bomba Inteligente.
segunda-feira, junho 23, 2003
O ATAQUE DO Dna A blogosfera agitou-se com o editorial do Pedro Rolo Duarte. Com razão: como tive já a oportunidade de dizer ao Pedro - que é meu amigo há anos -, ele falhou o essencial desta coisa - a liberdade - e colocou o seu ataque em linguagem quase corporativa. O mais engraçado é que isto foi dito numa festa onde pontificavam vários bloguistas (assim de repente: eu, o 7000 Nomes, a Charlotte e a Francisco José Viegas, do Pedro Mexia e do Pedro Lomba. Todos excelentes e sortidos, a fortalecer a boa escrita e boas ideias que florescem nestes lugares.
REGRESSO Cheguei sábado de Londres, cidade por mim considerada como o berço da civilização ocidental. Fui lá pelas razões do costume: um bom steak and kidney pie, lugares correctos, livrarias galore, clima civilizado (em contraste com a temperatura de Serra Leoa que por cá se tem feito sentir), entrevistar o Sting ,bons cocktails, e passear por Bloomsbury de manhã. Infelizmente, não correu tão bem como isso: estava um calor latino, entrevistei o Sting e esbarrei durante a noite com filas de maníacos do fucking Harry Potter. Será verdade o que dizia aquela pobre cançoneta dos Waterboys - «old England is dying» ?
quarta-feira, junho 18, 2003
segunda-feira, junho 16, 2003
E PARA ACABAR POR HOJE Mais dois pequenos poemas (parece que fiz alguns convertidos à nova poesia irlandesa). Este é de Rita Ann Higgins, e é uma espécie de contraponto aos que citei em posts anteriores
IT'S PLATONIC
Platonic my eye,
I yearn
for the fullness
of your tongue
making me
burst forth
pleasure after pleasure
after dark
soaking all my dreams
Este outro reencontrei-o na exemplar recista de poesia As Escadas Não Têm Degraus, que teve efémera existência e que tinha como coordenadores João Miguel Fernandes Jorge e António Feijó. Neste número, por exemplo, havia traduções de Yeats, Homero (por Maria Helena Rocha pereira), Beckett (por Miguel Esteves Cardoso) e muitos autores portugueses. Como António Manuel Pinto Cabral:
RECADO AOS CORVOS
Levai tudo:
o brilho fácil das pratas,
o acre toque das sedas.
Deixai só a incombustível
memória das labaredas.
IT'S PLATONIC
Platonic my eye,
I yearn
for the fullness
of your tongue
making me
burst forth
pleasure after pleasure
after dark
soaking all my dreams
Este outro reencontrei-o na exemplar recista de poesia As Escadas Não Têm Degraus, que teve efémera existência e que tinha como coordenadores João Miguel Fernandes Jorge e António Feijó. Neste número, por exemplo, havia traduções de Yeats, Homero (por Maria Helena Rocha pereira), Beckett (por Miguel Esteves Cardoso) e muitos autores portugueses. Como António Manuel Pinto Cabral:
RECADO AOS CORVOS
Levai tudo:
o brilho fácil das pratas,
o acre toque das sedas.
Deixai só a incombustível
memória das labaredas.
E AGORA AS MÁS. MUITO MÁS. Foi com muita mágoa que li um mail da Susana, Diogo e Heitor - os três responsáveis d'A Psicossomática, de longe um dos mais cultos, inteligentes, divertidos, informados e livres blogs aqui do burgo. Acabou: o trio, ao identificar-se uma vez no seu blog, passou a sofrer pressões extraordinárias no hospital onde trabalham e preferiram desligar. Por motivos que já aqui escrevi, fizeram o que tinham que fazer, e ninguém tem nada com isso. O que mais me entristece nesta história (para além de ter perdido um ou vários motivos para sorrir e ginasticar os neurónios) é a pequenez que este acontecimento revela. Como acabei de escrever ao trio dinâmico : O'Neill ou nada - Portugal, às vezes, não é um país, é mesmo "um lugar mal frequentado". O endereço A Psicossomática ainda existe. Mas já não tem nada a ver com um dos meus blogues favoritos.
PRIMEIRO, AS BOAS NOTÍCIAS Nova vida, novos blogs. Recomendo pelo menos uma visita atenta ao Desejo Casar (gostei muito do "Post-Blitz"), outra ao epistolar e crítico Conta Corrente e também ao Lusitana Santa Liberdade, blog monárquico e português, onde pontifica o meu velho mestre Henrique Barrilaro Ruas, uma das mais sábias pessoas que tive o privilégio de conhecer. Isto está a animar.
quinta-feira, junho 12, 2003
SÓ A POESIA PODE SALVAR O DIA ! E para que não seja tudo desgraças, aqui vão dois poemas, simples, verdadeiros e divertidos, sobre as relações homem/mulher. O primeiro é da autoria de Paul Durcan, um poeta irlandês contemporâneo. Para quem conhece e ama aquele povo como é o meu caso não será dificil detectar a mistura de finissimo humor com uma sensibilidade certeira.
FELICITY IN TURIN
We met in the Valentino, in Turin
And travelled down through Italy by train,
Sleeping together.
I do not mean having sex.
I mean sleeping together.
Of which sexuality is,
And is not, a part.
It is this sleeping together
That is sacred to me.
This yawning together.
You can have sex with anyone
But with whom can you sleep ?
I hate you
Because having slept with me
You left me.
Esta outra pérola mostra algo que toda a gente sentiu um dia, de uma maneira terna e inexplicavelmente simples. Tem semelhanças com o Calle principe, 25, do Tolentino Mendonça. De outro poeta irlandês, Richard Murphy
DOUBLE NEGATIVE
You were standing on the quay
Wondering who was the stranger on the mailboat
While I was on the mailboat
Wondering who was the stranger on the quay.
FELICITY IN TURIN
We met in the Valentino, in Turin
And travelled down through Italy by train,
Sleeping together.
I do not mean having sex.
I mean sleeping together.
Of which sexuality is,
And is not, a part.
It is this sleeping together
That is sacred to me.
This yawning together.
You can have sex with anyone
But with whom can you sleep ?
I hate you
Because having slept with me
You left me.
Esta outra pérola mostra algo que toda a gente sentiu um dia, de uma maneira terna e inexplicavelmente simples. Tem semelhanças com o Calle principe, 25, do Tolentino Mendonça. De outro poeta irlandês, Richard Murphy
DOUBLE NEGATIVE
You were standing on the quay
Wondering who was the stranger on the mailboat
While I was on the mailboat
Wondering who was the stranger on the quay.
APELO Pela primeira vez em mais de dois anos, terminou dramaticamente a minha provisão de pocket Moleskine. Ainda tenho um large, de folhas lisas, mas não é a mesma coisa. A única loja que os vendia em Lisboa, no Centro Castil, deixou de os ter. E como cada um tem o seu fétiche, eu sinto-me orfão. Aceito doações ou informações sobre onde encontrar os caderninhos no território continental. Por favor.
segunda-feira, junho 09, 2003
ENTRADAS POR SAÍDAS E só para reforçar o post anterior, falemos das anunciadas saídas de bloguistas eméritos. Ora bem: eu lamento a futura ausência do João Pereira Coutinho, excelente e culto colunista com o qual até me identifico politicamente. Lamento ainda mais a forma como saiu, e como fica em exclusivo a ser o único motivo de interesse do bisonho semanário em que escreve. O que eu não percebo é o drama. As linhas que por aí aparecem na blogosfera são pensadas e escritas por pessoas; e as pessoas - os amigos, os amantes, os conjuges - zangam-se e por vezes batem a porta. Um blog, nesse sentido, atinge o seu nível mais próximo da vida "real", onde há traições, insultos, paixões, amuos, pensamentos. Com uma diferença, fundamental: a liberdade de o fazer é absoluta, e que, em última análise, pode até não se compadecer com justificações. O JPC - e outros que decidam desligar - não perdem um milimetro do seu caracter e da sua especificidade. Não têm que se justificar perante uma comunidade virtual, se quiserem. Fá-lo-ão com quem bem entenderem, e como bem entenderem. É a boa notícia para quem bloga: isto não é a vida, mas é a vida.
A QUANTIDADE IMPORTA O referencial Blogs em Pt contabiliza 611 lusoblogues. Mas a julgar pela tempestade monotemática de posts que por aí anda (e em que me incluo), parecemos só meia dúzia. Isto reflecte assim tanto a nossa dimensão ?
HÁ ESPERANÇA ! No meio da minha azáfama habitual das segundas-feiras (sim, estou a trabalhar) consigo alguns minutos para ligar a uma amiga. Pergunto-lhe se a incomodo: «Não, nada. Estou em casa, e estava só ali ao piano a tocar a "Sonata ao luar" de Beethoven». É por respostas destas que eu acho que a vida vale a pena.
A CIMEIRA QUE ABALOU O MUNDO Já foi muito comentada por essa enorme blogosfera a cimeira de paz realizada ontem, em directo, por Herman e Teresa. Desavindos há anos, eis que se reencontram. Uma criatura mais malévola que comigo convive deu uma explicação: «É natural que duas pessoas com gostos em comum façam as pazes». Registo.
A NOVA BÍBLIA Alertado pelo Gato, lá fui espreitar o novel blogue Caderneta da Bola. E é tudo o que disseram: futebol com gosto pela anedota, cromos perdidos, humor e visão distanciada, paixão pelo jogo...Perfeito para quem gosta do jogo e de tudo à volta, e a mais saudável alternativa à Tristíssima Trindade dos diários «desportivos» nacionais. Parabéns !
sexta-feira, junho 06, 2003
quinta-feira, junho 05, 2003
E ASSIM ACONTECEU Estive ontem em mais um encontro do "É a cultura, estúpido", cujo tema principal era os blogs e bloggers lusos. A coisa não correu mal de todo, visto a esta distância e tendo em conta que eu era um dos oradores. A sala do S.Luiz estava cheia - de curiosos, bloggers silenciosos e a Graça Lobo. As opiniões do Pedro Mexia e do Zé Mário Silva sobre os livros que andam e não andam a ler foram curtas, divertidas e inteligentes. A stand up comedy do Ricardo foi, como de costume, genial. Muito bom o momento em que leu uma crónica da incontornável Camila Coelho. Quanto ao debate em si, pareceu-me ali uma certa falta de preparação da Anabela Mota Ribeiro, obcecada que estava em saber se os blogs eram de "esquerda" ou "direita" e se nós tínhamos vida própria. Haveria muito mais a dizer - a questão deste meio ser de liberdade absoluta - e provavelmente o único, nesta altura - de ser um depositário das idissincrassias das pessoas - logo, tornando um objecto virtual demasiadamente humano - e até dos poucos lugares onde há paixão inteligente. E isto só para citar algumas vantagens. Infelizmente, AMR não esteve para isso. Mas o que é certo é que quando a plateia foi instada a pronunciar-se ninguém falou. E eles estavam lá!
Gostei muito de conhecer o Tiago e a veemência inteligente da Mariana, que, como se não bastasse, é bonita (por favor, isto NÃO é um comentário sexista, é uma nota de reportagem).
NÃO gostei de NÃO ter conhecido o Maradona e o MacGuffin, que estiveram lá e não se apresentaram. Cobardes! Nem levam links para aprenderem. Mas, all in all, um bom fim de tarde (e de noite, diria eu. Mas isso não conto.)
Gostei muito de conhecer o Tiago e a veemência inteligente da Mariana, que, como se não bastasse, é bonita (por favor, isto NÃO é um comentário sexista, é uma nota de reportagem).
NÃO gostei de NÃO ter conhecido o Maradona e o MacGuffin, que estiveram lá e não se apresentaram. Cobardes! Nem levam links para aprenderem. Mas, all in all, um bom fim de tarde (e de noite, diria eu. Mas isso não conto.)
terça-feira, junho 03, 2003
O HOMEM SABIA Esgravatando com renovado prazer os shorter poems do senhor Auden, descobri este pequeno comentário, que bem podia servir de aviso a estes dias que atravessamos:
Private faces in public places
Are wiser and nicer
Than public faces in private places
Private faces in public places
Are wiser and nicer
Than public faces in private places
domingo, junho 01, 2003
SÓ UM POUCO DE VAIDADE Eu não sou um rapaz vaidoso, e muito menos um Oscar Wilde (em matéria de luminosidade de conversação, talento e tudo o resto...). Mas confesso que fiquei orgulhoso da minha réplica a um amigo meu, esquerdista anti-guerra convicto e responsável pela mais importante editora discográfica a funcionar em Portugal. Dizia-me ele, em pleno Coliseu, no intervalo dos Globos de Ouro:
-Então, onde é que estão as armas de destruição maciça ? Não encontraram nem uma.
-Pois não, estou devastado . Só encontrámos valas comuns.
-Então, onde é que estão as armas de destruição maciça ? Não encontraram nem uma.
-Pois não, estou devastado . Só encontrámos valas comuns.
OH HAPPY DAY ! O clube do meu coração e cabeça , a Académica de Coimbra, fiel à sua estética hitchcockiana, assegurou a manutenção na "Super"Liga no último jogo do campeonato. Agora só resta abandonarem a condição de casa de repouso de prestígio e correrem com o senhores Artur Jorge e Raul Águas. É que há coisas que não se aguentam nem de borla.
sexta-feira, maio 30, 2003
DAMN! Fui ao Frágil ouvir os Rádio Macau. E, bolas - gostei muito ! É como dizia o Mestre: "I grow old...I shall wear the bottom of my trousers rolled".
segunda-feira, maio 26, 2003
ANTECIPANDO OS INSULTOS Eu até gosto do desbragamento libertário d' O Meu Pipi, que utiliza os palavrões como eles devem ser utilizados - e não em contextos literais de significação (Deus, soltou-se o Prado Coelho que há em mim!). Mas achava muito mais graça se o autor dos posts fosse uma mulher.
PALAVRAS PARA QUÊ ? Para todos aqueles que como eu prestam uma obsessiva atenção às letras das canções, este é o lugar a visitar. A colecção de letras mal ouvidas é deliciosa e toca a todos: por exemplo, "eight days a week, I love you" (dos Beatles) passa a "eight days Louise, I love you"; ou o já clássico "There's a bathroom on the right", para "there's a bad moon on the rise". Brilhante.
MAIS UM ! O Tradução orgulha-se de saudar o novel 7000 Nomes e desejar-lhe felicidades na blogoesfera. O 7000 é um blog que me é, hum, familiar e vale a pena a visita: a religião mistura-se com listas de nomes para cães que por sua vez se conjugam com links de palavras cruzadas. Um blog à deriva, sem rumo certo mas que sabe muito bem para onde vai. O motto bem podia ser aquele verso de uma canção do Peter Murphy: "Look for what seems out of place". Um abraço!
domingo, maio 25, 2003
COISAS TÃO FELIZES
Entre amigo e amigo
jamais se afastam
coisas tão felizes
os instantâneos silêncios de certas formas
os protestos inocentes à nossa passagem
a natureza fortuita, dizia eu
imortal, dizias tu
do vento ?
José Tolentino Mendonça
Ontem conheci a Ana do Modus Vivendi, e o mistério das palavras, por uma vez, confirmou-se: a Ana é tudo o que escreve, com a vantagem de ouvi-la e vê-la ser infinitamente melhor. Este poema é para ela. E proponho a geminação dos nossos blogues!
Entre amigo e amigo
jamais se afastam
coisas tão felizes
os instantâneos silêncios de certas formas
os protestos inocentes à nossa passagem
a natureza fortuita, dizia eu
imortal, dizias tu
do vento ?
José Tolentino Mendonça
Ontem conheci a Ana do Modus Vivendi, e o mistério das palavras, por uma vez, confirmou-se: a Ana é tudo o que escreve, com a vantagem de ouvi-la e vê-la ser infinitamente melhor. Este poema é para ela. E proponho a geminação dos nossos blogues!
sexta-feira, maio 23, 2003
ÉTICA REPUBLICANA Não vale a pena: mais cedo ou mais tarde teria de falar das recentes prisões relacionadas com o processo de pedofilia. E não sei do que me sinta mais enojado: se da posição corporativa do Partido Socialista (com um ex-ministro da Justiça a invectivar o que sempre defendeu), se com as afirmações irresponsáveis de Jorge Sampaio, ao dizer que não abandona um amigo (Paulo Pedroso). Se o senhor não fosse Chefe de Estado, até passava. Mas é, e os Chefes de Estado não têm amigos, pelo menos publicamente e muito mais se estão sob suspeita (o que dirá o presidente se Pedroso for provado como culpado?). Cada vez estou mais contente de ser monárquico (mas não Maurassiano, poupem-me às visões feudalistas da coisa).
NÃO ENGANA NINGUÉM Hoje ao almoço, num self-service, quem me antecedia na fila era o director do Expresso e editorialista extraordinaire José António Saraiva. E não é que o homem fala como escreve? Assim: «Queria um bitoque.
Ou talvez não. Também gosto de peixe.
Só que o bitoque tem bom aspecto.
Para não falar na massa gratinada.
Quero um bocadinho de tudo.
Por causa das coisas.»
A coerência é muito bonita.
Ou talvez não. Também gosto de peixe.
Só que o bitoque tem bom aspecto.
Para não falar na massa gratinada.
Quero um bocadinho de tudo.
Por causa das coisas.»
A coerência é muito bonita.
terça-feira, maio 20, 2003
SOCORRO ! O Tradução engordou (deve é estar inchado de tantos elogios imerecidos) e eu não gosto disto. Quero o meu velho template back! O que é que eu faço ? Alguém me pode ajudar ? Anyone ? Por favor, uma alma caridosa que explique o que eu posso fazer como se explicasse a uma criança...O mail é major_scobie@hotmail.com
segunda-feira, maio 19, 2003
BE STILL, MY FOOLISH HEART ! O que eu daria para estar agora ao balcão do bar do Ritz, com o excelente Paulo Costa a confeccionar-me um destes meninos...
UM ABRAÇO Eu sei que as relações entre bloguistas são mesmo endogâmicas, mas isso não é mau em si. De que maneira poderia saudar um dos meus blogues de referência, o do MacGuffin ? O homem vive em Évora, cita Isaiah Berlin, gosta de Smiths e escreve sempre de um modo estimulante. Felizmente que se aproxima o dia em que almas gémeas como estas se irão todas conhecer.
FELGUEIRAS REVISITED Quem me conhece sabe que não sou (muito) assim. Mas ao rever as imagens do "povo" de Felgueiras a espumar de raiva e em fato de treino, não pude deixar de lembrar com simpatia o Futurista Belga de "Brideshead Revisited", Jean Brissac de La Motte, "(who) claimed the right to bear arms in any battle anywhere against the lower classes".
SINCERO AGRADECIMENTO À Ana, que teve a amabilidade de corresponder à mútua admiração que o Tradução tem por ela e por aquilo que escreve. E até colocou o meu soneto de Shakespeare favorito...*momento de voz embargada enquanto limpa uma lágrima* . Como dizia o outro, este é o princípio de uma bela amizade.
sexta-feira, maio 16, 2003
VAMOS LÁ FALAR A SÉRIO Continua a discussão sobre a superioridade ou não do futebol inglês e a sua relação com o rugby (tese do Maradona). Por mim, esta discussão prolongar-se-á não aqui, mas em qualquer lado que ofereça uma cervejinha e ambiente condigno. Se houver mais interessados, façam o favor de me escrever.
GUARDA CHE LUNA Os leitores mais atentos já terão reparado que temos nova tradutora: a Luna, que iniciou a sua colaboração com o post anterior. Não é o meu alter ego feminino - nunca iniciaria um blog com um poema em francês, por mais admiração que tenha por alguns poetas da Frogolândia. Mas é outra voz e outra tradução simultânea da realidade. Não subscreverei tudi o que ela escrever, e o inverso também é verdadeiro. Mas nesta casa há regras, e por isso vamos todos dar-nos muito bem. O e-mail é o mesmo: major_scobie@hotmail.com.
( 4:05 AM )
" IVRESSE DE LUNE
Le vin que l'on boit par les yeux
A flots verts de la Lune coule,
Et submerge comme une houle
Les horizons silencieux.
De doux conseils pernicieux
Dans le philtre negent en foule,
Le vin que l'on boit par les yeux
A flots verts de la Lune coule.
Le Poète religieux
De l'étrange absinthe se soûle
Aspirant, jusqu'à ce qu'il roule
Le geste fou, la tête aux cieux,
Le vin que l'on boit par les yeux! "
Albert Giraud
" IVRESSE DE LUNE
Le vin que l'on boit par les yeux
A flots verts de la Lune coule,
Et submerge comme une houle
Les horizons silencieux.
De doux conseils pernicieux
Dans le philtre negent en foule,
Le vin que l'on boit par les yeux
A flots verts de la Lune coule.
Le Poète religieux
De l'étrange absinthe se soûle
Aspirant, jusqu'à ce qu'il roule
Le geste fou, la tête aux cieux,
Le vin que l'on boit par les yeux! "
Albert Giraud
quinta-feira, maio 15, 2003
SINATRA Queria escrever-vos sobre Sinatra, agora que passaram cinco anos sobre o desaparecimento do Mestre. Que eu tenha reparado, na blogoesfera só as Crónicas Matinais da cada vez mais excelente Ana Albergaria fizeram menção ao facto. Mas Sinatra confunde-se tanto com a minha vida que prefiro deixar para amanhã. Por agora, regresso à vidinha com o Frank a cantar "In the wee small hours of the morning - that's the time you miss her most of all".
20 ANOS
"And if a double-decker bus
crashes into us
to die by your side
oh the pleasure, the privilege is mine"
"And when you say it's gonna happen now
well, what exactly do you mean ?
See, I've already waited too long
And all my hope is gone"
"I was happy in a haze of a drunken hour
and Heaven knows I'm miserable now"
"Haven't had a dream in a long time
see the luck I've had - could turn a good man
bad
So for once in my life
Let me get what I want
God knows it will be the first time"
A 13 de Maio de 1983 surgiam os The Smiths. Nada foi o mesmo no mundo maravilhoso da música pop.
"And if a double-decker bus
crashes into us
to die by your side
oh the pleasure, the privilege is mine"
"And when you say it's gonna happen now
well, what exactly do you mean ?
See, I've already waited too long
And all my hope is gone"
"I was happy in a haze of a drunken hour
and Heaven knows I'm miserable now"
"Haven't had a dream in a long time
see the luck I've had - could turn a good man
bad
So for once in my life
Let me get what I want
God knows it will be the first time"
A 13 de Maio de 1983 surgiam os The Smiths. Nada foi o mesmo no mundo maravilhoso da música pop.
quarta-feira, maio 14, 2003
RUGBY E FUTEBOL INGLÊS Fico contente por haver tantas opiniões em relação ao futebol inglês. Desta vez, o Zé Diogo Quintela pediu-me que publicasse o seguinte mail, numa espécie de acrescento ao mail do Maradona:
"O Maradona, quando compara o futebol inglês ao rugby, não anda longe da verdade, mas só no sentido em que, tal como os jogadores de rugby, os futebolistas ingleses só ficam no chão quando estão mesmo lesionados. Isso do rugby ser violento é um mito urbano. O rugby é mas é durinho.
Além disso, é técnica e tacticamente mais evoluido do que o futebol - explicando: os jogadores precisam de ter maiores aptidões físicas e um maior conhecimento do jogo para o jogar bem -, é mais "de equipa" do que o futebol e... de momento não me ocorrem assim muito mais coisas, mas estas duas sei eu que são. Desculpem o arrevezado do mail, mas estou a correr ao mesmo tempo que o escrevo e impunha-se este esclarecimento. Abraço. ZDQ"
Acresce dizer que o Zé Diogo foi um aceitável jogador de rugby até que um lamentável acidente o deixou com uma barriguinha bastante desenvolvida. Pronto, e venham mais opiniões!
"O Maradona, quando compara o futebol inglês ao rugby, não anda longe da verdade, mas só no sentido em que, tal como os jogadores de rugby, os futebolistas ingleses só ficam no chão quando estão mesmo lesionados. Isso do rugby ser violento é um mito urbano. O rugby é mas é durinho.
Além disso, é técnica e tacticamente mais evoluido do que o futebol - explicando: os jogadores precisam de ter maiores aptidões físicas e um maior conhecimento do jogo para o jogar bem -, é mais "de equipa" do que o futebol e... de momento não me ocorrem assim muito mais coisas, mas estas duas sei eu que são. Desculpem o arrevezado do mail, mas estou a correr ao mesmo tempo que o escrevo e impunha-se este esclarecimento. Abraço. ZDQ"
Acresce dizer que o Zé Diogo foi um aceitável jogador de rugby até que um lamentável acidente o deixou com uma barriguinha bastante desenvolvida. Pronto, e venham mais opiniões!
terça-feira, maio 13, 2003
É O ROSAS, SENHORES Segundo nos conta o excelente Intermitente, a III Convenção do Bloco de Esquerda foi animada pelo slogan "O povo está em luta contra o cherne e a chaputa ! ". Eu repito: o povo está em luta contra o cherne e a chaputa. Rapazes do Gato Fedorento: párem de dar ideias ao Bloco de Esquerda, se fazem favor.
A BLOG IS BORN Uma saudação especial para o aparecimento do Modus Vivendi. Logo nos primeiros posts, a Ana convoca um exército de peso: Wittgenstein, Ovídio, TS Eliot...e um soneto de Shakespeare felizmente sem ser na tradução de Graça Moura. Ana, dois favores: um dia lembra-te de colocar o LXXI - é um dos meus favoritos - e deixa um endereço electrónico para que te possa felicitar «pessoalmente». Viva o Vivendi!
segunda-feira, maio 12, 2003
POST SÓ PARA QUEM GOSTA DE BOLA A propósito de um post (UM POUCO DE BOLA) em que insinuava aos gritos a supremacia do futebol inglês, o excelente Maradona honrou-me com o seguinte mail:
"Não podia discordar mais. O futebol inglês, apesar de mais emotivo que o italiano, sofre de uma irredutivel falta de qualidade técnica, aquilo que importa, no fundo, no fundo. À excepção do Manchester, do Arsenal e de uns pretos das ex-colonias espalhados pelo Liverpool ou pelo Leeds, tudo o resto resume-se a carrinhos, centros para a área e ressaltos no meio campo.
Os ingleses, bem vistas as coisas, nunca cortaram o cordão umbilical entre o rugbi e o futebol. Valorizam a entrega, o trabalho, a simplicidade "de processos".
O futebol do Real Madrid, indiscutivelmente a unica coisa que interessa neste momento, à parte o Henry e as tabelinhas do Bergkamp (o segundo jogador mais inteligente do mundo), é complexo, intrincado, e, mais importante que marcar golo ou ganhar a partida, o que lhes interessa é mesmo manter a bola dentro de campo.
Não sei como justificar o Manchester sem ser com a excepção à regra, mas, de tudo o que de bom veio da Grã Bretanha em matéria de futebol, nenhuma tem a ver com caracteristicas que o Boavista tambem não valorize. O resto, como o Arsenal, é importado!
Quanto ao mais, concordo plenamente: as actuais equipas italianas, caceteiros juventinos á cabeça (o jogo em Barcelona foi um escandalo), deveriam ser martirizadas, a bem do futebol! "
Bom, vamos lá ver: o futebol "britânico" não é coisa bonita - ninguém morre de amores em ver um jogo do campeonato galês ou escocês, onde predomina a estética "aí-vai-disto". Vale pelo entusiasmo e pelo respeito do público ao jogo (sim, haverá sempre hooligans, mas esses até os tem o Real Madrid). O futebol inglês, pelo seu lado, já não é assim. Aprenderam. Têm dinheiro (alguns). Têm educação. Têm tradição. Querem ganhar. Basta pensar no que sofreram as Taças Europeias com o afastamento das equipas inglesas (que eram então bastante menos europeizadas). E quando voltaram , foi o que se viu - há sempre uma até aos quartos-de-final, pelo menos.
O futebol inglês mudou, não só pela importação (só Deus sabe o que me custa ver o Arsenal na mão dos franceses) mas pela compreensão. Têm o melhor dos dois mundos - entusiasmo e, sim, técnica. Claro que há jogos mauzinhos, mas troco qualquer um desses por um jogo com o Boavista. Mas o melhor será mesmo ver a final da FA Cup, já no dia 14 (se não me engano), entre o Arsenal e o Southampton, que a semana passada perdeu 1-6...com o Arsenal. Veja-se a atitude das equipas...e depois falamos.
Quanto ao resto, de acordo. Mas o Bergkamp é ainda o mais inteligente jogador do mundo (e com melhor aspecto). E obrigado, Maradona!
"Não podia discordar mais. O futebol inglês, apesar de mais emotivo que o italiano, sofre de uma irredutivel falta de qualidade técnica, aquilo que importa, no fundo, no fundo. À excepção do Manchester, do Arsenal e de uns pretos das ex-colonias espalhados pelo Liverpool ou pelo Leeds, tudo o resto resume-se a carrinhos, centros para a área e ressaltos no meio campo.
Os ingleses, bem vistas as coisas, nunca cortaram o cordão umbilical entre o rugbi e o futebol. Valorizam a entrega, o trabalho, a simplicidade "de processos".
O futebol do Real Madrid, indiscutivelmente a unica coisa que interessa neste momento, à parte o Henry e as tabelinhas do Bergkamp (o segundo jogador mais inteligente do mundo), é complexo, intrincado, e, mais importante que marcar golo ou ganhar a partida, o que lhes interessa é mesmo manter a bola dentro de campo.
Não sei como justificar o Manchester sem ser com a excepção à regra, mas, de tudo o que de bom veio da Grã Bretanha em matéria de futebol, nenhuma tem a ver com caracteristicas que o Boavista tambem não valorize. O resto, como o Arsenal, é importado!
Quanto ao mais, concordo plenamente: as actuais equipas italianas, caceteiros juventinos á cabeça (o jogo em Barcelona foi um escandalo), deveriam ser martirizadas, a bem do futebol! "
Bom, vamos lá ver: o futebol "britânico" não é coisa bonita - ninguém morre de amores em ver um jogo do campeonato galês ou escocês, onde predomina a estética "aí-vai-disto". Vale pelo entusiasmo e pelo respeito do público ao jogo (sim, haverá sempre hooligans, mas esses até os tem o Real Madrid). O futebol inglês, pelo seu lado, já não é assim. Aprenderam. Têm dinheiro (alguns). Têm educação. Têm tradição. Querem ganhar. Basta pensar no que sofreram as Taças Europeias com o afastamento das equipas inglesas (que eram então bastante menos europeizadas). E quando voltaram , foi o que se viu - há sempre uma até aos quartos-de-final, pelo menos.
O futebol inglês mudou, não só pela importação (só Deus sabe o que me custa ver o Arsenal na mão dos franceses) mas pela compreensão. Têm o melhor dos dois mundos - entusiasmo e, sim, técnica. Claro que há jogos mauzinhos, mas troco qualquer um desses por um jogo com o Boavista. Mas o melhor será mesmo ver a final da FA Cup, já no dia 14 (se não me engano), entre o Arsenal e o Southampton, que a semana passada perdeu 1-6...com o Arsenal. Veja-se a atitude das equipas...e depois falamos.
Quanto ao resto, de acordo. Mas o Bergkamp é ainda o mais inteligente jogador do mundo (e com melhor aspecto). E obrigado, Maradona!
SADDAM, BY NIGHT Quem leu ontem na revista Pública o excelente artigo de Paulo Moura, onde recolhe um depoimento de um iraquiano que esteve nas prisões de Saddam, terá ficado com uma pequena luz sobre as trevas do regime de Hussein. Prisões aleatórias, execuções sumárias por se contarem anedotas, tortura para quem roubou aspirinas... Para não falar dos atletas internacionais iraquianos que tinham como opções ganhar ou ser espancados... É o género de coisas que dá bom nome às Cruzadas.

